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CAP 3 -

Importância do contexto pré-


escolar e suas implicações nos
comportamentos sociais
Formadora: Apolónia Nunes
O que nos diz a legislação portuguesa sobre a
importância da educação pré-escolar?

 De acordo com a 
Lei Quadro da Educação Pré-Escolar, a
educação pré-escolar deve ser considerada
como a primeira etapa do processo
educativo das crianças, complementar ao
familiar, favorecendo um
desenvolvimento pessoal equilibrado e
uma inserção salutar na sociedade.
 Além disso, a mesma Lei também aponta
para os benefícios na frequência de uma
educação pré-escolar
num estabelecimento apropriado para o
efeito:
• Promove o desenvolvimento social da
criança, ao fomentar a sua inserção
em grupos de crianças social e
culturalmente heterogéneos;
• Promove o respeito pelas características
individuais;
• Promove o desenvolvimento das relações
interpessoais com outras crianças e
adultos;
• Possibilita o despiste de inadaptações,
deficiências e precocidades;
• Possibilita o desenvolvimento
de competências comunicativas;
Primeiros Comportamentos Sociais
 Uma criança que fosse incentivada a brincar
durante muito tempo sozinha, tenderia a
apresentar comportamentos de isolamento

 De outro lado, caso fosse estimulada a somente


estar em grupos, tenderia, com o passar do tempo,
a apresentar problemas de concentração
 É importante, pois, os pais permitirem tanto que
seus filhos tenham seus momentos dedicados a
brinquedos individuais como massinhas, jogos de
memória, quebra-cabeças, entre outros.

 como também momentos de convívio com os


colegas, inclusive até mesmo usando os
brinquedos que utilizam nas suas brincadeiras
solitárias.

 A observação que as crianças fazem das pessoas


e das situações é de fundamental importância para
o comportamento social delas
 Depois de adquirirem um certo conhecimento do
mundo, aos 3 anos, elas já têm iniciativas de falar
de si mesmas ou das pessoas que estão ao redor
delas, iniciando as trocas de ideias.

 A partir desta idade, contar histórias, desenvolver


a imaginação das crianças ouvindo as histórias
que elas inventam e desenvolver actividades
teatrais com elas é o reconhecimento de que as
crianças já estão caminhando para se tornarem
indivíduos na sociedade.
VIDA SOCIAL: A Criança
Brincadeiras
 Brincar é fazer amigos. Brincando, a criança
desenvolve sua capacidade criativa, integra-se no
mundo e aprende a viver.

 Saber relacionar-se com outras pessoas de forma


saudável requer um longo aprendizado. Em cada
fase do seu desenvolvimento, a criança prepara-se
um pouco mais para ser um adulto bem integrado
socialmente.
 Através dos brincadeiras e jogos, a criança
aprende desde cedo a relacionar-se com o mundo,
com seus semelhantes, a incorporar novas
conceções e padrões de comportamento.

 Realiza, enfim, uma aprendizagem social. E isso é


indispensável para que ela cresça física e,
sobretudo, mentalmente.
 Durante todo o primeiro ano de vida, os adultos
dominam o interesse do bebe.

 Mas, a partir daí, as outras crianças, antes


olhadas com indiferença, vão ter um papel cada
vez mais importante na sua socialização.

 Nesse período, a criança já briga com outra na


disputa de um objecto e aparecem indícios do uso
social dos brinquedos.

 Dois meninos conseguem, por exemplo, brincar em


conjunto com uma bola, rolando-a de um para
outro.
Primeira infância
 A primeira infância é a base para todas as
aprendizagens humanas. Estudos demonstram
que a qualidade de vida de uma criança entre o
nascimento e os seis anos de idade pode
determinar as contribuições que ela trará à
sociedade quando adulta.
 Se este período incluir suporte para o crescimento
cognitivo, desenvolvimento da linguagem,
habilidades motoras, adaptativas e aspectos sócio-
emocionais, a criança terá uma vida escolar bem-
sucedida e relações sociais fortalecidas.
CURIOSIDADES DA PRIMEIRA INFÂNCIA

 estudos demonstram que é durante a primeira


infância que o cérebro humano desenvolve a
maioria das ligações entre os neurónios.
 Até os 3 anos de idade, as cerca de 100 bilhões
de células cerebrais com as quais uma criança
nasce desenvolvem 1 quatrilhão de ligações.
 O número é o dobro de conexões que um adulto
possui.
 Aos 4 anos, estima-se que a criança tenha
atingido metade do seu potencial intelectual.
Primeiros Comportamentos sociais
 No inicio da segunda infância as crianças
começam a se comportar socialmente de maneira
mais rude. Forma que precede o seus
comportamentos sociais

 Muitos desses comportamentos apresentam um


excesso de qualidades que são virtudes quando
mantido em moderação.

 A criança ainda não aprendeu a quantidade e os


estilos próprios desses actos e atitudes
 Negativismo

 Produto da intolerância adulta

 Rivalidade

 Zombar e Maltratar

 Ciúme

 Grupos ( gangues )
Desenvolvimento Moral
 A “mentalidade infantil” é diferente da do adulto,
pela estrutura e funcionamento.
 ausência de uma verdadeira lógica das relações e
das classes, por uma grande dificuldade em
considerar a realidade de um ponto de vista
realmente objectivo e pela ausência de normas
morais verdadeiras que se impõem com
necessidade.
 Pensamento pré-lógico, pré-causal e pré-moral:
egocentrismo se manifesta nos níveis da
linguagem, do raciocínio, da explicação dos
fenômenos físicos e do julgamento moral.

 Os factores sociais intervirão no aparecimento do


raciocínio lógico, por meio de uma tomada de
consciência dos conteúdos e passos do próprio
pensamento.

 Os factores biológicos da assimilação e de seu


pólo oposto não são, portanto, suficientes para que
o pensamento se torne lógico.
 Segundo Hamachek (1979), a criança
gradualmente se torna um ser social na sua própria
experiência e age em relação a si mesma de modo
análogo aquele pelo qual age em reacção aos
outros.

 interacção social é o meio de troca mediante o qual


afiamos as nossas percepções do mundo exterior,
desenvolvemos as nossas atitudes a respeito de
nós mesmos
– A criança que vive uma vida dominada
pela obediência às regras de outros pode
desenvolver uma moralidade de
obediência cega à autoridade
– Este indivíduo pode ser facilmente
conduzido por qualquer autoridade ou,
em vista do fracasso para desenvolver
um sentimento pessoal acerca da
necessidade de regras morais.
– a criança obediente pode eventualmente
rebelar-se, aberta ou veladamente
 A moralidade heterônoma significa que o indivíduo
não regula seu comportamento por meio de
convicções pessoais
 Ao invés disso, sua actividade pode ser regulada
pelo impulso ou obediência impensada
 0 controle externo das crianças tem
seus limites.
 As crianças podem conformar-se no
comportamento, mas os sentimentos
e crenças não podem ser tão
facilmente controlados.
 A medida que as crianças crescem
fisicamente, a possibilidade de
controle comportamental diminui.

 A única possibilidade real para


influenciar-se o comportamento das
crianças quando estão por sua própria
conta é apoiar a construção gradual
da moralidade, conhecimento,
inteligência e personalidade.