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ENGENHARIA CLÍNICA COMO UMA FERRAMENTA DE GESTÃO DE

GESTÃO DE CUSTOS EM HOSPITAIS


Antonio Jorge Miranda Duplat Júnior

INTRODUÇÃO
A administração de um EAS (Estabelecimento Assistencial a Saúde) precisa, nos dias atuais, ter entre seus parâmetros mais
importantes o controle de seus custos, sejam estes inerentes do seu funcionamento rotineiro, planejamento das ampliações,
reformas ou reposição de matérias e equipamentos. Os indicadores de qualidade da Engenharia Clinica podem ser utilizados
como uma ferramenta deste controle e gestão de custos, permitindo uma otimização dos recursos utilizados e melhor
planejamento de investimentos. Este trabalho tem como objetivo demonstrar como as ferramentas utilizadas na gestão de
tecnologia, utilizada pelos engenheiros clínicos, pode ser aplicada de forma a auxiliar a correta utilização de recursos e
investimentos para uma administração hospitalar eficiente.

RECURSOS METODOLÓGICOS
A metodologia inicial do trabalho consistiu em um levantamento
histórico e bibliográfico dos conceitos sobre o desenvolvimento
tecnológico, estrutural e administrativo dos hospitais desde a
década 1970 até os dias atuais. Sendo utilizados autores de
referencias nacional e internacional na área de Engenharia Clinica, Engenharia Biomédica e Gestão Hospitalar, normas
publicadas pelo ministério da saúde e bibliografias recomendadas
pela ANVISA(Agencia de Vigilância Sanitária). A finalização é
Estabelecida com o cruzamento de informações dos dados de
formar a exemplificar o tema abordado da utilização da
Engenharia Clinica como ferramenta de gestão de custos.

DESENVOLVIMENTO
O aparecimento da medicina cientifica os avanços tecnológicos desde o final do XIX provocaram uma mudança nos hospitais,
suas estruturas se ampliaram, em um enorme agregado de diversidade tecnológica e infraestrutura complexa, importantes
mudanças ocorreram visando a reorientação das ações e políticas no âmbito da assistência e uma delas foi a racionalização
das ofertas de serviço e a modernização da gestão, visando a controlar gastos de saúde. Tendo em vista a evolução
tecnológica e estrutural dos EAS desde 1970 até os dias atuais a Engenharia Clinica foi introduzida nos hospitais e clinicas
como um elemento para corrigir as falhas elétricas, a conservação, manutenção, correta metrologia e garantia de segurança
no uso das crescentes tecnologias medicas, demandavam uma estrutura aperfeiçoada e focada na conservação das mesmas.
Estes mesmos elementos que tonaram os hospitais em unidades de gestão de saúde demandam uma evolução de sua gestão,
principalmente no que que se refere a custos, neste aspecto os conceitos e os métodos decisórios e planejamento de
projetos inerentes as engenharia tornam Engenharia Clinica em uma das ferramentas fundamentais para auxiliar, tanto na
redução de custos operacionais e planejamento analítico dos investimentos em tecnologia medica hospitalar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os EAS precisam estruturar a sua gestão de acordo com evolução dos seus serviços e tecnologia que já é parte inerente a sua
rotina, dentre estas estruturações a gestão balizada de seus custos e criação de ferramentas adequadas para controles dos
investimentos e gastos, o Estudo demonstrou que os indicadores utilizados pelas Engenharias Clinicas são fundamentais para
que a corpo diretor de um EAS, possa realizar analises de investimentos mais completas para auxiliar as tomadas de decisões
que regem investimentos, redução de custos e a manutenção dos gastos de rotina de forma mais eficaz.

REFERÊNCIAS BÁSICAS
1) YADIN, David, WOLF, W.von Maltzahn, MICHAEL, R.Neuman, JOSEPH, D.Bronzin. CLINICAL ENGENIEERING. Londres:CRC PRESS 2005;
2) MINTZBERG, H, CRIANDO ORGANIZAÇÕES EFICAZES: ESTRUTURAS EM CINCO CONFIGURAÇÕES, São Paulo, Atlas, 1995;
3) BRONZINO, J. D. THE BIOMEDICAL ENGINEERING HANDBOOK. 3A ED. BOCA RATON: CRC Press, 2006.

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(*) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), para a obtenção do Título de Especialista em Engenharia Clínica, apresentado em 28 NOV 2014