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Aço - Liga

Engenharia de produção - Ciência dos Materiais


Aço - Liga

Estrutura da Apresentação
Introdução
História
Aço
Aços Ligas
Propriedades Físicas
Vantagens
Diagrama
Elementos mais comuns
Especificações
Classificação
Aplicações

Engenharia de produção - Ciência dos Materiais


Aço - Liga

Introdução
Apesar da grande variedade de metais existentes, a maioria
não é empregada em estado puro, mas em ligas com propriedades
alteradas em relação ao material inicial, o que visa, entre outras coisas,
a reduzir os custos de produção.
As indústrias automobilísticas, aeronáuticas, navais, bélicas e
de construção civil são as principais responsáveis pelo consumo de
metal em grande escala.
As ligas possuem propriedades diferentes dos elementos que
as originam. Algumas propriedades são tais como diminuição ou
aumento do ponto de fusão, aumento da dureza, aumento da
resistência mecânica.

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Aço - Liga

História
A fabricação de ferro teve início na Anatólia, cerca de
2000 a.C. tendo sido a Idade do Ferro plenamente estabelecida por
volta de 1000 a.C..
Neste período a tecnologia da fabricação do ferro espalhou-se
pelo mundo. Em, aproximadamente, 500 a.C., chegou às fronteiras
orientais da Europa e por volta de 400 a.C. chegou à China.
Os minérios de ferro eram encontrados em abundância na
natureza, assim como o carvão. Atualmente a maior quantidade de
matéria prima para produção de aço é a sucata proveniente dos
resíduos de fabricação industrial.

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Aço - Liga

Aço
Aço é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e
carbono, com percentagens deste último variando entre 0,008 e 2,11%.
Distingue-se do ferro fundido, que também é uma liga de ferro e
carbono, mas com teor de carbono entre 2,11% e 6,67%.
A diferença fundamental entre ambos é que o aço, pela sua
ductibilidade, é facilmente deformável por forja, laminação e extrusão,
enquanto que uma peça em ferro fundido é fabricada pelo processo de
fundição ou usinagem.

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Aço - Liga

Aços-liga
São aços que possuem elementos de ligas presentes nos
aços carbono em proporções mais altas, ou aços que possuam
elementos de ligas que normalmente não entram na composição dos
aços carbono.
Estas quantidades são determinadas com o objetivo de
promover mudanças nas propriedades físicas e mecânicas que
permitam ao material desempenhar funções específicas.
Os aços-liga costumam ser designados de acordo com o seu
elemento predominante.
Alguns exemplos:

Aço-níquel Aço-cromo Aço-cromo-vanádio

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Propriedades Físicas dos Aços Liga

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Vantagens em adicionar elementos de


liga nos aços
- Aumentar a usinabilidade

- Alterar as propriedades mecânicas

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- Aumentar a temperabilidade

- Conferir resistência à corrosão;

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- Conferir resistência ao desgaste

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LIGAS FERRO-CARBONO

0<%C<2 2<%C<4

Sem liga ou FERROS FUNDIDOS


AÇOS
Aço-carbono
Não contem nenhum elemento
de liga em quantidade superior Teores máximos de alguns elementos nos
aos mínimos indicados aços sem liga:
Aço ligado
• Al – 0,10 • Ni – 0,30
Aço de Se nenhum elemento de • Bi – 0,10 • Nb – 0,06
liga atingir um teor de 5% • B – 0,0008 • Pb – 0,40
baixa liga
• Cr – 0,30 • Se – 0,10
Aço de Se pelo menos um el. de • Co – 0,10 • Si – 0,50
liga ultrapassar um teor • Cu – 0,05 • Ti – 0,05
alta liga de 5%
• Mn – 1,65 • W – 0,01
• Mo – 0,08 • V – 0,10

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Elementos de Ligas mais comuns

Cr – Cromo Ni – Níquel V - Vanádio

Mo – Molibdênio W – Tungstênio Co - Cobalto

B – Boro Cu - Cobre

Mn - Manganês, Si - Silício, P - Fósforo, S - Enxofre (residuais)

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MANGANÊS (residual)

Agente dessulfurante e desoxidante

Aumenta a dureza e a resistência (%Mn>1%)

Baixa a temperatura de transformação da martensita

Entre 11-14% Mn alcança-se alta dureza, alta ductilidade e


excelente resistência ao desgaste (aplicações em ferramentas
resistentes ao desgaste)

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ENXOFRE (residual)

Agente fragilizador

Se combinado com Mn forma MnS que pode ser benéfico


(melhora a usinabilidade)

Está presente em altos teores em aços para usinagem fácil

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NÍQUEL

Aumenta a resistência ao impacto (2-5% Ni)

Aumenta consideravelmente a resistência à corrosão em aços


baixo carbono (12-20% Ni)

Com 36% de Ni tem-se coeficiente de expansão térmica


próximo de zero.

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CROMO

Aumenta a resistência à corrosão e ao calor

Aumenta a resistência ao desgaste (devido à formação de


carbetos de cromo)

Em aços baixa liga aumenta a resistência e a dureza

É normalmente adicionado com Ni (1:2)

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MOLIBIDÊNIO

Em teores < 0,3% aumenta a dureza e a resistência,


especialmente sob condições dinâmicas e a altas
temperaturas

Atua como refinador de grão

Melhora a resistência à corrosão

Forma partículas resistentes à abrasão

Contrabalança a tendência à fragilidade de revenido

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VANÁDIO

Forma carbetos que são estáveis a altas temperaturas

Inibe o crescimento de grão (0,03-0,25%) e melhora todas as


propriedades de resistência sem afetar a ductilidade

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TUNGSTÊNIO

Mantém a dureza a altas temperaturas


Forma partículas duras e resistentes ao desgaste à altas
temperaturas

Presente em aços para ferramentas

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SILÍCIO (residual)
Tem efeito similar ao Níquel

Melhora as propriedades de resistência com pouca perda de


ductilidade

Melhora a resistência à oxidação

Com 2% de Si é usado para a confecção de molas

Aumenta o tamanho de grão (necessário para aplicações


magnéticas)

Agente desoxidante

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BORO

É um agente endurecedor poderoso (0,001-0,003%)

Facilita a conformação à frio

Tem efeito 250-750 vezes ao efeito do Ni


100 vezes ao Cr
75-125 vezes ao Mo
Aços micro ligados

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ALUMÍNIO
Facilita a nitretação

Agente desoxidante

Controla o tamanho de grão pela formação de óxidos ou nitretos

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COBALTO

Melhora a dureza à quente

É usado em aços magnéticos

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FÓSFORO (Residual)
Aumenta a resistência dos aços baixo carbono

Aumenta a resistência à corrosão

Facilita a usinagem

Gera fragilidade à frio (0,04-0,025% no máximo)

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TITÂNIO

Reduz a dureza martensítica e a endurecibilidade de aços ao


cromo

Impede a formação da austenita em aços ao cromo

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Especificações
- BAIXAS TEMPERATURAS
Uso de aços-ligas para temperaturas inferiores à -45°C
(limite do aço carbono)

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- ALTA CORROSÃO
Serviços onde o fluido é corrosivo, mesmo quando em
temperaturas dentro da faixa usual de trabalho do aço carbono. Os
aços-ligas têm, geralmente, maior resistência à corrosão que o aço
carbono.

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-SEM CONTAMINAÇÃO
Serviços onde não pode haver contaminação dos produtos,
tais quais os produtos alimentícios e farmacêuticos. Nestes casos,
mesmo as corrosões moderadas, sempre geram resíduos que vão
contaminar o fluido contido no equipamento.

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-SEGURANÇA
Serviços com fluidos perigosos (temperaturas elevados,
tóxicos, inflamáveis, explosivos etc) ou em equipamentos de
importância, para os quais qualquer interrupção causa grandes
prejuízos.

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CLASSIFICAÇÃO
A classificação dos aços segundo as normas da SAE
(Society of Automotive Engineers - EUA) é a mais utilizada em
todo o mundo para aços-carbono e aços de baixa liga.

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A classificação SAE é baseada na composição


química do aço.
Cada composição normalizada pela SAE corresponde
a uma numeração com 4 ou 5 dígitos.

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Nas classificações, os 2 dígitos finais XX indicam os


centésimos da porcentagem de C (Carbono) contida no material,
podendo variar entre 05, que corresponde a 0,05% de C, a 95,
que corresponde a 0,95% de C. Se a porcentagem de C atinge
ou ultrapassa 1,00%, então o final tem 3 dígitos (XXX) e a
classificação tem um total de 5 dígitos.

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SAE 1XXX – Aço-Carbono


SAE 10XX – aço-carbono simples (outros elementos em porcentagens
desprezíveis, teor de Mn de no máximo 1,0%)
SAE 11XX – aço-carbono com S (Enxofre)
SAE 12XX – aço-Carbono com S e P (Fósforo)
SAE 13XX – aço com 1,6% a 1,9% de Mn (Manganês) (aço-
Manganês)
SAE 14XX – aço-Carbono com 0,10% de Nb (Nióbio)
SAE 15XX – aço-Carbono com teor de Mn de 1,0% a 1,65% (aço-
Manganês)

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SAE 2XXX – Aço-Níquel


SAE 23XX – aço com Ni entre 3,25% e 3,75%
SAE 25XX – aço com Ni entre 4,75% e 5,25%

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SAE 3XXX – Aço-Níquel-Cromo


SAE 31XX – aço com Ni entre 1,10% e 1,40% e com Cr entre 0,55% e
0,90%
SAE 32XX – aço com Ni entre 1,50% e 2,00% e com Cr entre 0,90% e
1,25%
SAE 33XX – aço com Ni entre 3,25% e 3,75% e com Cr entre 1,40% e
1,75%
SAE 34XX – aço com Ni entre 2,75% e 3,25% e com Cr entre 0,60% e
0,95%

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SAE 4XXX – Aço-Molibdênio


SAE 40XX – aço com Mo entre 0,20% e 0,30%
SAE 41XX – aço com Mo entre 0,08% e 0,25% e com Cr entre 0,40%
e 1,20%
SAE 43XX – aço com Mo entre 0,20% e 0,30%, com Cr entre 0,40%
e 0,90% e com Ni entre 1,65% e 2,00%
SAE 46XX – aço com Mo entre 0,15% e 0,30%, com Ni entre 1,40% e
2,00%
SAE 47XX – aço com Mo entre 0,30% e 0,40%, com Cr entre 0,35%
e 0,55% e com Ni entre 0,90% e 1,20%
SAE 48XX – aço com Mo entre 0,20% e 0,30%, com Ni entre 3,25% e
3,75%
SAE 5XXX – aço-Cromo
SAE 51XX – aço com Cr entre 0,70% e 1,20%

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SAE 5XXX – Aço-Cromo


SAE 51XX – aço com Cr entre 0,70% e 1,20%

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SAE 6XXX – Aço-Cromo-Vanádio


SAE 61XX – aço com Cr entre 0,70% e 1,00% e com 0,10% de V

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SAE 7XXX – Aço-Cromo-Tungstênio

Minério de Cromo-Tungstênio

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SAE 8XXX – Aço-Níquel-Cromo-Molibdênio


SAE 81XX – aço com Ni entre 0,20% e 0,40%, com Cr entre 0,30% e
0,55% e com Mo entre 0,08% e 0,15%
SAE 86XX – aço com Ni entre 0,30% e 0,70%, com Cr entre 0,40% e
0,85% e com Mo entre 0,08% e 0,25%
SAE 87XX – aço com Ni entre 0,40% e 0,70%, com Cr entre 0,40% e
0,60% e com Mo entre 0,20% e 0,30%

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SAE 92XX – Aço-Silício-Manganês


SAE 92XX – aço com Si entre 1,80% e 2,20% e com Mn entre 0,70%
e 1,00%

Minério de Manganês

SAE 93XX, 94XX, 97XX e 98XX – Aço-


Níquel-Cromo-Molibdênio
SAE 93XX – aço com Ni entre 3,00% e 3,50%, com Cr entre 1,00% e
1,40% e com Mo entre 0,08% e 0,15%
SAE 94XX – aço com Ni entre 0,30% e 0,60%, com Cr entre 0,30% e
0,50% e com Mo entre 0,08% e 0,15%
SAE 97XX – aço com Ni entre 0,40% e 0,70%, com Cr entre 0,10% e
0,25% e com Mo entre 0,15% e 0,25%
SAE 98XX – aço com Ni entre 0,85% e 1,15%, com Cr entre 0,70% e
0,90% e com Mo entre 0,20% e 0,30%

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