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Direito PENAL I

Aula 2

dr. Muhamad Inguane


Estrutura da apresentação

Âmbito (extensão) do Direito Penal


Direito Penal Material
Direito Processual Penal
Direito Penitenciário

Princípios Fundamentais do DP
Resumo da aula anterior (aula 1)
Formal Material
Descrevem
Conj/sistema de normas: •Crimes e agentes
Dto Penal •Estados de perigosidade
Fixam pressupostos de Criminal
aplicação das reacções •Pessoas criminalmente
criminais – penas e medidas perigosas
de seg. •Conseqs. jurídicas dos
crimes e tais estados.
Sentido Formal Sentido material
•Desobediência a lei penal Comportamento humano
Crime •Facto voluntário punível pela que lesa ou poe em perigo
lei penal – Art. 1 CP de lesão bens juridicos
necessários à normal conv.
na sociedade.
Ramo do Dto Público por ser tutelado pelo Estado. O jus
Natureza Jurídica do DP puniendi não se delega a particulares salvo em casos
previstos na lei (ex. legitima defesa)
• Já é sabido que em termos materiais, o Direito Penal
é o sistema de normas que descrevem os crimes e os
seus agentes, os estados de perigosidade criminal e
as pessoas criminalmente perigosas e as
consequências jurídicas da prática dos crimes e dos
estados de perigosidade criminal (Da Silva, p. 28)
Deste conceito frisar os seguintes termos:
 Crimes e agentes dos crimes
 Estados de perigosidade criminal
 Consequências jurídicas dos crimes
• Crime – facto voluntário punível pela lei penal– Art.
1º CP;
• Agentes dos crimes – autores, cúmplices ou
encobridores – Art. 19 CP
• Estados de perigosidade criminal – cfr arts. 67º e ss
CP ex. reincidentes e doentes mentais.
• Consequências jurídicas dos crimes e dos estados de
perigosidade criminal – sanções (penas e medidas
de segurança – arts. 54º e 70º, respectivamente do
CP).
• Entretanto, o Dto Penal (DP) não se esgota na
dimensão material acima referida. Há, pois, a
manifestação do prolongamento desta cadeira,
através do Dto Processual Penal (DPP) e do Dto
Penitenciário.
• O DPP é o sistema de normas que disciplinam a
aplicação do DP ao caso concreto pelos tribunais e
outros órgãos do Estado e o Direito Penitenciário trata
das penas privativas da liberdade – execução da pena
de prisão em que o criminoso for condenado (Da Silva,
2001, p. 28)
• O professor Eduardo Correira sustenta que o
conjunto de regras que fixam os termos e o processo
de averiguar se, num dado caso, se verificou o facto
previsto na lei criminal e qual a pena que lhe
compete, é o processo criminal.
• Entende-se, deste modo, que o DPP (DP adjectivo) é
instrumento de aplicação do DP (DP substantivo).
• Relativamente ao Dto Penitenciário a posição
adoptada pelo Professor Eduardo Correia é
mais elucidativa. Para ele, as normas do Dto
penitenciário lidam com a questão de como
serão tratados os condenados durante a sua
reclusão e depois da sua libertação.
• Ver arts. 2 e 3 da lei do Serviço Nacional
Penitenciário (SERNAP)– Lei nº 3/2013 de 16
de Janeiro de 2013.
Princípios Fundamentais do DP
• Exercício
1.Aprofundar os conteúdos dos princípios,
procurando, sempre que possível, confrontar
o respectivo enquadramento legal.
Tema para aula seguinte
Teoria Geral da lei penal
• Fontes do Direito Penal
• Interpretação e integração da lei penal
Referências Bibliográficas
• ALVES Silva e RODRIGUES, Luís Barbosa (2006)
Código Penal e legislação Complementar de
Moçambique. Coimbra: Livraria Almedina
• CORREIA, Eduardo (2010) Direito criminal.
Coimbra: Livraria Almedina
• DA SILVA, Germano Marques (2001) Direito
Penal Português (2ª edição). Editorial Verbo
• Lei nº 3/2013 de 16 de Janeiro de 2013

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