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ENGENHARIA CIVIL

INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS

NBR 6.493:1994
EMPREGO DE CORES PARA IDENTIFICAÇÃO DE TUBULAÇÕES

Água fria Águas pluviais

(verde) (preto)

Água quente Água p/ incêndio

(branco) (vermelho)

Esgoto Gás

(marrom) (amarelo)
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INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS
NBR 5.626:1998
INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA
ALIMENTADOR PREDIAL Liga a fonte de abastecimento a um reservatório de uso doméstico.

Abastecimento indireto: origina-se no reservatório de onde derivam as colunas de distribuição.


BARRILETE Abastecimento direto: tubulação diretamente ligada ao ramal predial ou à fonte de abastecimento
particular.

CAMISA Disposição construtiva na parede ou piso destinada a proteger e/ou permitir livre movimentação à
tubulação que passa no seu interior.
COLUNA DE
DISTRIBUIÇÃO Derivada do barrilete e destinada a alimentar ramais.

Ligação física através de peça que conecte duas tubulações das quais uma conduz água potável e a
CONEXÃO CRUZADA outra água de qualidade desconhecida ou não potável.

Componente destinado a impedir o refluxo de água (escoamento de água ou outros líquidos


DISPOSITIVO DE proveniente de outra fonte para o interior da tubulação) em uma instalação predial de água fria, ou
DEFINIÇÕES PREVENÇÃO DE REFLUXO
desta para a fonte de abastecimento.

FONTE DE Sistema destinado a fornecer água para a instalação predial de água fria. No caso da rede pública,
ABASTECIMENTO considera-se que a fonte de abastecimento é a extremidade a jusante do ramal predial.

Sistema destinado a elevar a pressão da água quando a pressão disponível na fonte de


INSTALAÇÃO ELEVATÓRIA abastecimento
for insuficiente. Inclui também equipamentos usados para elevar a pressão em pontos de utilização
localizados.

Nível do plano horizontal que passa pela borda do reservatório, aparelho sanitário ou outro
NÍVEL DE
TRANSBORDAMENTO componente. Havendo extravasor associado, o nível é aquele que passa pelo nível inferior do
extravasor.

Componente na posição a jusante do sub-ramal que permite a utilização da água e o ajuste da sua
PEÇA DE UTILIZAÇÃO vazão.
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INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA
PONTO DE SUPRIMENTO Extremidade a jusante de tubulação diretamente ligada à fonte de abastecimento.
Extremidade a jusante do sub-ramal a partir de onde a água fria passa a ser considerada água
PONTO DE UTILIZAÇÃO servida.
RAMAL Derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub-ramais.
Compreendida entre a rede pública e a extremidade a montante do alimentador predial. O ponto
RAMAL PREDIAL onde termina o ramal predial deve ser definido pela concessionária.
REGISTRO DE Instalado na tubulação e destinado a interromper a passagem da água (registros de gaveta ou
FECHAMENTO esfera). Deve ser usado totalmente fechado ou totalmente aberto.
REGISTRO DE Instalado na tubulação e destinado a controlar a vazão da água utilizada (registros de pressão ou
UTILIZAÇÃO válvula-globo).
DEFINIÇÕES
Refluxo de água usada para o interior de uma tubulação devido à sua pressão ser inferior à
RETROSSIFONAGEM
atmosférica.
SEPARAÇÃO Separação física (cujo meio é preenchido por ar) entre o ponto de utilização e o nível de
ATMOSFÉRICA transbordamento associado a ele.
SUB-RAMAL Liga o ramal ao ponto de utilização.
Destinada a alertar que o nível da água no interior do reservatório alcançou um nível superior ao
TUBULAÇÃO DE AVISO
máximo previsto (mín. = 19mm).
TUBULAÇÃO DE
EXTRAVASÃO Destinada a escoar o eventual excesso de água de reservatórios.

TUBULAÇÃO DE LIMPEZA Destinada ao esvaziamento do reservatório para permitir sua limpeza e manutenção.
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NBR 5.626:1998
INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA
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INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA

• Deve-se considerar o valor máximo da pressão da água proveniente da fonte;


• O alimentador predial deve ser dotado na sua extremidade a jusante de torneira de bóia;
• Pode ser aparente, enterrado, embutido ou recoberto;
ALIMENTADOR PREDIAL • Quando enterrado deve ter distância mínima de 3m de qualquer fonte poluidora;
• No caso de ser instalado na mesma vala que tubulações enterradas de esgoto, o alimentador
predial deve apresentar sua geratriz inferior 30 cm acima da geratriz superior das tubulações de
esgoto.

• Deve haver um afastamento mínimo de 60 cm entre as faces externas do reservatório e as faces


internas do compartimento;
• O volume de água reservado para uso doméstico deve ser, no mínimo, o necessário para 24 h de
PROJETO consumo normal + reserva de incêndio;
RESERVATÓRIOS
• Residência de pequeno porte: reserva mínima seja de 500L;
• Na entrada da tubulação de sucção deve ser instalado um dispositivo de proteção contra ingresso
de eventuais objetos (crivo simples ou válvula de pé com crivo).
• Acesso p/ manutenção: mínimo de 60cm.

INSTALAÇÃO ELEVATÓRIA • Devem possuir no mínimo duas unidades de elevação de pressão independentes;

• Recomenda-se o emprego de registros de fechamento:


REDE DE DISTRIBUIÇÃO  Barrilete: no trecho que alimenta o próprio barrilete.
 Coluna de distribuição: a montante do primeiro ramal.
 Ramal: a montante do primeiro sub-ramal.
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VAZÃO NO PONTO DE
UTILIZAÇÃO

DIMENSIONAMENTO

• Divide-se a capacidade do reservatório pelo tempo de enchimento.


VAZÃO NO RESERVATÓRIO  Residência unifamiliar: < 1h
 Edifício multifamiliar: até 6h.

V = 4 x 10³ x Q x x
VELOCIDADE Vmáx. = 3m/s

PONTOS DE UTILIZAÇÃO (condições dinâmicas):


• Casos gerais: 10 kPa
PRESSÕES MÍNIMAS • Caixa de descarga: 5 kPa
• Válvula de descarga: 15 kPa
REDE PREDIAL (condições dinâmicas):
• Casos gerais: 5 kPa

PONTOS DE UTILIZAÇÃO (condições estáticas):


PRESSÕES MÁXIMAS • Casos gerais: 400 kPa
Obs.: admite-se sobrepressões de até 200 kPa.
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Demanda provável: utilizar o método dos pesos relativos, multiplicando-se a quantidade de


cada peça de utilização pelos seus respectivos pesos e somando todas as peças alimentadas
ESTIMATIVA DAS VAZÕES pela tubulação considerada ().
Q = (L/s)
Q = 0,3 (L/s)

• Depende do comprimento, interno, rugosidade e


vazão.
• Tubos rugosos (aço carbono):
TUBULAÇÃO
TUBULAÇÃO J = 20,2 x x x

• Tubos lisos (plástico ou cobre):


DIMENSIONAMENTO
DIMENSIONAMENTO
(ANEXO A) J = 8,69 x x x
(ANEXO A)
PERDA DE CARGA
PERDA DE CARGA
J = KPa/m
J = KPa/m •• Deve
Deve ser
ser expressa
expressa emem termos
termos dede comprimentos
comprimentos
equivalentes dos tubos (tabelas A.2 e A.3).
equivalentes dos tubos (tabelas A.2 e A.3).
CONEXÕES •• Quando
Quando for
for impraticável
impraticável prever,
prever, pode-se
pode-se estimar
estimar uma
uma
CONEXÕES porcentagem
porcentagem (10% a 40%) do comprimento real
(10% a 40%) do comprimento real como
como oo
comprimento equivalente
comprimento equivalente necessário
necessário para
para cobrir
cobrir as
as
perdas
perdas de
de carga
carga em
em todas
todas as
as conexões.
conexões.

REGISTROS DE PRESSÃO Δh = 8 x x K x Q² x x
REGISTROS DE PRESSÃO
Δh = (36 x Q)² x
HIDRÔMETROS (tabela A.4)
HIDRÔMETROS
PRESSÃO • A pressão disponível no ponto de utilização é obtida subtraindo-se da pressão inicial
PRESSÃO • (saída do reservatório)
A pressão os ponto
disponível no valoresde
deutilização
perda de carga.
é obtida subtraindo-se da pressão inicial
(saída do reservatório) os valores de perda de carga.
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INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA

Considerações gerais:
• Submete-se as tubulações a uma pressão hidráulica de no mínimo 1,5 maior que
a prevista em condições estáticas (sem escoamento).
• A pressão de ensaio em qualquer seção deve ser superior a 100 kPa.

Procedimento:
• Preencher as tubulações com água, cuidando-se para que o ar seja expelido
TUBULAÇÕES completamente do seu interior;
• Elevar gradativamente a pressão da água c/ equipamento provido de
manômetro;
• Alcançado o valor da pressão de ensaio, as tubulações devem ser inspecionadas
ENSAIO DE visualmente, bem como deve ser observada eventual queda de pressão;
ESTANQUEIDADE • Após um período de pressurização de 1 h, a parte da instalação ensaiada pode
ser considerada estanque, se não for detectado vazamento e não ocorrer queda
de pressão.

Procedimentos:
• O ensaio deve ser realizado com a instalação totalmente cheia de água;
PEÇAS DE UTILIZAÇÃO E • As peças devem estar fechadas e mantidas sob carga durante o período de 1h;
RESERVATÓRIO • Os registros de fechamento devem estar todos abertos;
• Os reservatórios devem estar preenchidos até o nível operacional;
• Deve-se observar se ocorrem vazamentos nas juntas das peças quando fechadas
e em utilização.
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NBR 8.160:1999
SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO – PROJETO E EXECUÇÃO
BARRILETE DE Tubulação horizontal com saída para a atmosfera em um ponto, destinada a receber dois ou mais
VENTILAÇÃO tubos ventiladores.
CAIXA COLETORA Reúne os efluentes líquidos, cuja disposição exija elevação mecânica.

CAIXA DE GORDURA Retém, na sua parte superior, as gorduras, graxas e óleos, formando camadas que devem ser
removidas periodicamente.

CAIXA DE INSPEÇÃO Permite a inspeção, limpeza, desobstrução, junção, mudanças de declividade e/ou direção das
tubulações.
CAIXA DE PASSAGEM Permitir a junção de tubulações do subsistema de esgoto sanitário.
CAIXA SIFONADA Provida de desconector, destinada a receber efluentes da instalação secundária de esgoto.
DEFINIÇÕES Trecho compreendido entre a última inserção de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga, ou
COLETOR PREDIAL caixa de inspeção geral e o coletor público ou sistema particular.

Tubulação da rede coletora que recebe contribuição de esgoto dos coletores prediais em qualquer
COLETOR PÚBLICO ponto ao longo do seu comprimento.

Tubo ventilador vertical cuja extremidade superior é aberta à atmosfera, ou ligada a tubo ventilador
COLUNA DE VENTILAÇÃO primário ou a barrilete de ventilação.
CURVA DE RAIO LONGO Conexão com raio médio de curvatura maior ou igual a duas vezes o diâmetro interno da peça.

DESCONECTOR Dispositivo provido de fecho hídrico, destinado a vedar a passagem de gases no sentido oposto ao
deslocamento do esgoto.
FECHO HÍDRICO Camada líquida, de nível constante, que em um desconector veda a passagem dos gases.
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NBR 8.160:1999
SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO – PROJETO E EXECUÇÃO
INSTALAÇÃO Conjunto de tubulações e dispositivos onde têm acesso gases provenientes do coletor público ou dos
PRIMÁRIA dispositivos de tratamento.

INSTALAÇÃO Conjunto de tubulações e dispositivos onde não têm acesso os gases provenientes do coletor público
SECUNDÁRIA ou dos dispositivos de tratamento.

RALO SECO Recipiente sem proteção hídrica, dotado de grelha na parte superior, destinado a receber águas de
lavagem de piso ou de chuveiro.
Recipiente dotado de desconector, com grelha na parte superior, destinado a receber águas de
RALO SIFONADO lavagem de pisos ou de chuveiro.
RAMAL DE DESCARGA Tubulação que recebe diretamente os efluentes de aparelhos sanitários.

DEFINIÇÕES Tubulação primária que recebe os efluentes dos ramais de descarga diretamente ou a partir de um
RAMAL DE ESGOTO desconector.

Tubo ventilador que interliga o desconector, ou ramal de descarga, ou ramal de esgoto de um ou


RAMAL DE VENTILAÇÃO mais aparelhos sanitários a uma coluna de ventilação ou a um tubo ventilador primário.
SIFÃO Desconector destinado a receber efluentes do sistema predial de esgoto sanitário.
SUBCOLETOR Tubulação que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de esgoto.
TUBO DE QUEDA Tubulação vertical que recebe efluentes de subcoletores, ramais de esgoto e ramais de descarga.
TUBO VENTILADOR Tubo destinado a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para o sistema de esgoto e vice-versa.
TUBO VENTILADOR DE Tubo ventilador ligando o tubo de queda ou ramal de esgoto ou de descarga à coluna de ventilação.
ALÍVIO
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NBR 8.160:1999
SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO – PROJETO E EXECUÇÃO
TUBO VENTILADOR DE Tubo ventilador secundário ligado a um ramal de esgoto e servindo a um grupo de aparelhos sem
CIRCUITO ventilação individual.

TUBO DE VENTILAÇÃO Prolongamento do tubo de queda acima do ramal mais alto a ele ligado e com extremidade superior
PRIMÁRIA aberta à atmosfera situada acima da cobertura do prédio.

TUBO DE VENTILAÇÃO Conjunto de tubos e conexões com a finalidade de promover a ventilação secundária do sistema
SECUNDÁRIA predial de esgoto sanitário.

DEFINIÇÕES UNIDADE HUNTER Fator numérico que representa a contribuição considerada em função da utilização habitual de cada
DE CONTRIBUIÇÃO
(UHC) tipo de aparelho sanitário.

VÁLVULA DE RETENÇÃO Dispositivo de vedação utilizado para determinar o único sentido de direção do fluxo.
VENTILAÇÃO Ventilação proporcionada pelo ar que escoa pelo núcleo do tubo de queda, o qual é prolongado até a
PRIMÁRIA atmosfera, constituindo a tubulação de ventilação primária.
VENTILAÇÃO Ventilação proporcionada pelo ar que escoa pelo interior de colunas, ramais ou barriletes,
SECUNDÁRIA constituindo a tubulação de ventilação secundária.
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NBR 8.160:1999
SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO – PROJETO E EXECUÇÃO

ESPECIFICAÇÕES
GERAIS
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NBR 8.160:1999
SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO – PROJETO E EXECUÇÃO

DIMENSIONAMENTO
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SISTEMAS PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO – PROJETO E EXECUÇÃO