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ECONOMIA

Módulo – 8
A Economia Portuguesa na Atualidade
Módulo - 8
A Integração Económica

É um Processo que se carateriza pela supressão de todas as

barreiras comerciais existentes entre os diferentes países para que,

no futuro, se forme um mercado mais alargado e homogéneo.

Principais vantagens de um processo de Integração Económica:

 Aumentos de produção resultantes de fenómenos de


especialização;
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 Aumentos de produção derivados da exploração de economias de

escala;
 Melhoria dos termos de troca do grupo de Países relativamente ao

resto do mundo;
 Aumento da eficiência, resultante do acréscimo de concorrência

dentro do grupo de Países;


 Mudanças na quantidade e na qualidade do produto, aumentando

os fluxos de capital e avanço da tecnologia;


 Maior circulação da inovação e dos avanços tecnológicos.

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Módulo - 8
Formas de Integração

 Zonas de Comércio Livre

1. Eliminação das restrições quantitativas à importação de mercadorias;

2. Eliminação dos direitos aduaneiros nas transações comerciais com

Países Membros;

3. Manutenção dos direitos aduaneiros das restrições quantitativas nas

transações comerciais com Países não Membros;

4. Ausência de uma Pauta Exterior Comum.

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 União Aduaneira

1. Supressão imediata ou gradual das barreiras pautais e comerciais à

circulação de mercadorias no interior destes Países;

2. Elaboração de uma Pauta Exterior Comum para Países terceiros.

 Mercado Comum

1. Supressão de barreiras de forma a assegurar a livre circulação de

mercadorias, pessoas e capitais;

2. Existência de Pauta Exterior Comum;

3. Definição de Políticas Comuns.


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 União Económica

1. Supressão de barreiras de forma a assegurar a livre circulação de

mercadorias, pessoas e capitais;

2. Existência de Pauta Exterior Comum;

3. Definição de Políticas Comuns.

4. Harmonização das Políticas Económicas e Sociais.

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 Integração Económica (União Económica e Monetária)

1. Supressão de barreiras de forma a assegurar a livre circulação de

mercadorias, pessoas e capitais;

2. Existência de Pauta Exterior Comum;

3. Definição de Políticas Comuns;

4. Harmonização das Políticas Económicas e Sociais;

5. Total Harmonização das Políticas Fiscais, Sociais, Monetárias;

6. Existência de um órgão central coordenador de todas as Políticas.


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Módulo - 8
Portugal e a Comunidade

Do Pós-guerra até ao momento da assinatura do Tratado de Adesão,

a economia portuguesa sofreu alterações estruturais profundas,

nomeadamente no seu posicionamento perante as economias dos

outros países.
 Dos anos 50 ao 25 de Abril de 1974

Este período não foi homogéneo, quer do ponto de vista económico,

quer do ponto de vista social.


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Módulo - 8
1ª Fase – Do Pós-guerra aos anos 60

Durante esta fase foi adotado um modelo de crescimento que

apresentava as seguintes caraterísticas:

1. Modelo de crescimento fechado;

2. O setor Industrial a funcionar como a grande alavanca do

crescimento;

3. A Agricultura a desempenhar o papel de mero suporte do

desenvolvimento industrial.

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O modelo adotado rapidamente se esgotou, não produzindo os efeitos
até então esperados:
 Setor agrícola estagnado, com estruturas muito envelhecidas e

descapitalizadas por:

1. Falta de estímulo ao investimento;

2. Transferência de excedentes para setores mais rentáveis;

3. Taxa de crescimento dos produtos agrícolas e dos rendimentos muito

baixos;

4. Abandono das terras;

5. Migração para as cidades.


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 Apesar de ser muito protegido, o setor industrial não se

desenvolve por:

1. Falta de estímulos ao investimento;

2. Falta de mercados, pois o poder de compra era muito baixo.

 Forte fluxo emigratório com a fuga às más condições de vida da

população portuguesa.

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2ª Fase – dos anos 60 a Abril de 1974
Neste período bastante conturbado na sociedade portuguesa

podemos destacar a guerra colonial, a emigração e a adesão à

EFTA como os elementos que mais contribuíram para a mudança da

Politica portuguesa no sentido de abertura ao exterior.


 A Abertura ao Exterior

Perante o grande movimento de integração económica que se viveu

na Europa, o poder político não teve outra alternativa que não fosse o

da abertura da nossa economia aos mercados europeus.


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 A Emigração

O movimento migratório teve um grande acréscimo nesta década, de

tal modo que até podemos falar de uma autentica sangria dos nossos

recursos humanos. Este aumento da emigração tem também novos

contornos. A par das motivações económicas com origem na

degradação do nível de vida das populações, surge uma nova causa:

o Regime Político e a Guerra Colonial.

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 Consequências da emigração

1. Demográficas: a emigração da população em idade ativa mais


jovem fez diminuir os recursos humanos e envelhecer a
população, provocando o abandono dos campos.

2. Mercado de Trabalho: a diminuição da população ativa originou


a falta de mão-de-obra, o que provocou um aumento dos salários.

3. Rendimentos Familiares: os aumentos salariais e sobretudo as


remessas dos emigrantes vieram melhorar os rendimentos das
famílias, melhorando assim o nível de vida das famílias.

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 A Guerra Colonial

Para além dos efeitos sociais, a guerra colonial teve também graves

consequências económicas:

1. Aumento das despesas públicas: o esforço da guerra forçou o


aumento das despesas militares.

2. Redução da mão-de-obra disponível: a saída de grandes


contingentes militares para combater nas três frentes teve efeitos
negativos sobre a população ativa.

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 Aparecimento de uma Nova Política Económica

Importância da Integração da economia Portuguesa na economia

Mundial. Este movimento veio caraterizar-se por:


 Uma aceleração do ritmo da concentração industrial, e da fusão do
capital industrial com o capital bancário.
 Uma grande modificação nas ligações entre o Estado e os grupos
económicos.
 Alteração da politica económica através:
1. Incentivos e subsídios à exploração;
2. Maior abertura ao capital estrangeiro.
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Do 25 de Abril de 1974 à assinatura do tratado de adesão
Numa primeira análise, o 25 de Abril de 1974 pode ser considerado

como um ponto de rutura política mas, com o desenrolar dos

acontecimentos, passa a ser um mecanismo de transformação da

estrutura do poder económico.


Alterações verificadas no domínio da estrutura do poder económico:

 A Descolonização

1. No campo Interno a perda dos mercados das colónias vai levar à


contração do comércio.
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2. No campo Internacional vai modificar-se o equilíbrio de forças em
África.

3. As colónias funcionavam como mercado de escoamento das


nossas produções e como fornecedores de matérias-primas a
preços reduzidos.

4. Regresso dos colonos, que provocou graves problemas


económicos e sociais aumentado o desemprego.
 Dá-se um processo de Nacionalizações e Intervenções por parte
do estado nos setores básicos da economia.

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 Foi necessário proceder a uma Reforma Agrária, para atingir o
poder latifundiário da Burguesia Agrária, sobretudo do sul de
Portugal.
 Aparecimento do movimento cooperativo e autogestionário por
parte dos trabalhadores que tomavam conta da direção da
empresa.
 Dá-se o aparecimento de um forte movimento sindical que se
traduz numa grande tomada de consciência social e política por
parte dos trabalhadores.

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Caraterização do período que se seguiu a 1975
 Reestruturação dos mecanismos de economia de mercado pondo
de parte todas as potencialidades criadas no sentido da economia
planificada:

1. Grande ofensiva contra a Reforma Agrária de forma a permitir a


reposição das estruturas capitalistas;

2. Orientação dos setores nacionalizados da economia para que não


possam desempenhar o papel de motores da economia.

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 Enfraquecimento do movimento Sindical.
 Uma maior aproximação à CEE, ditada por razões Políticas,
tendo em vista conseguir, a nível europeu, apoios para a
recuperação do poder económico.

Portugal depois da Adesão à CEE


Quando em 1986, Portugal adere formalmente à Comunidade

Económica Europeia, a sua situação económica, quando comparada

com a dos outros Estados-membros, era muito má.

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As disparidades entre o nível de desenvolvimento de Portugal e dos

restantes Países eram muito acentuadas:

1. O PIB per-capita era cerca de 30 % da média comunitária;

2. Os desníveis salariais ainda eram maiores;

3. As nossas importações de produtos industriais não ultrapassavam


os 0,5 % do total das importações industriais da Europa.

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Dos programas específicos de ajuda à economia Portuguesa

podemos destacar:
 O PEDAP, destinado a financiar projetos de desenvolvimento
específicos da agricultura, que podiam ir desde a criação de
infraestruturas, como: eletrificação, caminhos rurais, sistemas de
irrigação.
 O PEDIP, que tinha como objetivo prioritário a reestruturação do
sistema produtivo. Este programa era financiado por fundos do
FEDER, BEI e FSE.

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O PEDIP é um programa que visa criar novas infraestruturas e

revitalizar a base industrial portuguesa, através do reforço das

indústrias existentes e do estímulo ao aparecimento de novas

empresas com novas tecnologias, para aumentar a produtividade.

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