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ÉTICA

E MORAL
Prof. Letícia Alencar
Graduação: Farmácia
Pós graduação: Farmácia homeopática e atenção
farmacêutica.
O QUE É ÉTICA?
Ética é uma palavra de origem
grega (éthos), que significa
propriedade do caráter. Ser ético é
agir dentro dos padrões
convencionais, é proceder bem, é
não prejudicar o próximo. Ser ético
é cumprir os valores estabelecidos
pela sociedade em que se vive.
A ética também pode ser inserida no meio social, e em
determinadas profissões, como na medicina, no
jornalismo, na advocacia, no meio empresarial, político e
etc.

 Asleis de todos os países – incluindo o Brasil – tem


como base a ética, em como os indivíduos devem se
comportar tanto profissionalmente, como na sociedade.
“Ética” refere-se a “valores” e a “ética
profissional” está relacionada com os
valores que um profissional deve ter para
que possa atuar de forma competente e
satisfatória.
O que é moral?

É tida como um conjunto de regras adquiridas por meio


da cultura, educação, tradição e do cotidiano dos
cidadãos, com a finalidade de orientar
o comportamento das pessoas na sociedade.

 As regras da moralidade regulam modo como as pessoas


agem, bem como os bons costumes na sociedade. Elas
podem sofrer alterações de acordo com a cultura de cada
país ou nação.
A ética e a moral andam
unidas muitas vezes porque,
uma complementa a outra. Não
é possível conservar a ética
sem uma conduta moral
adequada, seja na sociedade
ou país onde vivemos.
Assédio moral
 Ao contrário da moral, o assédio é todo e qualquer
abuso físico, verbal ou psicológico feito contra
alguém, seja quem for. Além de ser desconfortável, a
lei prevê que esse tipo de atitude seja punido.

O artigo 483 da Consolidação das


Leis do Trabalho – CLT – garante
que esse qualquer tipo de assédio
no trabalho possa ser punido
conforme manda a Lei brasileira.
BIOÉTICA
Bioética é a ética aplicada ao campo médico e
biológico.
Deve se preocupar em unir ética à biologia,
conciliando os valores éticos e os fatos biológicos
para a sobrevivência de todo ecossistema.
PRINCIPIOS DA BIOÉTICA:

1) Beneficência: quer dizer fazer o bem.


De uma maneira prática, isto significa que
temos a obrigação moral de agir para o
benefício do outro.
O princípio da Beneficência obriga o profissional de
saúde a ir além da Não Maleficência (não causar
danos intencionalmente) e exige que ele contribua
para o bem estar dos pacientes.

É a obrigação ética de maximizar o benefício e


minimizar o prejuízo.
PRINCIPIOS DA BIOÉTICA:

2) Não Maleficência
O profissional de saúde tem o dever de,
intencionalmente, não causar mal e/ou danos a seu
paciente.
Considerado por muitos como o princípio fundamental da
tradição hipocrática da ética médica, tem suas raízes em
uma máxima que preconiza: “cria o hábito de duas
coisas: socorrer (ajudar) ou, ao menos, não causar
danos”.
PRINCIPÍOS DA BIOÉTICA:
3) Respeito à autonomia:
Esse princípio consiste em reconhecer a capacidade e
os direitos de todos os indivíduos de fazerem suas
próprias escolhas e tomarem suas próprias decisões.
Este princípio obriga o profissional de saúde a dar ao
paciente a mais completa informação possível, com o
intuito de promover uma compreensão adequada do
problema, condição essencial para que o paciente possa
tomar uma decisão.
PRINCÍPIOS DA BIOÉTICA:

4) Justiça:
Respeito a igualdade de todos os cidadãos
O princípio da justiça está associada numa
tentativa de igualar as oportunidades de acesso a
saúde, preocupando-se com a equidade na
distribuição de bens e recursos considerados
comuns.
ÉTICA PROFISSIONAL
 Ética profissional é o conjunto de normas éticas que
formam a consciência do profissional e representam
imperativos de sua conduta.
 Ter ética profissional é o indivíduo cumprir com todas as
atividades de sua profissão, seguindo os princípios
determinados pela sociedade e pelo seu grupo de
trabalho.
ÉTICA PROFISSIONAL
 O atendente de farmácia deve, antes de
tudo, prezar pelo respeito integral ao seu
cliente. Da mesma forma, deve respeitar
todos os seus colegas e chefes, criando um
ambiente harmonioso de trabalho.
 Devemos deixar de lado nosso
preconceito quando exercemos
o nosso papel profissional.
 Temos que ter em mente que
quando estivermos atuando
profissionalmente não podemos
permitir que os nossos
preconceitos influenciem na
nossa postura profissional.
A tarefa de tentar “ensinar” ética
pode se tornar impossível, já que a
ética está relacionada aos valores
que cada indivíduo pode ter e os
diferentes modos de ver o mundo, a
influência da família, a etnia de
origem, além de outros fatores
sociais “moldam” o sujeito nos seus
valores.
Como o atendente de farmácia pode exercer
seu trabalho seu trabalho com ética?

 1) Entregue ao cliente somente produtos de qualidade;


 Registro da ANVISA
 Produtos sem nota fiscal
 Prazo de validade

2) Mantenha sigilo sobre as informações que chegam até


você.
3) Seja discreto:
 Situações constrangedoras;
 Nunca demonstrar espanto ou admiração;
 Não falar alto.

4) Preste um bom atendimento:


 Conhecimento dos produtos;
O que fazer quando você não souber responder?
 Evitar a “empurroterapia”
5) Prometa aquilo que consiga cumprir;

6) Não enxergue o seu cliente como um amigo;

7) Cuide da sua aparência pessoal:


 apresentar-se de forma sóbria,
 discreta,
 limpa e asseada
8) Cuide da aparência do seu local de trabalho;

9) Antecipe-se às necessidades do cliente;

10) Nunca discuta uma decisão médica ou


farmacêutica com o cliente.
Resolução 417/04 Código de ética da
profissão farmacêutica:
Deveres:
 Comunicar às autoridades sanitárias e profissionais, com
discrição e fundamento, fatos que caracterizem infringência a
este Código e às normas que regulam o exercício das
atividades farmacêuticas.
 Colocar seus serviços profissionais à disposição das
autoridades constituídas, se solicitado, em caso de conflito
social interno, catástrofe ou epidemia, independentemente de
haver ou não remuneração ou vantagem pessoal;
LEI ORGÂNICA DA SAÚDE

 LEI 8080 De 19 de setembro de 1990


Dispõe sobre as condições para a promoção,
proteção e recuperação da saúde, a organização e
o funcionamento dos serviços correspondentes e
dá outras providências.
LEI 8080 De 19 de setembro de 1990
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

 Art. 1º Esta lei regula, em todo o território


nacional, as ações e serviços de saúde,
executados isolada ou conjuntamente, em
caráter permanente ou eventual, por pessoas
naturais ou jurídicas de direito Público ou
privado
FARMÁCIA HOSPITALAR:

 Farmácia Hospitalar é um órgão de


abrangência assistencial, técnico-científica e
administrativa, onde se desenvolvem
atividades ligadas à produção,
armazenamento, controle, dispensação e
distribuição de medicamentos e correlatos
às unidades hospitalares
ATENÇÃO FARMACÊUTICA

É o conjunto de ações e serviços que visam


assegurar a assistência integral, a promoção,
a proteção e a recuperação da saúde nos
estabelecimentos públicos ou privados,
desempenhados pelo farmacêutico ou sob
sua supervisão.
(Resolução Nº. 357/2001 do CFF).
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
Assistência Farmacêutica é o conjunto
de ações voltadas à promoção, proteção
e recuperação da saúde, tanto individual
como coletiva, tendo o medicamento
como insumo essencial e visando o
acesso e ao seu uso racional.
FARMÁCIA HOSPITALAR
Toda farmácia hospitalar deve possuir manual(is) de
normas, rotinas e procedimentos documentado(s),
atualizado(s), disponível(is) e aplicado(s);
estatísticas básicas para o planejamento de
melhorias; programa de capacitação e educação
permanente; evidências de integração com outros
processos e serviços da Organização.
FARMÁCIA HOSPITALAR
FARMACOVIGILÂNCIA
 Seus objetivos se resumem em: identificar os efeitos indesejáveis
desconhecidos, quantificar e identificar os fatores de risco, informar e
educar os profissionais sanitários e a população, além de subsidiar as
autoridades sanitárias na regulamentação, aumentando a segurança
na utilização dos medicamentos.

TECNOVIGILÂNCIA
 Vem a ser o acompanhamento do uso de materiais e equipamentos
médico-hospitalares, em especial quanto a sua eficácia, adequação ao
uso e segurança.
FARMACOECONOMIA
 Definida como a descrição, a análise e a comparação dos
custos e das consequências das terapias medicamentosas
para os pacientes, os sistemas de saúde e a sociedade,
com o objetivo de identificar produtos e serviços
farmacêuticos, cujas características possam conciliar as
necessidades terapêuticas com as possibilidades de
custeio.

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