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Legislação em Fábricas de Rações

Aula FZEA/USP 28/05/19

M.V. Bruno Caputi


bruno@sindiracoes.org.
br Coord. de Assuntos Regulatórios e
Qualidade

INDIRAÇÕES
Assuntos Regulatórios

O que é?
O trabalho de contato entre a companhia, seus produtos e as autoridades
regulatórias.

Interage com esfera federal e local para garantir que o:


– registro,
– desenvolvimento,
– produção,
– marketing e
– embalagem
…….de produtos e estabelecimentos estejam em conformidade com todas
os requisitos legais.
Inteligência & Estratégia
Regulatória
 É a arte e ciência da formulação, implementação e
avaliação de diferentes decisões e expectativas,
que tornará possível que uma organização atinja
seus objetivos.

 Define o plano para desenvolvimento de um produto


objetivando aprovação regulatória nos mercados
desejados, assim como a manutenção
/gerenciamento de pós registros.
Agenda - Regulatório
1. Introdução ao Setor;
2. Legislação e Fiscalização do MAPA;
3. Registro de Estabelecimentos;
4. Boas Práticas de Fabricação;
5. Registro de Produtos / Isenção;
6. Rotulagem;
7. Normativa de Suplementos Minerais;
8. Importação / Exportação;
9. Alimentação Animal com Medicamentos;
10. Atualidades / Outros Assuntos.
1. Setor de Alimentação Animal

Fonte: Alltech 2018


Global Feed
Survey
TOTAL DOS PAÍSES (em milhões de toneladas)

Fonte: Alltech 2017


Global Feed
Survey
2019

40,6

394,9

277,1

164,4

27,6

198,9
Fonte: Alltech 2019
Global Feed Survey

1.103,5
MÉDIA DE TONELAGEM POR REGIÃO 2017
29.605
1.103 bilhão Aumento
fábricas
de de 3%
de
toneladas
ração

Fonte: Alltech 2019


Global Feed Survey
Fonte: Alltech 2016
Global Feed
Survey
Fonte: Alltech 2016
Global Feed
Survey
3º produtor
mundial

71,4 milhões
de
toneladas
EVOLUÇÃO NA PRODUÇÃO DE RAÇÕES NO BRASIL
(milhões de toneladas)

67,1
64,6 63,0 65,0
61,4 62,7
58,7 58,4
53,6
47,2 48,4
43,5
41,6 41,5
38,8
34,5
32,5
30,1
28,3
24,5 25,2
19,8
16,8 18,1
14,8 16,1

1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Fonte: Sindirações
Setor de Alimentação Animal

Aves + Suínos
= 80%

Dependência
da demanda
por proteína
animal
Setor de Alimentação Animal

• Mistura de Ingredientes e Aditivos;

PARTICIPAÇÃO DAS MATÉRIAS-PRIMAS


• Milho NO CUSTO DAS RAÇÕES
41,2 milhões ton. aditivos
59,1% 6%

outros
• Farelo de Soja 8%

14,5 milhões ton. farinhas e


milho e
20,8% oleos animais
15% derivado
43%
• Mistura dos Aditivos (Premix)
341 mil ton. 0,5%

farelo soja e
derivados
28%
Preços
Os preços das rações representam um fator
crítico na competitividade do setor de
proteína animal;

A ração representa em média 70% do custo


de produção de carne (bovina, suína e
frangos), leite e ovos.
Players do Mercado de
Alimentação Animal
• Importadores
• Empresas de Insumos
• Empresas de Ração
• Empresas de Suplementos
• Academia
• Governo – MAPA, EMBRAPA e outros
• Laboratórios
• Entidades de Classe;
• etc
Setor de Alimentação Animal

INDÚSTRIA

VAREJ
O
Setor de Alimentação Animal

COOPERATIVES

FEED MILLERS

COMMERCIAL FEED
PRODUCERS
Setor de Alimentação Animal

Varej
Fertilizante A o
G Macrominerais
RI
C Processamento de
Sementes U
L Alimentos
T
U Ingredientes e
R Integração
Agroquí A Matérias-prima
Pecuária
Fábricas de
Ração
Aditivos Premix

Setor
Alimentação
Animal
2. Legislação e Fiscalização
Legislação e Fiscalização
Organograma Secretaria de
Defesa Agropecuária
Fiscalização

Prioridades na Fiscalização;
 Denúncia;
 IN65
 Novos estabelecimentos / BPF

Falta de Harmonização.
Falta de Fiscais
 O Sindirações já solicitou mais AFFA em todas as esferas
do MAPA
 Convênio com Fundação Eliseu Alves – Grupo de
Trabalho
 Planilha da Necessidade AFFA na Alimentação Animal
 3621 estabelecimentos
 74,4 AFFA
 Número ideal de 177,8 AFFA
 Demanda SEFIP-SP
 Atualização de Sistema
 Distribuição de Processos
 Atualização da Legislação
 Número de AFFA
LEI

Decreto

Instruções Normativas

Ofícios Circulares
Legislação

 Lei nº 6.198, de 26 de dezembro de 1974


Dispõe sobre a inspeção e a fiscalização obrigatórias dos
produtos destinados à alimentação animal.
o Aspectos industriais
o Aspectos bromatológicos
o Aspectos higiênico-sanitários
Legislação

 Decreto nº 6.296, de 11 de dezembro de 2007


Aprova o Regulamento da Lei nº 6.198/74 – inspeção e
fiscalização obrigatórias dos produtos destinados à
alimentação animal.
(Revoga o Decreto nº 70.986, de 06/01/1976)
Registro de Estabelecimento - Escopo
Todo estabelecimento que produza, fabrique,
manipule, fracione, importe e comercie produto
destinado à alimentação animal deve,
obrigatoriamente, estar registrado no Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O estabelecimento que apenas comercialize,


armazene ou distribua produtos destinados
à alimentação animal fica isento de registro.

entende-se por comércio atividade de que consiste na oferta,


compra, venda, permuta, cessão, empréstimo, distribuição
ou transferência de produtos destinados à alimentação
animal.
Registro de Estabelecimento - Escopo

O registro de estabelecimento será efetuado por unidade


fabril e terá prazo de validade de cinco anos,
podendo ser renovado, pelo mesmo período,
sucessivamente.

A renovação do registro de que trata o § 1º deverá ser


pleiteada com antecedência de até sessenta dias
de seu vencimento.
Registro de Estabelecimento - Classificação

 Atividades:

– Fabricante;
aquele que se destina à elaboração de produtos para
alimentação animal;

– Importador;
aquele que se destina à importação de produtos para
alimentação
animal em embalagem original;

– Fracionador.
aquele que se destina ao fracionamento de produtos
para alimentação animal de fabricação nacional ou
importada;
Registro de Estabelecimento - Classificação

 Atividades:
– Fabricante;
– Importador;
– Fracionador.

 Categorias:
– Aditivo; alimento; concentrado; ingrediente; núcleo; premix;
ração; e suplemento.

 SIF: UF-00000

 Responsabilidade Técnica
Responsáveis Técnicos e
Conselhos
O responsável técnico
responderá
solidariamente por
qualquer infração
cometida relacionada ao
estabelecimento e seus
As infrações apuradas pelo MAPA, deverão ser
produtos.
comunicadas de ofício ao conselho
profissional competente, após a conclusão do
devido processo administrativo.
Registro de Estabelecimento - Documentação

Formulário:
I.- nome empresarial;

II.- inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ;

III.- inscrição estadual;

IV.- localização do estabelecimento;

V - atividade a ser exercida;


VI.- categoria, identificando a natureza dos produtos e
processos envolvidos; e

VII.- responsável técnico, indicando sua formação e inscrição no


conselho profissional pertinente.
Registro de Estabelecimento - Documentação
 Formulário;

 Inscrição do CNPJ;

 Inscrição estadual;

 Cópia do instrumento social e alterações contratuais;

 Anotação de responsabilidade técnica no respectivo


conselho profissional;

 Alvará de licença;
Registro de Estabelecimento c/ planta – Documentação

 Memorial descritivo do estabelecimento, com especificação


das instalações; *

 Implementação do manual de Boas Práticas de


Fabricação; *

 Planta baixa das edificações em escala 1:100 (um por


cem); *

 Planta do terreno, na escala 1:1000 (um por mil); *

 Licença ambiental; *
Boas Práticas de Fabricação (BPF)

 O uso de alimentos e ingredientes adequados e


de boa qualidade são de grande importância
para o processo de produção animal.

 Alimentos seguros para os animais são


essenciais para reduzir e prevenir que perigos à
segurança alimentar entrem na cadeia de
alimentação.
Insegurança dos Alimentos
 Aflatoxina em proteína de milho nos EUA (1989)

 Salmonella em ovos e aves (1988)

 Resíduos de antibióticos em ovos (1988 -1992)

 Dioxina na polpa cítrica brasileira (1998)

 Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE) (1989,1997, 2000)

 Melamina em suínos (2006/07)

 Dioxina em suínos e bovinos na Irlanda (2008)

 Contaminação generalizada de rações por melamina (China –


2008)
Boas Práticas de Fabricação

Instrução Normativa nº 04, de 23 de fevereiro de 2007

Aprova
1. Regulamento Técnico Sobre as Condições Higiênico
Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação Para
Estabelecimentos Fabricantes de Produtos Destinados à
Alimentação Animal
eo
2. Roteiro de Inspeção das Boas Práticas de Fabricação em
Estabelecimentos Fabricantes de Produtos Destinados à
Alimentação Animal
BPF – Localização da Planta
 Em áreas isentas de odores indesejáveis e contaminantes;

 Fora de área de riscos de inundações e alojamento de


pragas

 Observar as medidas de controle e segurança que evitem


riscos de contaminação dos produtos, pessoas e meio
ambiente

 Vias de trânsito
 Superfície compactada e resistente ao trânsito sobre rodas
 Com escoamento adequado
 Permitir limpeza e evitar a formação de poeira
BPF - Instalações
Matéria-prima Produto
Produção Acabado
Material de
• Fluxo unidirecional embalagem Produto
Devolvido

• Separação por áreas para evitar a contaminação cruzada

Defeituoso Defeituoso Melhor Perfeito Perfeito


BPF - Instalações
 Pisos
 Paredes
 Janelas, portas e outras aberturas
 Tetos
 Refeitório
 Vestiário
 Tratamento de águas residuais
 Área específica para medicamentos
 Produtos devolvidos em área separada
BPF
Equipamentos e utensílios;

Limpeza, desinfecção e lubrificação:


– Produtos registrados no órgão competente
– Identificados e guardados em local específico
– Rotulados sobre toxicidade e emprego
– Distribuídos ou manipulados por pessoal
autorizado
– Manipulação do lixo evitando
contaminação
BPF – Requisitos Higiênico-Sanitários
do Pessoal
 Treinamento;
 Uniforme Adequado e exclusivo para o serviço;
 Proibido comer, fumar e tossir;
 Exames médicos periódicos;
 EPIs;
 Visitantes;
BPF – Requisitos Higiênico-Sanitários
da Produção
 Matérias-primas: - Origem
- Registro
- Inocuidade
- Qualidade
 Prevenção da Contaminação Cruzada;
 Uso da água (potabilidade);
 Produção: Treinamento.
BPF – Requisitos Higiênico-Sanitários
da Produção

 Embalagens
 Documentação e registro
 Armazenamento
 Conservação
 Transporte
BPF – Armazenamento e Conservação
BPF - Transporte
• Veículos limpos
• Plataforma coberta
• Cargas anteriores
• Veículos registrados
BPF - Procedimentos Operacionais Padrão

Devem ser implementados POPs contemplando, no mínimo:

1. Qualificação de Fornecedores e Controle de Matérias-Primas e


Embalagens
2. Limpeza/Higienização de Instalações, Equipamentos e
Utensílios
3. Higiene e Saúde Pessoal
4. Potabilidade de Água e Higienização de Reservatório
5. Prevenção de Contaminação Cruzada
6. Manutenção e Calibração de Equipamentos e Instrumentos
7. Controle Integrado de Pragas
8. Controle de Resíduos e Efluentes
9. Programa de Rastreabilidade e Recolhimento de Produtos
(Recall)
BPF - Procedimentos Operacionais Padrão

Os POPs devem descrever:


 Os materiais e equipamentos
 Realização das Operações
 Metodologia
 Freqüência
 Monitoramento
 Verificação
 Ações corretivas
 Registro
 Responsáveis pela execução
BPF - POPs
Qualificação de Fornecedores e Controle de
Matérias-Primas e Embalagens

Para garantir que as matérias-


•Estabelecer os critérios para primas são seguras
seleção, avaliação e
reavaliação.
Obter informações acerca do
•Manter registros dos processo produtivo do
resultados das avaliações, fornecedor
auditorias, análises, histórico,
certificações, etc... Definição das especificações
e avaliação de riscos para
identificação de perigos
potenciais
BPF

Documentação e Registros
• Manter registros
– Das reclamações, sugestões e elogios;
– Formulário próprio;
– Datado, assinado e disponíveis

Manual de Procedimento de BPF


• Ter manual próprio de cada estabelecimento;
• Operações devem ser realizadas de acordo com o
Manual de Procedimentos.
Boas Práticas de Fabricação – IN04

Roteiro de Inspeção – Anexo II


Programa de Certificação
Feed & Food Safety
3 níveis de certificação
– Nível 1 - Boas Práticas de Fabricação
– Nível 2 - Análise de Perigos e Pontos Críticos de
Controle
– Nível 3 – GlobalG.A.P. Requisitos Específicos
– Nível 3 – FAMI Qs
Planos de HACCP

Boas Práticas de Fabricação

Gestão da Qualidade

Requisitos Regulamentares
5. Registro de Produtos
Registro de Produtos

 entende-se por comércio atividade de que consiste na


oferta, compra, venda, permuta, cessão, empréstimo,
distribuição ou transferência de produtos destinados à
alimentação animal.

 validade em todo o território nacional.

 somente para uma unidade fabril da empresa.

 duração de 5 anos.

 terceirização permitida.
Registro de Produtos - Documentação

Relatório assinado pelo responsável técnico, contendo:


I.- designação do produto por nome e marca comercial, quando existir;
II.- forma física de apresentação;
III.- característica da embalagem e forma de acondicionamento;
IV.- composição;
V.- níveis de garantia;
VI.- descrição do processo de fabricação e do controle da matéria-prima
e do produto acabado;
VII.- indicações de uso e espécie animal a que se destina;
Registro de Produtos – Documentação (2)

VIII.- modo de usar;


IX.- conteúdo líquido expresso no sistema métrico decimal;
X.- prazo de validade;
XI.- condições de conservação;
XII.- nome, endereço e CNPJ do estabelecimento proprietário do
produto;
XIII.- nome, endereço e CNPJ do estabelecimento importador,
quando se tratar de produto imp.;
XIV.- restrições e outras recomendações; e
XV.- croqui do rótulo.
Registro de Produtos Importados - Documentação

 Relatório técnico.

 Documento legal, emitido pelo proprietário estabelecido no exterior,


que habilite o representante no Brasil a responder perante o Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por todas as exigências
regulamentares, inclusive pelas eventuais infrações e penalidades e
demais obrigações decorrentes do registro do produto;

 Certificado, com visto consular, da habilitação oficial do


estabelecimento proprietário e fabricante no país de origem;

 Certificado oficial, com visto consular, do registro ou autorização de


venda livre ou, ainda, da autorização de fabricação exclusiva para
exportação do produto no país de origem, especificando a
composição.

 Declaração de BPF Oficial.


Registro de Aditivos - Classificação

 Aditivos tecnológicos: qualquer substância adicionada ao


produto destinado à alimentação animal com fins
tecnológicos:
adsorvente, aglomerante, antiaglomerante, antioxidante,
antiumectante, conservante, estabilizante, espessantes,
gelificante, regulador de acidez e umectante.

 Aditivos sensoriais: qualquer substância adicionada ao


produto para melhorar ou modificar as propriedades
organolépticas destes ou as características visuais dos
produtos:
Corante, aromatizante e palatabilizante.
Registro de Aditivos - Classificação

 Aditivos nutricionais: toda substância utilizada para


manter ou melhorar as propriedades nutricionais do
produto:
Vitaminas, oligoelementos, aminoácidos, microminerais e
uréia.

 Aditivos zootécnicos: toda substância utilizada para influir


positivamente na melhoria do desempenho dos animais;
Digestivos, equilibradores da flora, outros aditivos
zootécnicos e melhoradores de desempenho.

 Anticoccidianos: substância destinada a eliminar ou inibir


protozoários.
Isenção de Registro – IN42 / 2010
Isenção de Registro – Escopo

 Excipientes e veículos;

 Suplemento para ruminantes, suínos e aves; premix; núcleo;


concentrado; ração;

 Grãos, sementes, fenos, silagens destinados à alimentação


animal, quando expostos à venda in natura e moídos;

 Ingredientes: Farelo de soja


Farelo de trigo
Farelo de algodão
Farelo de glúten de milho
Gérmen de trigo
Isenção de Registro – Escopo

 Alimentos Completos e Alimentos Específicos para animais


de companhia;

 Produtos licenciados ou registrados no Ministério da Saúde


utilizados na alimentação humana e suscetíveis de
emprego na alimentação animal;

 Produto destinado exclusivamente à experimentação.


Isenção de Registro
RTPI – Relatório Técnico de Produto
Isento de Registro

Compete ao Responsável Técnico:

Aprovação das fórmulas, rótulos e


embalagens;
Preenchimento do respectivo
RTPI;
RTPI e demais registros auditáveis
datados e assinados;
Arquivados pelo período mínimo de um
ano;
Informar ao MAPA a relação
atualizada.
6 - Rotulagem
Rotulagem

Instrução Normativa nº 22
de 2 de junho de 2009

Regulamenta a embalagem, rotulagem e


propaganda dos produtos destinados à
alimentação animal.
Rotulagem

No rótulo do produto embalado ou a granel, destinado à


alimentação animal, devem constar as seguintes
informações obrigatórias:
I. classificação do produto;
II. nome do produto;
III. marca comercial, quando houver;
IV. composição básica qualitativa, exceto veículos e excipientes;
V. eventuais substitutivos, quando houver;
VI. níveis de garantia;
VII. conteúdo ou peso líquido;
VIII.tabela de referência nutricional, quando prevista em regulamento
específico;
Rotulagem
IX. indicação de uso;
X. espécie(s) e categoria(s) de animal(is) a que se destina;
XI. modo de usar;
XII. cuidados, restrições, precauções, contraindicações,
incompatibilidades, período de carência, quando couber;
XIII.a expressão "Produto Isento de Registro no Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento“ ou "Produto
Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento sob o nº...."; conforme o caso;
XIV.nome empresarial, endereço completo, nº de inscrição no
CNPJ e telefone de atendimento ao consumidor do
estabelecimento fabricante, fracionador ou importador;
XV.a expressão "Indústria Brasileira", quando fabricado no
Brasil ou a identificação do país de origem, no caso de
produto importado e a expressão: "Produto Importado".
Rotulagem
XVI.nome empresarial e endereço, incluindo o país de origem, do
fabricante, no caso de produtos importados;
XVII.data da fabricação - indicando claramente o dia, mês e o ano
em que o produto foi fabricado;
XVIII.data ou prazo de validade - indicando claramente o dia, o mês
e o ano;
XIX. prazo de consumo, quando couber;
XX. identificação do lote: indicar a numeração sequencial do lote;
XXI. condições de conservação;
XXII.o carimbo oficial da inspeção e fiscalização federal, conforme
modelo constante do Anexo II;
XXIII.a expressão: "Uso Proibido Na Alimentação de Ruminantes",
quando houver ingredientes de origem animal na composição do
produto.
MODELO DO CARIMBO OFICIAL DA INSPEÇÃO
E FISCALIZAÇÃO FEDERAL
Exemplo de Rotulagem de Suplemento Mineral para Bovinos Produzido no Brasil
Rotulagem
Organismos Geneticamente Modificados

Os produtos destinados à alimentação animal que contenham,


sejam derivados ou produzidos a partir de Organismo
Geneticamente Modificado - OGM devem atender aos
princípios de rotulagem fixados em normas específicas.
Exemplo de Rotulagem – Produto com OGM
Rotulagem - Vedações
O rótulo, a embalagem a propaganda ... não devem:

I.- conter vocábulos, terminologias, declarações, sinais,


denominações, dizeres, logotipos, símbolos, selos,
emblemas, ilustrações, fotos, desenhos ou outras
representações gráficas que possam tornar a informação
falsa, incorreta, insuficiente, ou que possa induzir o
consumidor a equívoco, erro, confusão, falso
entendimento ou engano, mesmo por omissão, em
relação à verdadeira natureza, propriedade, efeito, modo de
ação, composição, procedência, tipo, qualidade, quantidade,
validade, rendimento ou forma de uso do produto, diferentes
daqueles que realmente apresentem;

II.- explorar a superstição, aproveitar-se da deficiência de


julgamento e experiência do consumidor;
Uso de Imagens
Imagem Meramente Ilustrativa
Uso de Imagens
Rotulagem – Vedações (cont.)
III.- destacar a presença ou ausência de componentes que sejam
intrínsecos ou próprios de produtos, exceto nos casos fixados em
normas específicas;

IV. - ressaltar qualidades ou atributos relativos à presença de um


componente cuja concentração não seja suficiente para
expressar o efeito de seu uso;

V. - utilizar terminologias, ilustrações ou outras representações


gráficas que sugiram: tratamento, prevenção ou cura, ação
farmacológica, ação imunológica, ou relação com doenças,
patologias, intoxicações, infecções e afecções, exceto nos
casos fixados em normas específicas / com exceção dos
produtos classificados como alimentos coadjuvantes;

VI.- ressaltar qualidades ou atributos que não possam ser


demonstrados.
7 - Suplementos Minerais
Instrução Normativa 12/2004

Fixa os parâmetros e as características


mínimas de qualidade que devem atender
os suplementos destinados a bovinos, e
estabelece os procedimentos para a
fabricação, a utilização e a comercialização
dos mesmos.
Os suplementos deverão
atender os níveis dos nutrientes
constantes nas Tabelas 1 e 2 do
Anexo II

Tabela 1. Suplemento mineral

Tabela 2. Suplemento mineral


protéico, energético e com uréia
Tabela 3.
Valor de Referência - VR
8 – Importação
Importação

Instrução Normativa nº 29
de 14 de setembro de 2010


Importação de Insumos Pecuários
Anuência Prévia

Procedimentos para
liberação de mercadorias

Procedimento I
• Sem autorização de embarque
• Inspeção física e conferência documental

Procedimento III
• Autorização de embarque
• Inspeção física e conferência documental
9 – Alimentação Animal
com Medicamentos
Alimentação Animal com
Medicamentos
Instrução Normativa nº 65, de 21 de novembro de 2006
Aprova o Regulamento Técnico sobre Procedimentos para a
Fabricação e o Emprego de Rações, Suplementos, Premixes,
Núcleos ou Concentrados com Medicamentos para Animais
de Produção e de Bioterio

Alterada pela IN nº 14/2016 CPAA/DFIP/SDA


e Ato nº 1/2018 CPAA/DFIP/SDA
IN 65

 Visa a garantia:
– da proteção da saúde humana e animal;
– da proteção do meio ambiente;
– da proteção dos interesses dos consumidores.
IN 65
Aplicação:
Médicos veterinários

Estabelecimentos produtores de rações,


suplementos, premixes, núcleos e concentrados

Criadores de animais de produção e biotério

Estabelecimentos fabricantes e importadores de


medicamentos veterinários
IN65 - Princípios Gerais

 Estabelecimento deve estar registrado no MAPA e autorizado


previamente para a fabricação de produtos com medicamentos

Não contenha aditivos melhoradores de desempenho ou anticoccidianos


com o mesmo princípio do medicamento a ser incorporado
IN65 - Autorização para a comercialização
de produtos c/ medicamentos
Os medicamentos de uso veterinário ou os
produtos destinados à alimentação animal
com medicamento de uso veterinário,
somente podem ser comercializados aos
proprietários ou detentores dos animais
mediante prescrição do médico veterinário
responsável pelo manejo sanitário da
propriedade.
Comércio IN 65
 Os premixes, núcleos e concentrados com medicamento de
uso veterinário somente podem ser comercializados para
os estabelecimentos cadastrados ou autorizados pelo
MAPA para a fabricação de produto com medicamento de
uso veterinário, incluindo-se os estabelecimentos que
fabricam exclusivamente para uso próprio, sem fins
comerciais.

 Os fabricantes de rações ou suplementos com


medicamentos de uso veterinário somente podem
comercializar estes produtos diretamente para os
proprietários ou detentores de animais produtores de
alimentos.
Reconhecimento do Programa de
Validação de Limpeza

Produtos:
C/Medicamentos –Dose terapêutica
S/Medicamentos – 1% Dose
terapêutica

Residu
os:
Flushs: Reutilização -1 %
Disposição – Normativa de
Resíduos De limpeza – Normativa
de Resíduos
ABNT –
Serie 10.000
ANEXO II
PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DA
EFICIÊNCIA DA HOMOGENEIDADE DA
MISTURA

Eficiência de homogeneização do misturador, cujo


Coeficiente de Variação não pode ser superior a 5%,
valores superiores deverão ser investigados e
corrigidos. A avaliação da eficiência de
homogeneização pode ser conduzida por meio
de indicadores indiretos.
IN 65 – Validação de Mistura
Homogênea: Os componentes se distribuem
uniformemente por toda a mistura.
M
Amostra representa todo o material, e todas devem I
ter aproximadamente os mesmos teores. CV<5% S
T
Processo necessita de um tempo mínimo e
característico para atingir a homogeneização.
U
Variáveis: Misturador, Velocidade, Tempo, Volume,
Teores, Veículo, Seqüência, Umidade, Densidade, R
Carga eletrostática.

A
10 - Temas Gerais
Aditivos Melhoradores de
Desempenho
• Banimento dos aditivos melhoradores de
desempenho;

• Portaria 171/2018;

• Aditivos melhoradores de desempenho


(CPV x CPAA);
Dioxinas
Limites Máximos na Alimentação Animal

Instrução Normativa nº 09, de 12 de maio de 2016


Fabricação de produtos para suínos sem
ractopamina – Ofício Circular 003/2015
• Grupo 1 de implementação de BPF;
• Indicar categoria(s) de produto que será(ão)
disponibilizado(s) ao sistema ;
• O estabelecimento que optar por ter linha dedicada
de fabricação, apresentar as informações
relacionadas aos autocontroles;
• Fabricante de produtos para uso próprio receberá
auditoria para verificação do cumprimento das
BPF;
• Indicar todos os eventuais fornecedores;
• Lista atualizada no portal da agricultura.
Instrução Normativa sobre Uso de
Co-produtos

Instrução Normativa n° 81 MAPA,


de 19 de dezembro de 2018

Regulamento Técnico de Identidade e


Qualidade e os Procedimentos para uso na
Alimentação Animal de Coprodutos da
Indústria da Alimentação Humana e a Animal.
Outros temas

 Contaminantes Inorgânicos

 Planta separada para ruminantes;

 Uso de animais mortos;

 GHS
Referência Regulatória
 Lei nº 6.198, de 26 de dezembro de 1974.
 Decreto nº 6.296, de 11 de dezembro de 2007.
 Instrução Normativa nº 13, de 30 de novembro de 2004 (aditivos).
 Instrução Normativa nº 04, de 23 de fevereiro de 2007 (BPF).
 Instrução Normativa nº 12, de 30 de novembro de 2004 (Suplementos Minerais).
 Instrução Normativa nº 15, de 26 de maio de 2009 (registro).
 Instrução Normativa nº 22, de 2 de junho de 2009 (rotulagem).
 Instrução Normativa nº 30, de 5 de agosto de 2009 (Pet food).
 Instrução Normativa nº 29, de 14 de setembro de 2010 (importação).
 Instrução Normativa nº 42, de 16 de dezembro de 2010 (isenção).
 Instrução Normativa nº 65, de 21 de novembro de 2006 (fabricação com produto
de uso veterinário).

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