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Caminho as independências

DIREITO A AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS


Caminhos convergentes e contextos
► Afro-asiatismo ► Industrialização (relativa) da África
► Solidaridade terceromundista ► Crescimento econômico (mais empregos
► Panafricanismo reivindica a urbanos)
independência ► Desprestigio geral da Europa após
► Aumento do sindicalismo Segunda Guerra Mundial
► Influência da ideologia comunista ► Experiência de soldados africanos na
2GM
► Elites africanas se radicalizam
► Emergência da “Guerra Fría” e postura
► Continuidade da resistência: “anticolonial” da URSS e de EUA
bandiditismo social; religiões;
associações diversas e movimentos
rurais
Continuidade da resistência ou a resistência contínua: tese de
Elikia Mbokolo

► Recusa do sistema ou Resistência Passiva


► Revolta contra trabalho obrigatório, imposto, culturas obrigatórias
e legislação
► Bandiditismo Social
► Religiões: Islã; cristianismo e religiones africanas
► Associações diversas
► Movimentos rurais
► Salvaguarda dos sistemas culturais e formas de interpretar o
mundo
Mbokolo discute com:

►A tese de uma independência baseada nas elites


africanas [atores sociais]
►A tese de uma independência “outorgada” pelas
metrôpolis [agência]
►A tese da educação ocidental como catalizadora da
independência [ideias]
• A tese de Elikia M´Bokolo foca-se em
reinterpretar a história africana priorizando
as dinámicas endógenas. Nas suas
pesquisas minuciosas encontra resistência
ao colonialismo de base popular,
camponesa ou urbana. Para o autor, esas
resistências foram fundamentais para a
recuperação do direito ao auto-governo.
Com essa informação discute as teses
historiográficas que atribuêm a iniciativa
da independência a fatores externos
(decisão das metrópolis) ou às elites
africanas
• Fonte do mapa: Elikia Mbokolo, África Negra, História e Civilizações,
Edufba/ Casa das Áfricas: Salvador. Tomo II, pp 526
Evolución de la soberania
política en África sub-saariana.
Elisio Macamo considerou estes anos como
de um enorme dinamismo, devido a
velocidade das mudanças e cenários.
Nótese: África do Sul é formalmente independente desde 1912,
porém com continuidade de regímenes de supremacía branca.
Estes terminam em 1994 com a derrubada do apartheid.

Mapa disponível em:


http://www.fafich.ufmg.br/luarnaut/mp_coloniz_indep.gif
1960 foi considerado o ano
de África, pois 18 nações
conquistaram a sua
independência. Em 1963
funda-se a União Africana,
orgão internacional que
reunia os estados
independentes africanos
Mapa disponível em:
http://www.fafich.ufmg.br/luarnaut/mp_Indep.jpg
• África: modalidades e anos
das independencias
• Sabía que? A Etiopia nunca
foi colonizado por uma
potencia estrangeira? Um
intenso movimento
diplomático e um efetivo
sistema de comunicação
com tambores provocaram
o fracaso da tentativa de
invasão.
• Fonte do mapa: Elikia Mbokolo, África Negra,
História e Civilizações,Edufba/ Casa das Áfricas:
Salvador, 2011. Tomo II, pp 624
Descolonização em África: 1ra onda
• A periodo da descolonização inicia-se simbólicamente com a independência de Gana
em 1957 e finaliza –também simbólicamente- com a derrubada do Apartheid da
África do Sul em 1994. Entre fins dos anos 50s e inícios dos anos 60s sucede a
primeira onda de independências, algumas pela via das manifestações pacíficas,
partidos políticos de massas e negociações (Gana, Tanzania, os países da antigamente
chamada África ocidental Francesa), entre outros; Algumas “independencias
negociadas”, estiveram na real precedidas de insurreições camponesas armadas de
grande porte, como em Madagascar (1947) e em Quênia (1957), e que foram
reprimidas com políticas de exterminio de população, campos de concentração,
tortura, assassinatos e detenções generalizadas pelas potencias colonizadoras,
respectivamente França e Inglaterra. Em outros casos, nos quais os países
colonizadores foram inflexíveis e optaram pela repressão, a luta pela independência
teve que ser clandestina e armada, como o caso argelino e os territórios colonizados
por Portugal.
Kwame Nkrumah, primero presidente de
Gana, discurso do dia da indep, 6 de março
de 1957
• Finalmente, a batalla terminou! E Gana, nosso amado país, é
libre para sempre. Mais uma vez eu quero aproveitar a
oportunidade para agradecer aos chefes e aos povos de este
país, a juventude, aos camponeses, as mulheres que han
batalhado nobremente. (…)

• A partir de hoje, nos precisamos mudar nossas atitudes,


nuestras mentes, debemos entender que nós não somos mais
uma colônia, se não um povo independente.

(…) A independencia de Gana não faz o menor sentido se não


estiver atrelada a libertação de toda África”-
Argelia no cenário Africano
• Um caso teve particular repercusão na cena africana e mundial: a luta
armada e política do Frente Nacional de Lbertação Argelina para a
descolonização de Argelia. Este país norte africano tinha mais de um milhão
de colonos franceses, que resistiam pela via do paramilitarismo a
descolonização. Foi uma sangrienta batalha, na qual a repressão colonial do
exército francés inventou –por exemplo, a tortura com médicos, a procura
de maximizar o sufrimento da pessoa torturada impedindo que morra. Os
países africanos independentes e os movimentos pela independência
encontraram-se divididos em torno da causa argelina: enquanto alguns
apoiaram a luta armada do FNLA, outros países que ainda mantinham
relações com as antigas metrópoles escolheram se declarar abertamente
contra os métodos de luta que utilizem a violência. Em 1962 Argelia
conquista sua independência após de 8 anos de luta armada.
2da onda de independências: 1973-75
A derrubada do Império Português
• Os anos 60 foram de grande agitaçaõ nos territorios colonizados e a independência se
apresentava como um destino inevitável e urgente. Porém, estaria em jogo: o quando,
o como e com quem se alinearia a nível internacional cada futura jovem nação.
• Nas colonias portuguesas, entre fines da década do 50 e inicio dos anos 60s há
movilizações pacíficas e massivas em Angola, Moçambique e Guiné Bissau. Em todos os
casos, Portugal se aferra a sua construção imperial e decide redobrar a presença
armada nos territórios coloniais para evitar a independencia. Nos três paises
mencionados acontecem massacres de grandes movilizações pacíficas, o que obriga aos
ativistas a pasar ao exílio ou à clandestinidade. Em decorrencia da situação, em 1961
Portugal abole o Código de Indigenato, que estabelecia, entre muitas outras coisas a
obrigatoriedade do trabalho forçado. Porém, uma reforma cosmética do colonialismo já
não seria suficiente. Em Angola (MPLA), Moçambique (FRELIMO) e Guiné Bissau
(PAIGCV) emergeriam entre os movimentos, frentes o partidos a estratégia de luta
armado de luta pela independência
ONU se pronuncia em pro da
independência década de 1960s

“as autoridades portuguesas tem duas opções históricas:


continuar utilizando a força, com suas misérias inevitáveis; ou
responder a opinião mundial e tomar medidas em pro de construir
uma nova relação com o povo de Angola. Precisa apenas de boa
vontade para comprender as novas forças existentes no mundo”
Um império com a força das armas
Os povos com a força da raçao
O império português, longe de compreender a mudança de época,
redrudesce a repressão: manda um exército de 50mil soldados a Angola
para suprimir a revolta de 1961, e ainda ficariam estacionados em
Angola para o controle de carreteras e as minas e plantações
• Na Guiné Bissau e em Moçambique o governo colonial também
escolheu o recrudescimento da represão. A pesar da vantagem militar
portuguesa, o certo que este país tinha toda a opinião pública em
contra, tanto que o lema da época era “orgulhosamente sós” [na
política imperialista]; e pelo fato de ser diversos territórios, o exército
português estava dividido – no minimo em 3 frentes.
Massacre de Pindjiguiti, 1959, Guiné Bissau.

3 de agosto de 1959 a greve pacífica de estibadores


do porto de Bissau é duramente reprimida pelo
governo colonial, causando uma massacre que até o Nessa altura, o nosso Partido decidiu realizar
dia de hoje é commemorada no calendario nacional uma conferência clandestina em Bissau e foi
guineense. então que mudamos de orientação. Quer
dizer, começamos a mobilizar os campos e
Embaixo: o dia da massacre (esq), e a direita:
propaganda do ato político em memoria da massacre
decidimos preparar-nos ativamente para a
luta armada contra as forças colonialistas
portugueses. Decidimos que as massas
populares não deviam fazer nenhuma
manifestação que pudesse dar lugar a
represálias criminosas da parte dos
colonialistas portugueses. Amilcar Cabral,
fundador e líder do PAIGC
Amilcar Cabral (1974*, p61) PAIGC, sobre a
luta armada:
• Fazemos a guerra não porque sejamos guerreiros ou porque
gostamos da guerra. Não fazemos a guerra para conquistar Portugal.
Fizemo-la porque somos obrigados a isso para conquistar os nossos
direitos humanos, os nossos direitos de nação, de povo africano que
quer a sua independência mas o objetivo da nossa guerra é um
objetivo político, isto é, a libertação total do nosso povo da Guiné e
de Cabo Verde, a conquista da nossa independência nacional e da
nossa soberania tanto interna como no plano internacional.

*1974 é a data de publicação, o discurso foi proferido nos anos anteriores. De fato, Amilcar Cabral
foi assassinado em 1973, pouco tempo antes de ser Guiné Bissau e Cabo Verde independentes
• Devido a repressão, uma boa parte dos movimentos pela independencia
encontraba-se no exterior -particularmente em países limítrofes solidários à
causa; e integralmente na clandestinidade.
• Quando o PAIGC lança a luta armada em Guiné Bissau em 1963, Portugal já
estava em Guerra em Angola. A pesar de aplicar em Guiné Bissau a política de
“terra arrasada”, os combatentes e ativistas do PAIGC crescem em apóio politico
e controle territorial até que em 1973 Guiné Bissau declara a independência
unilateral, e só um ano mais tarde a mesma seria reconhecida em Portugal.
• A liderança máxima de Guiné Bissau, Amilcar Cabral, tinha sido assassinado em
Conacry em 1973; mas o processo de luta pela independência já era um fato
consumado. Em Guiné Bissau o Partido binacional PAIGC tinha uma hegemonia
indiscutida e construida ao longo da luta armada, por tanto é a força política
que negocia a independência com Portugal e passa a governar o novo país
independente. Em Cabo Verde, embora existiam outros partidos, o PAIGC se
posiciona na mesa das negociações e também passará a ser o governo daquele
país
Guiné Bissau e Cabo Verde

• Ambos os países serão governados por um mesmo partido. Em Guiné Bissau, o


PAIGC tem uma hegemonia forte e representa efetivamente a força política da
independencia, de acordo a socióloga Artemisa Odila Cande Monteiro. Em Cabo
Verde, conforme o pesquisador Claúdio Alves Furtado, no momento da
independencia tinha diversos projetos políticos e partidos que disputaram o
poder político do estado. Porém, o PAIGC tinha o antecedente de ter liberado
Guiné Bissau e o reconhecimento internacional, o que era fundamental para
gestionar um acordo com a antiga metrópolis. Assim, o PAIGC irá governar ambos
países até o 1980, momento em que o partido se quebra, orignando uma ruptura
política em Cabo Verde e um Golpe de Estado em Guiné Bissau.
Cabo Verde

• Após a independencia, o arquipiélago continuou ainda com o regime de


partido único, com disputas internas, dentro da estrutura que se expresaram
as variadas posições políticas; nos anos 90s teve a transição a um regime
multipartidista, emergem forças políticas que estavam já presentes nos anos
70s; Cabo Verde tem uma estabilidade política prolongada e forte, sendo um
dos países africanos com menor índice de corrupção; assim também consigiu
superar o analfabetismo no decorrer dos 40 anos de vida independente.
Atualmente vive do turismo e algumas atividades agrícolas, assim como tem
um ingresso consistente proveniente da sua diáspora. A migração tem sido
uma constante da vida caboverdiana, de aí que sera um povo marcado pelas
partidas e pelas chegadas. A propósito dessa realidade histórica, a cantante
Cesaria Évora canta “Sodade”, partilhamos aquí o link, para quem tiver
curiosidade: https://www.youtube.com/watch?v=dNVrdYGiULM
Moçambique
• As atividades politicas eram ilegalizadas. Assim, as organizações de libertação
operaram no exterior: Udenamo, criada em Rodhesia do Sul (hoje Zimbabue);
MANU, na Tanganica (Hj Tanzania); Unami em Nyassalândia (Hj Malaui); Os três
grupos fundaram a FRELIMO [Frente da Liberação de Moçambique]
• FRELIMO hostiga a presença colonial e das empresas no sul, ao tal ponto que
Portugual decide encaminhar 10.000 soldados em 1974, reforçando os 60,000
soldados que já tinha
• Gréves nas cidades e levantamentos rurais- 1974 assinam o ACORDO de
LUSAKA com Samora Machel
• Independência em 25 junho de 1975
• Apoio do bloque socialista e retórica marxista leninista, ambos regimes mantêm
contratos com companias extractivistas, e com os contratos de migração para
as minas sulafricanas
• A FRELIMO assume o poder do Estado, se declara Marxista Leninista (alineado com a
URSS), e inicia a reconstrução do país. Porém, em 1977 a Renamo abre um conflito
armado, que será a guerra civil de 16 anos. Moçambique tinha como vizinhos a
Rodhesia do Sul, ainda governada pelo colonialismo inglês até 1980 e África do Sul do
apartheid, regime derrocado em 1994. Esses vizinhos eram contrários a hegemonia da
Frelimo e por tanto colaboraram com a Renamo, dando apoio financiero, treinamento,
armas e refugio territórial. Assim, a lógica da Guerra Fria fez o conflito recrudescer. A
Frelimo pela sua vez dava apoio a Zanu (movimento de libertação armado em Zimbabue)
e ao MK braço armado do ANC (movimento de libertação de África do Sul).
• O sociólogo Elisio Macamo considera que a guerra pela independencia e a guerra civil
cria uma cultura autoritária, na qual a Frelimo e a Renamo acreditam ter a legitimidade
para representar ao povo, e por tanto para substitui-lo e não precisar escutar as opiniões
diversas. Políticamente, Frelimo e Renamo mantém uma retórica ideológica antagónica,
porém compartilhariam uma mesma cultura política autoritária. Embora a Frelimo se
propagandizasse como uma força política comunista, o certo q que manteve os contratos
de trabalho migratório para África do Sul e as companias extractivistas.
A intensificação da luta em Moçambique quebrou a moral do
exército português; assim como as derrotas em Guiné Bissau; o
exército colonial foram à Guerra colonial acreditando que
ganhariam de forma rápida e que os inimígos eram frágeis e sem
apoio. Apesar da superioridade armamentística, a batalha
política estava do lado dos movimentos pela independência.
Assim, os militares voltaram para Portugal descontentes e
protagonizaram um golpe de estado. Este golpe de estado
terminará com um evento conhecido como a Revoluçaõ dos
Cravos, que significou o fim da ditadura em Portugal e sua
democratização
São Tomé e Príncipe
• A atividade independentistas era totalmente proibida nas ilhas, assim teve por
protagonistas são tomenses assimilados que estavam em Portugal,
maioritáriamente. O MPLST Movimento pela Libertação de São Tomé e Principe foi
fundado no exílio, e com a independencia de Guiné Bissau e com a Revolução dos
Cravos, este movimento consegue também negociar os termos da independência
com Portugal.
• São Tomé e Principe tinha uma economia agroexportadora e monoprodutora,
baseada na estrutura socioeconómica das roças – que no Brasil seriam as fazendas-
com usso massivo de trabalho não pago ou mal pago. Conforme Marina Berthet,
com a independência, as fazendas (roças), foram nacionalizadas, porém a estrutura
do latifundio e produção agricola continuou a mesma, agora gerida pelo estado e
por um governo de retórica socialista.
A questão da terra e o neoliberalismo
• Conforme a Marina Berthet, um dos entraves da história
Sãotomenses tem sido a dificuldade para desarticular a estrutura
socioeconomica das roças (fazendas).
• Após de certo fracasso da gestão nacional das terras de latifundio,
e com a hegemonia das políticas neoliberais ao nível mundial, nos
anos 90s permite-se a venda. Como resultado, a maioria dos
latifundios são comprados por proprietários européios. Assim, a
terra sãotomense e principal fonte de riqueza voltou a estar em
mãos estrangeiras, não já pela via da colonização, ma pela via do
mercado.
Sobre as independencias dos PALOPS
• OS atuais países africanos de lingua oficial portuguesa, PALOPS tiveram suas
independências tardias e pela via das armas, principalmente, devido a resistência do
Portugal a abandonar seu estatus de Império. Nos anos 70s, o otimismo sobre a
potencialidade das independências já não era como nos anos 60s, e era bastante
visível os limites que a dependência económica e a intervenção estrangeira
colocaram nos jovens estados. Os procesos de guerras anticoloniais impulsaram a
militarização da política, e com ela, um certo autoritarismo na cultura política; o
contexto de Guerra Fría, por um lado lhes permitia contar com o apoio da URSS, mas
por outro lado foi o combustível que alimentou as guerras civis em Angola e
Moçambique. Assim, Angola, Moçambique e Guiné Bissau tiveram a dificil tarefa de
se erguer após de procesos de guerra que devastaram os seus países e ainda lidam
com as consequencias da instabilidade institucional e do autoritarismo.
• São Tomé e Principe e Cabo Verde também tiveram suas independencias graças as
batalhas contra Portugal, mas estas não aconteceram nos seus territórios. Assim, a
reconstrução teve desafios de outro tipo, e notoriamente são países nos quais a
continuidade institucional do Estado destaca-se
Fim de uma era
• Em 1980 Zimbabue declara a sua independencia, com a colaboração consistente
da Frelimo. Nessa altura a África do do apartheid, estava isolada regionalmente.
Os anos 80s os movimentos de liberação de África do Sul travaram uma luta
desigual contra o apartheid, com ajuda dos seus paises vizinhos. Após de chegar a
situações de quase guerra civil, nos anos 90s inciam-se as negociações com a
liberação dos pressos políticos –entre eles- Nelson Mandela. São derrubadas
várias leis de segregação racial, e é negociada a independencia de Namibia em
1992, que era governada pela África do Sul. Em 1994 acontecem as primeiras
eleições democráticas do país, e a população negra vota pela primeira vez,
consagrando Mandela como o primeiro presidente negro daquele país. África do
Sul, o último bastião da supremacía branca pasa a ter uma das constituiões mais
progresistas do mundo em termos de direitos das mulheres, população LGTBIQ+ e
direitos culturais, religiosos e linguísticos.

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