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APLICAÇÃO DOS

PRINCÍPIOS DO SUS NA
FARMÁCIA
Gabriela Vargas e Júlia Alves
Conceito:
O Sistema Único de Saúde, o SUS, é formado pelo conjunto de
todas as ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições
públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e
indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.
Considerado um dos maiores e melhores sistemas de saúde
públicos do mundo, o SUS beneficia cerca de 180 milhões de
brasileiros e realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos,
desde procedimentos ambulatoriais simples a atendimentos de alta
complexidade, como transplantes de órgãos.
Princípios do SUS:
Os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) constituem as bases
para o funcionamento e organização do sistema de saúde em nosso país, afirmando
direitos conquistados historicamente pelo povo brasileiro e o formato democrático,
humanista e federalista que deve caracterizar sua materialização.
Doutrinários:

Universalidade:

A saúde é um direito de todos e é um dever do Poder Público a provisão de


serviços e de ações que lhe garanta. Isso não quer dizer somente a garantia imediata
de acesso às ações e aos serviços de saúde. A universalização, diferentemente, coloca o
desafio de oferta desses serviços e ações de saúde a todos que deles necessitem,
todavia, enfatizando a ações preventivas e reduzindo o tratamento de agravos.
Fica claro que a proposta em pauta no marco histórico da constituição do SUS
não é um projeto de reformulação apenas do setor saúde, mas um projeto de uma
sociedade mais justa, igualitária e democrática.
Integralidade:

Esse princípio é um dos mais preciosos em termos de demonstrar que a atenção à


saúde deve levar em consideração as necessidades específicas de pessoas ou grupos de
pessoas, ainda que minoritários em relação ao total da população. A Constituição
afirma que o atendimento integral deve priorizar as ações preventivas, sem prejuízo
das ações de assistência. Isso significa afirmar que o usuário do SUS tem o direito a
serviços que atendam as suas necessidades, ou seja, da vacina ao transplante, com
prioridade para o desenvolvimento de ações preventivas. Dessa forma há projetos e
ações direcionadas especificamente aos jovens, às mulheres, aos idosos, aos
portadores de HIV e de outras enfermidades.
Equidade:

O princípio da equidade é fruto de um dos maiores e históricos problemas da


nação: as iniquidades sociais e econômicas. Essas iniquidades levam a
desigualdades no acesso, na gestão e na produção de serviços de saúde.
Portanto, o princípio da equidade, para alguns autores, não implica a noção
de igualdade, mas diz respeito a tratar desigualmente o desigual, atentar para as
necessidades coletivas e individuais, procurando investir onde a iniquidade é
maior.
Organizativos:
Descentralização: No SUS, a diretriz da descentralização corresponde à distribuição de poder
político, de responsabilidades e de recursos da esfera federal para a estadual e municipal. Ou seja,
estamos falando de uma desconcentração do poder da União para os estados e municípios, tendo
como objetivo a consolidação dos princípios e diretrizes do SUS.
Regionalização e hierarquização: Essa diretriz diz respeito a uma organização do sistema que
deve focar a noção de território, onde se determinam perfis populacionais, indicadores
epidemiológicos, condições de vida e suporte social, que devem nortear as ações e serviços de
saúde de uma região. Essa concepção aproxima a gestão municipal dos problemas de saúde, das
condições de vida e da cultura que estão presentes nos distritos ou regiões que compõem o
município.
Participação da comunidade: A participação popular é um dos marcos históricos da Reforma
Sanitária brasileira, quando, no fim dos anos 1970, sanitaristas, trabalhadores da saúde,
movimentos sociais organizados e políticos engajados na luta pela saúde como um direito. Desde
então, a participação da comunidade tornou-se uma diretriz da forma de organização e
operacionalização do SUS em todas as suas esferas de gestão.
FARMACÊUTICO NO SUS

• Assistência Farmacêutica nas Farmácias do SUS: A Assistência


Farmacêutica é um conjunto de ações voltadas à promoção,
proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva,
tendo o medicamento como insumo essencial e visando ao acesso e
ao seu uso racional.

• Para que as ações da Assistência Farmacêutica atendam às


necessidades de saúde da comunidade, o farmacêutico precisa
conhecer a história, a estrutura do serviço de saúde e da
Assistência Farmacêutica no município e nas unidades de saúde,
os processos de trabalho, o perfil demográfico e epidemiológico,
assim como as condições de vida e saúde da população local.
• A assistência farmacêutica faz parte da assistência global à saúde, e as suas ações correspondentes devem ser
integradas ao SUS, garantindo-se o direito de acesso de toda a população aos medicamentos básicos, que
constem de listas padronizadas ou sejam considerados essenciais. Neste sentido, uma vez que os
entrevistados reconhecem o serviço como universal, possuem expectativas de conseguir todas as medicações
necessárias no SUS, além de ressaltarem que o acesso às medicações é uma realidade dentro do serviço.

• A comunicação em saúde é o uso de estratégias


para informar e influenciar decisões
individuais e coletivas, objetivando a melhoria
da saúde. Uma boa comunicação pode
conduzir a motivação para mudanças no
comportamento e na adesão ao tratamento.
Diferentes características de usuários, de
situações clínicas ou emocionais e dos
tratamentos prescritos exigem formas
individualizadas de atuação para que se
garanta a melhor atenção à saúde.
• As ações de Assistência Farmacêutica devem estar fundamentadas nos princípios
previstos no Artigo 198 da Constituição Federal e no Artigo 7 da Lei Orgânica da
Saúde, bem como em preceitos inerentes à Assistência Farmacêutica
(Universalidade, equidade, integralidade);
• O acesso da população àqueles medicamentos considerados essenciais;
• A promoção do uso racional dos medicamentos;
• Práticas dos profissionais de saúde, onde reside a preocupação em discernir as
necessidades dos usuários;
• Definir a relação estadual de medicamentos, com base na Rename, e em
conformidade com o perfil epidemiológico do estado;
• Organização dos serviços e das práticas de saúde, porque esses devem estar
organizados para realizar uma apreensão ampliada das necessidades da população;
OBRIGADO!