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EXPLORACAO FLORESTAL

Exploração florestal: corresponde ao conjunto de operações efectuadas num


maciço florestal, visando preparar e transportar a madeira ate ao local da sua
utilização, usando técnicas e padrões estabelecidas, com finalidade de
transforma-la em produto final (madeira serrada, celulose, chapas de
aglomerados e compensados,etc).TANAKA (19996).
EXPLORACAO PARA FLORESTAS NATIVAS
 Exploração irracional:
 Derruba irracional e não planificada das arvores de uma floresta,
com intuito de proceder posteriormente o desmatamento da área,
em razão da vegetação anteriormente existente
 constituir empecilho ao desenvolvimento de outras actividade entre
as quais a agricultura, o reflorestamento etc.
EXPLORACAO PARA FLORESTAS NATIVAS
 Exploração económica ou selectiva:
 consiste no corte selectivo, (derrubadas apenas espécies florestais
destinadas ao aproveitamento industrial).
 Espécies de maior valor comercial como a chanfuta, pau-rosa, pau-
preto, chanati, etc., são destinadas a produção de madeira serrada.
EXPLORACAO PARA FLORESTAS NATIVAS
 Exploração com base em princípios de maneio sustentável:
 Corte de arvores pré-selecionadas, cuja intensidade e, ou nível de
intervenção baseia-se no potencial de regeneração remanescente,
com o intuito de garantir uma produção contínua de madeira ou seja
de rendimento sustentado.
EXPLORACAO PARA FLORESTAS NATIVAS
 Exploração racional: consiste no principio de maneio sustentável da
floresta, cuja prioridade e minimizar os impacto negativos.

Classificação dos danos em relação ao meio biótico:


 Baixa intensidade: aqueles de pequenas escala e curta duração. Ex:
queda das arvores, abertura de pequenas clareiras, etc.
 Media intensidade: alteração mais significativa na estrutura
fisiológica e florística da floresta. Ex: agricultura itinerante (derruba e
queima da vegetação), exploração selectiva não planificada.
 Alta intensidade: eliminação da floresta e sua posterior conversão
em culturas permanentes. Ex: soja, milho, pastagem, etc.
Baixa intensidade Media intensidade

Alta intensidade
Sistemas de exploração Florestal
 Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:
 Dimensões e finalidades das árvores:
 As dimensões das árvores a serem colhidas.
 A operação de descascamento das toras, pois dependendo de suas
dimensões a produção diminuirá.
 A abundância de galhos aumenta o tempo de operação,
principalmente quando é realizada manualmente, Sendo que esta
operação corresponde à metade do tempo de derrubada.
 A finalidade pode ser limitante para um dado sistema de exploração.
 O volume da madeira pode alterar a planificação da rede de estradas
e, consequentemente, os custos de toda colheita.
Sistemas de exploração Florestal

Combustível (lenha)
1m

Sistema de torras curtas


morões
d < 20 cm celulose
aglomerado
2 m a 2,1m

Sistema de torras curtas


Madeira serrada
Sistema de torras longas
d > 20 cm laminado
Sistema de arvores inteiras
poste
Maior que 2,1m
dormete Sistema de arvores completas
Sistema de cavaqueamento
Sistemas de exploração Florestal
 Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:
 Topografia:
 A topografia acfeta tanto a capacidade humana como limita a
actuação de máquinas.
 O corte de árvores em terrenos com topografia mais acentuada
torna-se muito mais difícil, sendo que no arraste da madeira alguns
equipamentos são inoperáveis.
 A construção de estradas torna-se muito mais difícil e cara, além de
aumentar o tempo gasto com transporte e exigir mais das máquinas
em inclinações mais acentuadas.
Sistemas de exploração Florestal
Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:
Topografia:

Sistema de torras longas Sistema de torras curtas


Sistemas de exploração Florestal
 Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:
 Condições climáticas:
 Altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar possibilitam
maior ocorrência de incêndios, exigindo maiores cuidados na
utilização de máquinas, além de dificultar o desempenho físico do
trabalhador.
 A precipitação depende da intensidade da chuva, do tipo de
equipamento utilizado e do estoque de madeira durante a época de
chuvosa.
Sistemas de exploração Florestal

Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:


Condições climáticas:
Sistemas de exploração Florestal
 Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:

As dimensões da área, proximidade das vias de transporte:


 A localização da área com relação às vias de transporte é um fator de
grande importância pois influencia nos custos finais de produção.
 A latitude e longitude da área, que influenciam diretamente no
período de claro do dia e nas variações estacionais.

Tipo de corte:
 O sistema silvicultural, corte raso ou selectivo, pois este irá
representar a quantidade e qualidade da madeira a ser retirada,
determinando o número e modelos de máquinas necessárias, bem
como os custos da colheita e possíveis receitas.
Sistemas de exploração Florestal
Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:
Tipo de corte:

Sistema de torras curtas (desbaste) Sistema de arvores completas (corte final)


Total Produtos (m3)
Descrição do talhão Volume
Lenha Sum Logs
Total
% lenha % toras
Área idade N/h Dap volume
Talhao Espécie Operação V/Talhao V/ha DAP (10-13 cm) DAP > 13 cm
(ha) (anos) a (cm)
A P. max Desbaste 30 8 445 16,1 3090 103 1143 1946 3090 37% 63%

A P. max corte final 30 14 350 25,7 172800 5760 34560 138240 172800 20% 80%
Sistemas de exploração Florestal
Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:

Tipo de solo:
Capacidade de suporte do solo em relação às máquinas e a
influências que estas teriam em relação à degradação do solo.
Muitas vezes a exploração só é permitida durante a estação seca,
condicionando a planificação e a escolha do sistema de colheita.
Sistemas de exploração Florestal
 Critérios de escolha do sistema de exploração Florestal:

Espécie:
 Diâmetro, dureza da madeira, quantidade de galhos, tipo e peso das
peças devem ser considerados para a escolha do equipamento em
termos de potência.
 A qualidade da madeira, pois o valor econômico atingido no
mercado regula os investimentos em máquinas. Assim, quanto
maior o seu valor, maior os recursos que poderão ser injetados na
compra de novas máquinas.
Sistemas de exploração Florestal
 Sistema de torras curtas: aquele em que a madeira e extraída com
menos de 6 m de comprimento.

Operações realizadas dentro do compartimento: abate, desrame,


destopamento, tracagem, e empilhamento.
 Aplicada para povoamentos florestais (eucalyptus e pinus);
 Não aplicável para zonas com topografia acidentada.
 Menor grau de mecanização devido a dimensão da madeira

Vantagem: baixo impacto negativo ao meio ambiente, uma vez que os


galhos e as folhas são mantidas dentro do povoamento, ou seja,
proporciona manutenção de nutrientes no solo, alem de proteger
contra erosão.
Sistemas de exploração Florestal
Sistema de torras curtas:

Operações realizadas dentro do compartimento: abate, desrame,


destopamento, tracagem, e empilhamento.
Sistemas de exploração Florestal

 Desvantagem: elevados custo de extração devido ao maior


numero de actividades parciais, ocasionando redução na
produtividade, aumento da compactação do solo devido ao uso
intensivo de maquinas.
Sistemas de exploração Florestal
 Sistema de torras longas ou torras compridas: a madeira e
extraída acima de 6 metros.

Operações dentro do talhão: abate, desrame, destopamento

Operações no pátio de torros: tracagem, e empilhamento.


 Mais utilizado em florestas nativas, bem como nas florestas de
eucalyptus para a produção de poestes de transmissão.
 Sistemas desenvolvidos para terrenos mais acidentados.
 O transporte primário deve utilizar equipamentos de maior
potência, devido ao peso e às dimensões das peças trabalhadas
Sistemas de exploração Florestal

Sistema de torras longas ou torras compridas:

Operações dentro do talhão: abate, desrame, destopamento


Operações no pátio de torros: tracagem, e empilhamento.
Sistemas de exploração Florestal
Vantagens: menor custo que o sistema anterior, grande eficiência
mecânica dos equipamentos (maior produtividade).

Desvantagem: necessidade de uso de equipamentos mais potentes e


caros.
Sistemas de exploração Florestal
 Sistema de arvores inteiras: a arvore abatida e retirada
integralmente para o patio de torros, onde e realizado o seu
processamento.

Operações dentro do compartimento: abate, Operações realizadas no


pátio de torros: desrame, destopamento, tracagem, e empilhamento.
 São sistemas desenvolvidos tanto para terrenos planos como
acidentados
 Permite o máximo grau de mecanização

Vantagem: maior aproveitamento da biomassa (resíduos como fonte


de energia)

Desvantagem: exportação de nutrients e aumento do nível de erosão.


Sistemas de exploração Florestal

Sistema de arvores completas: este Sistema e praticamente idêntico ao anterior, com a


excepção da arvore der arrancada e extraida com parte de seu do sistema radicular.

Vantagem: maior lucro, devido ao aproveitamento das raízes ( produção de laminas,


artesanato, uso medicinal, etc.)

Desvantagem: severos danos ao solo, alem da exportação de nutrientes, requer


equipamentos para o arranque das arvores.
Sistemas de exploração Florestal
 Sistema de cavaqueamento: apos abatidas, as arvores destopadas e
descascadas para serem transformadas em cavacos dentro do talhão.
Posteriormente, são extraídas e transportadas em camiões
apropriadas para a industria.

Utilizados especificamente pelas empresas de celulose.

Vantagem: manutenção dos nutrientes e eliminação das sub-operações


de corte florestal.

Desvantagem: sistema restrito a situações especificas.


FIM

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