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Processamento Primário - I

 
Professor: Paulo Filgueiras Diciplina: Introdução a ciência do Petróleo

Rayane Reinholz Boone Corona – Aluna Pós Graduação

Vitória –ES
2016
Sumário
Processamento primário
Processamento de fluidos
Separação do Gás Natural
 Separação Bifásica
 Separação Trifásica
 Problemas Operacionais nos separadores

Condicionamento e Processamento do Gás Natural


 Condicionamento
 Processamento
Processamento Primário

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Processamento de Fluidos
Ao longo da vida produtiva de um campo de petróleo
ocorre, geralmente, a produção simultânea de gás, óleo e
água, juntamente com impurezas.
Como o interesse econômico é somente na produção de
hidrocarbonetos (óleo e gás), há a necessidade do
processamento primário dos fluidos.
Separação do óleo, do gás e da água com as impurezas em
suspensão;
O tratamento ou condicionamento dos hidrocarbonetos
para que possam ser transferidos para as refinarias;
O tratamento da água para injeção ou descarte.

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Processamento de Fluidos

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Processamento de Fluidos
Manifold
O sistema começa na cabeça do poço, que é equipado
com uma válvula para controle de vazão de acordo com
as recomendações da engenharia de reservatórios.

Quando um ou mais poços produzem para uma mesma


unidade, é necessário o uso de um manifold de produção
para combinar as vazões pressões dos diversos poços
para a entrada da planta de processamento primário.

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Processamento de Fluidos

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Processamento de Fluidos

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Separação do Gás Natural

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Separação do Gás Natural
Separação Bifásica

Separador bifásico horizontal


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Separação do Gás Natural
Separação Bifásica

Separador bifásico vertical

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Seção de separação primária
O fluido entra no separador e choca-se com defletores de
entrada que provocam uma mudança brusca de velocidade e
direção do fluido.

Seção de separação secundária


As gotículas maiores de óleo, oriundas da fase gasosa, são
separadas por decantação.

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Seção de acúmulo de líquido
É nesta seção que a maior parte do líquido é separada, acumulando-se
no fundo do vaso por um tempo de retenção de 3 a 4 minutos,
suficiente para permitir a separação do gás remanescente e, em alguns
casos (nos separadores trifásicos), de grande parte da água.

Seção de aglutinação
As gotículas de líquido arrastadas pela corrente gasosa e que ainda não
se separaram são removidas do fluxo gasoso através de meios porosos
que por possuírem grande área de contato facilitam a coalescência e
decantação das gotas.
Utilizam-se vários tipos de extratores de névoa, tais como, aletas de
metal, almofadas de tela de arame, placas pouco espaçadas, por
exemplo.
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Desvantagem
Os separadores horizontais são
mais eficientes que os verticais.
São principalmente utilizado em
sistemas que apresentam espumas
e altas razões gás óleo.

Os separados horizontais
apresentam dificuldade de
remoção dos sólidos produzidos

Vantagem
(os verticais têm uma geometria
que permite a deposição
localizada no fundo do vaso
facilitando sua remoção) e a
menor capacidade de absorver
grandes variações de fluxo
(golfadas).

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Separação do Gás Natural
Separação Trifásica

Separador Trifásico Horizontal


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Separação do Gás Natural
Separação Trifásica

Separador Trifásico Vertical 18


Separação do Gás Natural
Problemas Operacionais nos Separadores
1. Espuma
 Ocorre quando há impurezas presente no líquido.

 A presença de espuma dificulta a medida do nível do vaso


podendo causar parada do equipamento na linha de produção.
Além de diminuir a área de escoamento do gás aumentando o
arraste de líquido podendo causando problemas nos
compressores.

 Solução: uso de antiespumantes

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Separação do Gás Natural
Problemas Operacionais nos Separadores
2. Obstrução por Parafinas
 São hidrocarbonetos saturados de elevado peso molecular
que podem se separar do petróleo caso a temperatura de
produção dos fluidos seja inferior à temperatura de
aparecimento de cristais (TIAC).

 As parafinas cristalizam-se e são arrastadas pelo fluido até


que, ao chegar aos vasos separadores, onde as velocidades
são reduzidas, acabam depositando-se e obstruindo o
equipamento e as linhas de transferência.
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Separação do Gás Natural
Problemas Operacionais nos Separadores
3. Areia
A areia é proveniente dos reservatórios e é produzida
junto com o líquido.

Causa erosão das válvulas e obstrução dos internos


acumulando-se no fundo do separador.

A melhor solução do problema é evitar a sua produção.

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Separação do Gás Natural
Problemas Operacionais nos Separadores
4. Emulsões
Formam-se na interface óleo/água

Causam problemas de controle de nível o vaso

Reduz a eficiência do processo.

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Separação do Gás Natural
Problemas Operacionais nos Separadores
5. Arraste
Arraste de óleo pelo gás corre quando o nível de líquido
está muito alto, existe dano em algum componente
interno, há formação de espuma, a saída de líquido está
obstruída ou o equipamento está subdimensionado.

Já o arraste de gás pelo líquido pode ser um indicativo de


nível muito baixo de líquido ou falha no sistema de
controle de nível.

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Condicionamento e Processamento do Gás
Natural
Componentes % Molar
“Mistura de hidrocarbonetos Metano CH4 82,54
gasosos cuja composição Etano C2H6 10,36

abrange do metano ao Propano C3H8 2,96

hexano.” Isobutano iC4H10 0,75


N-butano nC4H10 0,76
Isopentano iC5H12 0,26
Mais leve que o ar;
N-pentano nC5H12 0,27

Hexano e superiores C6H14 0,19


Não tem cheiro;
Nitrogênio N2 1,42

Dióxido de carbono CO2 0,49


Sua combustão fornece 8000
Hélio He Traços
a 10000 kcal/m3.
Argônio Ar traços
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Condicionamento e Processamento do Gás
Natural
Impurezas no Gás Natural
inertes (N2): não apresenta reatividade
gases ácidos: formam soluções ácidas em contato com a
água (gás carbônico, compostos de enxofre)
vapor d’água: causam corrosão, hidratos e deixam o gás
fora das especificações.

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Condicionamento e Processamento do Gás
Natural

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Condicionamento e Processamento do Gás
Natural
Condicionamento

É o conjunto de processo aos quais o gás é submetido de


modo a remover ou reduzir teores de contaminantes
para atender as especificações do mercado, segurança,
transporte ou processamento posterior.
Adoçamento: remoção de gases ácidos.
Desidratação: remoção de água.

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Condicionamento e Processamento do Gás
Natural
Condicionamento

Separar as frações leves (metano e etano) das pesadas, que apresentam


Evitarvalor
maior
a formação de meio corrosivo e impedir a formação de
comercial.
Remoção de gotículas (200
Aumentar
Remoção
Plantas de a
de Pressão
componentes
Processamento kgf/cm²)
de HC’s no gásdo
ácidos.
Primário do gás natural.
Fluido
(demister, filtro coalescedor) 28
Condicionamento e Processamento do Gás
Natural
Processamento
 Refrigeração simples: condensação dos HC’s mais pesados pela redução
da temperatura.

 Absorção refrigerada: o gás é submetido ao contato com um fluido


auxiliar (óleo de absorção), sob alta pressão e baixa temperatura.

 Turbo-expansão: diminuição da todo gás, através da sua expansão numa


turbina, provocando a condensação dos HC’s mais pesados.

 Expansão de Joule-Thomson: expansão do gás numa válvula, provocando


a redução da pressão, e conseqüentemente, diminuição da Temperatura.

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Especificações dos Fluidos após
Processamento Primário do Petróleo

CORRENTE PARÂMETRO ESPECIFICAÇÃO


Teor de água Máx. 3 a 5 lb/Mscf
Gás Teor de H2S Máx 10 a 15 ppm
Teor de inertes, CO2 Máx. 4% vol
*Portaria ANP

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Dúvidas?

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