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Página 248 do manual

Análise do poema “Na Mão de Deus”, Antero de Quental

Simbologia do lado direito de Deus –


o lugar dos eleitos no juízo final, paraíso. O facto de o sujeito poético buscar refúgio na mão direita, mostra
que se configura como um dos escolhidos por Deus.
Tema:
Desilusão e refúgio na religião.
Assunto:
o sujeito poético desceu a passo e passo, desencantou-se ao perder todas as suas esperanças e sonhos e,
desiludido, só atingiu o descanso final no conforto espiritual e na morte.
Interpretação:
1ª estrofe –
O sujeito poético refere que o seu coração só descansou quando se sentiu amparado por Deus –
espiritualidade. O advérbio “Afinal” pode expressar a ideia de finalmente, evidenciando que o sujeito
poético percorreu um longo caminho até encontrar repouso para o seu coração ou que algo ocorreu
diferente do esperado.
Desceu “a passo e passo”, com o profundo desalento, de forma lenta e relutante, por ter perdido todas as
esperanças de alcançar a felicidade no “palácio encantado da Ilusão”.
2ª estrofe –
Nesta estrofe, o sujeito poético refere que abdicou do Ideal e da Paixão, que tanto
valorizava (palavras em maiúscula), porque se apercebeu de que eram passageiros e nunca
como os idealizou ou sonhou (“transitória e imperfeita”), tal como as flores que uma criança
colhe na sua ignorância, também são efémeras.
3ª estrofe e 4ªestrofes -
O coração do sujeito poético é comparado a uma criança que realiza um percurso adverso.
Tal como essa criança é protegida pela mãe, também o sujeito poético, apesar das
adversidades, encontra repouso nas mãos de Deus (na morte).

Recursos expressivos:
- “Do palácio encantado da Ilusão/Desci a passo e passo a escada estreita.”
Metáfora – realça que tudo o que sonhou foi uma Ilusão e a deceção fê-lo desanimar.
- Como as flores mortais,…/A ignorância infantil…” e “Como criança…/Dorme o teu sono…”
Comparações – enfatizam a ideia de inocência por parte de quem ainda acredita nos sonhos
como as crianças e a tranquilidade que o sujeito poético alcança na mão de Deus, tal como
uma criança ao colo da mãe.
- “coração liberto”
Apóstrofe – realça a ideia de que o coração se liberta quando morre.
Análise Formal
- Estrofes:
soneto (duas quadras seguidas de dois tercetos).
- Métrica –
versos decassílabos – Na/mão/de/Deus,/na/su/a/mão/di/rei (ta).
- Rima –
De acordo com o esquema rimático abba/abba/ccd/eed, verifica-se que a rima é
interpolada em a e em d e emparelhada em a, b, c, e. As rimas são consoantes (ex.:
direita – estreita), pobres (coração/Ilusão) e ricas (enfeita – imperfeita).
Questionário da pág. 248

a. pessimista
b. vida e o mundo
c. crise
d. vida
e. imanente
f. ideal
g. soneto
Texto das páginas 249 e 250
- Leitura silenciosa.
- Alguém quer falar um pouco sobre a mensagem deste texto?
- Questionário:
1.1.
[D]
1.2.
[C]
1.3.
[A]
1.4.
[A]
2.
Apesar de
Concordância em género e número “uma… insegurança, agitação…”
3.
A pobreza
- Complemento direto
Um passo vital
- Predicativo do sujeito
4. Oração subordinada substantiva completiva.

Grupo III – texto de opinião.