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EXPLORAÇÃO DOS FUNDOS OCEÂNICOS

Gabriel Maccari
INTRODUÇÃO

• Nas últimas décadas, o aumento da demanda de recursos minerais e seu contínuo


esgotamento nas áreas continentais tem despertado interesse quanto aos
recursos do fundo oceânico.
 Cobre, níquel, alumínio, manganês, zinco, lítio e cobalto: depletados em áreas continentais e
essenciais para produção de smartphones, turbinas eólicas, painéis solares, baterias, etc.

• A mineração de recursos em áreas oceânicas rasas já é uma realidade.

• Em áreas profundas, já foram distribuídos diversos contratos de exploração de


recursos, embora os custos envolvidos ainda não propiciem a explotação dos
recursos na maioria dos casos.
INTRODUÇÃO

• Exploração: Busca por depósitos no fundo oceânico, análise desses depósitos, uso e
teste de sistemas, equipamentos e instalações de recuperação, processamento e
transporte, e também a realização de estudos a respeito de fatores ambientais,
técnicos, econômicos, comerciais e outros que possam ser considerados na
explotação.

• Explotação: Extração de recursos no fundo oceânico para fins comerciais, incluindo a


construção e operação de sistemas de mineração, processamento e transporte para
produção e comércio de metais.

International Seabed Authority (ISA)


REGULAMENTAÇÃO

• Zona Econômica Exclusiva (ZEE): Todos os bens econômicos na água, sobre o


leito do mar e no subsolo marinho são propriedade exclusiva do país detentor
da ZEE.
– Extensão da plataforma continental jurídica: Comissão de Limites da Plataforma
Continental (CLCS).

• “Área”: Região de fundo oceânico fora das jurisdições nacionais.


– Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA): Controla e
organiza todas as atividades relacionadas a recursos minerais na
Área.
A ÁREA
RECURSOS DO FUNDO OCEÂNICO
RECURSOS DO FUNDO OCEÂNICO

• Nódulos polimetálicos
– Concreções concêntricas de
hidróxidos de ferro e manganês em
torno de um núcleo;
– Contêm ricas concentrações de
manganês, níquel, cobre, cobalto e
terras raras (ETRs);
– Estão presentes na maior parte das
zonas profundas dos oceanos.
RECURSOS DO FUNDO OCEÂNICO

• Sulfetos polimetálicos
– Ocorrem associados a áreas de
atividade hidrotermal próximo às
dorsais;
– Contêm principalmente chumbo,
zinco e cobre;
– Podem conter metais preciosos,
como ouro e prata.
RECURSOS DO FUNDO OCEÂNICO

• Crostas cobaltíferas
– Ocorrem nos flancos e topos de montes
submarinos, onde não há cobertura de
sedimentos;
– Composição similar aos nódulos, porém
mais ricas em cobalto e menos ricas em
níquel e cobre;
– Podem conter: cobalto, titânio, cério,
níquel, platina, manganês, fósforo, tálio,
telúrio, zircônio, tungstênio, bismuto,
molibdênio e vanádio.
RECURSOS DO FUNDO OCEÂNICO
CONTRATOS DE EXPLORAÇÃO DA ISA
TECNOLOGIA E MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO
• Tipos de instrumentos:
– De amostragem: Amostradores e
dragas;
– Visuais: Câmeras;
– Acústicos sismológicos:
ecobatímetros, ecobatímetros
multifeixe, sonares, sonares de
varredura lateral e reflexão sísmica;
TECNOLOGIA E MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO

Exploração de depósitos de sulfetos polimetálicos:


• Exploração regional é feita por batimetria a partir de navios.
– Morfologia de fundo: centros de espalhamento e feições vulcânicas.
• Seguida por uso de sonar rebocado e sistemas de amostragem
da água.
– Plumas hidrotermais: pH, Potencial de oxirredução, turbidez e outras
medidas.
• Magnetômetro.
TECNOLOGIA E MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO
TECNOLOGIA E MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO

Exploração de depósitos de nódulos polimetálicos:


• Definição regional de áreas de interesse é feita por
ecobatimetria multifeixe.
• Concentração de nódulos: Sonar.
• Teor de metais: Correlação entre amostras coletadas,
ecobatimetria multifeixe e fotografia do assoalho;
TECNOLOGIA E MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO
TECNOLOGIA E MÉTODOS DE EXPLORAÇÃO
MINERAÇÃO EM FUNDO OCEÂNICO
IMPACTOS DA
MINERAÇÃO EM FUNDO
OCEÂNICO
REFERÊNCIAS

International Seabed Authority, Polymetallic Nodules. Disponível em: <https://isa.org.jm/files/files/documents/eng7.pdf>. Acesso em: 16/11/2020.
International Seabed Authority, Polymetallic Sulphides. Disponível em: <https://isa.org.jm/files/files/documents/eng8.pdf>. Acesso em: 16/11/2020.
International Seabed Authority, Cobalt-Rich Crusts. Disponível em: <https://www.isa.org.jm/files/documents/EN/Brochures/ENG9.pdf>. Acesso em:
16/11/2020.
International Union for Conservation of Nature, Deep-sea Mining. 2018. Disponível em: <https://www.iucn.org/resources/issues-briefs/deep-sea
-mining>. Acesso em: 15/11/2020.
MARTINS, L. R.; BARBOZA, E. G.; ROSA, M. L. C. C. Nódulos Polimetálicos e outros Depósitos de Mar Profundo: o Retorno do Interesse.
GRAVEL, Porto Alegre, v. 4, p. 125-131, Dez. 2006.
MILLER, K. A. et al. An Overview of Seabed Mining Including the Current State of Development, Environmental Impacts, and Knowledge Gaps.
Frontiers in Marine Science, v. 4, Jan. 2018.
SOUZA, K. G.; MARTINS, L. R. Recursos Minerais Marinhos: Pesquisa, Lavra e Beneficiamento. GRAVEL, Porto Alegre, v. 6, p. 99-124, Jun.
2008.
The Pew Charitable Trusts, Deep-sea Mining: The Basics. 2017. Disponível em: <https://www.pewtrusts.org/en/research-and-analysis/fact-sheets
/2017/02/deep-sea-mining-the-basics>. Acesso em: 15/11/2020.
WEDDING, L. M. et al. Managing mining of the deep seabed. Science, v. 349, n. 6244, p. 144-145, Jul. 2015.

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