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PLANO DE COLLOR

Equipe 07:
João Victor
Benedito Tenório
Ronald Herison
Caroline
Brenda
André
Igor costa
Contexto Histórico

O Brasil vivia momentos de euforia política, pois em 1989 seriam celebradas as


primeiras eleições diretas e pluripartidárias para presidente, após o fim da
ditadura militar.
Por outro lado, a inflação e a estagnação econômica eram os
principais problemas que o país enfrentava.
Após 30 anos sem poder eleger um presidente, o brasileiro sentia
que reconquistava seus direitos políticos que haviam sido
suspensos pela ditadura militar. Uma nova Constituição fora
promulgada e novos direitos trabalhistas e sociais haviam sido
incluídos na Carta Magna, o que deixava a população confiante.
ORIGEM

O Plano Collor foi decretado através de uma medida provisória. Isso quer
dizer que ele não foi levado ao Congresso Nacional para debate e nem votado
pelos congressistas.
Igualmente, Collor de Mello e sua equipe jamais tinham mencionado dito
plano durante a campanha eleitoral. O candidato prometia acabar com a
inflação e melhorar a economia, mas reforçava que seria através do combate
à corrupção e da demissão de maus funcionários públicos.
Assim, a população brasileira foi tomada de surpresa com o feriado bancário
de três dias após a posse. Mas o que geraria mais espanto foi a comunicação
realizada pelo próprio presidente Collor de Mello no dia 16 de março de 1990
explicando o plano econômico.
MEDIDAS DO PLANO COLLOR

•Poupança retida para quem tivesse depósitos acima de 50.000 cruzeiros


novos (atualmente, 5000 a 8000 reais);
•os preços deveriam voltar aos valores de 12 de março;
•mudança da moeda: de cruzados novos para cruzeiros, sem alterações de
zeros;
•início do processo de privatização de estatais;
•reforma administrativa com o fechamento de ministérios, autarquias e
empresas públicas;
•demissão de funcionários públicos;
•abertura do mercado brasileiro ao exterior com a extinção de subsídios do
governo;
•flutuação cambial sob controle do governo.
PLANO COLLOR 2
O plano Collor 1 foi um fracasso. Embora tivesse conseguido diminuir a inflaçã o
no primeiro mês, nas semanas seguintes os preços continuariam a aumentar e os
salá rios a diminuir.
Também por medida provisó ria publicada em 1º de fevereiro de 1991, o presidente
instituiu mais normas econô micas que seriam conhecidas como o Plano Collor 2.
Dentre elas estavam:
•Aumento de tarifas pú blicas para os Correios, energia e transporte ferroviá rio;
•fim do overnight e criaçã o do Fundo de Aplicaçõ es Financeiras (FAF);
•criaçã o Taxa de Referência de Juros (TR).
Consequências
Os planos Collor 1 e 2 nã o conseguiram salvar a economia brasileira e tampouco conter
a inflaçã o. Alguns economistas afirmam que o Brasil quebrou, pois os créditos ficaram
mais caros e difíceis de obter. Outros estudiosos apontam que foi apenas uma recessã o
muito profunda.

Isso deixou vá rios pequenos empresá rios e investidores falidos, acarretando suicídio e
morte de vá rias pessoas por enfarte.
Consequências
Em seguida, o desemprego aumentou substancialmente, a indústria nacional foi sucateada
e algumas estatais foram vendidas abaixo do preço de mercado.
Somente em São Paulo, no primeiro semestre de 1990, 170 mil postos de trabalho
deixaram de existir. O PIB (Produto Interno Bruto) diminuiu de US$ 453 bilhões em 1989
para US$ 433 bilhões em 1990. Da mesma forma, houve desmonte das ferrovias e cortes
de investimento em infraestrutura por parte do governo federal.
Posteriormente, Collor de Mello se veria envolvido e acusado de corrupção pelo seu
próprio irmão, Pedro Collor de Mello. A população foi às ruas e exigiu o impeachment para
o presidente. No entanto, antes que o processo fosse iniciado, Collor renunciou ao cargo
em 29 de dezembro de 1992.
Causas

• Sonhos interrompidos; No comércio, a situação não era lá muito diferente. Sem dinheiro,
os consumidores mudaram seus hábitos e as lojas ficaram completamente vazias. O que não
foi confiscado pelo governo era usado para fazer supermercado, pagar contas e comprar
remédios.
• Se arrependimento matasse; Uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no dia 23 de
março de 1990, apenas uma semana depois do anúncio, revelou que 81% dos entrevistados
avaliaram o Plano Collor como "bom".

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