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Torneamento

CNC
Introdução à Usinagem
CNC
Introdução
Controle Numérico Computadorizado
CNC
Usinagem Fundição ...

Com remoção de Sem remoção


cavaco de cavaco

HST

PCP Processos de Fabricação


Robótica

Áreas – Diversas
Área Técnica Mecânica
Informática
Elementos de Máquinas
Termodinâmica
...
Elétrica
Projetos mecânicos
Breve Histórico

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Torno de Vara Torno de Fuso Torno de Da Vinci Torno paralelo
300 A.C. 1100/1200 1500 1800/1925

Características: Características: Características: Características:

Único operador (Artesão) Dois operadores Único operador Único operador (duas mãos livres)
Superfícies cilíndricas; Superfícies cilíndricas; Superfícies cilíndricas; Superfícies cilíndricas;
Peças rudimentares; Peças rudimentares; Peças mais precisas; Grau de precisão maior;
Peças não padronizadas; Peças não padronizadas; Peças não padronizadas; Peças não padronizadas;
Velocidade variável; Velocidade variável; Velocidade variável; Acionamento máquina térmica;
Escolha da velocidade de corte;
Velocidade intermitente; Velocidade contínua; Velocidade contínua;
Velocidade contínua;
Breve Histórico

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Torno de Placa Torno Vertical Torno Revolver Torno Universa
1925 – 1948 1925 – 1948 1925 – 1948 1925 – 1948

Características: Características: Características: Características:

Peças curtas; Peças grandes (até 11 metros); Produção em série; Peças de superfícies de revoluções;
Peças de diâmetros grandes; Peças pesadas (até 120 toneladas); Porta múltiplas ferramentas; Peças cilíndricas;
Peça presa na placa giratória; Peça presa na placa horizontal; Mais agilidade; Peças cônicas;
Ferramenta faz movimento transversal; Peças pequenas; Roscas externas e internas;
Ferramenta faz movimento radial;
Peças com alta precisão dimensional;
Máquina versátil e flexível;
Breve Histórico

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Máquina CN 1949 MIT CAD Máquina CNC
1950 1960 1970

Características: Características: Características: Características:

Comando Numérico – Cartões Criador da máquina CN; Substituindo desenho em papel; Controle numérico computadorizado;
perfurados; Criação do código G; Surgimento dos minicomputadores; Automatização industrial;
Não havia computador; Padronização da linguagem; Mais agilidade; Alta produtividade;
Não havia padronização; Peças realísticas; Alta precisão dimensional;
Trocador automático de ferramentas;
Alta produtividade, possibilidade de Possibilidades de simulações; Produção perfis complexos;
automação; Etc. Máquina versátil e flexível;
Definições
Processo mecânico de desgaste (retirada de cavaco por meio de desbaste ou
Usinagem acabamento) que visa conferir a uma peça forma, dimensão ou acabamento
especificados, ou uma combinação desses três elementos.

A usinagem confere a peça acabamento e precisão dimensional que não podem


ser obtidos por nenhum outro processo de fabricação mecânica.

Por esse motivo a maioria das peças obtidas com outros processos de
fabricação mecânica recebem seu formato ou dimensionamento final por meio
da usinagem.
Definições
Operações de procedimentos executados com o objetivo de efetivamente cortar material
(retirar cavaco).
usinagem

Desbaste – Operação que visa obter dimensões próximas as dimensões finais da peça.

Acabamento – Operação que visa obter a dimensão final da peça ou o acabamento da sua
superfícies ou ambos.
Definições
Movimentos de Movimentos relativos entre a ferramenta e a peça com o objetivo de atender
aos propósitos da operação de usinagem. Por convenção, os movimentos são
usinagem executados pela ferramenta e supondo a peça parada.

Movimentos Ativos – São aqueles que efetivamente provoca corte de material.

Movimentos Passivos – São aqueles que auxilia/possibilita os movimentos ativos, não provocam
o corte de material.
Definições

Movimento de Movimento entre a ferramenta e a peça que, sem a ocorrência


concomitante do movimento de avanço, provoca a remoção do cavaco,
Corte durante uma única rotação do curso da ferramenta.

Torneamento Furação Fresamento


Definições

Movimento de Movimento entre a ferramenta e a peça que, juntamente com o


movimento de corte, possibilita uma remoção contínua do cavaco,
Avanço durante várias rotações ou cursos da ferramenta.

Torneamento Furação Fresamento


Definições

Movimento Efetivo Movimento resultante dos movimentos de avanço e de corte,


realizados simultaneamente.
de Corte

Torneamento Furação Fresamento


Definições
Movimentos
Passivos
Movimento de ajuste – Predeterminação da camada de material a ser retirada (não ocorre em
operações de sangramento, furação e brochamento).

Movimento de correção – Utilizado para compensar alterações de posicionamento ocasionadas


por desgastes e deformações inerentes ao processo de usinagem.

Movimento de aproximação – Movimento no qual a ferramenta é aproximada da peça antes do


início da usinagem.

Movimento de recuo – Movimento de afastamento da ferramenta da peça, após o final da


operação.
Definições
Porção de material removida da peça pela ferramenta de
Cavaco corte, podendo apresentar forma geométrica regular ou
irregular.
Definições
Formação do O cavaco é formado em quatro etapas:
cavaco
Recalque – Quando a ferramenta penetra na material a ser usinado ocasiona deformação elástica
(recalque);

Deformação plástica – Após o recalque do material e sua deformação elástica, ocorre a


deformação plástica;

Ruptura parcial ou total – Logo em seguida a deformação plástica ocorre a ruptura do


material;

Saída do cavaco – Após a ruptura o cavaco desliza sobre a superfície de saída da ferramenta de
corte.
Tipos de cavacos
Cavaco Constituído de lamelas justapostas numa disposição contínua. A
distinção das lamelas não é nítida.
contínuo
Tipos de cavacos
Cavaco de Apresenta-se constituído de lamelas justapostas bem distintas.
cisalhamento
Tipos de cavacos
Cavaco de Apresenta-se constituído de fragmentos arrancados da peça usinada.
ruptura
Formas de cavacos

Cavaco Cavaco espiral Cavaco em


Cavaco em fita
helicoidal lascas
Formas de cavacos
Fatores que influencia na
forma do cavaco

Material da peça usinada

Velocidade de corte

Avanço

Ângulo de saída da ferramenta


Ferramenta de Corte
Ferramenta Ferramenta constituída de arestas cortantes, destinadas à remoção do cavaco.
de corte
Ferramenta monocortante – caracteriza-se por possuir uma única região (aresta) de corte ou
de saída.

Ferramenta multicortante – caracteriza-se por possuir mais de uma região (aresta) de corte ou
de saída.
Ferramenta de Corte
Materiais para Principais propriedades
ferramentas de corte
Alta dureza;
Tenacidade suficiente para evitar falhas;
Alta resistência ao desgaste;
Alta resistência à compressão;
Alta resistência ao cisalhamento;
Boas propriedades mecânicas e térmicas a altas temperaturas;
Alta resistência ao choque térmico;
Alta resistência ao impacto;
Ser inerte quimicamente;
Ferramenta de Corte
Materiais para Variação da dureza com a temperatura.
ferramentas de corte
Ferramenta de Corte
Materiais para Materiais mais utilizados.
ferramentas de corte

Aço carbono – utilizados em baixíssimas velocidades de corte, no ajuste de peças.


Comum – até 200°C;
Ligados (V, Cr, Mo e W) – até 400°C (brocas, machos, etc).

Aço rápido – foi o primeiro grande impulso para materiais para ferramentas de corte. Eles são
indicados para operações de baixa e média velocidade de corte. Dureza a quente até 600°C. seus elementos
de liga são W, Co, Mo, Cr e V.
Ferramenta de Corte
Materiais para Materiais mais utilizados.
ferramentas de corte

Ligas fundidas – tem elevado teor de monóxido de carbono, contendo também W e Cr. Apresentam
um bom rendimento na usinagem de FoFo, dureza a quente de 900°C.

Metal duro – compreende o WC + Co, fabricado pelo processo de sinterização. Existem três classes
de metais duros:
Classe P – (WC + Co com adição de TiC, TaC e as vezes NbC) aplicadas na usinagem de aços e materiais
que produzem cavacos longo;
Classe K – (WC + Co puros) aplicadas na usinagem de FoFo e das ligas não ferrosas que produzem
cavacos curtos;
Classe M – intermediária.
Ferramenta de Corte
Materiais para Materiais mais utilizados.
ferramentas de corte

Cermets – são eficientes em baixos avanços, pequenas profundidades de corte e altas velocidades
(operações de acabamento) na usinagem dos ferrosos.

Cerâmicas – são constituídas basicamente de grãos finos de AI203 e SiN4 sinterizados, a velocidades
de corte de 3 a 6 vezes maiores que a do metal duro. Se dividem em dois grupos:
A base de AI203 (alumina sinterizada);
A base de SiN4 (mesma resistência da AI203, porém mais tenaz).
Características das cerâmicas:
Capacidade de suportar altas temperaturas;
Alta resistência ao desgaste;
Baixa condutividade térmica;
Boa estabilidade química (inércia química).
Ferramenta de Corte
Materiais para Materiais mais utilizados.
ferramentas de corte

Ultra duros – são materiais com 3000 HV. São considerados ultra duros, os seguintes materiais:
Diamante natural;
Diamante sintético monocristalino;
Diamante sintético policristalino (PCD);
Nitreto cúbico de boro sintético monocristalino (CBN);
Nitreto cúbico de boro sintético policristalino (PCBN).
Ferramenta de Corte
Materiais para Materiais mais utilizados.
ferramentas de corte

Revestimentos – conferem certas características às ferramentas de corte como:


Resistência ao calor e ao desgaste;
Diminuição do choque térmico no substrato;
Usinagem com velocidades e avanços mais altos;
Possibilidade de corte a seco ou com mínima quantidade de fluido de corte;
Melhor acabamento superficial da peça;
Redução do atrito;
Redução e até mesmo ausência da aresta postiça de corte;
Redução do desgaste de cratera e de flanco.
Ferramenta de Corte
Materiais para Materiais mais utilizados.
ferramentas de corte

Principais Revestimentos

CVD – Chemical Vapour Deposition (deposição química a vapor)

PVD – Phisical Vapour Deposition (deposição física a vapor)


Ferramenta de Corte
Falhas nas ferramentas Podem ocorrer de três formas:
de corte

Lascamento do Desgaste do
Desgaste da face
gume flanco
Ferramenta de Corte
Causas do lascamento Ferramentas pouco resistentes, devido a:

Ângulo de cunha ou ângulo de quina muito pequenos;

Mau acabamento do gume;

Pastilha muito dura ou pouco tenaz para o serviço que esta sendo
executado.
Ferramenta de Corte
Causas do lascamento Sobresolicitações mecânicas, devido a:

Cortes interrompidos ou impactos, especialmente na usinagem de


materiais frágeis;

Inclusões duras no material da peça. Estas inclusões provocam


lascamentos parciais; os aços rápidos são pouco sensíveis a este tipo de
sobresolicitações;

Dimensões excessivas do cavaco;

Vibrações de qualquer origem, principalmente em ferramentas de


metal duro ou cerâmico.
Ferramenta de Corte
Causas do lascamento Sobresolicitações térmicas, devido a:

Trincas devido ao resfrisamento brusco de pastilhas muito quentes, na


afiação ou usinagem.
Ferramenta de Corte
Eliminar o lascamento

Usar ângulos de incidência adequados;

Empregar ângulos negativos em todos os trabalhos severos,


especialmente em cortes interrompidos, usinagem de fundidos com
inclusões duras, peças com cordão de solda;

Emprego de metal duro de grau adequado;

Retificado fino ou polido da face e do flanco da ferramenta.


Ferramenta de Corte
É o tipo de desgaste que ocorre na superfície de saída da
Cratera ferramenta, causado pelo atrito entre a ferramenta e o cavaco. O
crescimento do desgaste de cratera resulta na quebra da
ferramenta, quando tal desgaste se encontra com o desgaste frontal
Ferramenta de Corte
Desgastes de face ou
flanco Deformação plástica;

Aresta postiça de corte;

Abrasão;

Aderência;

Difusão;

Oxidação.
Ferramenta de Corte
Deformação É o tipo de desgaste devido ao excesso de pressão aplicada à ponta
plástica da ferramenta, somado à alta temperatura nesse local.
A deformação plástica da aresta de corte faz com que a mesma
tome uma forma bem típica. Tais deformações provocam
deficiência do controle de cavacos e deterioração do acabamento
superficial da peça.
Ferramenta de Corte
Aresta postiça de Durante a usinagem pode-se formar, na superfície de contato entre
o cavaco e a superfície de saída da ferramenta, uma camada de
corte cavaco que, permanecendo aderente à aresta de corte, modifica seu
comportamento com relação à força de corte, acabamento
superficial da peça e desgaste da ferramenta.
Ferramenta de Corte

Abrasão O desgaste gerado pela abrasão é incentivado pela presença de


partículas duras no material da peça e pela temperatura de corte,
que reduz a dureza da ferramenta. Quanto maior a dureza a quente
da ferramenta, maior a sua resistência ao desgaste de abrasão.
Ferramenta de Corte

Aderência Se duas superfícies metálicas são postas em contato sob cargas


moderadas, baixas temperaturas e baixas velocidades de corte,
forma-se entre elas um extrato metálico que provoca a aderência.
A resistência deste extrato é elevada a tal ponto que, na tentativa
de separar as superfícies, ocorre a ruptura em um dos metais e não
na superfície de contato.
Forma de redução: uso do fluido de corte.
Ferramenta de Corte
A difusão no estado sólido consiste na transferência de átomos de
Difusão um metal a outro. Depende da temperatura, da duração do contato
e da afinidade físico-química dos dois metais envolvidos na zona
de fluxo.

Antes do Antes do
aquecimento aquecimento

Cu Ni Cu Cu+Ni Ni

Solução sólida
Ferramenta de Corte
O desgaste gerado pela oxidação se forma especialmente nas
Oxidação extremidades do contato cavaco-ferramenta devido ao acesso do ar
nesta região.
Fluido de corte
É um material composto, na maioria das vezes, líquido, que deve
Fluido de corte ser capaz de: refrigerar, lubrificar, proteger contra a oxidação e
limpar a região de usinagem.

A utilização de fluidos de corte na usinagem dos materiais foi


introduzida por F. W. Taylor em 1890. inicialmente, Taylor utilizou
água para resfriar a ferramenta, depois uma solução de água e
soda, ou água e sabão para a evitar a oxidação da peça e/ou da
ferramenta.
Fluido de corte
Funções dos fluidos de As principais funções dos fluidos de corte são
corte duas:

Lubrificar a baixas
Refrigerar a altas velocidades
velocidades
Fluido de corte
Funções secundárias dos
fluidos de corte

Prevenção contra a soldagem cavaco-ferramenta;

Retirada do cavaco da região de corte;

Proteção contra a corrosão;

Redução da dilatação (distorção) térmica da peça;

Evitar dano à estrutura superficial e o crescimento exagerado de tensões residuais na


superfície da peça usinada.
Fluido de corte
Os requisitos que um fluido de corte deve possuir para
Fluido de corte como retirar eficientemente o calor da região de corte, da peça e da
refrigerante ferramenta, são:

Baixa viscosidade a fim de que


flua facilmente;

Capacidade de “molhar” bem o


metal para estabelecer um bom
contato térmico;

Alto calor específico e alta


condutividade térmica;
Fluido de corte
Fluido de corte como A lubrificação permite uma redução do coeficiente de atrito
entre cavaco-ferramenta e ferramenta-peça, que facilita o
lubrificante fluxo de cavaco, reduzindo a força e a potência de corte,
bem como a temperatura, melhorando o acabamento
superficial. Características:

Resistir a pressões e temperaturas elevadas


sem vaporizar;

Boas propriedades antifricção e


antisoldantes;

Viscosidade adequada;
Fluido de corte
Outras propriedades dos
fluidos de corte

Resistência a infectação por bactérias e fungos;

Não ter tendência ao envelhecimento (formação de borras, espumas, oxidação, perda de


estabilidade);

Não afetar a saúde, quer pelo contato direto, quer pelos seus vapores e névoas;

Facilidade de preparo e manutenção;

Não atacar metais, plásticos, tintas, borrachas, elementos de vedação, ligantes dos
rebolos e outras peças da máquinas;
Fluido de corte
Outras propriedades dos
fluidos de corte

Boa transparência, para permitir a observação do processo de usinagem;

Baixa inflamabilidade;

Não afetar ou poluir o meio ambiente, nem na utilização, nem no descarte;

Não possuir cheiro incomodativo;

Poder de remover impurezas, boa molhabilidade, resistência a altas pressões, boa


filtrabilidade e não formar espumas.
Fluido de corte
Classificação dos fluidos Os diversos fluidos de cortes são classificados
de corte da seguinte maneira:

Ar Tipos Aquosos Óleos

Água Óleos minerais


Óleos graxos
Óleos compostos
Emulsões Óleos de extrema pressão - EP
Fluido de corte
Em certos cortes a seco o ar é utilizado para remoção de cavacos
Ar da região de corte e para fornecer ação refrigerante (seu poder
refrigerante é pequeno).

É muito empregado na usinagem de ferro fundido cinzento, pois


quando se utiliza líquidos como fluidos de corte deste material, os
minúsculos cavaco formados são conduzidos pelo líquido às partes
de atrito da máquina-ferramenta, danificando-a.
Fluido de corte
Aquosos Foi o primeiro fluido de corte utilizado. Sua ação é quase
unicamente de refrigeração. Suas vantagens são: grande
Água abundância, baixo preço, não é inflamável e baixa viscosidade.

Desvantagens: provoca a corrosão de materiais ferrosos e


apresenta baixo poder umectante (molhabilidade) dos metais.
Atualmente quase não é utilizado em produção.
Fluido de corte
Aquosos Basicamente compostos de água e óleo. A quantidade de
Emulsões óleo varia com o tipo de fluido necessário.

Características
Alto poder refrigerante
Alto poder umectante

Comparado com a água


Menor ação corrosiva
Melhor ação lubrificante

Esses fluidos são geralmente utilizados em operações de


alta velocidade, devido à grande capacidade refrigerante
que possuem.
Fluido de corte
Usados em operações de usinagem em que o calor gerado
Óleos por atrito é muito grande.

Óleos minerais Óleos minerais Óleos de extrema


Óleos graxos
puros compostos pressão
Fluido de corte
Óleos minerais Óleos minerais puros
São muito usados na usinagem de aço baixo carbono, latão,
puros bronze e ligas leves.

São mais baratos e menos sujeitos à oxidação que os óleos


graxos e os óleos compostos. Os mais finos podem ser
usados em operação de retificação.
Fluido de corte
Óleos graxos Óleos graxos
São óleos de origem vegetal e animal. Possuem boa
capacidade de molhar o material da peça e da ferramenta.

Têm boa capacidade lubrificante, mas suas propriedades


antisoldantes são fracas. Facilitam a obtenção de peças com
bom acabamento e possuem média capacidade de
refrigeração.

Em virtude de se tornarem viscosos e de se deteriorarem


com o tempo, além de alto preço, têm sido largamente
substituídos pelo óleos compostos e pelos óleos de extrema
pressão.
Fluido de corte
Óleos minerais
Óleos minerais compostos
compostos São misturas de óleos minerais e graxos. Possuem as
vantagens dos graxos e tem maior estabilidade química (não
se deterioram ou tornam-se mais viscosos com o tempo) e
sua viscosidade pode ser ajustada pelo óleo mineral.

A concentração de óleo graxo varia entre 10 e 30%. São


recomendados para a usinagem de cobre e suas ligas e
também para fresamento e furação.
Fluido de corte
Óleos de extrema Óleos de extrema pressão
São óleos que têm incorporados na sua composição,
pressão elementos que fazem com que eles suportem elevadas
pressões sem vaporizar.

Essa característica é necessária em operações com altas


velocidades e profundidades de usinagem de materiais que
geram elevadas forças de corte.
Fluido de corte
Escolha do fluido de Os principais fatores que influenciam na escolha de fluido
de corte adequado são:
corte

Material da peça;

Severidade da operação (condições de usinagem);

Material da ferramenta;

Tipo operação de usinagem.


Fluido de corte
Aditivos dos fluidos Certas propriedades especiais são conferidas aos fluidos de
corte por meio de aditivos, que são produtos químicos ou
de corte orgânicos. Os aditivos mais usados são:

Antiespumantes; Emulgadores;

Anticorrosivos; Biocidas;

Antioxidantes; Agentes EP.

Detergentes;
Fluido de corte
Razões para usar os Usa-se os fluidos afim de obter um custo total por partes
fluidos de corte usinadas menor ou um aumento na taxa de produção.

Aumento da vida útil da ferramenta de corte;

Redução das forças de corte, redução da potência necessária;

Melhora do acabamento superficial;

Remoção do cavaco da zona de corte;

Menor distorção dimensional da peça.

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