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METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

AULA Nº 1
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR E BREVES CONSIDERAÇÕES
SOBRE A DISCIPLINA

Curso: Ciências Económicas e Gestão


Curso: Psicologia

Curso: Gestão de Recursos Humanos


Docente
António Fortunato
 Doutorando em Ciências da Educação (UMA) Universidade Metropolitana de
Asunción - Paraguay

 Mestre em Gestão de Recursos Humanos, Universidade Lusíada de Angola.

 Licenciado em Sociologia pela Universidade Agostinho Neto, ISCED-Luanda,


Instituto Superior das Ciências da Educação.

 Curso Médio de Instrução Primária, (IMNE) Instituto Médio Normal de


Educação «22 de Novembro.»
Experiências Profissionais:

 Professor(ISPAJ) - Instituto Superior Politécnico Alvorecer da Juventude onde lecciona as cadeiras de


Sociologia Rural e Urbana, Sociologia geral e Metodologia de Investigação Científica.

 Professor convidado do Instituto Superior Militar de Benguela(ISPMB)

 Professor do (ISPNM) Instituto Superior Politécnico Nelson Mandela

 Professor
(ISIA) - Instituto Superior Internacional de Angola onde lecciona a cadeiras de Sociologia da
Comunicação, Introdução A pesquisa Cientifica, Metodologia de Investigação Cientifica e Teoria
Contemporânea da Aprendizagem.

 Trabalheicomo Professor assistente no (IMETRO) - Instituto Superior Politécnico Metropolitana de Angola


onde leccionei as cadeiras de Sociologia Geral e da Educação.

 Activista
voluntário da ANASO- Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida.
 Formador em CIP- Comunicação inter-pessoal.

 Exerceu a função de Assessor para ária social do gabinete do Governador Provincial de Luanda

 Contactos: 945 133 929 / 995 133 929


 Email: Antoniog.f.fortunato01@hotmail.com
APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA
Nota Introdutória

a) A disciplina de metodologia científica encerra um conjunto de


procedimentos que devem ser cautelosamente observados pelo pesquisador
(estudante) pelo facto de ser bastante complexa. O estudo da mesma
invoca o conhecimento desde a base até os aspectos mais fulcrais da
disciplina, o que implica dizer que, o estudante nesta disciplina irá receber
o conhecimento direccionado aos aspectos transversais no sentido de
orienta-se perante a um trabalho académico e/ou científico quer seja
teórico ou prático.
b) A metodologia científica como disciplina, apoia as demais
disciplinas do plano curricular do curso, és a razão da sua importância. Ela
habilita o estudante ao raciocínio lógico e dar soluções mais eficientes aos
problemas levantados em torno das sociedades no geral e em torno das
comunidades em particular.

c) Os problemas que hoje se levantam em torno do conhecimento


e da veracidade dos factos acabam de ser mais perceptíveis, com a
abordagem dos vários conhecimentos que por sua vez interagem em torno
de um objecto de estudo ou de um fenómeno, cuja aplicabilidade só é
possível com o uso correcto da metodologia científica.
Objectivos

 Permitir ao estudante o domínio das formas de


apresentação de trabalhos científicos.
 Compreender os aspectos pertinentes da metodologia
científica, sua relação entre pesquisas, métodos e
técnicas científicas e a importância para leitura
correcta dos fenómenos socais.
I. Ciências Sociais e Metodologia

Noções gerais sobre ciência e metodologia:


1.1. Surgimento das Ciências.
1.2. Os três niveis de conhecimentos cientificos: inorgânico, orgânico e
superorgânico.
1.3. Ciências sociais ou humanas – sua classificação
1.4. Conceitos fundamentais de Metodologia
1.5. A importância do conhecimento humano
1.6. Tipos de conhecimentos ( popular, relegioso, filosofico e científico)
2. Perspectivas Diferencial Entre Tema e Título

2.1. Requesito para a escolha de um bom tema


2.2. Justificativa
2.3. O problema científico e suas caracteristicas
2.4. Tipos de objectivos.

2.5. Hipóteses
3. Noções de Citações

3.1. Citação directa


3.2. Citação indirecta
3.3. Citação de Citação
3.4. Citação Longa
3.5. Plágio
CAPÍTULO II. TRABALHOS ACADÉMICOS E
CIENTÍFICOS

4. Elementos do trabalho
4.1.1. Elementos pré – textuais: Capa (brigatório )
4.1.2. Folha de Rosto (obrigatório)
4.1.3. Dedicatória (opcional)
4.1.4. Agradecimentos (opcional)
4.1.5. Sumário ( obrigatório)
4.2. Elementos textuais
4.2.1. Introdução
4.2.2. Desenvolvimento ( Revisão da literatura ou fundamentação
teórica)
4.2.3. Metodologia(opcional)
4.2.4. Concluão
4.3. Elementos pós – textuais
4.3.1. Referência bibliográfica ( obrigatório)
4.3.2. Construção das referencias bibliográficas segundo a Norma da
ABNT .
Entrega e defesa de trabalho em de Grupo
Capítulo III. Pesquisas, Métodos E Técnicas De Investigação Científica

5.1.1. Os tipos de pesquisa mais usuais em ciências Sociais


5.1.2. A pesquisa bibliográfica
5.1.3. A pesquisa documental
5.1.4. A pesquisa de campo
5.1.5. A pesquisa exploratória
5.1.6. A pesquisa experimental
5.2. Os métodos mais usuais em Ciências Sociais
5.1.2. Os métodos científicos
a) O método de abordagem
b) Os métodos de procedimentos
5.2.2. Os métodos empíricos
5.3. Técnicas De Investigação Científica Mais Usuais Em
Ciências Sociais

5.3.1. Colecta Documental


5.3.2. Observação

5.3.3. Entrevista

5.3.4. Questionário
5.5.3. Formulário
Método de Avaliação

 Avaliação no fim de cada unidade (oral, escrita e trabalhos práticos ou


teóricos)
 1ª e 2ª frequência ( Escrita ou trabalhos práticos)
 Exame (Escrito)
 O estudante têm apossiblidade de dispensar desde que apresenta os
seguintes requisitos: CHA.
Bibliografia Recomendada

 CERVO, Amado L.; BERVIAN, Pedro A.; DA SILVA, Roberto. Metodologia científica. 6. ed. 2007.São

Paulo: Pearson Prentice Hall.2007.53, 60-61.


 COPI, Irving M. Introdução à lógica. São Paulo: Mestre Jou, 1974. Parte III, Capítulo 13, Item V. 112
 DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1981. Parte II, Capítulo 8.
 KONDER, Leandro. O que é dialética. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1981.
 KOPNIN, P. V. A dialética como lógica e teoria do conhecimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,

1978. Capítulo 2.
 LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade Metodologia do trabalho científico:

procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 7.

ed. São Paulo: Atlas, 2007.


 LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Cientifica. São Paulo: Atlas, 2006.
 MORGENBESSER, Sidney (Org.) Filosofia da ciência. 3. ed. São Paulo: Cultrix,
1979. Capítulos 11 e 15.
 POPPER, Karl S. A lógica da pesquisa científica. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1975a.
Parte I, Capítulos 1 e 2, Parte II, Capítulos 3, 4, 5 e 6.
 RUIZ, João Álvaro. Metodologia cientifica: guia para eficiência nos estudos. São
Pau- lo: Atlas, 1979. Capítulo 7.
 SALMON, Wesley C. Lógica. 4. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. Capítulos 2 e 3.
 SOUZA, Aluísio José Maria de et alo Iniciação à lógica e à metodologia da
ciência. São Paulo: Cultrix, 1976. Capítulos 3, 4 e 5.
 THALHEIMER, August. Introdução ao materialismo dialéctico. São Paulo:
Ciências Humanas, 1979. Capítulo 10.
Observação

O respectivo programa está sujeito a actualização


Questões?
Obrigado!
Pré-projecto
I. Importância do estudo

 A importância do estudo deste tema, deu-se pelo facto de vivermos actualmente numa sociedade dinâmica e
cheias de mudanças e está a sendo conduzida por homens cultos ou seja intelectuais caracterizados através das
alterações das normas de convivência social para uma concepção da sociedade em atingir os objectivos
relacionados com o bem -estar comum das populações.
 Os zungueiros, ou vendedores ambulantes angolanos representam um grupo de indivíduos que questionam
claramente a legitimidade das normas que violam. Por isso achamos viável abordar este fenómeno que por uma
parte criam desorganização social e por outra acaba por ser uma estratégia de sobrevivência de famílias pobres,
procuraremos formas de compreender este mal e dar resposta às dificuldades e os problemas sociais que esses
grupos vivem, que para nós a questão da pobreza acaba por ferir os direitos e liberdades fundamental do homem
enquanto ser social. Por tanto a ausência das condições básicas fazem com que o direito dessas famílias sejam
violados e tornando-as cada vez mais vulneráveis e desprovida de quais quer oportunidade de um futuro
próspero no qual o sociólogo Paulo de Carvalho, nos reforça que o baixo acesso de instrução formal, a
assistência sanitária, a habitação condigna e um saneamento adequado. Conclui-se que a maioria dos angolanos
não têm acesso aos direitos sociais de cidadania (Carvalho, 2008:168).
II. Objectivos

Geral:

Analisar a Zunga como estratégia de sobrevivências de famílias pobres nas zonas


urbanas e suburbanas de Luanda.

Específicos:

Identificar os factores que concorrem no elevado índice de vendedores ambulantes


(zungueiros) nas zonas urbanas e suburbanas de Luanda.

Identificar o nível de riscos e de exclusão social bem como os seus efeitos.

Avaliar as causas e consequências dos conflitos entre zungueiros e os agentes de


fiscalização do governo provincial.
III. Identificação do Problema

Apesar de que o povo angolano vive um momento de estabilidade


política e social, em função do calar das armas fruto da paz alcançada
em 2002. A guerra causou muitos problemas de ordem social como:
Desestruturação familiar, O desemprego, desorganização social, a
exclusão social, o analfabetismo e sobre tudo a pobreza. O que obriga
de certa forma muitas famílias a procurarem estratégias para a sua
sobrevivência, fruto disso è o surgimento e crescimento de mercados
informais desordenados na nossa urbe, bem como o aumento
significativo de exclusão social na cidade de Luanda, o baixo nível
cultural dos habitantes, impossibilitou de tal maneira o curso de
evolução e desenvolvimento integral do país, em particular na Avenida
Ngola Kiluanje.
Perguntas de Investigação

O que leva as famílias pobres a adoptarem a venda ambulante (Zunga)


como estratégias de sobrevivência?

Quais são os efeitos do desemprego para as famílias pobres?

Em que condição a desestruturação e a falta de amparo familiar influencia


o crescimento do fenómeno Zunga nas zonas urbanas e suburbanas?

Quais são causas e consequências dos conflitos entre zungueiros e os


agentes de fiscalização do governo provincial ?
IV. Hipóteses

Tendo em conta as questões acima referidas, apraz-nos formular as seguintes hipóteses.

Hipótese 1. A situação de pobreza conduz a procura de estratégia de sobrevivência que

passam normalmente pelo exercício do mercado informal.

Hipótese 2. É provável que os indivíduos que adoptam o exercício da Zunga realizam-na

a fim de dar resposta as suas necessidades básicas

Hipóteses 3. O desemprego torna-se um factor de exclusão social, na medida que os

indivíduos que não labutam são marginalizados pelo facto de não possuírem qualquer

qualificação, em virtude do qual lhe impõe a aquisição de um emprego não desejado

para garantir a subsistência das suas famílias.

 
V. Variáveis
Variável dependente

 Variável dependente consiste naqueles valores (fenómenos, factores) a serem explicados ou descobertos, em virtude de serem

influenciados, determinados ou afectados pela variável independente.

 Exemplo: A Zunga como estratégias de sobrevivências e a Pobreza.

Variável independente

É aquela que influencia, ou afecta outra variável; é factor determinante, condição ou causa para determinado resultado, efeito

ou consequências;

 É o factor manipulado (geralmente) pelo investigador, na sua tentativa de assegurar a relação do factor com um fenómeno

observado ou a descoberto, para ver que influência exerce sobre um determinado resultado. (LAKATOS, 2003) 

 Exemplo: Independente; As famílias das zonas urbanas e suburbanas de Luanda.

 OBS: Nesta perspectiva de se olhar sempre pelas causas e efeitos.


VI. Delimitação do Estudo

A pesquisa pode ser delimitada quando ao assunto, seleccionado um tópico, a fim de impedir que se torne

muito extenso e complexo a sim sendo: «Quanto a extensão, porque nem sempre se pode abranger todo âmbito

no qual o facto se desenrola».

Porém, existem uma série de factores que estão na base da delimitação da referida pesquisa, opinou-se em

não tornar muito extensa e torna-la mais especifica, assim dar-se-ia mais ênfase àquelas questões relacionadas

directamente com o fenómeno Zunga, como estratégia de sobrevivência de famílias pobres nas zonas urbanas e

suburbanas de Luanda, suas causas e efeitos.

Assim, partindo do pressuposto de que a temática do fenómeno Zunga como estratégia de sobrevivência

de famílias pobres, é um tema abrangente do ponto de vista da sua dimensão. Pode ser apresentado em vários

contextos, achou-se conveniente delimita-lo abordando exclusivamente no contexto da realidade angolana mais

particularmente em Luanda, na Avenida Ngola Kiluanje, delimitamos num período que vai de 2004 á 2009.
2. CAPÍTULO I. FUNDAMENTOS TEÓRICOS/
CIENTÍFICOS
2.1. Revisão da literatura e definição de conceitos

 Ultimamente os conceitos mais frequentes de Zunga têm sido sinónimo de rodear ou deambular.
Sendo assim, a Zunga ao longo do tempo tem se definido em várias perspectivas, dependendo do
contexto em que estamos inseridos e a área em que se pretende enquadrar.
 Zunga:
É uma forma de iniciativa privada num contexto de economia de mercado. Diferentes grupos
sociais, desprovidos de possibilidade de vender seus produtos ou serviços nos mercados oficias,
transformaram as diversas artérias da cidade de Luanda em mercados alternativos, o que provocou o
desordenamento das autoridades (Miranda 2009:24).
Segundo a lei de base das actividades comercias, no seu artigo 31º define como uma actividade
realizada por comerciantes fora de um estabelecimento comercial permanente de forma habitual,
ocasional periódica ou continuada. Nos perímetros ou locais devidamente autorizadas, em
instalações comercias desmontáveis ou transportáveis, incluindo roletes.
 Estratégia.
 É importante realçar que muitos autores que procuraram conceituar a estratégia.
 Segundo Maquiavel, século XVI, e Clausewitz, Século XVIII, hoje em dia é um conceito polissémico,

utilizado na economia e na gestão, significa a projecção de uma situação esperada com vista a um fim

com utilização dos meios. Mesmo Maquiavel considera que o gestor (aqui militar) tem sempre uma

escolha a fazer e deve preferir a alternativa que não depende da sorte mas sim das suas capacidades

(Maquiavel 2005:111).
 Para Clausewitz, a estratégia consiste em fornecer um alvo a toda acção militar que terá de estar de

acordo com os objectivos da guerra (Clausewitz, 2002:58).


 Ao passo que Ohomae, defende que estratégia é a via para alcançar de forma tão eficiente quanto

possível, uma vantagem sustentável perante um quadro de enorme procura e uma escassa de oferta de

emprego no mercado formal de trabalho e diante de um elevado índice alternativo que lhes permitam a

sobrevivência. (Ohomae, 2008:27).


 Sobrevivência.
 A questão da sobrevivência é datada de muitos séculos, dai, o seu termo provem do
latim supervivens «que se vive», é a acção e o efeito de sobreviver. Este termo, por sua
vez, faz referência a viver depois de um determinado acontecimento, viver depois da
morte de outra pessoa (um ante querido, por exemplo).(Dicionário de língua portuguesa
2002:322).
 Sobrevivência é a pessoa que consegue manter viva em situações limites (extremos)
que, de uma forma geral, teriam causado a morte.
 Exemplo: ter estado trinta dias sem se alimentar, o que implica dizer que foi uma
verdadeira prova de sobrevivência.
 Família.
 A universalidade da família pode ser explicada pelas funções indispensáveis que têm as
dificuldades de assegurar o desempenho dessas funções por qualquer outro grupo social. Família:
Para Murdock, define-se «como um grupo social que se caracteriza pela residência em comum,
pela cooperação económica e pela reprodução.
 Para identificar a família é necessário fazer recurso as três dimensões : 1º Residência em comum;
2º Cooperação económica; 3º Procriação.
 A família enquanto grupo doméstico, pode ser definida como um grupo de pessoas ligadas por
laços de parentesco.
 Em sentido restrito, é o conjunto de pessoas que vivem sob o mesmo tecto.
 Em sentido lato, é o conjunto das sucessivas gerações descendentes dos mesmos antepassados. A
esse grupo chama – se linhagem.
 Podemos enunciar três elementos que caracterizam as famílias nomeadamente:

a) Procriação

b) Transmissão da herança social, (material e cultural);

c) Atribuição da qualidade de membro do grupo; família constitui - se para assegurar a procriação


necessária e a continuidade dos grupos.
 É necessário regular a transmissão de direitos e deveres sobre os bens e tradições das famílias.
 É necessário fixar os termos em que o indivíduo pode ser considerado membro da sociedade e as
condições em que pode ser reconhecido como membro de uma dada família e gozar do estatuto social que
dai resulta.
 Com base nesta resenha importa sublinhar que: Os sistemas de laços sociais existem em todas as
sociedades, apoiando - se nas relações biológicas resultantes da procriação e nas relação sociais derivada
do casamento. Esta situação pode – ser interpretada de duas formas sociais que lhe são dada. Da relação
biológica resultam os laços de parentescos. Da relação social estabelecida pelo casamento derivam os
laços de afinidade.
 Segundo (Giddens 2010:692). família grupo de indivíduos relacionados entre si por laços de sangue de
casamento ou de adopção, que formam uma unidade económica e cujo os membros adultos são
responsáveis pela criação das crianças.
 Pobreza
 A Pobreza define-se como insuficiência de recursos para assegurar as condições básicas de
subsistência e de bem-estar, Segundo as normas da Sociedade é qualificada como pobre
aquele que possui más condições matérias de vida, que se reflectem na dieta alimentar, na
forma de vestir, nas condições habilitacionais, no acesso a assistência sanitária e nas
condições de emprego.
 A Pobreza não é uma condição estática. Há situação ascensão ou fracasso social, que
provocam dinâmicas no quadro da pobreza, possibilitando a uma saída desta situação de
pobre e conduzindo outros a cada vez maior empobrecimento.
 Para Townserd (citado por Carvalho 2004:31) ``indivíduos, famílias e grupos na população
consideram em situação de pobreza, quando defrontam falta de recursos que lhes permite
ter o tipo de alimentação, participação nas actividades e condições de vida e conforto que
são habituais, ou pelo menos amplamente aprovadas, nas sociedades a que pertencem.
 O Relatório do desenvolvimento humano define a pobreza como uma condição
caracterizada pela privação das necessidades básicas em termos de
alimentação, agua, saneamento básico, habitação, e educação e a falta de meios
e oportunidades para satisfazer as necessidades básicas (PNUD 2007:28)
 Segundo João Ferreira de Almeida (1994) A Pobreza é a qualidade ou estado de
pobre, que se verifica pela escassez, necessidades, estreiteza de pessoas,
indigência e penúria.
 A linha da pobreza é o limiar crítico de acesso a bens e serviços, representando
um mínimo aceitável de participação económica, numa determinada sociedade
e num determinado momento, abaixo do qual os indivíduos são declarados
pobres (Graça 2012:99).
 Zona urbana

 Zona urbana é o espaço ocupado por uma cidade, caracterizado pela edificação
contínua e pela existência de infra-estrutura urbana, que compreende ao
conjunto de serviços públicos que possibilitam a vida da população.
 A infra-estrutura é composta de vários elementos, como o abastecimento de
água, serviços de esgoto, fornecimento de energia eléctrica, escolas, hospitais,
sistema viário, policiamento, locais de lazer. As cidades desenvolvem-se
normalmente a partir de um núcleo que forma o centro da cidade. Além dele,
surgem os bairros residências, as áreas industriais. A zona urbana não é igual em
todas as cidades. Cada uma tem a aparência própria e diferem das outras pelo
tamanho, relevo, traçado de ruas, actividades desempenhadas, progresso
alcançado, quantidade de pessoas que nele residem.
 Zona suburbana
 Área suburbana corresponde à área que é polarizada por uma cidade. Aqui
normalmente grandes concentrações humanas, que se organizam em centros
urbanos secundários. Em geral, os indivíduos que residem nestas áreas
deslocam-se diariamente a cidadãos para aí trabalharem ou estudarem. A sua
origem está directamente relacionada com o desenvolvimento dos meios de
transporte urbano-caminho de ferro (comboio, auto -carros, táxi) e com
incremento da utilização do automóvel particular. Esta evolução possibilitou
percorrer distâncias cada vez maiores entre às áreas de residência e de trabalho,
determinando o alargamento das periferias das cidades. (Giddens 2010:723).
3. Opções Metodológicas do estudo

 A metodologia pode ser entendida como ciência e arte de como desencadear acções de
forma a atingir objectivos propostos com pertinência, objectividade e fidelidade
(VIANA, 2001)
Modo de Investigação
 Esta pesquisa teve como paradigma de investigação o modelo misto.
 Os métodos mistos representam um conjunto de processos sistemáticos e críticos de
pesquisa e implicam a colecta e analise de dados qualitativos e quantitativos, assim
como sua integração e discussão conjunta no sentido de realizar inferências como
produto de toda informação colectada e conseguir uma maior compreensão do fenómeno
em analise. Sampieri, Fernandez e Lúcio (2010).
Tipo de pesquisa

 A pesquisa descritiva observa, regista, analisa e correlaciona factos ou fenómenos


(variáveis) sem os manipular, ela procura descobrir, com a precisão possível, a
frequência com que um fenómeno ocorre (CERVO e BERVIAN, 2002, p. 20)

 A escolha deste paradigma deu-se ao facto de nossa pesquisa ser do tipo descritivo,
bibliográfico, documental e de campo, onde utilizamos métodos, técnicas e
ferramentas que auxiliam o estudo sobre analise da Zunga como estratégia de
sobrevivência das famílias pobres em Luanda.
População e amostra

 População é o conjunto de elementos, empresa, produtos, pessoas por exemplo que possuem
características que serão objecto de estudo da pesquisa (CARMO, 1998, p191).
 A nossa população é de 100 vendedores ambulantes que correspondem o total de indivíduos que labutam
na referida Avenida. A unidade de análise, Todos o zungueiros quanto aos trabalhos informais.
 Amostra é o subconjunto finito da população em estudo representado pelo menos a característica comum
(CARMO. 1998, p.197)
 Assim sendo, a nossa amostra é de 70 vendedores ambulantes o que poderá corresponder , 20 do sexo
masculino e 50 do sexo feminino com idades compreendidas entre os 15 e 60 anos.
 Amostragem é uma parcela convenientemente seleccionada do universo (população), é um subconjunto
do universo (MARCONI e LAKATOS, 2006, p. 206)
 Nesta pesquisa será utilizada a amostragem probabilística aleatória simples. Segundo Nohara (2009,
p.56), cada elemento da população terá a mesma probabilidade de ser seleccionado para fazer parte da
amostra.
 Unidade de análise:
 Corresponde os vendedores ambulantes, com o propósito de Analisar a Zunga como estratégia de

sobrevivência das famílias pobres nas zonas urbanas e suburbanas em Luanda na avenida Ngola

Kiluanje.

Instrumentos:
 Foi usado o questionário fechado com múltiplas perguntas, que é o método mais usado para uma

pesquisa a respeito da Zunga como estratégia de sobrevivência das famílias pobres nas zonas

urbanas e suburbanas de Luanda .


 Segundo Marconi e Lakatos (2006, p.203), questionário é um instrumento de colecta de dados,

constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a

presença do pesquisador.

 
4. CRONOGRAMA
DE
ACTIVIDADES 2018-2019
ATIVIDADES AGO. SET. OUT. NOV. DEZ. JAN.
2018 2018 2018 2018 2018 2019

Consulta bibliográfica
x x x
Observação
x x
Elaboração do marco teórico e informação
x x x
Construção do projecto
x x
Apresentação do projecto ao tutor e avaliação
x x
Colecta de dados
x x
Análise e discussão dos dados da pesquisa
x
Conclusão e entrega do trabalho
x x
Simulação da apresentação do tema com o orientador
x
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 ALMEIDA, João Ferreira de, Interacção Social e Exclusão Social: Algumas questões, Analise Social, Editora Oeira, Celta Ed, 4ª 1993.
 ALMEIDA, João Ferreira de, Introdução a Sociologia, Editora Europress Lda Ed, 1ª 2007 o desenvolvimento / 197, Rua Major
 ANGOLA, Os Desafios para o futuro pós – guerra – Sistema das Nações Unidas par
 ATKINSON, Tony, La Pauvreté et I Exclusion en Europress, Paris, Ed.lLa documentaton Française, 1998.
 BELO, do Azevedo Israel, O prazer da Produção Científica, Descoberta Como é Fácil e Agradável Elaborar Trabalhos Académicos,
Editora, São Paulo, Ed Hagues, 2004.
 CAPUCHA, Luís, Pobreza Exclusão Social e Marginalidade, Editora Oeira, Ed, Celta, 1998.
 CARVALHO, Paulo, Angola, Quanto Tempo Falto Para Amanhã, Editora Celta, Ed, 1ª 2002.
 CARVALHO, Paulo, Exclusão Social em Angola, Luanda, Caso dos Deficientes Físicos de Luanda, Editora Kilombelombe, 2008.
 DURKHEIM, Emile, As regras do Método Sociológico, Ed 11 ª, Editora Presença, Lisboa, 2010.
 DICIONARIO, de Sociologia, Editora, Porto, Ed, 2002
 DUPA, Gilberto, Economia Global e Exclusão Social, Pobreza, Emprego, Estado e o futuro da Capitalismo, S.Paulo, Ed, Paz e terra, 1999.
 GRAÇA, Job, Economia do Desenvolvimento. Sebenta de Lições da UCAN (Universidade Católica de Angola) editora Inic, Instituto
Nacional das Industrias Culturais, Ministério da Cultura, Ed, 1ª, 2012
 GIDDENS, Anthony, As Consequências da modernidade. Editora, Celtas Oeiras, Ed, 4ª 2005.
 JOHNSON, Allan. G. Dicionário de Sociologia: Guia Prático da Linguagem Sociológico, Editora, Rio de Janeiro, Ed, 1ª 1997.
Inquérito por questionário

 O respectivo inquérito é direccionado a população que Zunga, na Avenida Ngola


Kiluanje, com as idades entre os 15- 60 anos. O presente inquérito tem como objectivo
obter informações sobre a Zunga como estratégia de sobrevivência de famílias pobres.
 Este inquérito, se insere no âmbito do trabalho de pesquisa científica e, tem como
finalidade obter dados relativos a pobreza bem como determinar o nível de dificuldades
que esses indivíduos atravessam.
 O inquérito será anónimo a fim de proteger os direitos dos entrevistados. Preencher com
X o quadro correspondente.
 Sexo ( )
 Idade ( )
 Habilitações literárias
 1 – Sabe ler e escrever?
 Sim ( )
 Não ( )
 2 – Qual é a sua ocupação?
 Alfaiate ()
 Zugueiro ()
 Kinguila ()
 Roboteiro ()
 Cabeleireira ( )
 Engraxador ( )
 Cozinheira ( )
 3 – O que gostarias de fazer? ---------------------------------------------------------

 4 – Gostas do trabalho que fazes?


 Sim ( )
 Não ( )
 Porquê? -----------------------------------------------------------------------------------

 5 – Já alguma vez pensaste em matricular-te numa escola do município?


 Sim ( )
 Não ( )

 6 - Porquê interrompeste o estudo? ------------------------------------------------------------

 7 – Gostarias um dia teres um bom emprego? ------------------------------------------------

 8 – Se alguém te convidasse para estudar aceitarias?


 Sim ( )
 Não ( )
 Porquê? ---------------------------------------------------------------------------------------------- -
 9 – O que esta na base de seres zungueiro (a)? ---------------------------

 10 – Para ti o que significa ser zungueiro (a)? ---------------------------

 11 – Na tua rua tens amigos zungueiros (a)? -----------------------------

 12 – Pensas deixar essa vida?


 Sim ( )
 Não ( )
 13 – Onde nasceste? -----------------------------------------------------------

 15 – Com quem vives? -------------------------------------------------------


AS IMAGENS DIZEM TUDO.
MUITO OBRIGADO!
 Esta cena não é inédita, ela ocorre quase diariamente naqueles e outros locais da cidade de
Luanda. As suas actividades são sempre surpreendidas por operações de homens
uniformizados afecto aos órgãos de fiscalização do estado e gentes policias que na maioria das
vezes acabam em confrontos directos com as zungueiras: confira as imagens abaixo

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