Você está na página 1de 21

Genética Forense

O DNA E A CRIMINALÍSTICA

Técnicas

As técnicas da Biologia Molecular permitem:

• dizer com certeza científica a quem pertence uma amostra biológica encontrada no local de crime, no
suspeito ou na vítima;

• se existe relação de parentesco entre dois indivíduos;

• fazer a distinção entre materiais oriundos de pessoas distintas, numa mistura.


• Marcadores Moleculares – qualquer sítio do genoma onde existe variação na sequência
ou no comprimento do DNA, detectável com polimorfismos entre indivíduos de uma
população.
• Bases Nitrogenadas do DNA: A=Adenina G=Guanina
T=Timina C=Citosina
• Correspondência: A-T
G-C
• Molécula: Duas cadeias com bases nitrogenadas em sequência enrolada sobre si mesma
e associada a proteínas - cromossomo
Propriedades do DNA

• Fidelidade – as moléculas de DNA que identificam uma


pessoa são as mesmas em qualquer tecido do seu corpo, pois
tiveram origem comum no zigoto, o qual multiplicou-se em
várias gerações de células, conservando o material genético.

• Individualidade – Como o zigoto é formado pela fusão de


gametas e estes não são iguais, não há na população humana
dois indivíduos idênticos, a não ser os gêmeos monozigóticos.

• Hereditariedade – O DNA é a única molécula capaz de


produzir cópias idênticas, transmitindo os caracteres por
várias gerações.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
• DNA TOTAL = GENOMA

• 3% = GENES/EXONS – sequências altamente conservadas, codificantes e com


pouca variabilidade – responsáveis pelos caracteres

• 97% = ÍNTRONS – regiões hipervariáveis


• Função pouco conhecida;
• Não codificantes, não determinam caracteres;
• Constituem marcadores moleculares:
• STRs AUTOSSÔMICOS
• STRs DO CROMOSSOMO Y (marcador de linhagem paterna)
• DNA MITOCONDRIAL (marcador de linhagem materna)
Genética Forense

• Variable Number of Tandem Repeats;


– Polimorfismo de comprimento;
– Enzimas de restrição;
– Placas de gel de poliacrilamida: barras.
• Short Tandem Repeats;
– Tetranucleotídeos;
– Capilares de polímeros lidos a laser.
LABORATÓRIO DE POLÍCIA TÉCNICA

• STRs (Polimorfismos de Tamanho)

• Short Tandem Repeats – sequências repetitivas, de duas a muitas bases, cujo elemento
individualizador é o número de repetições.
• Ex: ATCCG-ATCCG-ATCCG-ATCCG
ATCCG-ATCCG-ATCCG

• * Diferentes quantidades de unidades de repetição geram, nas regiões analisadas, diferentes


tamanhos de fragmentos.
Genética Forense

• PCR;
• DNA mitocondrial;
– Sequenciamento.
• Cromossomos sexuais.
Avanços Recentes
• Single nucleotide polimorphisms;
• Micropoços em chips.
• Genome wide association studies;
• Genética da face.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
• STRs Autossômicos – São herdados do pai e da mãe.
• STRs do Cromossomo Y – São herdados do pai pelos filhos do sexo
masculino.
• STRs do Cromossomo X – São herdados da mãe pelos filhos e filhas.
• DNA Mitocondrial - Polimorfismos de sequência
• Ex: AATGGCCA
AATGGCTA
• São herdados da mãe pelos filhos e pelas filhas e transmitidos apenas por
estas, para seus filhos e filhas.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
A Perícia:

• Coleta das amostras;


• Fotodocumentação;
• Extração de DNA;
• Amplificação dos fragmentos/regiões;
• Detecção dos fragmentos por fluorescência;
• Análise dos resultados;
• Estatística;
• Confecção do Laudo.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
Material biológico útil:
• Sangue
• Esperma
• Saliva
• Ossos
• Fios de cabelo
• Dentes
• Pelos e anexos dérmicos
• Tecidos
• Secreções
O DNA E A CRIMINALÍSTICA

Tratamento dos Vestígios:

A premissa básica na manipulação de um vestígio que se


destine a exame em material genético/DNA é a não
contaminação do material por parte de quem o manipule, o
que vai desde a sua coleta até a finalização das análises, além
do adequado acondicionamento e transporte. Todo o material
coletado deve ser devidamente identificado, fotografado
antes de ser coletado e após preparo para armazenamento.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
Preservação X Contaminação:
É através da análise do local e de conhecimentos a respeito do
caso que o perito tem idéia da necessidade ou não da coleta
de determinado vestígio para análise do DNA.
Local inidôneo – importantes amostras podem ter sido
subtraídas e outras, acrescentadas. Cabe ao perito bom senso
a paciência para tentar extrair do local tudo e apenas o que
possa estar relacionado ao fato.
Uma vez liberado o local, perde-se a única oportunidade de
realização de coletas úteis.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
Pontos críticos para a execução do exame:
• Preservação do local;
• Procedimentos de coleta;
• Documentação cuidadosa da evidência/Informação;
• Natureza da evidência;
• Qualidade da evidência;
• Quantidade de material;
• Acondicionamento da evidência;
• Preservação da evidência;
• Envio das amostras;
• Manutenção da cadeia de custódia.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
Aplicações Forenses:

1) Identificação Criminal;
2) Identificação Civil;
3) Homicídios;
4) Crimes Sexuais;
5) Outros crimes;
6) Identificação em acidentes de massa.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
Solicitações de exames periciais

1. O que solicitar? 2. Como solicitar?

A autoridade requisitante deve se ater ao objetivo da perícia, ou seja, o


que se pretende com a análise daquelas peças / materiais encaminhados,
considerando que o exame de DNA é um exame de comparação, que pode
ser feita:
a) Entre pessoas;
b) Entre pessoas e vestígios;
c) Entre vestígios.
O DNA E A CRIMINALÍSTICA
Natureza dos Exames X Comparação Solicitada:
a) Crimes Sexuais: comparação entre perfis genéticos de amostras encontradas na
vítima (esperma, saliva, pele sob unhas, pelos etc) ou no local (manchas em lençóis,
roupas, colchão, absorventes et cetera ou objetos que podem ter sido manipulados
por eles, como copos, bagas de cigarro) e perfis genéticos dos suspeitos.
b) Identificação Humana: comparação entre perfis genéticos de amostras
questionadas (ossos, restos mortais et cetera) e perfis genéticos de supostos
ascendentes e/ou descendentes.
c) Criminalística: comparação entre perfis genéticos de materiais coletados em locais
de crime (manchas de sangue, esperma, saliva et cetera, em instrumentos, roupas ou
armas) e perfis genéticos de vítima e supostos suspeitos.
ALERTA

DNA não é dogma!


DVI
• Identificação X causa mortis;
• Catalogação;
• Logística;
• População fechada;
• Sistema de Defesa Civil.

Você também pode gostar