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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA

NEUROTRANSMISSÃO
E SINAPSE NERVOSA

PROF. DR. JONATO PRESTES


PROPRIEDADES DA
PROPAGAÇÃO NERVOSA

Velocidade da Propagação Nervosa;

Princípio do Tudo ou Nada;


Somação;
Período Refratário.
VELOCIDADE DE
PROPAGAÇÃO NERVOSA

Fibras A(I/II) B(III) V(IV)


Diâmetro () 1-22 1-3 0,3-1,2
Mielinizadas SIM SIM NÃO
Velocidade (m/s) 5-120 3-15 0,6-2
SOMAÇÃO
Temporal

Estímulos sub-limiares aplicados


sucessivamente (menos de 1 ms),
potenciais locais podem somar-se e
atingir o limiar despolarização.
Espacial

Estímulos sub-limiares são aplicados


em áreas próximas simultaneamente,
podem somar-se despolarização.
PERÍODO REFRATÁRIO
 Período refratário absoluto: um segundo
potencial de ação não ocorre sem que o
primeiro tenha terminado

 Período refratário relativo: antes da


membrana voltar ao repouso, um potencial
graduado mais alto pode iniciar outro
potencial de ação
PERÍODO REFRATÁRIO
 Característica fundamental que distingue
potenciais de ação dos potenciais graduados

 Potenciais graduados podem ser


adicionados

 2 grandes estímulos (acima do limiar)


chegarem a zona de estímulo do potencial
de ação no período refratário absoluto – o
segundo será ignorado
PERÍODO REFRATÁRIO
 Limitam a taxa pela qual os sinais podem
ser transmitidos no neurônio

 Assegura um transporte de mão única do


potencial de ação

 Do corpo celular para o terminal axônico,


impedindo que o potencial de ação retorne
TRANSMISSÃO DOS SINAIS NOS
TRONCOS NERVOSOS

Fibras nervosas mielínicas e amielínicas

Mielínicas: calibrosas

Amielínicas: delgadas

Condução “saltatória” da fibra mielínica


de nodo a nodo
TRANSMISSÃO DOS SINAIS NOS
TRONCOS NERVOSOS

Condução saltatória importância: 2 razões


 Aumento da velocidade da
transmissão neural
 Conserva energia para o axônio

Apenas os nodos despolarizam, perda de


íons cerca de 100 vezes menor – pequena
participação do metabolismo
Nódulo Nódulo
(1) (2)

A) Nódulo de Ranvier Bainha de mielina

Despolarização

B)
Corrente se espalha e
a condução fica lenta

Corrente se espalha e
a condução fica lenta
Cérebro saudável
Proteína Tau Córtex
cerebral
Dendritos Neurônio
saudável

Axônio Hipocampo
Microtúbulos Doença de Alzheimer
moderada
Redução do
córtex
Placa amilóide
Aumentado
moderado
dos
ventrículos

Redução do
Neurônio Doença de hipocampo
c/ doença Alzheimer severa Redução
Degeneração severa do
dos córtex
Microtúbulos Aumentado
severo dos
ventrículos
Redução
severa do
hipocampo
CLASSIFICAÇÃO DOS SINAIS
ELÉTRICOS
Potenciais graduados: sinais de força
variável, percorrem curtas distâncias e
perdem força quando viajam pela célula

Potenciais de ação: despolarizações


grandes e uniformes que movimentam-se
rapidamente por grandes distâncias
através do neurônio, sem perder força
Potencial Potencial de
graduado ação
Sinal de
Tipo de sinal Sinal de estímulo
condução
Usualmente nos Zona de estímulo
Onde ocorre dendritos e no através do
corpo celular axônio
Canais
mecânicos,
Tipos de canais Canais voltagem-
químicos ou
iônicos envolvidos dependentes
voltagem-
dependentes
Usualmente Na+,
Íons envolvidos Na+ e K+
Cl- e Ca+2
Potencial Potencial de
graduado ação
Sinal de
Tipo de sinal Sinal de estímulo
condução
Despolarização (Na+) ou
Tipo de sinal Despolarização
hiperpolarização (Cl-)
Potencial graduado
Os íons entram através
O que inicia o sinal acima do limiar na
dos canais de membrana
zona de estímulo
Limiar de estímulo é
necessário para iniciar
Não é necessário um Período refratário; dois
dos sinais que chegam
nível mínimo para iniciar
praticamente ao mesmo
Características tempo não podem ser
únicas somados
Dois sinais que chegam
A força do estímulo inicial
praticamente juntos é indicada pela freqüência
somarão os estímulos de uma série de
potencias de ação
Ponto de origem

Força do Amplitude
potencial do potencial
graduado (mV) graduado

Distância Distância

Neurônio
Estímulo Estímulo

Zona de
estímulo Zona de
estímulo

Potencial Potencial
graduado abaixo graduado acima
Não acontece do limiar
potencial de ação potencial de ação do limiar
POTENCIAL DE AÇÃO GRADUADO

Potencial de ação graduado = Potencial


excitatório pós-sináptico (PEPS)

Estímulo que faz um neurônio disparar


um potencial de ação = excitatório

Potencial graduado de hiperpolarização =


Potencial inibitório pós-sináptico (PIPS)

Estímulo que torna a célula menos propensa a


desencadear um potencial de ação = inibitório
a) Estímulo fraco libera pouca quantidade de neurotransmissores
Neurotransmissor
liberado
Potencial de
membrana

Limiar

b) Estímulo forte provoca mais potencias de ação e libera maior quantidade de


neurotransmissores
Potencial de
membrana

Limiar

Potencial Corpo
graduado Potencial
de ação celular

Axônio
Estímulo terminal

Extremidade do Axônio mielinizado


nervo sensitivo Zona de estímulo
FATORES QUÍMICOS ALTERAM A
ATIVIDADE ELÉTRICA

Substâncias químicas alteram a condução


dos potenciais de ação

Ligam-se a canais de Na+, K+ ou Ca+2

Alteração nas concentrações de K+ e Ca+2


no LE = atividade elétrica anormal do SN
a) Estímulo subliminar, b) Estímulo acima do
normocalemia limiar, normocalemia
Potencial de membrana (mV)

Limiar
Limiar

Estímulo
Estímulo
Tempo
c) Estímulo subliminar, d) Estímulo acima do
hipercalemia limiar, hipocalemia

Limiar Limiar

Estímulo
Estímulo
SINAPSE
COMUNICAÇÃO CÉLULA-A-
CÉLULA NO SISTEMA NERVOSO
Fluxo de informações usando sinais
químicos e elétricos
Especificidade depende de fatores como:
neurotransmissores e neuromoduladores
secretados pelos neurônios
Presença de receptores nas células-alvo e
de conexões anatômicas entre os neurônios
e alvos = sinapses
COMUNICAÇÃO CÉLULA-A-
CÉLULA NO SISTEMA NERVOSO
Sinapse: ponto pelo qual um neurônio
encontra sua célula-alvo
1) Terminal axônico (célula pré-
sináptica)
3 Partes 2) Fenda pré-sináptica (espaço
entre as células
3) Membrana da célula pós-
sináptica
CÉLULA PÓS-SINÁPTICA

Sinapse pode ser entre dois ou mais


neurônios ou entre um neurônio e a
fibra muscular (esquelética, lisa ou
cardíaca)
Axônio do neurônio
pré-sináptico

Neurônio
pós-sináptico Axônio do neurônio
pré-sináptico

Vesículas Terminal Axônico


sinápticas
Mitocôndria
Neurônio pós-
sináptico

Fenda sináptica

Sítios Neurotransmissores Membrana


receptores pós-sináptica
RESPOSTAS PÓS-SINÁPTICAS

Potencial sináptico rápido = ocorre


rapidamente e dura apenas milésimos de
segundos = (PEPS e PIPS)

O neurotransmissor abre canais iônicos,


quimicamente, movimento do íon entre a
célula e o LEC
RESPOSTAS PÓS-SINÁPTICAS

Potencial sináptico lento = método do


segundo mensageiro demora mais para
gerar uma resposta

Os neurotransmissores ligam-se a
receptores ligados a proteínas G e ativam
os sistemas de segundo mensageiro
Terminal axônico
pré-sináptico

Potencial Potenciais sinápticos


sináptico rápido lentos e efeitos de
de curta duração Neurotransmissor longo prazo
Receptor ligado à
Canais de íons proteína G
químico-dependentes

Célula Via
pós- Altera o estado inativa
sináptica Via de segundo
de abertura dos mensageiro é ativada
canais de íons

Canais de Canais de íons Modifica proteínas


íons abertos fechados existentes ou
regula síntese de
novas proteínas
Mais Na+ Mais k+ sai Menos Menos
entra ou Cl- entra Na+ entra k+ sai

Resposta intracelular
PEPS = PIPS = hiperpolarização PEPS =
excitatório inibitória excitatório coordenada
Célula
pré-sináptica

Vesícula
sináptica

Célula
da glia

sangue
Enzima
Célula
pós-sináptica
VIAS NEURAIS: PODEM ENVOLVER
MUITOS NEURÔNIOS SIMULTANEAMENTE

Divergência: um único neurônio se ramifica


com sinapses colaterais em múltiplos
neurônios-alvo

Convergência: um simples neurônio pós-


sináptico pode ter sinapses com mais de
10000 neurônios pré-sinápticos
Divergência

Convergência
Dendrito do
neurônio pós-
sináptico

Terminais
axônicos dos
neurônios pré-
sinápticos

Dendrito
Axônio Processos das
células da glia
Terminal axônico
pré-sináptico

3 neurônios excitatórios
são estimulados. Seus
potenciais graduados,
separadamente, estão
abaixo do limiar.

Os potenciais graduados
chegam juntos à zona de
estímulo e somam-se
para gerar um sinal
supralimiar.

Zona de Um potencial de ação é


estímulo gerado.
Potencial
de ação

SOMAÇÃO ESPACIAL
SOMAÇÃO ESPACIAL

2 potenciais de ação
excitatórios são diminuídos
pela somação com um
potencial inibitório.

Os potenciais de ação
somados estão abaixo do
Zona de limiar, então nenhum
estímulo potencial de ação é gerado.

Sem potencial
de ação
SOMAÇÃO
TEMPORAL
Estímulo (X)

Não há somação
membrana (mV)

Limiar
Potencial de

Tempo (mseg)
A somação causa um potencial de ação
Potencial de membrana (mV)

SOMAÇÃO
TEMPORAL

Limiar

Tempo (mseg)
VIAS NEURAIS
Potenciais de ação nos neurônios podem
incorporar somação espacial e temporal.
Múltiplos sinais chegam a um neurônio

A Integração pós-sináptica permite ao


neurônio avaliar a força e duração dos sinais

Se o sinal integrado resultante está acima do


limiar, ocorre potencial de ação no neurônio
MODULAÇÃO SINÁPTICA NO
TERMINAL AXÔNICO
Denominada modulação pré-sináptica

Neurônio modulatório (inibitório ou


excitatório) termina sobre ou muito próximo

Terminal axônico da célula pré-sináptica


MODULAÇÃO SINÁPTICA NOS
DENDRITOS E CORPO CELULAR

Denominada modulação pós-sináptica

Todas as células-alvo irão ser igualmente


afetadas

A atividade sináptica pode também ser


alterada pela mudança na responsividade
da célula-alvo ao neurotransmissor
Não há liberação de
Inibição pré-sináptica neurotransmissor
Neurônio inibitório
Terminal axônico pré-sináptico Sem resposta

O alvo
Estímulo responde
Potencial
Neurotransmissor
de ação é liberado
O alvo
responde

Inibição pós-sináptica Células-alvo


Neurônio inibitório
Sinal modulado
Neurônio abaixo do limiar
excitatório PIPS
PEPS Nenhuma
resposta em
qualquer
Nenhum potencial de Potencial de célula-alvo
ação é iniciado na zona de estímulo
COMUNICAÇÃO CÉLULA-A-
CÉLULA NO SISTEMA NERVOSO
Células com muitos dendritos = muitas
sinapses

Número moderado de sinapses = 10 mil,


algumas células do encéfalo podem ter 150
mil ou mais

Sinapses também podem ocorrer no


axônio e terminal axônico
TIPOS DE SINAPSES
SINAPSES ELÉTRICAS: sinal elétrico do
citoplasma de uma célula para outra

A informação pode fluir em ambas as


direções através das junções comunicantes

São incomuns e ocorrem principalmente


no SNC, células da glia, músculos
cardíaco e liso, células beta do pâncreas
TIPOS DE SINAPSES
SINAPSES QUÍMICAS: grande maioria no
SN, utilizam neurotransmissores

Para carregar a informação de uma célula


para outra

Síntese de neurotransmissores pode ocorrer


no corpo celular ou terminal axônico
Potencial
de ação
Terminal
Axônico

Vesícula
sináptica

Ca+2
Canais de Ca
+2
Proteína de
voltagem-dependentes ancoragem

Célula pós- Receptor


sináptica
EVENTOS DA SINAPSE
1) Potencial de ação despolariza o terminal
axônico;
2) Abertura dos canais de Ca+2 voltagem-
dependentes, Ca+2 entra na célula;

3) Ca+2 induz a exocitose do conteúdo das


vesículas sinápticas;
4) Neurotransmissores se difundem na
fenda sináptica e ligam-se com receptores.
SUBSTÂNCIAS NEURÓCRINAS
Moléculas liberadas pelos neurônios

Neurotransmissores: substâncias
parácrinas, com células-alvo próximas aos
neurônios que as secretam

Geralmente atuam em sinapses ou sobre as


próprias células que os secretam (autócrino)
SUBSTÂNCIAS NEURÓCRINAS
Moléculas liberadas pelos neurônios

Neuromoduladores: atuam em sítios não


sinápticos (parácrino)

Neuro-hormônios: são secretados dentro


do sangue e distribuídos por todo o corpo
RECEPTORES
Todos os neurotransmissores possuem 1
ou mais receptores, exceto o óxido nítrico

Cada tipo de receptor pode ter vários


subtipos, permitindo que o neurotransmissor

Possua diferentes efeitos em


diferentes tecidos
RECEPTORES
Dividem-se em 2 categorias de
receptores de membrana

Receptores ligados a canais de íons


dependentes de ligante = ionotrópicos

Segundo mensageiro (proteínas G) =


metabotrópicos
NEUROTRANSMISSORES
NEUROTRANSMISSORES
7 Classes de acordo com a sua estrutura

1) Acetilcolinas (ACh): sintetizada a partir da


colina e da acetil coenzima A (acetil CoA) –
neurônios e receptores colinérgicos

2) Aminas: derivados da tirosina – dopamina,


adrenalina e noradrenalina (SAPS) – neuro-
hormônios quando secretados pela adrenal
ACETILCOLINA
Neurotransmissor Classe Local de Comentários
Funcional Secreção
ACETILCOLINA Excitatório para -Intoxicação por
SNC: organofosforados
músculo
esquelético ou núcleos -Liberação inibida
inibitório aos basais e pela toxina
botulínica
efetores viscerais
dependendo dos
córtex -Curare bloqueia
ligantes. receptores
nicotínicos;
-Receptores são
destruídos na
miastenia grave
RECEPTORES COLINÉRGICOS
(ACETILCOLINA)

2 tipos principais:
Nicotínicos = nicotina é um agonista
Muscarínicos = muscarina é um
agonista, divididos em 5 subtipos
Receptores-
Substância Chave
Receptor Tipo Localização Agonistas/
química
Antagonistas

Acetilcolina
Colinérgico
(ACh)
Músculos Nicotina –
esqueléticos, agonista
Nicotínico RCI neurônios
(Na+, K+) autônomos,
Curare -
SNC antagonista
Músculos liso e Muscarina –
cardíaco, agonista
Muscarínico RAPG glândulas
endócrinas e Atropina -
exócrinas, SNC antagonista
Terminal
Axônico Mitocôndria

Acetilcolina
Enzima Vesícula
sináptica

Colina Receptor
colinérgico
Acetato

Acetilcolinesterase Célula pós-sináptica


TIROSINA
Tirosina hidroxilase (TH)

DOPA (L-diidroxifenilalanina)
Dopa descarboxilase

DOPAMINA (DA)
Dopamina β-hidroxilase (DBH)

NORADRENALINA (NA)
Fentolamina N-metiltransferase (PNMT)

ADRENALINA
TIROSINA ADRENALINA

Tirosina Fentolamina
hidroxilase N-metiltransferase

NORADRENALINA
DOPA Dopamina β-hidroxilase
DOPA
descarboxilase

DOPAMINA
DOPAMINA
Neurotransmissor Classe Local de Comentários
Funcional Secreção
-Excitatório -SNC: substância -Liberação
DOPAMINA negra; hipotálamo; aumentada pela L-
ou inibitório
dependendo é o principal Dopa e
neurotransmissor anfetaminas;
do receptor
extrapiramidal. -Retomada
sináptica
-Ação indireta -SNP: alguns bloqueada pela
via segundo gânglios do cocaína;
mensageiro simpático. -Níveis reduzidos
na Doença de
Parkinson;
-Pode estar
envolvida na
patogênese da
esquizofrenia.
DOPAMINA
Receptores-
Substância Chave
Receptor Tipo Localização Agonistas/
química
Antagonistas

Aminas
Drogas
antipsicóticas
DOPAMINA DOPAMINA –antagonistas
(DA) (D) RAPG SNC
Bromocriptina
-agonista
TIROSINA

Vesículas com L-DOPA


neurotransmissor
dopamina
DOPAMINA

Sinapse

Receptor de
dopamina
Célula-alvo
A mensagem é transmitida
Núcleo da célula
Neurotransmissores Sinapse
Receptores
Segundo - mensageiro
Proteínas kinases
Fosforilação de proteínas
Célula-alvo
Núcleo da
célula

Canais iônicos fosforilados


DOPAMINA

Receptor de
dopamina
ENDORFINA

Bomba de
recaptação Receptor
opióide
DOPAMINA

Receptor de
dopamina
DOPAMINA Receptor de
dopamina

Proteína G

AMPc
NORADRENALINA
Classe Local de
Neurotransmissor Comentários
Funcional Secreção
NORADRENALINA -Excitatório ou -SNC: tronco -Retomada
inibitório cerebral (locus sináptica inibida
dependendo do cerúleos); pelos
antidepressivos
receptor sistema límbico
tricíclicos e
e algumas áreas cocaína;
do córtex
-Ação cerebral;
-Níveis reduzidos
pela reserpina
indireta via (droga
segundo -SNP: principal antihipertensiva)
mensageiro neurotransmissor -Liberação
pós ganglionar aumentada pelas
do simpático anfetaminas;
NORADRENALINA

“Principal local de
produção no SNC”
RECEPTORES ADRENÉRGICOS
(NORADRENALINA)

2 variedades:
Alfa (α) e Beta (β), trabalham através
de diferentes vias de segundos
mensageiros
Receptores-
Substância Chave
Receptor Tipo Localização Agonistas/
química
Antagonistas

Aminas

Músculos liso e Alfa –


cardíaco, Prazosina
Noradrenalina Adrenérgico
(NA) (α e β) RAPG glândulas
endócrinas e
exócrinas, SNC Beta -
Propranolol
Noradrenalina
Terminal nervoso

Monoaminas
degradadas

Mitocôndria

Transportador de
recaptação de
Fenda noradrenalina
sináptica Receptor de
noradrenalina

Membrana pós-sináptica
NEUROTRANSMISSORES
7 Classes de acordo com a sua estrutura

3) Aminas: serotonina secretada a partir do


triptofano e a histamina secretada a partir da
histadina – neurotransmissores do SNC

4) Aminoácidos: glutamato, aspartato


(excitatórios) e ácido gama aminobutírico
(GABA) e glicina (inibitórios) - SNC
TRIPTOFANO

Triptofano hidroxilase (TH)

5-HIDROXITRIPTOFANO (5-HTTP)

5-HTP descarboxilase

SEROTONINA- 5HT (5-HIDROXITRIPTAMINA)


SEROTONINA
Neurotransmissor Classe Comentários
Local de
Funcional
Secreção
SEROTONINA -Principalmente -Tronco cerebral -Atividade
inibitória; principalmente no bloqueada pelo
núcleo da rafe; LSD;
hipotálamo; -Papel importante
-Ação indireta sistema límbico; no:
via segundo cerebelo;glândula -Sono;
mensageiro; pineal; medula
-Apetite;
espinal.
-Náusea;
-Ação direta nos -Enxaqueca;
receptores 5- -Humor – drogas
HT3. que bloqueiam sua
re-captação aliviam
a ansiedade e
depressão.
SEROTONINA

“Principal local de
produção no SNC”
Serotonina
na fenda
sináptica

SEROTONINA
(5-HIDROXITRIPTAMINA)
SEROTONINA
Receptores-
Substância Chave
Receptor Tipo Localização Agonistas/
química
Antagonistas

Aminas
Sumatriptan
SEROTONINA Serotonérgico RCI –agonista
(5-hidroxi- (Na+, k+)
(5-HT) SNC
triptamina, 5-HT) LSD –
RAPG
antagonista
Ergotrófico Ansiedade Trofatrófico
Irritabilidade
Vigilância
Função cognitiva Impulso
Humor
Emoção

Apetite
Sexo
Motivação Agressão

Prazer
Movimentação
HISTAMINA
Receptores-
Substância Chave
Receptor Tipo Localização Agonistas/
química
Antagonistas

Aminas
Ranitidina
(Zantac®),
HISTAMINA
HISTAMINA (H)
RAPG SNC cimetidina
(Tagamet®) –
antagonistas
Aminoácidos:
GLUTAMATO
- Glutamato
- Glicina Ácido glutâmico
- GABA descarboxilase

GABA (ácido gama


amino-butírico)
GABA
Neurotransmissor Comentários
Classe Local de
Funcional Secreção
-Geralmente -SNC: -Principal
GABA inibitório hipotálamo; mediador
células de inibitório no
cérebro;
Purkinje no
cerebelo; -Sinapses
-Ação direta inibitórias
medula espinal,
axoaxônicas;
bulbo olfatório;
-Efeito inibitório
retina
aumentado pelo
álcool;
-Substâncias que
bloqueiam suas
sinapses são
convulsivantes
GABA
Substância
Receptor Tipo Localização
química

Aminoácidos Glutaminérgico

GABA RCI (Cl-)


(ácido γ-amino- GABA SNC
butírico) RAPG
Glutamato
Ácido glutâmico
descarboxilase
Transportador
vesicular de
GABA

Transportador
de membrana
de GABA

Receptor Receptor
inibitório de excitatório de
GABA GABA
Fenda sináptica

GABA Subunidade gama

Sítio de ligação para GABA

Membrana
pós-sináptica
Citoplasma
Neurotransmissor Comentários
Classe Local de
Funcional Secreção
GLUTAMATO -Geralmente -SNC: medula -É o
excitatório; espinal; larga neurotransmissor
área do cérebro do AVC, está
onde representa o relacionado ao
-Ação direta
principal efeito dominó que
mediador aumenta o dano
excitatório. cerebral.

-A estricnina
bloqueia
receptores da
glicina
-Geralmente
provocando
inibitória -SNC: medula convulsões
espinal e incontroláveis c/
GLICINA -Ação direta prejuízo à
-Retina mecânica
respiratória
GLICINA
Substância
Receptor Tipo Localização
química

Aminoácidos Glutaminérgico

GLICINA GLICINA RCI (Cl-) SNC


GLUTAMATO
AVC

Potencialização
do efeito
isquêmico
GLUTAMATO
Principal neurotransmissor excitatório do
SNC e também atua como neuromodulador

Ação na sinapse depende de qual dos dois


tipos de receptores ocorre na célula
RECEPTORES GLUTAMINÉRGICOS
(GLUTAMATO)

2 tipos de receptores:
NMDA= são denominados pelo agonista do
glutamato N-metil-D-aspartato

APAM= denominados pelo seu agonista


ácido propriônico α-amino-3-hidroxi-5-
metil-4-isoxazole
Substância
Receptor Tipo Localização
química

Aminoácidos Glutaminérgico

RCI
Glutamato APAM
(Na+, K+)
SNC

RCI
NMDA (Na+, K+, SNC
Ca+2)
Axônio
Liberação pré-sináptico
aumentada do
neurotransmissor
Glutamato

Glutamato Despolarização ejeta


é liberado
Mg+2 e abre os canais
Glutamato liga-se
aos receptores

Receptor
APAM
Receptor
NMDA
Na+ entra e
despolariza a célula Ca+2 entra e ativa as vias
de segundo mensageiro
Célula torna-se
mais sensível ao Célula
glutamato pós-sináptica
ENDORFINAS E ENCEFALINAS
Neurotransmissor Comentários
Classe Local de
Funcional Secreção
ENDORFINAS, -Geralmente SNC:largamente -É o opióide
ENCEFALINAS inibitórios distribuídos no natural;
cérebro; -Promove bem
-Ação indireta hipotálamo e estar / euforia
via segundos sistema límbico; -Inibe a dor por
mensageiros. hipófise e inibição da
medula espinal.
substância P;
-Efeito
mimetizado pela
morfina,
heroína,
metadona e
análogos.
NEUROTRANSMISSORES
7 Classes de acordo com a sua estrutura

5) Polipetídeos: substância P (vias de dor),


peptídeos opióides (encefalinas e
endorfinas) que medeiam a analgesia, CCK,
vasopressina e peptídeo atrial natriurético

6) Purinas: AMP e ATP – ligam-se a


receptores purinérgicos no SNC e em outros
tecidos excitáveis como o coração
ADENOSINA
Substância
Receptor Tipo Localização
química

Purinas

ADENOSINA Purina (p) RAPG SNC


NEUROTRANSMISSORES
7 Classes de acordo com a sua estrutura

7) Gases: óxido nítrico (ON) sintetizado a


partir do oxigênio e arginina – difunde-se
livremente e monóxido de carbono (CO)
CANABINÓIDES
CANABINÓIDES
Neurotransmissor Comentários
Classe Local de
Funcional Secreção

CANABINÓIDES -Geralmente - SNC: - Forte efeito


inibitórios estruturas sobre apetite,
mesolímbicas e anti-emético,
aumenta
-Ação direta tronco
palatabilidade dos
sobre os encefálico alimentos.
receptores -Aumenta níveis
canabinóides dopaminérgicos
CB1 e CB2 em estruturas
mesolímbicas.
Fenda
sináptica
Ergotrófico Ansiedade Trofatrófico
Irritabilidade
Vigilância
Função cognitiva Impulso
Humor
Emoção

Apetite
Sexo
Motivação Agressão

Prazer
Movimentação
Proveniente da dieta Tirosina
AMPT (α-metil-p-tirosina)
pode bloquear esta reação
DOPA pode aumentar DOPA
o suprimento
DOPAMINA
(DA) Certos antidepressivos
Reserpina pode bloqueiam esta reação
causar liberação
das vesículas
Anfetamina
aumenta liberação
Cocaína bloqueia a
Típicas drogas Liberação Recaptação recaptação. Também
antipsicóticas, como o Receptor de dopamina metilfenidato e
haloperidol bloqueia o antidepressivos
receptor Neurônio pós-sináptico tricíclicos, mas com menor
intensidade
ESPERANÇA: é vontade
de vencer todos os
obstáculos e conquistar
nossos objetivos.
OBRIGADO!!!

E-mail: jonatop@gmail.com

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