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DESNUTRIÇÃO

HOSPITALAR
X
DIAGNÓSTICO
NUTRICIONAL
BÁRBARA SARAIVA
GABRIELA NICÁSSIA
RAYSSA OLIVEIRA
Ingestão
insuficiente
A definição de
desnutrição continua a
Absorção ou ser um assunto de
Desnutrição perda de debate, com várias
nutrientes sociedades profissionais
propondo diferentes
critérios
Doença ou
trauma

CORREIA, Maria Isabel T.D; PERMAN B, Mario Ignacio; WAITZBERG, Dan Linetzky. Hospital malnutrition in Latin America: A systematic review. Clinical Nutrition 36 (2017) 958-
A maioria dos estudos no Brasil relatou uma prevalência de desnutrição em mais de 40% dos pacientes

Em um estudo com 1.688 pacientes hospitalizados no Brasil mostrou que a prevalência de desnutrição aumentou com o aumento do
tempo de internação.
● A desnutrição aumentou de 40,2% no momento da admissão para 55,2% no dia 7 e 64,6% no dia 14.

● Sepse
● Pneumonia
● PCR
Risco aumentado ● Insuficiência respiratória Pacientes críticos 2X mais chance de
● Úlceras de pressão reinternação na UTI
● Aumento do tempo de internação
● Morte durante a internação

CORREIA, Maria Isabel T.D; PERMAN B, Mario Ignacio; WAITZBERG, Dan Linetzky. Hospital malnutrition in Latin America: A systematic review. Clinical Nutrition 36 (2017) 958-
DESNUTRIÇÃO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS
A desnutrição é um ponto crítico para pacientes hospitalizados e tem sido associada ao aumento da
morbidade e da mortalidade.

Infecções

Aumento do Aumento das


Desnutrição
tempo de taxas de
hospitalar
internação mortalidade

Aumenta os
custos da
reabilitação
do paciente

WAITZBERG, Dan L.; CAIAFFA, Waleska T.; CORREIA, M. Isabel TD. Hospital malnutrition: the Brazilian national survey (IBRANUTRI): a study of 4000 patients. Nutrition, v. 17, n. 7-8, p. 573-580, 2001.
DESNUTRIÇÃO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS

• A taxa de desnutrição varia entre 20% e 50% em adultos hospitalizados, sendo de 40% a
60% no momento da admissão do paciente, isso em países latino-americanos.

• Durante a hospitalização, pacientes idosos, críticos ou cirúrgicos apresentam maior risco de


desnutrição.

TOLEDO, Diogo Oliveira et al. Campanha “Diga não à desnutrição”: 11 passos importantes para combater a desnutrição hospitalar. CEP, v. 5652, p. 900, 2018.
DESNUTRIÇÃO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS

IBRANUTRI

• A prevalência de desnutrição determinada pela ASG foi de 48,1% em 4000 pacientes.


Desnutrição grave foi diagnosticada em 12,6% e moderada em 35,5%.

• Pacientes bem nutridos permaneceram hospitalizados por uma média de 12,9 ± 38 d


(mediana 6 d), pacientes moderadamente desnutridos permaneceram hospitalizados por uma
média de 23,3 ± 73,3 d (mediana 9 d) e pacientes gravemente desnutridos por uma média de
30 ± 62,9 d (mediana, 13 d; P < 0,05).

WAITZBERG, Dan L.; CAIAFFA, Waleska T.; CORREIA, M. Isabel TD. Hospital malnutrition: the Brazilian national survey (IBRANUTRI): a study of 4000 patients. Nutrition, v. 17, n. 7-8, p. 573-580, 2001.
DEFINIÇÃO DE DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
“Identificação e determinação do estado nutricional do cliente ou paciente, elaborado com base
em dados clínicos, bioquímicos, antropométricos e dietéticos, obtidos quando da avaliação
nutricional e durante o acompanhamento individualizado.”

Resolução CFN 380/2005

Pode ser organizado em:


• história nutricional global
Os diagnósticos de nutrição, em conjunto
com a etiologia e os indicadores • história alimentar
nutricionais identificados, direcionam o • exame físico nutricional
planejamento e o monitoramento das
intervenções. • antropometria/composição corporal
• exames bioquímicos

FIDELIX, M. S. P. Manual orientativo: sistematização do cuidado de nutrição. São Paulo: Asbran; 2014.
GLIM
Grupo da Global Leadership Initiative on Malnutrition (GLIM)

• Se baseia em um desses fatores: perda de peso significativa, baixo valor de IMC, baixa
quantidade de massa muscular, redução de ingestão alimentar.

MÉTODO
NÃO
VALIDADO

JENSEN, Gordon L. et al. GLIM criteria for the diagnosis of malnutrition: a consensus report from the global clinical nutrition community. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition, v. 43, n. 1, p. 32-40, 2019.
FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DA ETIOLOGIA E GRAU DE
DESNUTRIÇÃO

FORÇA DO
APERTO DE
MÃO

MALONE, Ainsley; HAMILTON, Cynthia. The Academy of Nutrition and Dietetics/the American Society for Parenteral and Enteral Nutrition consensus malnutrition characteristics: application in practice. Nutrition
in Clinical Practice, v. 28, n. 6, p. 639-650, 2013.
ASG
• É um método que avalia o estado nutricional a partir da combinação de fatores como perda de
peso, alterações na ingestão alimentar, sintomas gastrintestinais, alterações funcionais e
exame físico do paciente.
• De uma maneira subjetiva, de acordo com as alterações nestes parâmetros, o paciente será
classificado como bem nutrido, com desnutrição suspeita ou moderada, ou gravemente
desnutrido.
• Diferente dos demais métodos de avaliação nutricional utilizados na prática clínica, ela engloba
não apenas alterações da composição corporal, mas também alterações funcionais do paciente.

Baker JP, Detsky AS, Wesson DE, Wolman SL, Stewart S, Whitewell J, Langer B, Jeejeebhoy KN. Nutritional assessment: a comparison of clinical judgment and objective measurements. N Engl J Med 1982;306:967-72
Detsky AS, Baker JP, O’Rourke K, Johnston N, Whitwell J, Mendelson RA, Jeejeebhoy KN. Predicting nutrition-associated complications for patients undergoing gastrointestinal surgery. JPEN J. Parenter Enteral Nutr 1987;11:440-6.
Detsky AS, McLaughlin JR, Baker JP, Johnston N, Whittaker S, Mendelson RA, Jeejeebhoy KN. What is subjective global assessment of nutritional status? JPEN J Parenter Enteral Nutr 1987;11:8-13.
ASG
PADRONIZAÇÃO DO DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL

• A falta de padronização dos diagnósticos em nutrição é um grande problema, pois gera


dificuldades de comunicação e desafios na demonstração e compreensão dos resultados das
intervenções.

• Facilita a comunicação entre os profissionais;


• Documentação em linguagem padronizada para
toda a equipe;
PADRONIZAÇÃO • Melhora a qualidade do atendimento
nutricional;
• Estreita as condutas da equipe de nutrição.

MARTINS, Cristina. Diagnósticos em nutrição: fundamentos e implementação da padronização internacional. Porto Alegre : Artmed, 2016.
PROPOSTA DE PADRONIZAÇÃO
IMC PACIENTE ASG

ASG
Eutrófico Leve

Sobrepeso BEM NUTRIDO DESNUTRIDO Moderado

Obeso(grau I, IDOSO
Grave
II ou III)
PROPOSTA DE PADRONIZAÇÃO
Bem Nutrido Desnutrido Leve Desnutrido Moderado Desnutrido Grave

Perda de peso de 5 a 10%/6 Perda de peso > 10%/6


Sem perda de peso Perda de peso significativa,
meses ou meses ou > 7%/3 meses ou
Alteração de Peso significativa ou mas com ganho de peso no
7%/3 meses ou > 5%/1 mês ou > 2%/1
não intencional último mês
5%/1 mês ou 2%/1 semana semana
COMBINAÇÃO DA

Redução moderada da
MAIORIA

ingestão sem melhora


Redução do consumo via Redução grave da ingestão,
Mudanças na ingestão Alimentação oral sem aparente, mudança na
oral recente, mas em jejum ou ingestão somente
alimentar alteração. consistência,
melhora de líquidos hipocalóricos
Dieta pastosa ou liquida
hipocalóricas
Sinais presentes,
Sintomas Assintomático no curto Sintomas persistentes
Assintomático persistentes mas
gastrointestinais prazo (< 2 semanas) graves
moderados
DETERMINANTES

Doenças e sua Atividade restrita devido a


Sem limitações Mobilidade restabelecida Acamado
CRITÉRIOS
ISOLADOS

capacidade funcional fadiga, mobilidade reduzida

Doença e relação com Impacto moderado nas Impacto severo


Sem impacto nas
necessidades Impacto Leve necessidades, inflamação Inflamação aguda
necessidades
nutricionais leve ou crônica importante

Sem perdas de massa Perda grave de massa


Perda leve de massa Perda moderada de massa
Exame físico muscular e gordura muscular ou de força
muscular ou força muscular muscular ou força muscular
subcutânea muscular
ALBUMINA - MARCADOR NUTRICIONAL

• Importante marcador nutricional, sendo um dos parâmetros bioquímicos mais utilizados para
auxiliar no diagnóstico nutricional dos pacientes.

• Também funciona como marcador ativo de fase aguda - sua produção diminui no aumento da
produção de marcadores inflamatórios como a PCR.

• No entanto sofre influência de diversos fatores, como estresse metabólico, hidratação


corporal, infecções e traumas.

DEVE SER
AVALIADA
CRITERIOSAMEN
TE

BHARADWAJ, Shishira ET AL. Malnutrition: laboratory markers vs nutritional assessment. Gastroenterology Report. 2016; 4(4); 272-80.
RELEMBRANDO O EXAME FÍSICO
SEM
PERDA
LEVE/
PERDA EXCESSO
GORDURA CORPORAL PERDA MODERADA
GRAVE
RELEMBRANDO O EXAME FÍSICO
MASSA MUSCULAR PERDA LEVE/
SEM PERDA MODERADA PERDA GRAVE

PERDA
RELEMBRANDO O EXAME FÍSICO
PERDA GRAVE
MASSA MUSCULAR

PERDA
SEM PERDA LEVE/ PERDA
PERDA GRAVE MODERAD GRAVE
A
IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO
• Evolução ou não do paciente;
• Validação da conduta.

PROPOSTA
PREENCHIMENTO DA TELA DE AVALIAÇÃO
NUTRICIONAL DE TODOS +
MEDIÇÃO DE CB + CP
DISCUTINDO A ESTIMATIVA DE PESO
Equação de Estimativa de Peso FÓRMULAS
DESENVOLVIDAS COM
MEDIDAS DO LADO
Equação Chumlea, 1988
Sexo feminino Sexo Masculino ESQUERDO
Negro Negro
19-59 anos= (AJ X 1,24) + (CB X 2,97) –82,48 19-59 anos= (AJ X 1,09) + (CB X 3,14) –83,72
60-80 anos= (AJ X 1,50) + (CB X 2,58) –84,22 60-80 anos= (AJ X 0,44) + (CB X 2,86) –39,21
Branco Branco
19-59 anos= (AJ X 1,01) + (CB X 2,81) –66,04 19-59 anos= (AJ X 1,19) + (CB X 3,14) –86,82
60-80 anos= (AJ X 1,09) + (CB X 2,68) –65,51 60-80 anos= (AJ X 1,10) + (CB X 3,07) –75,81

Equação Chumlea, 1988


Idosos > 65 anos
Sexo Feminino: (CB X 1,63) + (CP x 1,43) - 37,46
Sexo Masculino = (CB X 2,31) + (CP x 1,50) - 50,10

HENZ, Laura. Avaliação da aplicabilidade de fórmulas preditivas de peso e estatura: uma revisão narrativa. 2016.
DISCUTINDO A ESTIMATIVA DE PESO
Peso Ideal

IMC Ideal

Adultos (18 a 59 anos) Idosos (> 60 anos)

IMC Mínimo: 18,5 Kg/m² IMC Mínimo: 22 Kg/m²

IMC Médio: 21,7 Kg/m² IMC Médio: 25 Kg/m²

IMC Máximo: 24,9 Kg/m² IMC Máximo: 27 Kg/m²

POP_HMDCC_NUT_003 - AVALIAÇÃO NUTRICIONAL


DISCUTINDO A ESTIMATIVA DE PESO
Avaliação de Peso pela experiência

É POSSÍVEL TREINAR O OLHAR, MAS CADA UM OLHA DE UM JEITO!!!


RELEMBRANDO A ESTIMATIVA DE PESO
Estimativa de Peso

1 2 3 4 5
Peso Peso Peso Peso estimado Peso estimado
aferido Referido estimado pelo IMC em conjunto
Chumlea et Teórico
Lembrar de al 1988
descontar a
amputação e edema

IMPORTÂNCIA DE REGISTRAR NO PRONTUÁRIO COMO FOI ESTIMADO


PROPOSTA NA HORA DA
EVOLUÇÃO

Lembrar de apontar se
foi descontada a
amputação (indicar %) e
edema (indicar Kg)
PROPOSTA DA NOVA PLANILHA DE ACOMPANHAMENTO

ATUALIZAÇÃO DE
BANCO DE
DADOS ÚNICO
DIA 5 DO
PRÓXIMO MÊS
ACORDOS DA REUNIÃO
• Padronização da ferramenta de diagnóstico de desnutrição: ASG conforme slide 13 e 14;
• Padronização da nomenclatura dos diagnósticos: Desnutrido grave, Desnutrido moderado, Desnutrido leve,
Eutrófico, Sobrepeso, Obeso, Obeso grau I, Obeso grau II e Obeso grau III;
• Padronização da classificação do IMC de idoso da OPAS conforme POP de avaliação nutricional;
• Preenchimento da aba “avaliação nutricional” no tasy para todos os pacientes mesmo não estando em risco
nutricional;
• Aferição de CB e CP de todos os pacientes, mesmo aqueles com peso aferido;
• Uso do lado esquerdo para aferição das medidas, em caso de não poder sinalizar na evolução o lado utilizado;
• Uso de fórmula de estimativa de peso do Chumlea como uma das formas de estimativa de peso;
• Sinalização na evolução no campo de “peso ajustado” da % de desconto do peso utilizado para amputados e
de kg para edema.
• Sinalização na evolução no campo de “( ) Estimado” do método utilizado para a estimativa
• Preenchimento do peso ideal mínimo, médio e máximo para todos os paciente de acordo com o IMC mínimo,
médio e máximo para uso da fisioterapia
• Uso da nova planilha de acompanhamento, com atualização de planilha única alocada no email da nutrição no
5º dia útil do mês subsequente, podendo apagar os registros de cada planilha pessoal. Se houver modificação
nos campos da planilha atentar para sempre copiar para o banco os campos PADRÃO.
ESCALA DA FORÇA MUSCULAR

É UMA ESCALA DA FISIO E POR ISSO ELES QUE SÃO TREINADOS PARA
FAZER! MAS PELO QUE A THAYS DISSE DEVE SER ESSA!
Referências
BAKER JP, Detsky AS, Wesson DE, Wolman SL, Stewart S, Whitewell J, Langer B, Jeejeebhoy KN. Nutritional assessment: a comparison of clinical judgment and
objective measurements. N Engl J Med 1982;306:967-72.

BHARADWAJ, Shishira ET AL. Malnutrition: laboratory markers vs nutritional assessment. Gastroenterology Report. 2016; 4(4); 272-80.

HENZ, Laura. Avaliação da aplicabilidade de fórmulas preditivas de peso e estatura: uma revisão narrativa. 2016.

DETSKY AS, Baker JP, O’Rourke K, Johnston N, Whitwell J, Mendelson RA, Jeejeebhoy KN. Predicting nutrition-associated complications for patients undergoing
gastrointestinal surgery. JPEN J. Parenter Enteral Nutr 1987;11:440-6.

DETSKYAS, McLaughlin JR, Baker JP, Johnston N, Whittaker S, Mendelson RA, Jeejeebhoy KN. What is subjective global assessment of nutritional status? JPEN J
Parenter Enteral Nutr 1987;11:8-13.

FIDELIX, M. S. P. Manual orientativo: sistematização do cuidado de nutrição. São Paulo: Asbran; 2014.

JENSEN, Gordon L. et al. GLIM criteria for the diagnosis of malnutrition: a consensus report from the global clinical nutrition community. Journal of Parenteral and
Enteral Nutrition, v. 43, n. 1, p. 32-40, 2019.

MALONE, Ainsley; HAMILTON, Cynthia. The Academy of Nutrition and Dietetics/the American Society for Parenteral and Enteral Nutrition consensus malnutrition
characteristics: application in practice. Nutrition in Clinical Practice, v. 28, n. 6, p. 639-650, 2013.

MARTINS, Cristina. Diagnósticos em nutrição: fundamentos e implementação da padronização internacional. Porto Alegre : Artmed, 2016.

TOLEDO, Diogo Oliveira et al. Campanha “Diga não à desnutrição”: 11 passos importantes para combater a desnutrição hospitalar. CEP, v. 5652, p. 900, 2018.

WAITZBERG, Dan L.; CAIAFFA, Waleska T.; CORREIA, M. Isabel TD. Hospital malnutrition: the Brazilian national survey (IBRANUTRI): a study of 4000
patients. Nutrition, v. 17, n. 7-8, p. 573-580, 2001.

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