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AMORTECIMENTO DE POÇOS

Amortecer um poço significa criar uma barreira hidráulica no


interior do mesmo, impedindo a surgência de quaisquer
fluidos da formação, através da colocação, dentro do poço,
de um fluido de peso específico suficiente para gerar um
diferencial de pressão poço X formação positivo, também
chamado “overbalance”.

Normalmente, o amortecimento é feito com um overbalance


de 200 psi em poços de óleo e de 400 psi em poços de gás.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

Notar que, para o poço estar amortecido, o essencial é que a


pressão hidrostática do fluido de completação suplante a
pressão da formação, não sendo necessário (na verdade, é
até indesejável) que a formação absorva qualquer quantidade
deste fluido. Um bom amortecimento é aquele que minimiza
o volume de fluido perdido para a formação.

Existem basicamente três formas de se amortecer um poço,


e existe também a possibilidade de se trabalhar com o poço
sem amortecê-lo. Neste último caso, também podemos dizer
que há um amortecimento natural do poço.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

AMORTECIMENTO POR CIRCULAÇÃO

Neste tipo de amortecimento, é necessário que haja um


ponto de comunicação entre a coluna e o anular, por onde se
dê a circulação do fluido de completação. Normalmente, em
poços equipados com gás lift, a própria válvula de gás lift
permite esta circulação. Para outros poços, pode-se utilizar
uma sliding sleeve previamente instalada, ou mesmo um TSR
desencamisado. Em casos extremos, pode-se perfurar a
coluna, com arame ou cabo elétrico.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

O amortecimento pode se dar por circulação direta ou


reversa, embora, na grande maioria dos casos, utiliza-se a
circulação reversa.

Isto porque, estando a coluna previamente preenchida com


petróleo e gás, e o anular apenas com gás, as paredes do
interior da coluna já se encontram impregnadas com o
petróleo, o que não ocorre com suas paredes exteriores, bem
como com as paredes internas do revestimento.

Como, para haver uma perfeita remoção do óleo “agarrado”


nas paredes, é necessária uma ação mecânica do fluxo de
fluido de completação, a circulação reversa oferece duas
vantagens:
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

Não suja as paredes que originariamente se encontravam


limpas;

Oferece muito maior eficiência de limpeza nas paredes


internas da coluna, visto que, para uma mesma vazão, a
velocidade no interior da coluna é muito maior que no espaço
anular, dada a sua diferença de áreas.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

Havendo a possibilidade de se instalar um obturador na


cauda de produção (normalmente, uma standing valve
assentada no nipple R ou no perfil de assentamento do
mandril do TSR), o amortecimento por circulação reversa
torna-se não só possível, como também o método mais
indicado para se amortecer o poço.
Em caso negativo, normalmente devido a incrustações na
coluna, amassamento de tubo ou impossibilidade de abertura
total das válvulas acima do ponto do assentamento (DHSV ou
ANC), o amortecimento por circulação só é possível se a
formação tiver uma pressão estática compatível com a
pressão hidrostática do fluido de completação (caso em que
haverá, durante o processo, uma pequena perda para a
formação) ou se for efetuado um combate à perda.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

AMORTECIMENTO POR INJEÇÃO DIRETA

No amortecimento por injeção direta, também chamado de


recalque ou “bullheading”, o fluido de completação é
bombeado, a alta vazão, pela coluna de produção,
deslocando os fluidos produzidos, que são reinjetados na
formação.

Normalmente, este método só é aplicado quando não há a


possibilidade de se fazer o amortecimento por circulação,
uma vez que é muito mais agressivo à formação produtora.
Lembrar que a formação produtora é o bem mais importante
em um campo de petróleo, mais que a sonda e até que o
próprio poço, portanto, todos esforços sempre devem ser
dispendidos no sentido de preservá-la.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

O amortecimento por injeção direta tem algumas sérias


desvantagens:
-Devido ao fato de ser mais pesado que o óleo/gás que estão
na coluna, ocorre uma segregação gravitacional durante o
recalque, a despeito do regime de fluxo obtido (precisa ser
fluxo tampão, para minimizar esta segregação). Assim, uma
parte do gás pode conseguir cortar o fluido, e, portanto,
mesmo que o poço seja amortecido (Phid > Pest), é comum
existir um gás remanescente na coluna.
Para minimizar o problema de corte, normalmente
costuma-se recalcar um voluma de 1,2 a 1,5 vezes o volume
da coluna. Assim sendo, sempre ocorre a injeção de uma
parcela do fluido de amortecimento na formação produtora, o
que pode acarretar um dano a esta formação.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

AMORTECIMENTO POR SEGREGAÇÃO GRAVITACIONAL

Este método é empregado, quase que exclusivamente, em


poços equipados com BCS e com cauda selante. No caso
dos poços do ATP-N equipados com BCS, já não tem muita
aplicação, visto que são poços depletados e, portanto, não
sofrem amortecimento quando em intervenção. Além do que,
não são equipados com cauda selante.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

No caso dos poços equipados com BCS e cauda selante,


normalmente o BCS não vai até o fundo do poço, visto que,
devido a seu diâmetro, normalmente ficam posicionados
acima do liner.

Assim sendo, está inviabilizado o amortecimento por


circulação reversa, visto que há um “gap” muito grande entre
o fundo do poço e o ponto de circulação na coluna
(normalmente, um MGL com VGL cega logo acima do BCS).
Como o BCS não permite que se efetue a pescaria da STV
assentada na cauda selante (na verdade, nem há
continuidade entre a coluna e a cauda), torna-se inviável o
amortecimento por injeção direta.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

A solução é o amortecimento por segregação gravitacional.


Este método nada mais é que uma circulação reversa,
porém, a uma grande distância do fundo do poço. Faz-se a
circulação abaixa vazão. Parte do fluido que sai do anular e
entra na coluna, sobe, circulando normalmente. Outra parte
deste fluido, porém, acaba cortando o óleo que está sob ela,
por ser mais pesada, e fazendo com que este óleo suba até a
superfície.

Embora este método seja eficiente, pois remove todo o óleo


que existe dentro do poço, o tempo dispendido para o
amortecimento é muitas vezes maior que a circulação reversa
pura e simples.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

AMORTECIMENTO NATURAL

Poços excessivamente depletados não podem ser


amortecidos e mantidos cheios, sem que haja um combate a
perda. Na maioria das vezes, este combate a perda é
danosa à formação. Quando não, ainda assim é muito caro,
pois o barril de BR-carb, utilizado para este combate, custa
em média 80 dólares/barril. Portanto, sempre que possível, o
combate a perda deve ser evitado.

Quando, durante a intervenção, não há previsão de se fazer a


circulação de fluido no poço (por exemplo, para limpeza de
areia do fundo do poço), o mais vantajoso é não amortecê-lo,
e trabalhar com o mesmo em seu nível estático.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

O amortecimento natural, portanto, se dá quando o próprio


fluido produzido pela formação é capaz de gerar uma pressão
hidrostática maior que a pressão da formação. Lógico que,
neste caso, não há como a pressão hidrostática ser maior,
pois, quando se igualarem, o nível do poço estabilizará, enm
subindo e nem descendo.

No entanto, haverá uma pressão hidrostática igual à pressão


da formação, e ainda haverá uma parte do poço que
permanecerá vazia. Assim, qualquer que for o ganho de
fluido do poço, o seu nível subiria e a pressão hidrostática,
então, suplantaria a pressão da formação e retornariam ao
nível de equilíbrio.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

O amortecimento natural só é recomendável para poços com


baixa RGO (até 300 Nm3/m3). Se o nível estático for muito
alto (acima de 100 m), deve-se utilizar um aparelho para
monitoramento deste nível, durante as manobras de retirada
de ferro do poço.

Este aparelho se chama SONOLOG, e funciona através da


emissão de pulsos sonoros no espaço anular do poço. Estes
pulsos viajam até a interface gás/líquido, onde uma parte é
refletida (eco) e captada novamente na superfície.
43. AMORTECIMENTO DE POÇOS

Conhecendo-se a velocidade de propagação do som no meio


(pode ser ar ou gás natural), e medindo-se o tempo gasto
para o pulso ir e voltar até a interface, pode-se, com uma
simples conta de multiplicação, encontrar a profundidade do
nível estático.

Para manobras de descida de coluna, não há necessidade de


utilização do Sonolog, visto que, nesta situação, o nível vai
estar sempre subindo, a cada seção imersa no fluido e,
portanto, a formação vai estar sempre absorvendo e nunca
produzindo.
44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

Como visto, a grande maioria dos poços do ATP-N se trata


de poços antigos e com grandes volumes produzidos, o que
faz com sejam excessivamente depletados.

Assim sendo, torna-se impossível amortecê-los e mantê-los


cheios até a superfície, pois a pressão hidrostática do fluido
de amortecimento, por mais leve que seja, suplanta em muito
a pressão da formação.
44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

CAMPO DATUM PEST


(m) (kgf/cm2)

Namorado -3000 200

Cherne -3050 180

Bagre -3050 130


44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

Considerando-se um poço amortecido com água pura, cujo


gradiente é de 0,1 (kgf/cm2)/m, podemos ver que, a -3000 m,
a pressão hidrostática é de 300 kgf/cm2, o que faz com que o
nível estático destes poços varie de -1000 a -1700 m.

Vê-se portanto, que em todas intervenções onde houver


necessidade de fazer circulação, normalmente para limpeza
de areia do fundo do poço, torna-se imperioso que se faça
um combate à perda, de modo a permitir o completo
enchimento do poço.
44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

O ATP-N/IP utiliza o fluido BR-carb para fazer o combate à


perda para a formação. Este, na verdade, é um fluido de
perfuração, do tipo “drill in fluid”, cujas características serão
mostradas no próximo capítulo.

O combate à perda é feito bombeando-se o BR-carb para o


poço. Por ser um fluido de perfuração, isto é, uma
suspensão de sólidos em um líquido, à medida em que a
formação vai absorvendo a parte líquida, vai também filtrando
a parte sólida, que forma um reboco impermeável.
44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

Fazendo uma analogia um pouco grosseira, é como coar


café. O líquido passa e a parte sólida (o pó), fica retido no
coador, formando um reboco que, ao atingir determinada
espessura, chega a parar a filtração, sendo necessário
removê-lo com uma colher para prosseguir a filtração.

Após a formação do reboco impermeável, a perda se


extingue, ou abaixa para níveis baixíssimos, e é então
possível encher o poço.
44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

Atentar que, pelo fato de serem todos poços bastante


antigos, e que, ao longo de toda a sua vida produtiva já
produziram um volume razoável de areia, existem espaços
vazios por trás do revestimento, que precisam ser
preenchidos antes de se iniciar a formação do reboco.

O volume gasto para tal é da ordem de 200 a 300 bbl, sendo


que, em alguns casos, costuma-se “engrossar” o BR-carb
com calcita média ou mesmo grossa, para acelerar este
processo de enchimento dos grandes vazios.
44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

No final da intervenção, antes de se equipar o poço, o BR-


carb deve ser removido, pois, por ser uma suspensão de
sólidos, sempre ocorre uma decantação de parte destes
sólidos no fundo do poço, quando se passa um tempo sem
efetuar circulação.

Este fenômeno é completamente incompatível com os


equipamentos de completação, já que impossibilita abertura
de válvulas, encamisamento de mandris, e causa prisão de
ferramentas, por atrito com as paredes das mesmas e do
poço.
44. COMBATE À PERDA PARA A FORMAÇÃO

Portanto, o BR-carb que está dentro do poço é substituído


por fluido de completação.

A parte que penetrou nos canhoneados (o reboco), contudo,


aí permanece.

A sua retirada é facilmente feita quando se dá um draw-down


no poço, pois, nesta hora, o diferencial de pressão poço X
formação inverte, passando a ser formação X poço, e
empurrando o reboco para dentro do poço e daí para a
superfície.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

Fluido de completação é, por definição, uma solução salina


isenta de sólidos. Esta a grande diferença entre o fluido de
completação e o fluido de perfuração, que é uma suspensão
de sólidos em líquidos.

A ausência de sólidos se deve ao fato de que estes causam


dano à formação. Assim, durante a perfuração do poço, a
rocha nas imediações do poço fica danificada, e sua
permeabilidade bastante reduzida.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

Após a descida e cimentação do revestimento, o fluido de


perfuração deve ser substituído por fluido de completação,
antes de ser efetuado o canhoneio. O canhoneio deve então
perfurar e atravessar não só o aço do revestimento e o
cimento, com também a área invadida e danificada da rocha,
atingindo assim uma parte da rocha com a permeabilidade
original.
Nesta hora, o fluido do poço será colocado em contato com a
formação. Sendo isento de sólidos, o fluido de completação
não causará dano mecânico à formação, embora,
logicamente, possa causar dano químico, pela reação de
seus íons com os argilominerais presentes na rocha da
formação e também pela interação físico-química com o
petróleo.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

Portanto, além de ser isento de sólidos, os fluidos de


completação devem também possuir aditivos que inibam a
reação química com a rocha e a formação de emulsão com o
óleo da formação.
No entanto, muitas vezes, conforme visto nos capítulos
anteriores, é necessário que se faça um combate à perda
para a formação, visto que as soluções salinas não têm este
poder.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

Algumas técnicas empregam fluidos viscosos, géis


reticulados, etc., mas todas elas foram suplantadas com o
surgimento, recentemente, dos “drill in fluids”, que são
considerados fluidos de perfuração limpos, e que serão
apresentados neste capítulo.

O ATP-N utiliza, basicamente, três tipos de fluidos: uma


solução salina para intervenção, uma solução salina anti-
corrosiva para preservação dos equipamentos que ficam
instalados no poço, e uma suspensão de sólidos para efetuar
combate a perda:
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

CAMAI

Fluido de completação preparado com água do mar, serve


para amortecer o poço durante as intervenções, com vistas à
segurança do mesmo, e também para permitir pressurização
de equipamentos no fundo, bem como circulação.

Normalmente pode ser preparado com NaCl até o peso de 10


lb/gal, quando ocorre o saturamento. Acima deste peso,
somente adensando com outros sais. Nos poços do ATP-N,
contudo, conforme já foi falado, as pressões são muito baixas
e, por isto, só utilizamos fluido com 8,6 lg/gal, que é o peso
mínimo (água do mar).
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

Os aditivos utilizados no CAMAI são: bactericida, inibidor de


inchamento de argila, preventor de emulsão.

Formações produtoras carbonáticas (coquinas, calcários,


dolomitas, etc.) não precisam do aditivo inibidor de
inchamento de argilas. Contudo, os campos de plataforma
fixa não possuem formações carbonáticas, que, no ATP-N,
ocorrem no campo de Congro.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

Lembrar que todo fluido colocado em poço de petróleo deve


ser absolutamento estéril. Havendo contaminação do
reservatório por bactérias sulfato-redutoras termofílicas, as
mesmas utilizam o próprio petróleo como fonte de energia
(carbono) e a redução do sulfato como fonte de oxigênio,
produzindo sulfeto:
SO4--  S-- + 2O2
O sulfeto reage com a água produzindo o ácido sulfídrico, gás
altamente venenoso e causa de inúmeras mortes na indústria
do petróleo, inclusive na Bacia de Campos:
2H2O + 2S--  2H2S + O2
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

PRODUTO FUNÇÃO CONCENTRAÇÃO

Água do mar Diluente QSP

Cloreto de Potássio Inibidor inchamento de 3,5 lb/bbl


argila
Bissulfito de sódio Seqüestrador de oxigênio 5,6 l/100 bbl

Glutaraldeído Bactericida 7,3 l/100 bbl

Ultrawet 70 Preventor de emulsão 32 l/100 bbl

Salinidade 35.000 ppm

pH 8-9

Ca++ 160-400 ppm

Mg++ 437-1500 ppm


45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

CASAM
Fluido de completação utilizado com a finalidade de preservar
contra a corrosão, os equipamentos que ficam no poço. É
também chamado de “packer fluid”.
Ao final da intervenção, após o assentamento do packer e a
descida da coluna de produção, ele é colocado dentro do
poço, imediatamente antes do encamisamento do TSR.
Em poços de gás lift, basta posicionar o CASAM entre o
packer e o MGL operador, já que, do MGL para cima, o fluido
será deslocado pelo gás. Em poços injetores ou com BCS +
packer (este último não tem mais sido utilizado nos poços do
ATP-N desde 1995), o anular deve ser completamente
preenchido com o CASAM.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

PRODUTO FUNÇÃO CONCENTRAÇÃO


Água do mar Diluente QSP
Cloreto de Potássio Inibidor inchamento de argila 3,5 lb/bbl
Bissulfito de sódio Seqüestrador de oxigênio 5,6 l/100 bbl
Glutaraldeído Bactericida 7,3 l/100 bbl
Ultrawet 70 Preventor de emulsão 32 l/100 bbl
Tetrahib Inibidor de corrosão 38 l/100 bbl

Salinidade 35.000 ppm

pH 8-9
Ca++ 160-400 ppm
Mg++ 437-1500 ppm
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

BR-CARB

Pelo que foi visto neste capítulo, o BR-carb, por definição,


não é um fluido de completação, e sim um fluido de
perfuração. No entanto, vem tendo tão larga aplicação nos
poços do ATP-N, que acabou incorporado ao dia a dia das
intervenções de workover nestes poços.

Sua aplicação é para efetuar o combate a perda e, assim,


permitir o completo preenchimento do poço, principalmente
para circulações de limpeza do fundo do poço.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

A composição utilizada nos fluidos vai depender da


intensidade da perda de fluido para a formação. Em perdas
fracas, pode-se utilizar, como agente obturante, apenas a
aragonita 2-44 m, em concentrações de 40 ppg.

Em perdas mais severas, deve-se introduzir aragonitas .com


granulometria 44-74 e 74-194 m.

Para perdas extremas, deve-se adicionar calcita média é até


grossa ao fluido. Neste caso, devido à dificuldade em se
misturar e manter esta calcita em suspensão, é necessário
utilizar um batch-mixer para o preparo do fluido, pois é
requerida uma energia de mistura muito maior que a se pode
conseguir com os agitadores dos tanques da sonda.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

Devido à existência dos sólidos obturantes neste fluido, o


peso mínimo que se consegue para ele é de 9,1 ppg, que
normalmente é o que se usa nos poços do ATP-N, para
perdas moderadas.

No caso mais raro de perdas muito severas, torna-se


necessário aumentar a concentração dos agentes obturantes
e, portanto, pode-se chegar a pesos da ordem de até 9,8
ppg.
45. FLUIDOS DE COMPLETAÇÃO

PRODUTO FUNÇÃO CONCENTRAÇÃO


Água do mar Diluente QSP
Cloreto de potássio Inibidor inchamento de argila 3,5 lb/bbl
Bissulfito de sódio Seqüestrador de oxigênio 5,6 l/100 bbl
Glutaraldeído Bactericida 7,3 l/100 bbl
Ultrawet 70 Preventor de emulsão 32 l/100 bbl
Polifoam Anti-espumante 0,05 gal/bbl
Goma Xantana Gelificante 1,2 lb/bbl
HP amido Redutor de filtrado 8,0 lb/bbl
pH buffer Controlador de pH 1,0 lb/bbl
Peróxido de magnésio Quebrador enzimático 1,0 lb/bbl
Aragonita 2-44  Obturante 40 bl/bbl
Aragonita 44-74  Obturante 20 bl/bbl
Aragonita 74-194  Obturante 20 bl/bbl

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