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Academia Militar Marechal Samora

Machel
Departamento de Ciências Exactas
Licenciatura em Ciências Militares – Comunicações
Propagação de Ondas e Antenas

Propagação na Troposfera e Ondas


de Solo

Docente:
Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc.
SUMÁRIO
 Influência da Troposfera;
 Rádio Horizonte;
 Elipsoide de FRESNEL;
 Atenuação de ondas na Atmosfera;
 Reflexão no Terreno;
 Mecanismos de Propagação;
 Propagação no espaço livre;
 Unidades importantes.

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A Influência da Troposfera
Se a troposfera fosse uma massa dielétrica homogénea, perfeitamente
transparente, não desempenharia qualquer função de relevo no mecanismo
de propagação das ondas eletromagnéticas, a não ser diminuir-lhes a
velocidade de propagação…

Devido à variação de pressão, humidade e temperatura com a altitude, a


troposfera possui uma constante dielétrica relativa, e portanto um índice de
refração ligeiramente superior a unidade junto à superfície terrestre e
tendendo para um (1) com altitude crescente…

Deste modo, um raio eletromagnético lançado na troposfera


obliquamente, sofre uma refração progressiva e vai-se curvando em
direção à superfície terrestre e seguindo, portanto, a curvatura
terrestre com mais facilidade.

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A Influência da Troposfera

Ao se propagar no vácuo a trajetória da onda é praticamente em linha


recta. Isto não se verifica no troposfera devido a falta de
homogeneidade desta camada.
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A Influência da Troposfera
Da teoria de refração, quando o
raio se propaga de um meio para o
outro com menor índice de
refração que o primeiro, ele é
refratado afastando-se da normal.

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A Influência da Troposfera – Tipos
de Propagação

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A Influência da Troposfera – Tipos
de Propagação
Em frequências acima de 30MHz ocorrem três fenômenos com
as ondas que se propagam em linha de visada:
1. Flutuações localizadas do índice de refração podem
causar espalhamento;
2. Qualquer variação inesperada do índice de refração com a altura
pode causar reflexão;
3. Um fenômeno conhecido como duto troposférico também
pode ocorrer.

Todos esses mecanismos podem carregar energia além do horizonte


óptico por isso têm um potencial de causar interferência entre
diferentes sistemas de rádio comunicação.
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A Influência da Troposfera - Índice de
refração

Para determinar o índice de refração atmosférico (n) utilizou-se o


índice de refratividade do ar, calculado pela quantidade chamada de
radiorefratividade N = (n-1)*106, também conhecida como co-índice de
refração.
A radiorefratividade, em termos das variáveis atmosféricas, foi
determinada pela equação (1), sendo função da pressão atmosférica
(Pa em mbar), da temperatura (T em ºK) e da pressão parcial do vapor
de água (Pv em mbar).

77,6  a 4810 v 
N T P  T P 1 n  1 N 6
 
 10
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A Influência da Troposfera - Índice de
refração
A radiorefratividade varia com a
altura seguindo uma lei exponencial
que em primeira aproximação é
representada como na fórmula:

N N e bh
0
 N0 é a refratividade ao nível do
mar medido em unidades;
 b é uma constante a determinar;
 h é a altitude, em Km, do ponto
onde a refratividade é N.

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A Influência da Troposfera - Índice de
refração
Por meio de medições com
radiossondas e
refratómetros puderam tirar-
se as seguintes
a) A variação média do índice refracção com a conclusões
altitude, junto
à superfície terrestre, é dada por: experimentais:
1
dn 1 unidades
dh  0,039 10 N 6
unidades  39N Km
m
b) O valor do co-index de refracção a uma altitude de h km (acima do
nível do mar) é dada por:

N  n 110 6  289 
Nunidades
e 0,136h Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 10
A atmosfera de referência
Atmosfera padrão ou de referência, uma atmosfera ideal na qual o co-
index de refração varia de acordo com a equação:

N  n 110 6  289 
Nunidades
e 0,136h
 É importante frisar que a atmosfera de referência é uma abstração que
representa apenas as condições médias da atmosfera real;
 A sua existência é uma situação de exceção particularmente pouco frequente a
baixas altitudes (abaixo dos 2 km);
 Por outro lado, dados experimentais recentes põem em causa a validade da
equação supra citada para as camadas mais altas da atmosfera, devido a
correntes de ar de convenção originados essencialmente por variação de
temperatura e humidade do solo ou mar.

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Raio equivalente da terra – Horizonte
de rádio
Uma onda radielétrica no espaço livre ou numa atmosfera homogênea propaga-
se seguindo uma linha recta. No entanto, se a atmosfera não é homogênea a
onda propaga-se seguindo uma linha curvilínea.

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Raio equivalente da terra
Com o coeficiente do raio equivalente da terra pode-se calcular o
raio equivalente da terra R, pela formula:

RK
a
No caso da atmosfera padrão:

4
K  3 Para a  6350Km  R  8500Km

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Raio equivalente da terra – Horizonte
de rádio
Rádio-horizonte de uma antena colocada à altura h sobre a terra de
raio a, a distância medida à superfície da Terra, entre a base da
antena e o ponto no qual o raio emitido pela antena é tangente à
superfície da Terra, como mostrado na figura:

Consideremos as equações:

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Raio equivalente da terra – Horizonte
de rádio

Sendo que para x a tender para zero implica que y’=h, temos:

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Raio equivalente da terra – Horizonte
de rádio

Concluindo-se que: Temos que:

A equação de x1 possibilita o cálculo do alcance máximo da energia transmitida por


uma antena ou ainda o cálculo da mínima altura que uma antena deve ter para que
o seu sinal atinja uma certa distância. Não obstante, se o cálculo da altura da antena
resultar em valores excessivos haverá uma necessidade de uso de repetidores para
que o sinal chegue a distância pretendida.

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Raio equivalente da terra – Horizonte
de rádio
Considerando duas antenas de alturas h1 e h2 em extremos opostos,
teremos que:

Regras práticas
 O valor médio de K é da ordem
de 1,5 em climas quentes e
húmidos, 1,3 em climas
temperados e menor que 1,3
em climas secos
 O valor quase mínimo de K para
distâncias superiores a 50Km
pode tomar-se como 1 para
climas húmidos, 0,8 para climas
temperados e 0,6 para climas
secos.
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Caso de Referência na Propagação

“Propagação sob a forma de


superfícies esféricas concêntricas
que se afastam progressivamente da
fonte, com um raio de curvatura
cada vez maior.”

“Na zona distante da antena pode-se


considerar a frente de onda esférica
como uma frente de onda plana.”

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Elipsoide de Fresnel
 A propagação da “frente de onda” forma círculos concêntricos chamados Círculos
de Fresnel.
 O diâmetro dos círculos de Fresnel depende da frequência e da distância às
antenas ao longo do eixo de propagação do sinal.
 Assim Fresnel definiu um espaço, chamado elipsóide de Fresnel, que permite
estabelecer as condições nas quais a propagação entre duas antenas pode ser
vista como em espaço livre. É nesta zona onde toda potência transmitida é
confinada.

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Elipsoide de Fresnel

 A propagação da “frente de onda” forma círculos concêntricos chamados Círculos


de Fresnel.

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Elipsoide de Fresnel
Princípio de Huygens
 Cada frente de onda equivale a uma de
coleção infinitesimais, radiando para a frente ondas radiadores
esféricas.

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Elipsoide de Fresnel

 O Principio de Fresnel é uma continuação do Principio de Huygens,


mas quantitativo, em vez de meramente qualitativo.
 Considere uma Antena Emissora no ponto E. Após um certo tempo, a frente de
onda é uma esfera de raio r.
 Cada ponto desta esfera é um radiador infinitesimal, irradiando em
fase e contribuindo para formar a onda espacial que atingira o ponto R.

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Elipsoide de Fresnel
 A onda que parte de X1 percorrera uma distancia maior do que a que parte de
X2, que chegara ao ponto R com certo atraso.
 Se X2 for a distância mais curta, então as ondas oriundas de X1 e X3 poderão
chegar com atraso de meio comprimento de onda e enfraquecer em R a onda
proveniente de X2.
 Do ponto R poderemos ver uma frente de onda central, circular, com ondas em
fase, depois um anel com ondas que chegam com atraso de meio comprimento
de onda (λ/2), seguindo-se um anel com ondas que chegam com atraso de um
comprimento de onda e portanto em fase, somando-se as do circulo central.

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Zonas de Fresnel

 Cada conjunto de circulos de Fresnel forma um elipsoide de revolucao que, em


corte, e semelhante a uma elipse.
 Experimentos demonstram que a 1a Zona de Fresnel concentra 50% da potencia
transmitida entre as duas Antenas.

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Elipsoide de Fresnel
 Se 100% da 1a Zona de Fresnel estiver desobstruída, considera-se
que a propagação será semelhante a do espaço livre.
 Como regra pratica recomenda-se que no mínimo 60% do raio da 1a
Zona de Fresnel esteja desobstruído, na faixa de 1 GHz a 3 GHz e
100% acima de 3 GHz.

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Zonas de Fresnel
Um caminho desobstruído pode vir a se tornar obstruído com o
passar do tempo, por crescimento da vegetação ou construção de
novas edificações.

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Atenuação de Ondas na Atmosfera
 As fontes de atenuação das ondas na atmosfera variam entre chuva,
neblina, vapor de água, neve e outros gases.
 Maior parte da atenuação é devida a absorção de energia
pelas moléculas de água na atmosfera.
 Poeira, chuva, neve também podem causar perda do sinal
por dispersão da energia para fora do feixe de irradiação da antena.

Desta as maiores fontes de atenuação podem ser designadas como:


 Absorção da energia electromagnética pelo oxigênio e
vapor de água…
 Difusão em gotas e gotículas de água nas nuvens, chuva e neve.

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Atenuação de Ondas na Atmosfera

 A absorção oxigenia resulta das moléculas de oxigênio que são


paramagnéticas e têm um momento de permanência magnética que
causa absorção por ressonância.
 Valores de lambda iguais a 0.5cm e 0.25cm criam ressonância no
oxigênio.
 No vapor de água a absorção é devida ao momento de dipolo
eléctrico das moléculas. Com os valores de lambda de 0.15cm e
0.35cm a serem os mais ressonantes quando se trata do vapor de
água.
 A atenuação devido a partículas de água é provocada por fenômenos
de difusão do que por absorção da energia eletromagnética pelo
líquido.
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Atenuação de Ondas na Atmosfera

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Atenuação de Ondas na Atmosfera

A provocad
atenuação
pela a é
chuva também da
dependente pluviométrica
precipitação milimetros
dada em por hora
cúbicos
[(mm)^3/h].

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Influência da terra na propagação
das ondas
Nas proximidades da superfície terrestre
os fenômenos de reflexão, modificação
dos diagramas de radiação, difração em
obstáculos entre outros, são muito
comuns. De notar que através da
reflexão do sinal nos obstáculos ou na
superfície terrestre o sinal recebido pela
antena pode ser maior ou menor que o
Tipo de terreno Gque
(S/m)
foi transmitido pela ɛfonte.
r Esta
variação depende da fase em que são
Mar 5
recebidos 80
os sinais refletidos.
Terreno bom 10-2 10
Terreno pobre 10-3 4
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Influência da terra na propagação das
ondas
Tipo de terreno G (S/m) ɛr
Mar 5 80
Terreno bom 10-2 10
Terreno pobre 10-3 4

As características de terreno “bom” aplicam-se a camadas


grossas de solo arável, solo argiloso, e as partes mais baixas de
vales húmidos. O terreno “pobre” corresponde a regiões
rochosas, areia seca e desertos.

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Reflexão no terreno

Como se vê na tabela anterior, a superfície terrestre não pode


considerar nem como condutor perfeito nem como dieléctrico perfeito.
Em consequência, o seu índice de refracção torna-se imaginário, com o
valor.

r - Permissividade elétrica relativa da superfície refletora [F/m]


 - Condutividade da superfície refletora [S/m]
0 = 8,854x10-12 - Permissividade elétrica no vácuo [F/m]
ω - Frequência angular [rad/s]
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Reflexão no terreno

A partir desta modificação no índice de refracção, uma onda que incida


obliquamente na superfície terrestre sofre efeitos semelhantes aos de
uma onda que incida numa superfície dieléctrica.

Coeficiente

de

reflexão

Coeficiente
para de horizontal.
polarização reflexão
para
polarização vertical.

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Reflexão no terreno
No caso da polarização horizontal observa-se:
 O coeficiente de reflexão decresce regularmente quando o ângulo incidente
aumenta e quando a frequência decresce;
 O coeficiente de reflexão aumenta com a condutividade do terreno;
 O ângulo de fase do coeficiente de reflexão é ligeiramente superior a 180º
mantendo-se sempre próxima deste valor.

No caso da polarização vertical tem-se que:


 O coeficiente de reflexão decresce com o ângulo incidente crescente até que se
atinge um valor crítico do ângulo para o qual o coeficiente de reflexão é mínimo;
 Quanto maior for a frequência e maior a condutividade menor será o coeficiente
de reflexão;
 A fase do coeficiente de reflexão decresce no início muito rápido com o ângulo
incidente crescente.

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Mecanismos de propagação na
troposfera
Um mecanismo importante consiste na propagação guiada das ondas junto a superfície
terrestre e de modo a se seguir sua curvatura. Resulta do fenómeno de refracção. As ondas que
se propagam segundo este mecanismo costumam designar-se por ondas de superfície.

Os mecanismos de propagação predominantes na faixa de frequências usados em sistemas


celulares são: visibilidade, reflexão (incluindo múltiplas reflexões e espalhamento) e difracção
(incluindo múltiplas difracções). É usual se denominar a reflexão especular de reflexão apenas, e
a reflexão difusa de espalhamento.

 O efeito de propagação que se pronuncia é o multipercurso, pois o sinal resultante


recebido é devido à composição de inúmeras versões do sinal original transmitido, que
percorreram diferentes percursos determinados, em grande parte, pelas reflexões e
difracções que sofreram.
 Outro efeito de propagação é o que se manifesta através da flutuação do nível de sinal
devido a obstruções geradas pelo relevo ou criadas pelo homem. Esse efeito é conhecido
por sombreamento.
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Difusão troposférica
 Desde 1950 que se verificou que transmissores de ondas métricas e decimétricas
produzem um campo permanente muito para além de horizonte;
 Esse campo é fraco, mas mesmo assim muito mais forte do que seria de esperar pela
aplicação da teoria da difração. Este fenómeno ocorre mais frequentemente em micro-
ondas.
 Na utilização prática do fenómeno, o emissor utiliza uma antena de grande diretividade
que cria uma grande densidade de potência num cone estreito. O recetor utiliza também
uma antena de ganho e diretividade elevados que recebe a energia dispersada pelo
volume de ar comum aos dois diagramas de radiação.

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Difusão troposférica

A propagação será tanto melhor quanto menores forem θ (o ângulo


formado pelos diagramas de radiação) e “h” (a altura a que se
encontra o volume comum). Este fenómeno pode fazer com que as
ondas se propaguem em raios maiores que os esperados. Este fator é
muito importante para ser analisado em casos militares onde a
informação é muito confidencial.
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Noções de percurso directo e
reflectido

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Noções de percurso directo e
reflectido

Por cálculos pode se demonstrar que a diferença entre o percurso


reflectido e o percurso direto da qual resulta uma diferença de fase é
dada por:

A diferença de fase é um parâmetro importante para sensibilidade do


receptor. Conhecendo a potência irradiada e a sensibilidade do receptor
é possível saber se a antena receptora captara ou não o sinal
transmitido.
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Noções de percurso directo e
reflectido
Os campos eléctricos recebidos via percurso directo e via percurso indirecto são calculados
usando as fórmulas seguintes:

Onde R é o coeficiente de reflexão, este depende do material onde a onda é reflectida (para o
nosso caso a superfície terrestre ou o ar).
Para a simplificação dos cálculos admite-se que d≈dr≈dd . E assim pode-se calcular o campo
total como sendo:

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Noções de percurso directo e
reflectido
Fazendo várias transformações matemáticas obtêm-se:

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Noções de percurso directo e
reflectido
 Tanto o percurso directo como o reflectido tem um efeito na recepção de tal modo
que uma pequena variação no índice de refracção é suficiente para aumentar ou
diminuir um destes percursos de metade do comprimento da onda, e mudar
portanto um campo total de um máximo para um mínimo.
 Fenómenos deste tipo originam fortes desvanecimentos que são de extrema
importância nas ligações de rádio.

Para combater este fenómeno costuma-se:


 Atenuar o raio reflectido de modo que as flutuações entre o máximo e o
mínimo sejam pequenas. Isto pode conseguir-se escolhendo para a zona
de reflexão uma região arborizada ou urbana com pequeno coeficiente de
reflexão ou usando um obstáculo próximo de uma das antenas que
intercepte e atenue o raio reflectido.
 Usar técnicas de diversidade.
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Condições para a reflexão em terra
esférica
Se a superfície em terra não é plana são necessárias duas correções para a análise de
comunicação:
 Pode considerar-se que a reflexão tem lugar numa superfície plana que
coincide com o plano tangente à superfície terrestre no ponto de reflexão.
 É necessário notar que o campo refletido sofre uma atenuação adicional
devido ao facto dos raios divergirem entre si quando se refletem numa
superfície que não é plana.

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Condições para a reflexão em terra
esférica

Campo electico na superficie Plana Campo electico na superficie não Plana

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Condições para a reflexão em terra
esférica

Onde D é o coeficiente de divergência.

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Propagação por difracção
 A difracção é um fenómeno típico da natureza ondulatória da luz. Ela se
constitui da distorção causada em uma onda electromagnética quando ela
incide sobre um obstáculo de dimensões comparáveis ao seu comprimento de
onda.
 Estes obstáculos podem ser aberturas em um anteparo (plano inclinado que
interliga dois ambientes de trabalho, guarda-corpos, pára-lamas etc.), bem como
objectos como esferas, discos e outros.
 A difracção permite que as ondas atinjam antenas receptoras fora da linha de
visada, e que sinais obstruídos por obstáculos sejam parcialmente recebidos.

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Propagação por difracção
 A difracção é um fenómeno que ocorre em qualquer tipo de propagação
ondulatória e que consiste em a onda contornar qualquer obstáculo que apareça
no seu percurso.
 Para uma onda que se desloque junto à superfície terrestre, o obstáculo é essa
própria superfície, e o efeito de difracção consistirá num “acompanhamento” da
curvatura terrestre por parte da onda.
 Nas comunicações, o obstáculos que apresenta maiores facilidades de análise é
o conhecido como “GUME DE FACA”.

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Ondas de superfície

O campo eléctrico irradiado a uma distância do transmissor, depende da potência do


transmissor, sofrendo atenuação com o aumento da distância e pode ser determinado
como:

 Para longas distâncias este aumento de atenuação explica-se pelo mecanismo


de difração…
 Para distâncias curtas o aumento de atenuação fica a dever-se a obstrução da
energia eletromagnética por parte da superfície terrestre…
 O que significa que para distâncias curtas o campo da onda de superfície é tanto
mais forte quanto melhor condutor for o terreno acima do qual se propaga a
onda.
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Irregularidades do terreno – Obstáculos para
o mecanismo de reflexão

 De acordo com o tamanho dos obstáculos estes podem ser considerados


influentes ou não no processo de reflexão das ondas. Com base no critério de
Raleigh, a rugosidade é causada por elevações de altura “h” que tornam a
superfície não completamente lisa. A superfície pode ser considerada lisa desde
que:

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Irregularidades do terreno – Obstáculos para
o mecanismo de reflexão

 Desta desigualdade pode se notar que quanto maior for lambda os


fenómenos de reflexão no obstáculo têm menor importância.
 Quanto mais rasante for o raio de incidência (anglos de elevação
muito pequenos), menor será a influência do obstáculo.
 Paredes, casas e edifícios têm pouco efeito nas ondas longas, a não
ser que contenham superfícies metálicas.
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Irregularidades no espaço livre – Obstáculos
para percurso directo
De acordo com Fresnel, um percurso é considerado desobstruído se a primeira zona
da sua elipsoide está livre de obstáculos.

Rn são os raios dos cones que definem as zonas de Fresnel.


n=1,2,3,4 … N.
d1 e d2 são as distâncias do transmissor ao obstáculo e do
obstáculo ao receptor, respectivamente.
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Irregularidades no espaço livre – Obstáculos
para percurso directo
Quando o enlace está obstruído, a propagação pode ser feita por refração no
obstáculo, conhecendo-se a folga.
Entendendo-se por FOLGA a distância “h” medida do topo do obstáculo até a linha
de visada directa.

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Irregularidades no espaço livre – Obstáculos
para percurso directo
A condição inicia de viabilidade do enlace por refração da onda, válida para h>>λ, é:

Para a comunicação, interessa conhecer o número “n” de zonas de Fresnel que se


entram desobstruídas.

O excesso de percurso ep, é diferença entre a distância em vista directa e o caminho


percorrido pela onda refratada.

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Irregularidades no espaço livre – Obstáculos
para percurso directo
Considerando o obstáculo gume de faca, determina-se a atenuação por refração
segundo a fórmula:

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Uso de Refletores na Propagação

Há casos, por vezes fortuitos outras vezes intencionais, nos quais a energia reflectida
ou difractada por um obstáculo é dada para reforçar a energia recebida numa antena
de recepção.

Outro
transmissores passivos como
meio
métodode repetição do sinal
transmitido: duas antenas, uma
receptora
seria e outra transmissora
montadas no mesmo ponto. No
caso
o de microondas é muito
importante que haja linha de vista
entre as antenas.
uso

de
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Antenas ao Nível do Terreno

Se as antenas estiverem muito próximas a superfície o campo de superfície pode


ser calculado pela fórmula:

Onde A(x) é conhecido como factor de atenuação e x a distância.


O factor de atenuação é menor que a unidade e toma valores diferentes conforme
a presença dos fenómenos de absorção e difracção na atenuação. O efeito da
atenuação é inversamente proporcional a altura das antenas, isto é, quanto menor
for a altura da antena maior será a atenuação devido aos efeitos da terra.

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Antenas ao Nível do Terreno

A figura mostra que a atenuação por causa da influência da terra e refere-se a


polarização vertical que é a mais usada quando se pretende aproveitar a onda de
superfície. A polarização horizontal não é aproveitável em ondas longas e médias
pois sofre muito mais atenuação que a vertical.

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Antenas Longas

Quando consideramos antenas com alturas longas o campo de superfície pode ser
calculado em função das alturas usando a fórmula:

f(h1) e f(h2) são chamados factores de ganho em altura e os respectivos valores


podem ser deduzidos a partir de gráficos apropriados ou lidos em tabelas.
Onde h1 e h2 são as alturas das antenas. O cálculo de Es é muito importante para a
análise da sensibilidade das antenas receptoras. Uma antena só pode receber um
sinal se a sua sensibilidade for menor que o campo de superfície.

Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 59


Antenas Longas

Considerando que Erec é a sensibilidade do recetor, teremos a seguinte condição para


a receção de um sinal:

Sensibilidade do rádio xirico é igual a 500μV/m

Sensibilidade de um recetor profissional é igual a 0,001μV/m

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Propagação sobre o terreno não
homogéneo
Uma primeira observação é que o campo depois de uma onda ter percorrido uma
distância R1 sobre o mar e uma distância R2 sobre a terra é muito diferente que o
campo que se obtêm quando a onda percorre uma distância R=R1 +R2 sobre uma das
superfícies apenas.

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Propagação anormal, Super refracção e
Condutas
O índice de refracção da atmosfera diminui em regra com a altitude.

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Propagação anormal, Super refracção e
Condutas
Em virtude da variação do índice de refração com a altura os raios das ondas
eletromagnéticas podem ser maiores ou menores que o raio da terra. Se os raios
forem maiores que o raio da terra as curvaturas descritas se afastarão da superfície
terrestre, em quanto que se os raios forem menores que o raio da terra as curvas se
aproximarão a superfície terrestre.

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Propagação anormal, Super refracção e
Condutas
Em geral nota-se que quanto mais rápida for a variação absoluta do índice de
refração com a altura menor é o raio de curvatura, em particular a atmosfera pode
ser definida de acordo com a variação do índice de refração como sendo:

Atmosfera sub-padrão

Atmosfera super padrão

Formação de dutos

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Propagação anormal, Super refracção e
Condutas

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Propagação anormal, Super refracção e
Condutas
Ao fenómeno que consiste na aproximação progressiva dos raios eletromagnéticos
da superfície terrestre por meio do facto da variação do índice de refração com a
altura ser suficientemente pequeno dá-se o nome de super refração. As condições
para a existência desse fenómeno existem quando junto a superfície terrestre o
índice de refração decresce com a altitude rapidamente retomando ao seu
comportamento normal a uma altitude h1.

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Dutos troposféricos

Em elevadas altitudes, ocorrem constantemente inversões de temperatura, por


causas variadas. Estas inversões de temperatura provocam refrações radicais, com a
onda transmitida refractando-se continuamente nos limites inferior e superior da
inversão. Dessa forma, é criado um "duto troposférico" onde as ondas ficam retidas
por distâncias consideráveis, até a inversão de temperatura ser normalizada.

Embora a transmissão
por dutos troposféricos
seja

altamente desejável,
não é usada
frequentemente devido
à imprevisibilidade da
formação dos dutos.67
Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc.
Ondas Esféricas, Cilíndricas e Planas

As ondas electromagnéticas podem ser diferenciadas de acordo com o tipo de fonte


do campo eléctrico que a gera em:
 Onda esférica Se for gerada por uma fonte pontual
 Onda cilíndrica Se for gerada por uma fonte linear
 Onda plana Se gerada por uma fonte que se encontra a uma distância
longa suficiente para ser considerada infinito.

Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 68


Propagação em Espaço Livre

 Embora tenha por base uma condição idealizada, a propagação em espaço livre
possui uma aplicação prática bastante relevante, particularmente em
frequências elevadas.
 Adicionalmente, constitui referência para outros mecanismos de propagação.
 A intensidade do campo elétrico em condições de espaço livre é dada por:

60Pt Pt – potência transmitida


E0  Gt – ganho da antena transmissora
Gtd d – distância entre o transmissor
e receptor
H – Campo magnético
Zo – Impedância do meio (espaço livre)

Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 69


PROPAGAÇÃO EM ESPAÇO LIVRE

A densidade de potência e a potência recebida podem ser calculadas


usando as seguintes formulas:

S – Densidade de potência
Pt – potência transmitida
Gt – ganho da antena transmissora
At – atenuação no transmissor
d – distância entre o transmissor e
receptor

Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 70


PROPAGAÇÃO EM ESPAÇO LIVRE

A densidade de potência e a potência recebida podem ser calculadas usando as


seguintes fórmulas:

S – Densidade de potência
Pr – potência recebida
Aer – abertura efetiva da antena de
receção
Ar – atenuação no recetor
Gr – Ganho na receção
Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 71
PROPAGAÇÃO EM ESPAÇO LIVRE

A densidade de potência e a potência recebida podem ser calculadas


usando as seguintes formulas:

λ – comprimento de onda.
Aet – abertura efetiva da antena de
transmissão.
Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 72
PROPAGAÇÃO EM ESPAÇO LIVRE

A densidade de potência e a potência recebida podem ser calculadas


usando as seguintes formulas:

Lo – atenuação no espaço livre


C – velocidade da luz no
vácuo
f – frequência do sinal
transmitido

Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 73


PROPAGAÇÃO EM ESPAÇO LIVRE

A potência recebida pode também ser calculada usando valores


em decibéis pela seguinte formula:

Eng.º Adélio Francisco Tembe, MSc. 74


Largura de banda do sinal eléctrico
na transmissão
Sinal de áudio em comunicações: 300 – 3.000 Hz

Sinal de áudio em radiodifusão:

• Ondas longas, médias e curtas 50 – 10.000 Hz


• VHF FM 50 – 15.000 Hz
• DAB (Digital Audio Broadcasting) 20 – 20.000 Hz

• Sinal de vídeo: 50 Hz – 6 MHz


Unidades usadas com o sinal
eléctrico

• O sinal eléctrico pode expressar-se em unidades absolutas, quer


em termos de tensão (Volt) quer em termos de potência (Watt).

• Mais frequentemente, em comunicações, usam-se as unidades


logarítmicas, em particular o Decibel (dB) e, neste caso, estamos
normalmente a falar do nível do sinal.
O Bel e o decibel
• Por definição, o nível do sinal expresso em Bels é dado
pela expressão:
𝑃𝑊
𝑆𝐵 = 𝑙𝑜𝑔
𝑃𝑟𝑒𝑓 𝑊
2
𝑉𝑉 = 2𝑙𝑜𝑔 𝑉 𝑉
𝑉 𝑉2Τ𝑅
𝑆𝐵 = 𝑙𝑜𝑔 𝑟𝑒 2
= 𝑙𝑜𝑔 𝑉𝑟𝑒𝑓
𝑉 Τ𝑅 𝑉𝑟𝑒𝑓
𝑓

• O Bel tem um valor muito elevado pelo que se usa, normalmente,


o decibel:
𝑉𝑉
𝑆𝑑 = 20 𝑙𝑜𝑔
𝐵 𝑉𝑟𝑒𝑓

𝑆𝑑 = 10𝑙𝑜𝑔 𝑃𝑊
𝐵 𝑃𝑟𝑒𝑓 𝑊
O Bel e o decibel
Potência Potência Observações
(W) (dB)

100 0 Potência de referência

110 0,4 O ouvinte não detecta qualquer alteração

120 0,8 Continua a não detectar alteração

125 1 Aumento de intensidade quase imperceptível

Aumento um pouco mais forte


160 2
Aumento claro mas ainda pequeno
200 3 (de forma
alguma uma intensidade duas vezes maior)
1000 10 O ouvinte tem a sensação que a intensidade do som
é duas vezes mais forte do que o som inicial
Nível do sinal em relação ao nível
de referência

P 0
 Pref W PdB dB
W

P  Pref W 0
PdB dB
W  Pref W I I I I I
-3dB -2dB -1dB 0dB 1dB 2dB 3dB 0
P I dB
PdB
W
Vantagens do uso do decibel
É mais fácil somar os decibeis de cada estágio de uma cadeia do que
multiplicar os seus valores absolutos.

Ganho absoluto da cadeia de amplificadores:


𝑉4 𝑉2 𝑉3 𝑉4
𝐺= = . . = 𝐺1 . 𝐺2 3
𝑉1 . 𝐺 𝑉1 𝑉2 𝑉3
Ganho em dB’s:
𝑉4 𝑉2 𝑉3 𝑉4
𝐺𝑑 = 20𝑙𝑜𝑔 = 20𝑙𝑜𝑔 . . = = 𝐺1𝑑 + 𝐺2𝑑 + 𝐺3𝑑
𝐵 𝑉1 𝑉1 𝑉2 𝑉3 𝐵 𝐵 𝐵
Vantagens do uso do decibel
 As grandezas relacionadas com o nível do sinal têm, normalmente,
uma faixa de variação muito grande, o que obriga à utilização de
um número elevado de algarismos significativos.
 Por exemplo, a relação entre a potência correspondente ao limite
da dor nos ouvidos e a potência correspondente ao limite de
percepção é da ordem de 1.000.000.000.000 (13 algarismos
significativos).
Em dB’s seria simplesmente 120 dB (10𝑙𝑜𝑔1012).
Vantagens do uso do decibel
 A resposta dos nossos ouvidos e olhos aos estímulos não é
linear mas sim logarítmica, é portanto mais adequado usar o
decibel como unidade do que as unidades absolutas.

 1 dB é a variação mínima detectada pelo ouvido humano,


embora corresponda a uma variação apreciável de 25%.

 O ouvido humado percebe um aumento de 40 para 45 dB da


mesma forma do que de 20 para 25 dB.
Exemplos de aplicação do decibel

• Nível de sinal
• Ganhos
• Atenuações
• Intensidade do campo eléctrico
Nível do sinal
As unidades em dB’s não são todas iguais, elas diferem no
que respeita aos valores de referência.

dBm - 𝑃𝑟𝑒𝑓 = 1 𝑚𝑊 (600 Ω) (audofrequência)


𝑉 =
10 −3 𝑥 600 = 0,775 𝑉
𝑟𝑒𝑓

𝑑𝐵𝑊 - 𝑃𝑟𝑒𝑓 = 1 𝑊

𝑑𝐵𝑉 - 𝑉𝑟𝑒𝑓 = 1 𝑉

𝑑𝐵𝐾𝑊 - 𝑃𝑟𝑒𝑓 = 1 𝐾𝑊
Ganhos

Amplificador de tensão:
𝑉𝑜𝑢𝑡 𝑉𝑜𝑢𝑡
𝐺= 𝐺𝑑 = 20 log
𝑉𝑖𝑛 𝑉𝑖𝑛
𝐵

Amplificador de potência:
𝑃𝑜𝑢𝑡 𝑃𝑜𝑢𝑡
𝐺= 𝐺𝑑 = 10 log
𝑃𝑖𝑛 𝑃𝑖𝑛
𝐵
Atenuaçõe
s
Atenuador de tensão:
𝑉𝑖𝑛 𝑉𝑖𝑛
𝐴𝑡 = 𝐴𝑡𝑑 = 20 log
𝑉𝑜𝑢𝑡 𝑉𝑜𝑢𝑡
𝐵

Atenuador de potência:
𝑃𝑖𝑛 𝑃𝑖𝑛
𝐴𝑡 = 𝐺𝑑 = 10 log
𝑃𝑜𝑢𝑡 𝑃𝑜𝑢𝑡
𝐵
Ganhos e atenuações

𝑃4 𝑃2 𝑃3 𝑃4 1
𝐺= = . . = 𝐺1 . 2
𝑃1 . 𝐺 𝑃1 𝑃2 𝑃3 𝐴𝑡

𝐺𝑑 = 10 log 𝑃2 . 𝑃3 . 𝑃4 = 𝐺1𝑑 − 𝐴𝑡𝑑 + 𝐺2𝑑


𝐵 𝐵 𝐵 𝐵
𝑃1 𝑃2 𝑃3
Intensidade do campo eléctrico

 A Intensidade do campo eléctrico, ou simplesmente


campo eléctrico, tem como unidade o Volt/metro.
 Para facilidade de cálculos, o campo eléctrico é frequentemente
expresso em dB’s.
 Para converter V/m em dB’s usa-se por norma 1𝝁V/m
como
campo de referência.
𝐸 𝑉/𝑚
𝐸𝑑𝐵 = 20 log
1𝜇𝑉/𝑚
O neper
O Neper é outra unidade logarítmica que se define da seguinte forma:

𝑉𝑉 𝑉𝑉
𝑉𝑁 = ln = 𝑒𝑉 𝑁
𝑉𝑟𝑒𝑓 𝑉 𝑉𝑟𝑒𝑓 𝑉

Comparação do Neper com o Decibel

𝑉𝑉
𝑉𝑑𝐵 = 20 log = 20 𝑙𝑜𝑔 𝑒 𝑉 𝑁 = 20 𝑉N log𝑒
𝑉 𝑟𝑒𝑓 𝑉

𝑉𝑑𝐵 = 20 𝑥 0,4343 𝑉𝑁 𝑉𝑑𝐵 =


8,686 𝑉𝑁

1 Neper = 8,686 dB 1 dB = 0,115 Neper


Vantagens do Neper
 Nas linhas de transmissão, por conveniência matemática, é usada
outra unidade logarítmica para expressar a atenuação ao longo da
linha.
 A tensão de saída de uma linha de transmissão, em função da
tensão de entrada, é dada pela expressão:

𝑉𝑜𝑢𝑡 = 𝑉𝑖𝑛 𝑒 −∝.𝑧

onde ∝ − Constante de atenuação (Neper/m)


z − Comprimento da linha
Vantagens do Neper

𝑉𝑜𝑢𝑡 = 𝑉𝑖𝑛 𝑒 −∝.𝑧

𝑉𝑜𝑢𝑡 𝑉𝑖𝑛
= 𝑒 −∝.𝑧 = 𝑒 ∝.𝑧
𝑉𝑖𝑛 𝑉𝑜𝑢𝑡
𝑉𝑖𝑛
𝐴𝑡𝑁 = ln = ln 𝑒 ∝.𝑧 = ∝. 𝑧
𝑉𝑜𝑢𝑡
A constante de atenuação ∝ é a atenuação introduzida por cada
metro de linha e por isso se expressa em Nepers/metro.
Classificação vocal

Tenor
Homens Baritono
Baixo

Soprano
Mulheres Meio-soprano
Contra-alto
Curvas de Fletcher-Munson