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FILOSOFIA PATRÍSTICA E MEDIEVAL

Sincretismo entre o conhecimento clássico e crenças religiosas


Vincular Razão e Fé para revelar as verdades do cristianismo e do islamismo
RAZÃO E FÉ
Para a RAZÃO, Deus é uma substância infinita, mas é preciso provar que
sua essência é constituída por uma vontade onipotente e um intelecto
onisciente.

Para a FÉ, Deus é um ser perfeito, bom e misericordioso, punindo os maus


e recompensando os bons.
Apologética

•Discurso argumentativa em defesa da fé


cristã, comprovada pela razão, contra seus
opositores.

+
FÉ RAZÃO

Como defesa fundamentada da fé, a


Apologética está para a Teologia como a
Filosofia está para as Ciências Humanas.
Filosofia Patrística – séc. I ao séc. VII
Tentativa de conciliar o cristianismo com o pensamento dos gregos

Inicia-se com a Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João e


termina no século VIII com a Filosofia Medieval
• Características e principais questões debatidas e
analisadas pelos filósofos medievais:
• - Relação entre razão e fé;
• - Existência e natureza de Deus;
• - Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana;
• - Individualização das substâncias divisíveis e
indivisíveis.
• Principais estágios da Filosofia Medieval
• Transição para o Mundo Cristão (século V e VI)
• Muitos pensadores deste período defendiam que a fé
não deveria ficar subordinada a razão.
• Porém, um importante filósofo cristão não seguiu este
caminho. Santo Agostinho de Hipona (354 – 430)
buscou a razão para justificar as crenças. Foi ele quem
desenvolveu a ideia da interioridade, ou seja, o homem
é dotado da consciência moral e do livre arbítrio.
A Origem do Mal

DEUS – Criador de tudo, que é pura perfeição e bondade

MAL - Parte da idéia de “homem interior”, isto é, da consciência moral e do


livre arbítrio, pelo qual o homem se torna o único responsável pela sua
existência
Pecado Original - Explicações sobre a origem da imperfeição humana, do
sofrimento e da existência do mal

Morte de Cristo – Necessária para salvar o homem do pecado de origem


Santo Agostinho 354 - 430
Mundo Inteligível – Mundo das idéias divinas,
pela iluminação o homem recebe de Deus o
conhecimento das verdades eternas

Concepção dualista – BEM X MAL

RAZÃO – SUBORDINADA A FÉ

“CREIO PARA QUE POSSA ENTENDER”


•Nascido em 354, Santo
Aurélio Agostinho é
considerado um filósofo
neoplatonista, bispo de
Hipona

•conciliava elementos
da filosofia de Platão
com valores de ordem
espiritual
Agostinho defende
uma subordinação maior da
•Defende a posição de razão em relação à fé, por
que a última palavra crer que esta venha restaurar
deveria estar na
revelação, porém é a
a condição decaída da razão
razão que norteia a fé e humana
lhe dá coerência.
Averrois 1126 - 1198

A dominação muçulmana na Espanha durante o século XII trouxe a ciência


árabe à Europa. Com Averrois, as universidades medievais redescobrem o
pensamento grego
O monasticismo cristão
São Tomás de Aquino – 1225 - 1274

“O mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios”


Santo Tomás de Aquino nasceu na
Itália em 1225. Seus estudos eram
fundamentados pela filosofia
aristotélica. Ele parte de Aristóteles
para organizar os ramos do
conhecimento num sistema completo.

Tomás de Aquino introduz elementos da


filosofia de Aristóteles no pensamento da
igreja,sobretudo, no movimento escolástico,

Tomás de Aquino
defende uma certa
autonomia da razão na
obtenção de respostas,
por força da inovação
do aristotelismo,
apesar de em nenhum
momento negar tal
subordinação da razão
à fé.
Você agora esta diante de uma
nova realidade a partir da
Idade Medieval e a atividade
filosófica desse período. Tal
realidade pode ser chamada de
A filosofia a partir do
Pensamento Teológico Cristão.

É fundamental que você tenha


elementos básicos sobre o
caráter diferenciado da
filosofia cristã em relação à
filosofia clássica nascida na
Grécia. Saber perceber as
diferenças o permitirá
aprofundar as razões para a
Revolução do pensamento a
partir do Século XVI.

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