Você está na página 1de 42

GEOGRAFIA DAS

INDÚSTRIAS
PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
ONDE QUAN FONTE TIPOS DE TEC. MEIOS DE SISTEMAS RELAÇÕES DE
DO DE INDÚSTRIAS INVENTADA TRANSP. DE TRABALHO
ENERGIA PRODUÇÃO

Inglaterra Séc. Carvão Têxtil, Máquina à Navios e Início da Início do


XVIII Mineral siderúrgica vapor; trens a vapor divisão da trabalho
e fundição e produção assalariado;
metalúrgica fabricação em etapas e intensa
de ferro da exploração do
forjado; especializa- trabalhador
máquina de ção do (longas
fiar trabalho jornadas,
trabalho
infantil)
SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
ONDE QUAN FONTE TIPOS DE TEC. MEIOS DE SISTEMAS RELAÇÕES DE
DO DE INDÚSTRIAS INVENTADA TRANSP. DE TRABALHO
ENERGIA PRODUÇÃO

Alemanha, Séc. Petróleo Automobilísti- Motor a Navios e trens Taylorismo, Formação de


França e XIX ca, química e combustão; a vapor ou a uma linha de sindicatos;
EUA petrolífera fabricação óleo diesel; montagem movimentos dos
de aço; automóveis com intensa trabalhadores
telefone; divisão de contra a
telégrafo; tarefas; exploração;
lâmpada Fordismo,
elétrica apromora-
mento do
taylorismo,
maximização
da produção
e produção
em massa
TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
ONDE QUAN FONTE TIPOS DE TEC. MEIOS DE SISTEMAS RELAÇÕES DE
DO DE INDÚSTRIAS INVENTADA TRANSP. DE TRABALHO
ENERGIA PRODUÇÃO

EUA e Séc. Energia Robótica, Computa- Navios Robotização Desemprego


Japão XX Nuclear informática, dores; cargueiros; e estrutural;
microeletrôn tecnologias aviões de automação; Exigência de
ica associadas grande produção qualificação
(chips, porte; trens flexível; elevada;
softwares, de alta Toyotismo; terceirização
hardwares velocidade; Just In Time dos serviços
etc); oleodutos e (JIT)
tecnologia gasodutos
aeroespa-
cial
TAYLORISMO X FORDISMO X TOYOTISMO

 O Taylorismo enfatiza a eficiência operacional das tarefas realizadas,


nas quais se busca extrair o melhor rendimento de cada funcionário;
 Portanto, é um sistema de racionalização do trabalho concebido em
moldes científicos. Desta maneira, cada aspecto do trabalho deve ser
estudado e desenvolvido cientificamente;
 Assim, com a análise dos processos produtivos, foi possível aperfeiçoar
a capacidade de trabalho do operariado. O foco era economizar o
máximo em termos de esforço produtivo;
TAYLORISMO X FORDISMO X TOYOTISMO

 O Taylorismo é baseado em cinco princípios básicos:


1 - A substituição de métodos baseados na experiência por metodologias
cientificamente testadas;
2 - A seleção e treinamento dos trabalhadores, de modo a descobrir suas
melhores competências, as quais devem ser continuamente aperfeiçoadas;
3 - A supervisão contínua do trabalho;
4 - A execução das tarefas com base na disciplina e respeito, de modo a
evitar desperdícios;
5 - O fracionamento do trabalho na linha de montagem.
TAYLORISMO X FORDISMO X TOYOTISMO

 O Fordismo é um modo de produção em massa baseado na linha de produção


idealizada por Henry Ford;
 Foi fundamental para a racionalização do processo produtivo e na fabricação de
baixo custo e na acumulação de capital;
 Este sistema de produção em massa, denominado linha de produção, constituía-se
em linhas de montagem semiautomáticas, possibilitadas pelos pesados
investimentos para o desenvolvimento de maquinários e instalações industriais;
 Foi a partir dela que ele estabeleceu sua doutrina, seguindo 3 princípios básicos:
1 - Intensificação: permite dinamizar o tempo de produção;
2 - Economia: tem em vista manter a produção equilibrada com seus estoques;
3 - Produtividade: visa extrair o máximo da mão de obra de cada trabalhador.
TAYLORISMO X FORDISMO X TOYOTISMO
TAYLORISMO X FORDISMO X TOYOTISMO

 O Toyotismo foi idealizado pelos engenheiros Taiichi Ohno (1912-1990), Shingeo Shingo
(1909-1990) e Eiji Toyoda (1913-2013).
 Este modelo produtivo foi desenvolvido entre 1948 e 1975 nas fábricas da montadora
japonesa de automóveis Toyota, da qual herdou o nome.
 O método foi elaborado para recuperar as indústrias japonesas no período pós-guerra.
Com o país destruído, um mercado pequeno e dificuldade em importar matéria-prima, o
Japão necessitava fabricar com o menor custo possível.
 O toyotismo introduziu mudanças que permitiram:
 produção adequada à demanda;
 redução dos estoques;
 diversificação dos produtos fabricados;
 automatização de etapas da produção;
 mão de obra muito mais qualificada e multifuncional.
O JUST IN TIME

 Just In Time é um sistema de administração da produção que


determina que tudo deve ser produzido, transportado ou comprado na
hora exata. Pode ser aplicado em qualquer organização, para reduzir
estoques e os custos decorrentes;
 O conceito desse sistema está relacionado ao de produção por demanda,
onde vende-se o produto para depois comprar a matéria prima e
posteriormente fabricá-lo ou montá-lo;
 Empregado nas montadoras de automóveis e, principalmente, nos fast
foods;
Tipos de indústrias
 Dá-se o nome de indústria ao conjunto de atividades que
transformam a matéria-prima em mercadoria;

 Artesanato: base na intensa atividade manual do artesão;


 Manufatura: base no emprego de máquinas simples e
ferramentas, porém com manipulação manual;
 Maquinofatura: introdução de máquinas no processo produtivo;
Tipos de indústrias
 Podemos classificar a indústria de transformação de acordo com o tipo de
produção empregada nela;

 INDÚSTRIA DE BENS DE PRODUÇÃO


 INDÚSTRIA DE BENS DE CAPITAL
 INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO

 DURÁVEIS
 NÃO DURÁVEIS
Indústria de Bens de Produção
 Também conhecida como Indústria de Base;
 Em geral, transformam grande volume de matéria-
prima em insumos industriais;
 No básico, são indústrias que produzem materiais
para outras indústrias;
 Não revende para a sociedade civil, mas sim para
outras empresas
 Siderúrgica;
 Metalúrgica;
 Petroquímica;
 Ferroviária;
Indústria de Bens de Capital
 Também conhecida como Indústria de Bens
Intermediários;
 Caracterizam-se pelo fornecimento de produtos
beneficiados;
 Elas produzem máquinas e equipamentos que serão
utilizados nos diversos segmentos das indústrias de
bens de consumo;
 Exemplos: mecânica (máquinas industriais, tratores,
motores automotivos, etc.); autopeças (rodas, pneus,
etc.)
Indústria de Bens de Consumo Duráveis
 Basicamente são as que produzem mercadorias não
perecíveis;
 Produzem bens de longa duração;
 Atingem diretamente a sociedade civil;

 São exemplos: indústria automobilística;


eletroeletrônica.
Indústria de Bens de Consumo Não Duráveis

 Produzem mercadorias de primeira necessidade;


 Produtos perecíveis;

 Exemplos: Setor alimentício; setor têxtil; bebidas;


Obsolescência Programada
Obsolescência Programada

 Também chamada de obsolescência planejada, é


quando um produto lançado no mercado se torna
inutilizável ou obsoleto em um período de tempo
relativamente curto de forma proposital;
 Entre os economistas norte-americanos, tornou-se
popular o jargão “Um produto que não se desgasta é
uma tragédia para os negócios”;
Obsolescência Perceptiva

 Uma outra forma de manter o consumo


frenético do capitalismo é a obsolescência
perceptiva;
 Se resume no convencimento do consumidor
em trocar produtos que ainda estão em
funcionamento;
Espacialização das atividades

 No século XIX, as fábricas eram localizadas em áreas


próximas às fontes de energia que alimentavam a
produção;
 Outros fatores que eram levado em consideração era a
distância dos locais de extração de matéria-prima; a
disponibilidade de mão-de-obra;
 Na atualidade, podemos considerar outros fatores,
como os incentivos fiscais e as redes de
comunicações;
Espacialização das atividades

 Atualmente o espaço industrial passa por alterações;


 Existem algumas “estratégias” que determinam a localização industrial
atualmente:
 Desconcentração caracterizada pela remoção de unidades produtivas de
áreas já consolidadas e o estabelecimento de novas unidades em outras
áreas pouco industrializadas;
 Descentralização consistindo na política estatal de desenvolvimento
industrial por meio de incentivos fiscais;
 Localização flexível no qual a produção é dispersada por várias unidades
produtivas;
INDUSTRIALIZAÇÃO
BRASILEIRA
 O processo de industrialização do espaço brasileiro
teve seus primórdios na criação dos engenhos para o
processamento do que era explorado no cultivo da
cana-de-açúcar;
 Porém, esse processo não ocorreu de maneira
contínua desde o período colonial;
 A partir do século XIX que o processo de
industrialização está associado à produção cafeeira e
à acumulação de capital;
 No período da Primeira Guerra, as potências capitalistas
suspenderam o fornecimento de manufaturas, deixando
um espaço vazio que deu origem ao processo de
"substituição das importações”;
 Durante a Primeira Guerra surgiram no Brasil quase
6000 novos estabelecimentos industriais, configurando
um crescimento de mais de 200%;
 Mas, tão logo os conflitos terminaram, as potências
industriais retomaram sua vida econômica, na ânsia de
preencher os campos vazios que haviam deixado.
 Nesse período, o impulso industrial não foi suficiente
para assegurar a estrutura econômica de um país
agroexportador;
 Além disso, o governo brasileiro da época estava muito
mais preocupado em manter o posto como maior produtor
cafeeiro do mundo do que proteger o início da indústria
nacional;
 Lembre-se que nesse período estávamos vivenciando a
chamada Primeira República, ou República Velha, no
qual prevalecia, por muitos anos, a política do “café com
leite”;
 1929: o ano da mudança;
 Crise no setor cafeeiro;
 Derrubada do governo comandado pela elite agrária;
 Ascensão de Getúlio Vargas;
 Proibição de importações de gêneros industriais produzidos no
país;
 Criação de inúmeras estatais estratégicas para o desenvolvimento
industrial:
 Siderúrgica Nacional (1941); Vale do Rio Doce (1942); Fábrica
Nacional de Motores (1942); Petrobras (1952); Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico (1952);
Companhia Siderúrgica Nacional – Construção em 1941 – Privatizada em 1992 por Itamar
Franco
Valor de mercado – 14,4 bilhões (mar/2014) – Vendida por cerca de 1,2 bilhão
Ato de assinatura da criação da Vale do Rio Doce com empréstimos norte-americanos –
Privatizada em 1997 por FHC
Valor de mercado – 304,9 bilhões (out/2018) – Vendida por cerca de 3,338 bilhões
 Juscelino Kubitschek (JK);
 Inauguração da “era do desenvolvimento”;
 Plano de Metas: 50 anos em 5;
 Se Vargas, por um lado, defendia e intensificava a
indústria nacional, JK, juntamente com seus apoiadores,
defendia por outro lado, a abertura da indústria brasileira
para o capital estrangeiro;
 Duas principais diretrizes: fortalecer a indústria de bens
de consumo e promover a entrada de capital estrangeiro;
 Construção de Brasília;
 Abertura de novas rodovias federais;
 Instalação, em SP, das fábricas da Volks, Mercedes e da GM e
Ford (que já estavam no Brasil, mas não como montadoras);
 Ocorreu de forma maciça, ocupando os ramos da indústria
pesada: indústria automobilística e de caminhões, de material
elétrico e eletrônico, de eletrodomésticos, de produtos químicos e
farmacêuticos, de matéria plástica;
 Organização das multinacionais;
 O Plano de Metas previa ainda: "ampliação do potencial de
geração, transmissão e distribuição de energia elétrica“;
Juscelino Kubitschek na inauguração de Brasília/1960
Inauguração da Volkswagen em 1959 – JK aparece na foto com Heinrich Nordhoff, presidente da
Volkswagen mundial.
 Período Militar e a indústria;
 Dívida externa crescente pós-JK;
 Alto custo de vida;
 Inflação descontrolada;
 Estagnação nos primeiros anos de governo militar;
 A partir de 1968, o País experimentou uma nova fase de sua
economia e de seu processo de industrialização brasileira;
 Recuperação financeira;
 Reforma tributária;
 Ampliação do crédito lançaram bases para o momento considerado
o “milagre brasileiro”;
 Investiram fortemente em obras de impacto, em áreas como
transporte e energia;
 Usina Hidrelétrica de Itaipu, binacional (Brasil-Paraguai);
 A implantação da usina nuclear de Angra é outra marca do
investimento em energia do período;
 Ponte Rio-Niterói;
 Ampliação da malha viária de 3 mil para 45 mil quilômetros;
 Estádios de futebol;
 Criação da Zona Franca de Manaus;
 Crescimento industrial de 12,7%;
 PIB cresceu 11,3% entre 1968 e 1973;
A ponte foi entregue em 1974. Na foto de 1973, o general Médici visita as obras.
 Desenvolvimento com endividamento;
 1964 – 2,5 bilhões de dólares;
 1985 – 115 bilhões de dólares;
 2015 – 348 bilhões de dólares;

 1980: a década perdida;


 Marcada por forte estagnação e baixos investimentos na indústria;
 Eleições de Collor e o governo de Itamar Franco;
 Plano Real e o controle da inflação que atingia 200%;
 FHC e o plano de privatizações;
 Os favoráveis declaravam que os valores obtidos seria
revertido para pagamento da dívida externa;
 Melhoria dos serviços;
 Em contrapartida, os críticos acusam o governo de se
desfazer de empresas estratégicas, além do baixo valor de
venda;
 Durante os governos de Lula de Dilma, o país manteve
um ritmo de crescimento industrial, porém não foi
realizado a reestatização das indústrias privatizadas;

Você também pode gostar