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FISIOLOGIA DA DOR

A cura, o alívio ou, ao


menos, o conforto ante a
dor...
DOR
Conceito

Segundo IASP (International Association for the Study
of Pain), a dor é “uma experiência multidimensional
desagradável, envolvendo não só um componente
sensorial mas também um componente emocional, e
que se associa a uma lesão tecidular concreta ou
potencial, ou é descrita em função dessa lesão”
DOR
É uma experiência subjetiva, sensorial e emocional,
desagradável
É descrita e avaliada como o quinto sinal vital
Envolve vários processos fisiológicos, cognitivos e
emocionais
Gera sofrimento
Interferem na qualidade de vida
DOR
Função
 Funcionar como um sinal de alerta, ativando
respostas protetoras, de forma a minimizar
possíveis danos nos tecidos
 É um sintoma que acompanha a maioria dos
processos patológicos
Classificação
 Quanto à Duração
Aguda: de início recente e de duração geralmente
curta, há uma ação temporal e/ou causal
Crônica: lenta ou crônica, como é mais
conhecida, está associada à destruição tecidual.
É uma dor prolongada no tempo, e não há como
saber a ação temporal e/ou causal

Quanto ao Tipo
Não Nociceptiva: não está associada a receptores específicos,
sendo produzida por disfunções nas células nervosas. Surge a
partir do sistema nervoso periférico
Neuropática
Simpática
Nociceptiva: estímulos específicos a receptores da dor
Visceral
Somática
Não Nociceptiva Neuropática
 Ocorre como consequência direta de uma
lesão ou doença do sistema nervoso
somatossensorial
 Pode ser total ou parcial
 Pode acometer o SNC quanto o SNP
 Crônica, de etiologia diversa e não responde às
terapêuticas analgésicas convencionais
Não Nociceptiva Neuropática

Processo patológico de difícil
diagnóstico/caracterização (possui etiologia
múltipla e variada)

Devido a esta complexidade este tipo de dor é
muitas vezes camuflado por diagnósticos
equivocados (há dificuldade de avaliar a origem
das alterações das vias sensitivas)
Não Nociceptiva Simpática
 Hiperatividade da parte simpática do sistema
nervoso vegetativo, que controla o fluxo
sanguíneo nos tecidos
 Dor nervosa (neuropatia, nevralgia, neurite)
 Não possuem receptores de dor específicos
 Ocorre após lesões de tecidos moles e/ou
fraturas ósseas
Nociceptiva Visceral

Dor subjetiva, profunda, sob forma de espasmos
ou cãibras

A dor visceral é frequentemente associada a
efeitos no sistema nervoso autônomo (palidez,
suores, náuseas, distúrbios gastrointestinais,
alterações na temperatura corporal, pressão
arterial e frequência cardíaca)
Nociceptiva Visceral

 Origem nos órgãos internos (vísceras)


 Revelam infeção, inflamação, modificações da
motilidade dos órgãos, neoplasias, alterações
nos nervos transmissores das sensações
viscerais, ou isquemia
Nociceptiva Somática

Provém da pele, músculos, articulações, ossos ou ligamentos
(podendo ser superficial ou profunda)

A superficial apresenta uma instalação aguda e imediata
(pequenas feridas ou queimaduras de primeiro grau ocorre ao
nível da pele ou membranas mucosas)

A profunda tem tendência ser uma dor inicialmente silenciosa
(rupturas, fraturas ósseas e ocorre ao nível dos músculos ossos,
articulações, ligamento, tendões ou vasos sanguíneos)
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Coluna 1
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Coluna 2
Coluna 3
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Linha 1 Linha 2 Linha 3 Linha 4
Mecanismos da Dor
Intervenções Farmacológicas
Intervenções Não Farmacológicas
Como intervir na dor
A cura, o alívio ou, ao
menos, o conforto ante a
dor…
Seja ela qual for.