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FACULDADE RATIO

CURSO TECNÓLOGO EM OPTOMETRIA


TURMA 111

Capacidades Coordenativas
Disciplina: Optometria Esportiva

Alunos: Franscisca Helma Maciel; Antônio Gildevan Sousa Rabelo; Sonia Maria Dantas Maciel.

FORTALEZA
2020
Capacidades Coordenativas Tema 1 1
“As capacidades coordenativas traduzem a organização e o controle de movimentos por
meio das propriedades dinâmicas do sistema efetor. A análise de ações coordenadas como
solução nas tarefas motoras práticas contribui com possíveis respostas às “controvérsias
entre a teoria motora e a ação””.
(GRECO; ROMERO, 2015)

Fonte:https://www.google.com/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Fi
Capacidades Coordenativas Tema 2 1
“As capacidades coordenativas são propriedades qualitativas do nível de
rendimento de um ser humano e pré-requisitos de rendimento que capacitam o
atleta para realizar ações”.
(GRECO; ROMERO, 2015)
Coordenação Tema 3 1
Definição

Segundo Kiphard e Schilling citado por Lopes et al. (2003) a coordenação é:

“a interação harmoniosa e econômica do sistema músculo- esquelético, do sistema nervoso


e do sistema sensorial com o fim de produzir ações motoras precisas e equilibradas, e
reações rápidas adaptadas a situações que exigem uma adequada medida de força que
determina a amplitude e velocidade do movimento; uma adequada seleção dos músculos
que influenciam a condução e orientação do movimento”.
Relações com o movimento Tema 41

As capacidades coordenativas estão relacionado


com o movimento por:
• funções de direcionar, regular e harmonizar os
processos parciais do movimento;
• Permitem que o movimento seja realizado com o
menor gasto energético possível;
• Determinadas pelos processos de regulação e
orientação do movimento;
• Possibilitam que os atletas dominem as ações
motoras em situações previsíveis ou
imprevisíveis;
• São fundamentais para a aprendizagem de
movimentos esportivos.

(GRECO; ROMERO, 2015)


Relações com o movimento 5

Greco e Romero (2015) explica


sobre os “parâmetros de pressão” das
capacidades coordenativas que são
variáveis conforme a atividade
esportiva:

“tempo, precisão, organização,


complexidade, carga e variabilidade
– constituem as dimensões das
capacidades coordenativas
relacionadas a motricidade,
execução motora, elementos
característicos da motricidade no
momento da realização do
movimento coordenativo”.

(GRECO; ROMERO, 2015)


Relações com o movimento 6

(GRECO; (BRUNO,
ROMERO,2019)
2015)
Relações com o movimento 7

As Capacidades coordenativas colaboram


na:
• aprendizagem motora;
• controle motor;
• Adaptação e transformação dos
movimentos.

Fonte: https://www.futeboldeformacao.pt/2016/03/30/porque-trabalhar-as-
capacidades-fisicas-condicionais-e-coordenativas-no-futebol-de-formacao/

(BRUNO, 2019)
Etapas das Capacidades Coordenativas 8

• O desenvolvimento destas capacidades ocorre entre os 7 e os 13 anos de


idade.
• Homens: entre os 8 e 13 anos;
• Mulheres: entre 7 e 12 anos;
• É dependente do aparato nervoso: visão, audição, tato;
• Para poder aperfeiçoar as capacidades coordenativas é preciso conhecer as
fases cronológicas e biológicas do crescimento humano.

(BRUNO, 2019)
Para que servem: aplicações 9

• Tornam possível o desempenho de Servem de base para as o desenvolvimento


alta qualidade em diversas atividades de habilidades técnicas:
humanas, incluindo os esportes. por exemplo:
• São pré-requisitos de ordenamento e • Lançamento em suspensão;
estruturação para determinada classe • Realização de “rosca” no lançamento de
de tarefas motoras; ponta;
• Colaboram na execução de técnicas • Aparar de uma bola em movimento;
específicas das modalidades • Técnica de side-quick do goleiro.
esportistas;

(GRECO; (BRUNO,
ROMERO,2019)
2015)
Para que servem: aplicações 10

“utilizadas para aprender, controlar e organizar ou adaptar os movimentos.


Constitui a base para a aprendizagem e melhoramento das capacidades
técnicas”.
(BRUNO, 2019)

• Aparato sensório-motor: equilíbrio,


percepção do espaço, tempo;
• Capacidade expressiva: linguagem
corporal;
• Destreza esportiva e motricidade
esportiva;

(BRUNO, 2019)
Para que servem: aplicações 11

• Necessárias para a condução, regulação e execução dos movimentos;


• Identificar a posição do próprio corpo com relação ao espaço;
• Sincronização de movimentos de forma precisa e econômica;
• Aprendizagem motora;
• Quanto mais elevado o nível das capacidades coordenativas, mais depressa e
mais seguramente são aprendidos movimentos novos e difíceis;
• Permite a execução de movimentos idênticos com menor gasto energético,
possibilitando, portanto, uma economia de energia;
• Permite maior adaptação e readaptação dos movimentos quando há
modificações do ambiente ou de situações.

(BRUNO, 2019; BALBINOTTI et al., 2009)


Áreas de habilidades de coordenação 12

Coordenação Visuomotora: capacidade para coordenar a visão com os movimentos do


corpo.
Movimentos oculares; movimentos globais (postura, equilíbrio, locomoção,
movimentações da cintura escapular e pélvica); movimentos finos (incluindo atividades
delicadas como a de recortar ou sublinhar) digitação, entre outros.

Fonte: https://www.treinoemfoco.com.br/treinamento-fisico/esportes-coletivos-com-bola-flexibilidade-coordenacao-motora-e-agilidade/

(GORDO,1993, p. 29; FONSECA, 2008)


Áreas de habilidades de coordenação 13

Equilíbrio: relação com o sistema vestibular ou de equilíbrio. Importante para a


conservação do equilíbrio do corpo, equilíbrio estático e dinâmico. Inclui a manutenção
e restauração do equilíbrio em situações alternadas e solução de tarefas motoras em
condições instáveis de equilíbrio.

Orientação espacial e temporal: capacidade de determinação da mudança de posição ou


de um movimento no espaço e no tempo, com relação a um campo de ação ou com
relação a um objeto de ação. É a capacidade de se perceber as modificações espaciais à
medida que elas intervêm na execução dos movimentos.

(GRECO; ROMERO, 2015; BRANCO, 2015).


Áreas de habilidades de coordenação 14

Coordenar e acoplar movimentos: coordenar movimentos do corpo e acoplar estes


movimentos unindo-os em sequencia.

Diferenciação motora: Capacidade de controlar as informações da musculatura, reter as


mais importantes e dosar a força e o movimento empregado.

Reação simples e complexa: Capacidade para analisar rapidamente e eficientemente as


situações e os contextos. Possibilita reagir e aplicar a resposta motora de forma rápida e
adequada para situações simples ou complexas.

(SOUSA, 2014; GRESPAN, 2016).


Áreas de habilidades de coordenação 15

Capacidade de transformação: permite a adaptação e mudança motora de acordo com


as situações (espacial, temporal e de movimentos). Possibilita a correção e a modificação
de uma determinada ação analisando as variáveis do ambiente.

Ritmo e tempo: Permite realizar um movimento aplicando o ritmo adequado e


calculando o tempo correto da ação. Capacidade para identificar ritmos e aplicar na ação
motora reproduzindo os movimentos dentro de um ritmo próprio.

Antecipação motora: permite antecipar os acontecimentos para aplicar a ação adequada.


Está relacionada a capacidade de visão estratégia nos esportes e no cotidiano, com a
capacidade de sincronismo na dança e nos esportes. Melhora a capacidade defensiva
utilizada, por exemplo, em goleiros do futebol, para prever o movimento da bola e
aplicar a ação adequada.

(SOUSA, 2014; GRESPAN, 2016).


Áreas de habilidades de coordenação 16

Antecipação motora: permite antecipar os acontecimentos para aplicar a ação adequada.


Está relacionada a capacidade de visão estratégia nos esportes e no cotidiano, com a
capacidade de sincronismo na dança e nos esportes. Melhora a capacidade defensiva
utilizada, por exemplo, em goleiros do futebol, para prever o movimento da bola e
aplicar a ação adequada.

Fontehttps://agenciapatriciagalvao.org.br/mulheres-de-olho/trabalho/testosterona-deixara-de-ser-criterio-para-barrar-mulheres-no-
atletismo/

(SOUSA, 2014).
Relações com o treinamento visual 17

As capacidades coordenativas possuem analisadores táteis, auditivos, visuais, entre


outros (BRUNO, 2019).
Os Analisadores visuais – que informam sobre a percepção da distância, da relação dos
movimentos e do meio externo.
Portanto, o treinamento visual melhora as capacidades coordenativas e, assim, melhora o
rendimento esportivo.
Relações com o treinamento visual 18

Greco e Benda (2001) apud Rega, Soares e Bojikian (2008, p. 93) propõem para o
treinamento das capacidades coordenativas uma fórmula:
Considera a necessidade de se trabalhar as habilidades básicas. Seguindo um
planejamento sistemático para melhoria da capacidade de recepção de informações
através dos diferentes analisadores: visual, vestibular, tátil, entre outros.

Desta forma, o treinamento visual melhora as capacidades coordenativas por melhorar o


analisador visual.
Relações com o treinamento visual 19

Treinamento e coordenação
visuomotora:
• Grande (1990, p. 14) apud Gordo (1993, p. 29): Definida a coordenação visuomotora
como sendo a “capacidade para coordenar a visão com os movimentos do corpo”.
• O treinamento visual aplicado a coordenação visuomotora melhora as praticas
esportivas, reação, antecipação motora, equilíbrio, entre outas habilidades.

Coordenação visuomotora:
• Motricidade ocular;
• Movimentos globais: postura, equilíbrio, locomoção;
• Movimentos finos.
Referências Bibliográfica 20
BALBINOTTI, C. et al. O Ensino do Tênis: Novas Perspectivas de Aprendizagem. Porto Alegre:
Artmed, 2009.
BRANCO, L. M. P. M. Avaliação das capacidades coordenativas: Coincidência-Antecipação
e Orientação Espacial, em jovens. TCC (Monografia de Licenciatura Educação Física) –
Universidade de Coimbra, 2005.
BRUNO, M. O Treinador De Futebol: A Partir Da Formação Do Jogador Até À Táctica E
Modelos de Jogo. São Paulo: Tektime, 2019.
FONSECA, V. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2008.
GORDO, M. F. P. C. M. A visualização Espacial e a Aprendizagem de Matemática. 1993.
Dissertação (Mestrado em ciências da Educação) – Secção Autônoma de Ciências Sociais
Aplicadas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa.
Grande, J. Spatial sense. Arithmetic Teacher, 1990.
GRECO, P. J.; ROMERO, J. J. F. Manual de handebol: da iniciação ao alto nível. Rio de
Janeiro: Phorte, 2015.
Referências Bibliográfica 21
GRESPAN, M. R. Educação física no ensino fundamental: Primeiro ciclo. São Paulo:
Papirus, 2016.
GRECO, P.J.. BENDA, R.N. Iniciação esportiva univer Iniciação esportiva universal: vol.
1 Iniciação esportiva universal: vol. 1. Minas Gerais sal: vol. 1 : Editora UFMG, 2001.
LOPES, V. P; MAIA, J. A. R.; SILVA, R. G.; SEABRA, A. Estudo do nível de
desenvolvimento da coordenação motora da população escolar (6 a 10 anos de idade) da
Região Autônoma dos Açores. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, v. 3, n. 1,
2003.
REGA, G. C.; SOARES, T. A. A.; BOJIKIAN, J. C. M. Desenvolvimento das capacidades
coordenativas no voleibol. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 2008.
SOUSA, V. M. L. Validação e Adaptação do Percurso de coordenação
vienense - pcv (wiener koordinationsparcour” - wkp) em escolares brasileiros de 12 a 14
anos de idade. 2014. Dissertação (Mestrado em Educação Física) Escola de Educação
Física –Universidade de São Paulo.

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