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Lubrificação

20h

07/18/2021
Introdução à
lubrificação
industrial

2
ATRITO

É a resistência ao movimento originada quando um


corpo (sólido, líquido ou gasoso) move-se sobre a
superfície de um outro. Essa força que tende a se
opor ao movimento denomina-se força de atrito, ou
simplesmente atrito.

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ATRITO
Os coeficientes de atrito relatados por diversos
pesquisadores dependem das condições e procedimentos
com que são realizados os testes.
Por mais polidas e bem acabadas que sejam as superfícies
dos materiais, quando observadas no microscópio ou
lentes de aumento mostram-se imperfeitas, cheias de
altos e baixos, embora possam parecer lisas e perfeitas a
olho nu.

A resistência ao movimento origina um desprendimento


interno de calor, que aliado às elevadas pressões locais,
origina a micro soldagem dos picos da rugosidade das
superfícies de contato.
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ATRITO
Para o restabelecimento do movimento a força deverá ser
maior, até que ocorra o cisalhamento ou rompimento
dessas micro-soldas. Como resultado final dessa micro-
soldagem e ações de cisalhamento, partículas dos
materiais envolvidos são arrastadas das superfícies,
originando o desgaste.

Tipos de Atrito
a) Atrito de deslizamento;
b) Atrito de rolamento;
c) Atrito fluido.

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ATRITO
Nota-se nas figuras que o atrito de rolamento é menor
que o atrito de deslizamento, sendo menor ainda o atrito
fluido.

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DESGASTE
O desgaste é definido como “uma remoção
indesejada de material devido a uma ação
mecânica”.
Geralmente o desgaste é aceito como uma
conseqüência natural do uso, ou seja, uma certa
quantidade de desgaste é considerada normal, e
não é tomada nenhuma medida para evitá-lo.

O desgaste pode ser classificado em desgaste


adesivo, desgaste abrasivo e fadiga superficial.

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Desgaste Adesivo
Ocorre quando há contato físico entre duas superfícies,
ou seja, quando não há lubrificação ou presença de
lubrificação limite.
Quando duas superfícies estão em contato e há uma carga
pressionando uma contra a outra, as asperezas mais altas
das mesmas, que são as que entram em contato primeiro,
começam a se deformar plasticamente permitindo assim
que outras asperezas entrem em contato e se deformem
também. Esse processo continua até que a área real de
contato aumente até um valor capaz de suportar a carga.
As arestas que sofreram deformação plástica se soldam
com a superfície conjugada, e quando a força tangencial
supera a resistência ao cisalhamento das mesmas, ocorre
a separação com transferência de material da superfície
mais macia para a mais dura. Na medida em que as
partículas vão se soltando, podem incorporar-se ao fluxo
de lubrificante sendo carregadas por ele provocando
outro tipo de desgaste, o Abrasivo.
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Desgaste Adesivo

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Desgaste Abrasivo
O desgaste abrasivo ocorre quando partículas duras em
suspensão no lubrificante, ou projetadas por uma
superfície, rolam ou deslizam sob pressão contra a
superfície conjugada cortando a mesma, promovendo o
desprendimento de material.

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Fadiga Superficial

Este tipo de desgaste aparece quando duas


superfícies rolam e/ou deslizam uma sobre a outra,
em presença de uma carga perpendicular às
mesmas. Como cada ponto passa pela região de
aplicação da carga uma vez a cada ciclo, as tensões
de contato geradas variam no tempo, provocando a
falha do material por fadiga, iniciando dessa forma
o aparecimento de trincas superficiais ou sub-
superficiais dependendo se há ou não deslizamento.
Estas trincas vão progredindo e após um certo
número de ciclos provocam o desprendimento do
material, podendo levar a inutilização do
componente

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LUBRIFICAÇÃO
A tarefa da lubrificação é reduzir o atrito ao mínimo e
evitar os problemas dele resultante.
Introduzindo assim entre duas superfícies em contato uma
camada de lubrificante, evitamos o atrito metálico,
substituindo-o pelo atrito fluido, capaz de reduzir
substancialmente o desgaste.

Tipos de lubrificação
a) Lubrificação hidrodinâmica ou fluida
É o tipo de lubrificação pelo qual forma-se uma película
espessa de lubrificante separando as superfícies de
contato. Neste caso o atrito é pequeno e o desgaste
insignificante, já que o contato é feito apenas das
superfícies dos materiais envolvidos com o fluido. O
coeficiente de atrito na lubrificação hidrodinâmica se
situa entre 0,001 e 0,03.
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LUBRIFICAÇÃO

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LUBRIFICAÇÃO
b) Lubrificação limite ou semi-fluida
É o tipo de lubrificação pela qual a espessura da película
lubrificante é igual à altura máxima dos picos da
rugosidade das superfícies em contato.
Com as diversas situações de velocidade, carga, o projeto
do equipamento, além do baixo custo operacional e de
instalação, a lubrificação limite tem sido largamente
utilizada, mesmo ocasionando certo desgaste nos
componentes.
O grande desafio dos pesquisadores na área de
lubrificação esta sempre relacionado à formação de uma
película fina e resistente de lubrificante capaz de
suportar altas cargas sem que haja seu rompimento e
consequente desgaste das superfícies.

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LUBRIFICAÇÃO

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SUBSTÂNCIAS LUBRIFICANTES
Considerando o desenvolvimento tecnológico das
máquinas e equipamentos diversas substâncias
lubrificantes foram desenvolvidas para atender ás
exigências de funcionamento, a redução do atrito e o
desgaste dos componentes mecânicos.

Classificação
As substâncias lubrificantes são classificadas pelo seu
estado de agregação:
a) Sólidos;
b) Pastosos;
c) Líquidos;
d) Gasosos.

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Lubrificantes Sólidos
São empregados para proporcionar lubrificação com
película seca em condições de alta temperatura, alta
carga, baixa velocidade ou carga oscilatória, com baixo
coeficiente de atrito.
As substâncias mais comuns são a GRAFITE, DISSULFETO
DE MOLIBDÊNIO (MoS2), POLITETRAFLUORETILENO (PTFE),
TALCO, etc.
O grafite é constituído por carbono e apresenta um
estrutura lamelar, isto é camadas em forma de lâminas
que formam um filme sólido sobre a superfície metálica
proporcionando baixo coeficiente de fricção.
O Dissulfeto de Molibdênio ocorre na natureza,
constituindo o minério chamado Molibdenita. É um pó
preto brilhante, macio e untuoso semelhante ao grafite.
Possuem as desvantagens de não eliminar o calor, não
poder ser facilmente reabastecidos e por serem
relativamente imóveis devendo ser agregado à superfície
por fusão, deposição química ou térmica ou ainda por
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emplacamento.
Lubrificantes Sólidos
Tanto a grafite quanto o Dissulfeto de Molibdênio podem
ser aplicados sobre o metal por meio de adesivos, tais
como: resinas acrílicas, fenólicas, silicones ou produtos
inorgânicos como: fósforo, silicatos e boratos.
De um modo geral esses materiais possuem boas
propriedades de untuosidade, sendo a grafite e o
dissulfeto de molibdênio capazes de formar ligações com
os metais, especialmente o MoS2 com o aço.
O PTFE é um polímero cujo coeficiente de atrito é muito
baixo, comparado com outros plásticos, porém não é
suficientemente forte mecanicamente, é mal condutor de
calor e possui expansibilidade elevada. A solução para
essas deficiências foi a de incorporar o PTFE à superfície
de um metal poroso tal como o cobre sinterizado, por
exemplo. O material resultante possui resistência
mecânica e propriedades térmicas do cobertas aliadas à
condição de pequeno atrito superficial do PTFE.
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Lubrificantes Pastosos
São as graxas e as composições betuminosas. São
aplicados nos pontos onde os lubrificantes líquidos não
seriam eficazes em face de sua tendência natural a
escorrerem, por mais viscosos que sejam. Também são
usados como protetor, evitando-se a entrada de
contaminantes.
A graxa lubrificante é definida pela ASTM (Sociedade
Americana para Testes de Materiais), como o “Produto da
dispersão de um agente espessante num lubrificante
líquido, com uma consistência entre semilíquida a sólida,
podendo conter outros ingredientes destinados a conferir-
lhe propriedades especiais”. Consiste de uma mistura de
óleo mineral ou sintético (85-90%) e um agente
espessante. Em pelo menos 90% das graxas o espessante
utilizado é um sabão metálico, formado pela reação
química de um ácido graxo (comumente sebo) e um
produto alcalino que pode ser Cal Virgem (sabão de
Cálcio), Soda Cáustica (sabão de Sódio) ou Hidróxido de
Lítio (sabão de Lítio).
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Lubrificantes Pastosos
Os espessantes do tipo não-sabão são as argilas
modificadas (bentonita), gel de sílica, tintas, pigmentos,
negro-de-fumo, fibras, resinas, sais orgânicos e
inorgânicos.
Os lubrificantes líquidos mais utilizados na fabricação das
graxas são os de origem mineral e sintética. Os óleos
minerais empregados possuem viscosidade geralmente
acima de 22 cst a 40°C, sendo a viscosidade escolhida em
função da temperatura de trabalho, carga e velocidade.
Em condições extremas de utilização, como é o caso de
aviões, onde a temperatura de serviço pode variar muito
o fluido utilizado é o sintético. Os mais usados são os
ésteres e silicone.

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Lubrificantes Pastosos
Também pode ser adicionada à graxa, lubrificantes
sólidos, tais como: o grafite, o dissulfeto de molibdênio e
o PTFE (teflon) que conferem ao produto alta capacidade
de carga, temperatura e um baixo coeficiente de atrito.
Existem diversos tipos de graxa cuja formulação confere a
cada uma características próprias definido a sua
aplicação. As mais comuns são:
As composições betuminosas são lubrificantes de elevada
aderência formuladas à base de óleos minerais e asfalto.
Para serem aplicados necessitam de aquecimento prévio
ou diluição em solventes. Seu maior campo de aplicação
são as engrenagens abertas e cabos de aço.

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Lubrificantes Líquidos

São os mais utilizados, pois penetram nas partes


móveis com facilidade e funcionam como
dissipadores de calor. São classificados em:
· Óleos minerais;
· Óleos graxos;
· Óleos compostos;
· Óleos sintéticos.

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Petróleo - Origem
A teoria mais aceita é a de que o petróleo foi
formado por restos de animais e vegetais que se
depositaram no fundo dos mares e lagos, há milhões
de anos. Com os movimentos da crosta terrestre,
estes restos foram sendo soterrados, e sob pressão,
ação do calor e do tempo de decompuseram,
formando um óleo composto de moléculas de
carbono e hidrogênio.
COMPOSIÇÃO:
Carbono: 81 a 88%
Hidrogênio: 10 a 14%
Oxigênio: 0,01 a 1,2%
Nitrogênio: 0,002 a 1,7%
Enxofre: 0,01 a 5%
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Petróleo - Exploração
O petróleo é encontrado em
bacias sedimentares, depressões
na superfície da terra
preenchidas por sedimentos que
se transformaram, em milhões de
anos, em rochas sedimentares.
A existência de acumulações de
petróleo depende das
características e do arranjo de
certos tipos de rochas
sedimentares no subsolo.
Basicamente, é preciso que
existam rochas geradoras que
contenham a matéria-prima que
se transforma em petróleo e
rochas-reservatório, ou seja,
aquelas que possuem espaços
vazios, chamados poros, capazes
de armazenar o petróleo.
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Petróleo - Perfuração
Após a aplicação de diversas tecnologias para pesquisa da
existência de petróleo em terra ou no mar e estudos
conclusivos, decide-se pela perfuração do poço. A
perfuração em terra é feita através de uma sonda de
perfuração, constituída de uma torre de estrutura
metálica com mais de 40 metros de altura e com auxílio de
equipamentos especiais. A torre sustenta um tubo vertical,
a coluna de perfuração, em cuja extremidade é colocada
uma broca. Através de movimentos de rotação e de peso à
broca, o solo é perfurado. No mar, as atividades seguem
etapas praticamente idênticas às de terra. As perfurações
marítimas podem ser executadas por plataformas fixas ou
flutuantes e navios-sonda.

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Petróleo - Perfuração

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Petróleo - Produção
Após a perfuração identificará
a capacidade de produção do
poço e sua viabilidade
técnicoeconômica.
A partir da qual inicia-se a
fase de produção.

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Petróleo - Destilação
A destilação ou refino é constituído de uma série
de operações que visam beneficiar o petróleo bruto
em produtos específicos. Através da torre de
destilação são extraídos os sub-produtos do
petróleo.

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Petróleo - Destilação

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Óleos minerais

São obtidos do petróleo, sendo suas propriedades


derivadas do óleo cru que lhe deu origem. São os
mais empregados na lubrificação pela grande
variedade e baixo custo.
Os óleos minerais são classificados segundo a sua
origem:
· Óleos naftênicos;
· Óleos parafínicos;
· Óleos aromáticos.
Cada tipo de óleo possui características próprias.

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Óleos minerais

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Óleos graxos

São óleos orgânicos de origem animal ou vegetal.


Possuem grande oleosidade e baixa resistência à
oxidação. Os principais óleos de origem animal e
vegetal são: Óleo de banha de porco, óleo de
baleia, óleo de peixe, óleo de mamona, óleo de
oliva, óleo de soja, óleo de algodão, entre outros.

Óleos compostos
São misturas de óleos minerais com óleos graxos
(até 30%). Possuem as vantagens de maior
oleosidade e facilidade de emulsão em presença de
água ou vapor d’água.

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Óleos sintéticos

São produtos normalmente produzidos através de


reações químicas, onde a pressão, temperatura e a
proporção dos elementos e compostos podem ser
cuidadosamente controladas.
Freqüentemente, o caminho da reação para se
chegar ao produto desejado envolve vários passos,
que requerem uma purificação dos produtos
intermediários. Como resultante desse processo de
se catalisar vários compostos obtém-se óleos
sintéticos, com as suas excelentes características.

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Óleos sintéticos

Entretanto, deve-se considerar que os mesmos


apresentam elevados custos de produção, uma vez
que os custos da matéria prima são adicionados os
custos de cada uma das reações químicas
necessárias para obtenção do produto. Como toda a
indústria química, a matéria prima é, na maioria
dos casos, obtida do petróleo e gás natural
termicamente processados.
O etileno e seus derivados são as matérias primas
mais importantes na indústria petroquímica,
servindo como elementos básicos para produção de
alguns lubrificantes sintéticos.

35
Seleção de
lubrificantes

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Seleção de lubrificantes

A escolha adequada de um lubrificante é freqüentemente


responsável pelo funcionamento eficiente ou não de uma
máquina. A seleção do lubrificante para cumprir a
finalidade do local em que está empregado, depende
inicialmente do conhecimento das características gerais
de operação do equipamento, bem como das
propriedades do lubrificante e de sua constituição.
As informações sobre o equipamento darão as condições
de velocidade, temperatura operacional, carga, presença
de água, vapor, contaminantes em geral, detalhes
construtivos do equipamento, método de aplicação do
lubrificante utilizado, etc. Os laboratórios especializados
fornecem além da composição analítica informe sobre o
comportamento em trabalho do lubrificante, e definem o
produto adequado, o período de troca ou relubrificação e
a quantidade requerida.

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CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICAS
DOS LUBRIFICANTES

A avaliação do desempenho de um lubrificante é


somente realizada em serviço, atestando-se ou não
a qualidade do produto. Os testes realizados em
laboratório procuram simular as condições
operacionais com certa tolerância.
Os fabricantes (formuladores) por sua vez, através
de constantes pesquisas, que a partir dos relatos e
condições de aplicação específica do lubrificante,
procuram desenvolver produtos cada vez mais
eficazes.
A análise em laboratório de óleos lubrificantes em
uso, e seus resultados servem de comparativo das
especificações originais, além de fornecerem
parâmetros de situações de serviços, como os
diferentes contaminantes, por exemplo, ou a
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fratura ou desgaste do componente.
Densidade
O petróleo e seus derivados expandem-se quando
aquecidos, isto é, o volume aumenta e o peso não
se modifica. Por esta razão, a densidade é medida a
uma temperatura padrão ou, então, convertida
para esta temperatura por meio de tabelas.
A densidade é um número que define o peso de um
certo volume de uma substância quando submetida
a uma determinada temperatura.
A densidade de uma substância é a relação entre o
peso do volume dessa substância medido a uma
determinada temperatura e o peso de igual volume
de outra substância padrão (água destilada),
medido na mesma temperatura (sistema métrico:
20ºC / 20ºC).

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Densidade
No Brasil, a temperatura normal de referência do
produto é 20ºC, podendo em alguns casos ser
expressa a 15ºC ou 25ºC.
Conhecendo a densidade de cada produto, é
possível diferenciar imediatamente quais os
produtos de maior ou menor peso.
A densidade de óleos novos não tem significado
quanto à sua quantidade, mas é de grande
importância no cálculo de conversão de litros em
quilos, ou vice-versa.
Por meio de densidade, pode ser determinado o
número de tambores de 200 litros de óleo que um
caminhão poderá transportar.
O cálculo é feito da seguinte maneira:

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Densidade
No Brasil, a temperatura normal de referência do
produto é 20ºC, podendo em alguns casos ser
expressa a 15ºC ou 25ºC.
Conhecendo a densidade de cada produto, é
possível diferenciar imediatamente quais os
produtos de maior ou menor peso.
A densidade de óleos novos não tem significado
quanto à sua quantidade, mas é de grande
importância no cálculo de conversão de litros em
quilos, ou vice-versa.
A densidade API (American Petroleum Institute) é
unicamente empregada para o petróleo e seus
subprodutos.

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Viscosidade (óleos)

De todas as características físicas de um


lubrificante, a viscosidade é provavelmente a mais
importante. A viscosidade traduz a fluidez do
lubrificante e sua capacidade de estar inserido
entre as peças móveis sob diversas condições de
velocidade e carga. Numa definição prática
podemos dizer que a viscosidade é a resistência que
um líquido possui ao seu próprio escoamento.
A fim de tornar prática a determinação da
viscosidade de um óleo diversos métodos foram
desenvolvidos, todos utilizando o aparelho
denominado VISCOSÍMETRO, são eles:

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Viscosidade (óleos)

a) Método cinemático (viscosímetros capilares)


b) Método Saybolt (viscosímetro Saybolt)
c) Método Engler (viscosímetro Engler)
d) Método Redwood (viscosímetro Redwood)

O método cinemático está sendo cada vez mais


utilizado, pois oferece maior precisão, maior
simplicidade na operação e rapidez de execução.
Foi adotado pela Organização Internacional de
Padronização – ISO para classificação dos fluidos
industriais.

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Viscosidade (óleos)

O método Saybolt tem aplicação nos Estados


Unidos, em escala menor atualmente. O teste não
tem grande precisão, sendo prejudicado pelo peso
específico do fluido.
Os métodos Engler e Redwood são utilizados na
Europa, sendo bastante parecidos com o Saybolt.
Como a viscosidade varia em função da
temperatura, os teste devem possuir controle
rigoroso deste item.
Por ser o teste mais empregado atualmente
mostraremos o Método Cinemático, considerando
que todos os demais possuem operações
semelhantes.

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Viscosidade (óleos)

a) Método Cinemático (ASTM D 445)


Consiste em permitir o escoamento de um fluido
através de um tubo capilar medindo-se o tempo
necessário para o seu deslocamento entre duas
marcas de referência, à determinada temperatura.
(40°C ou 100°C). (100° F ou 210° F).
Observação: ASTM – Sociedade Americana para
Testes de Materiais

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Índice de Viscosidade - IV

A viscosidade de um óleo varia em função da


temperatura, ou seja, os óleos afinam com altas
temperaturas e engrossam com temperaturas
baixas. Entretanto, óleos provenientes de petróleo
de base parafínica sofrem menos que os de base
naftênica.
Índice de viscosidade – IV, é um número abstrato
que exprime a resistência que os óleos possuem em
variar de viscosidade em função da variação de
temperatura. Quanto maior o IV menor a tendência
do óleo de mudar de viscosidade com a mudança de
temperatura.

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Índice de Viscosidade - IV

O “IV” resultou de um sistema desenvolvido a partir


da comparação de dois óleos padrões. O primeiro
de base parafínica, proveniente dos campos de
petróleo da Pensylvânia – Estados Unidos, que
possuía menor variação de viscosidade em função
da variação de temperatura, atribuiu-se “IV” = 100.
O segundo óleo, de base naftênica, proveniente do
Golfo do México que possuía maior variação
viscosidade/temperatura, atribuiu-se “IV” = 0.
A partir dos dados das viscosidades desses produtos
surgiram gráficos e tabelas para a determinação do
“IV” dos diversos óleos.

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Consistência das graxas

A consistência indica o grau de rigidez de uma


graxa. Depende do tipo e da quantidade de
espessante utilizado, da temperatura (da qual
depende da viscosidade do óleo base) e das
condições mecânicas de trabalho. A consistência de
uma graxa é importante na determinação de sua
viabilidade para uma aplicação.

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Ponto de gota
Indica a temperatura que o produto torna-se fluido,
sendo capaz de gotejar através de um orifício de
um dispositivo especial. O ponto de gota varia entre
as graxas, já que dependem do tipo de agente
espessante utilizado na sua composição. A tabela
indica o ponto de gota de alguma graxas.

O ponto de gota estabelece um limite de


temperatura para o desempenho das graxas.
Obviamente, uma graxa com ponto de gota abaixo
da temperatura de operação do equipamento não
pode ser satisfatória.
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Pontos de fulgor e ponto de inflamação
Ponto de fulgor ou lampejo é a temperatura em
que o óleo, quando aquecido em aparelho
adequado, desprende os primeiros vapores que se
inflamam momentaneamente (lampejo) ao contato
de uma chama.
Ponto de inflamação ou combustão é a
temperatura na qual o óleo, aquecido no mesmo
aparelho, inflama-se em toda a superfície por mais
de 5 segundos, ao contato de uma chama. A
amostra de óleo é contida em um recipiente (vaso
de Flash Cleveland), sob o qual coloca-se uma fonte
de calor. Uma chama-piloto é passada por sobre o
recipiente a intervalos regulares de amostra
vaporizada. Continuando-se a operação, quando a
chama produzida permanece por 5 segundos ou
mais, o ponto de inflamação foi atingido. O ponto
de inflamação encontra-se °50ºF acima do ponto de
51
fulgor.
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Ponto de fluidez e de névoa
Quando resfriamos um subproduto do petróleo
suficientemente, este deixa de fluir, mesmo sob a
ação da gravidade, devido a cristalização das
parafinas ou o aumento da viscosidade
(congelamento).
Ponto de fluidez é a menor temperatura, expressa em
múltiplos de 3ºC, na qual a amostra ainda flui,
quando resfriada e observada sob condições
determinadas.
O método P-MB-820 para determinação do ponto de
fluidez consiste em resfriar uma amostra a um ritmo
pré-determinado, observando-se a sua fluidez a cada
queda de temperatura de 3ºC até que virtualmente a
superfície da amostra permanece imóvel por 5
segundos ao se colocar o tubo de ensaio em posição
horizontal, conforme ilustração abaixo. Somando 3ºC
à temperatura anotada no momento em que a
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superfície permanece imóvel por 5 segundos, obtemos
Ponto de fluidez e de névoa
O ponto de fluidez dá uma idéia de quanto
determinado óleo lubrificante pode ser resfriado
sem perigo de deixar de fluir. O ponto de névoa é
a temperatura em que, resfriando-se um produto,
a cristalização da parafina dá uma aparência turva
a este produto. Caso o ponto de fluidez seja
atingido antes que seja notado o ponto de névoa,
isto significa que o produto possui poucos
componentes parafínicos. Os produtos naftênicos,
em geral, possuem ponto de fluidez inferior aos
parafínicos.
Estes ensaios só têm maior significação para
lubrificantes que trabalham em baixas
temperaturas.

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Água por destilação
A água, quando misturada aos óleos lubrificantes,
pode provocar a oxidação do óleo, a corrosão das
partes metálicas, o aumento da viscosidade do
óleo, a segregação dos aditivos e formação de
espuma. Quando separada, a água provoca um
escoamento irregular do óleo e falhas na
lubrificação.
Para determinação do teor de água, fazemos uma
destilação parcial do óleo usado, de modo que
somente a água evapore e seja condensada em um
recipiente graduado.
A água pode ser proveniente de má estocagem dos
óleos, de vazamento dos sistemas de refrigeração
das máquinas ou da má vedação de máquinas que
trabalhem com água.

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Água por destilação

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Demulsibilidade
Demulsibilidade é a capacidade que possuem os
óleos de se separarem da água. Por exemplo, o
óleo Ipitur HST possui um grande poder
demulsificante, ou seja, separa-se rapidamente da
água, não formando emulsões estáveis. A
demulsibilidade é de grande importância na
lubrificação de equipamentos, como turbinas
hidráulicas e a vapor, onde os lubrificantes podem
entrar em contato com a água ou vapor.
Um dos métodos para determinar a
demulsibilidade dos óleos lubrificantes consiste em
colocar, em uma proveta, 40ml de óleo a testar e
40ml de água destilada. A seguir o óleo e a água
são agitados (1500 RPM) durante 5 minutos, a uma
certa temperatura (130ºF para óleos de viscosidade
inferior a 450 SSU e 180ºF quando a viscosidade do
óleo for superior a 450 SSU a 100ºF).
57
Demulsibilidade
Finalmente, é observado o tempo necessário para
a completa separação da água. O resultado é dado
por 4 números, representando, respectivamente,
as quantidades de óleo, água, emulsão e tempo.
Exemplo: 25 - 20 - 35 - 60’ ... Após 60 minutos
temos na proveta 25ml de óleo, 20ml de água e
35ml de emulsão.

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Extrema pressão
Existem diversos métodos para se avaliar a
capacidade de carga de um óleo ou graxa
lubrificante.

O teste Timkem mede a capacidade de carga dos


lubrificantes.
59
Extrema pressão
Consiste de um cilindro rotativo e um braço de
alavanca, sobre o qual são colocadas cargas
graduadas, para aumentar a pressão que o bloco
de aço exerce sobre o anel de aço preso ao cilindro
rotativo. As cargas são aumentadas até que o bloco
apresente ranhuras. A carga máxima aplicada sem
causar ranhuras é então anotada como carga
Timkem.

60
Extrema pressão
No teste de quatro esferas (four ball), três esferas
são dispostas juntas horizontalmente, e uma
quarta, presa a um eixo, gira sobre elas a uma
velocidade de 1800 RPM. Para determinar-se a
capacidade de carga, a velocidade da esfera
girante é constante, e a carga sobre ela é
aumentada gradativamente.
Quando as esferas se soldam, é então anotada a
carga máxima suportada pelo lubrificante.

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Diluição
Devido à combustão parcial, folgas e vazamentos,
os lubrificantes de motor podem ser contaminados
por combustíveis. Esta contaminação reduz a
viscosidade do lubrificante impedindo a formação
de uma película adequada e provocando o
desgaste. Com o abaixamento do ponto de fulgor,
também devido à contaminação, ficam ampliados
os riscos de incêndio.
No caso da gasolina, podemos fazer uma destilação
parcial, isto é, aquecer o óleo usado a uma
temperatura na qual somente a gasolina se
evapore, determinando-se assim o teor da
contaminação. No caso do diesel, como não
podemos separá-lo do óleo por destilação,
empregamos uma tabela onde, a partir das
viscosidades do diesel, do óleo novo e do óleo
usado determinamos o teor da contaminação.
62
Cor
A cor dos produtos de petróleo varia amplamente.
Os teste, em geral, comparam uma amostra com
padrões conhecidos, através de um aparelho
chamado colorímetro. A cor clara de um
lubrificante não significa baixa viscosidade,
havendo óleos brancos de alta viscosidade. A cor
também não significa qualidade.

Até certo ponto, por luz refletida, os óleos


parafínicos têm uma cor verde, enquanto os
naftênicos apresentam-se azulados. A
transformação da cor em óleos usados pode
significar uma contaminação:
Cor cinza - chumbo da gasolina
Cor preta - fuligem
Cor
63
branca ou leitosa - água
Aditivos
São compostos químicos adicionados aos
lubrificantes para conferi-lhes
características especiais ou melhorar as já
existentes. As tabelas a seguir
demonstram o tipo de aditivo e seus
benefícios para os lubrificantes.

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Aditivos protetores de superfícies

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Aditivos de desempenho

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Aditivos de proteção de
lubrificantes

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Aditivos diversos

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GRAXAS LUBRIFICANTES
As graxas podem ser definidas como produtos
formados pela dispersão de um espessante em um
óleo lubrificante.

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GRAXAS LUBRIFICANTES
O espessante, também chamado sabão, é formado
pela neutralização de um ácido graxo ou pela
saponificação de uma gordura por um metal. O
metal empregado dará seu nome à graxa.
A estrutura das graxas, observadas ao microscópio,
mostra-se como uma malha de fibras, formada
pelo sabão, onde é retido o óleo.
As graxas apresentam diversas vantagens e
desvantagens em relação aos óleos lubrificantes.

70
GRAXAS LUBRIFICANTES
Entre as vantagens, podemos citar:
As graxas promovem uma melhor vedação contra a água
e impurezas
Quando a alimentação de óleo não pode ser feita
continuamente, empregam-se as graxas, pois elas
permanecem nos pontos de aplicação;
As graxas promovem maior economia em locais onde os
óleos escorrem;
As graxas possuem maior adesividade do que os óleos.

As desvantagens são:
Os óleos dissipam melhor o calor do que as graxas;
Os óleos lubrificam melhor em altas velocidades;
Os óleos resistem melhor à oxidação.

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FABRICAÇÃO
Existem dois processos para a fabricação das
graxas: formar o sabão em presença do óleo ou
dissolver o sabão já formado no óleo.
A fabricação é feita em tachos, providos de um
misturador de pás e envoltos por uma camisa de
vapor para aquecer o produto.
Quando o sabão é formado em presença do óleo, o
tacho é munido de um autoclave, para a necessária
saponificação.
Acabada a fabricação, a graxa, ainda quente e
fluida, passa por filtros de malhas finíssimas,
sendo então envasilhada.
A filtragem evita que partículas de sabão não
dissolvidas permaneçam na graxa e o
envasilhamento imediato impede que as graxas
sejam contaminadas por impurezas.
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CARACTERÍSTICAS E
APLICAÇÕES
De acordo com a natureza do sabão metálico
utilizado em sua fabricação, as graxas podem ser
classificadas em: graxas de sabão de lítio, graxas
de cálcio, graxas de complexo de cálcio e graxas
de bases mistas.
Além dos sabões metálicos mencionados, podemos
ter graxas de alumínio, de bário etc., que são,
porém, menos empregadas.
Existem graxas em que o espessante é a argila.
Estas graxas são insolúveis na água e resistem a
temperaturas elevadíssimas. Embora sejam
multifuncionais, seu elevado custo faz com que
suas aplicações sejam restritas aos locais onde as
graxas comuns não resistem às temperaturas
elevadas (acima de 200ºC).

73
CARACTERÍSTICAS E
APLICAÇÕES

As graxas betuminosas também podem ser


classificadas como óleos. São formadas à base de
asfalto. Possuem uma grande aderência, e suas
maiores aplicações são os cabos de aço, as
engrenagens abertas e as correntes. Não devem ser
usadas em mancais de rolamentos. Alguns mancais
planos que possuem grande folga, ou suportam
grandes cargas, podem, às vezes, utilizálas.
A seguir, são dadas algumas aplicações e
características das graxas, classificadas de acordo
com a natureza do sabão.

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Graxas de sabão de cálcio
Em sua maioria, possuem textura macia e
amanteigada.
São resistentes à água.
Devido ao fato de a maioria das graxas de cálcio
conter 1 a 2% de água em sua formulação, e como
a evaporação desta água promove a decomposição
da graxa, elas não são indicadas para aplicações
onde as temperaturas sejam acima de 60ºC
(rolamentos, por exemplo).
As graxas de complexo de cálcio (acetato de
cálcio), não contêm água em sua formulação,
podendo ser usadas com temperaturas elevadas.
As maiores aplicações das graxas de cálcio são a
lubrificação de mancais planos, os chassis de
veículos e bombas d’água.
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Graxas de sabão de sódio
As graxas de sódio possuem uma textura que varia
de fina até fibrosa. Resistem a altas temperaturas,
sendo, porém, solúveis em água. Suas maiores
aplicações são os mancais de rolamentos e as
juntas universais, desde que não haja presença de
água, pois elas se desfazem.

Graxas de sabão de lítio


São as chamadas graxas multipurpose (múltiplas
finalidades).
Possuem textura fina e lisa, são insolúveis na água
e resistem a elevadas temperaturas. Podem
substituir as graxas de cálcio e de sódio em suas
aplicações, e possuem ótimo comportamento em
sistemas centralizados de lubrificação.
A vantagem do emprego de uma graxa
multipurpose é evitaremse enganos de aplicação,
quando se têm diversos tipos de graxas, e a
76

simplificação dos estoques.


Graxas de complexo de cálcio
As graxas de complexo de cálcio possuem elevado
ponto de gota, boa resistência ao calor e ao
trabalho. Apresentam a propriedade de engrossar
quando contaminadas com água. No caso de serem
formuladas com teor de sabão elevado, a
tendência a engrossar manifesta-se quando
submetidas ao trabalho. Podem ser aplicadas em
mancais de deslizamento e de rolamentos.
Graxas mistas
As graxas de bases mistas possuem as propriedades
intermediárias dos sabões com que são formadas.
Assim, podemos ter graxas de cálcio-sódio, cálcio-
lítio etc.
As graxas de sódio e lítio não são compatíveis, não
devendo ser misturadas.

77
CRITÉRIOS DE ESCOLHA
Para definir a graxa adequada para determinada
aplicação, devem ser observados os seguintes
fatores:

Consistência
Ponto de gota
Resistência à água
Resistência ao trabalho
Bombeabilidade

78
MANUSEIO E ESTOCAGEM DE
LUBRIFICANTES
RECEBIMENTO

Um controle no recebimento é de fundamental


importância para o bom desempenho dos
lubrificantes em uma indústria. Para que ele seja
feito de maneira eficiente, certas regras deverão
ser sempre seguidas: designar uma única pessoa
responsável por essa tarefa, que deverá ter
conhecimento das necessidades de lubrificação da
fábrica.

79
MANUSEIO E ESTOCAGEM DE
LUBRIFICANTES
a) Verificar se o produto que está sendo entregue
está de acordo com o pedido feito e a nota fiscal.
b) Verificar se os lacres dos tambores e baldes não
foram violados.
c) Verificar as condições da embalagem quanto a
sua estrutura e identificação do produto.
A mercadoria, ao ser recebida, deve ser retirada do
veículo transportador por meio de equipamentos
adequados, tais como empilhadeiras, guinchos,
talhas, etc. Plataformas de descarga ao mesmo
nível dos veículos de transporte facilitam o
manuseio dos volumes e diminuem o risco de
avarias. Neste caso, o uso de carrinho ou
empilhadeira
80
reduz o tempo de descarga e oferece
maior segurança.
FATORES QUE AFETAM OS
PRODUTOS ESTOCADOS
Contaminação pela Água
Contaminação por Impurezas
Contaminação com outros tipos de lubrificantes
Deterioração devido à extremos de temperaturas
Deterioração devido a armazenagem prolongada
Contaminação com outros tipos de produtos

81
CLASSIFICAÇÃO DE LUBRIFICANTES
CLASSIFICAÇÃO SAE
A classificação mais conhecida de óleos para motor
deve-se à SAE (Society Of Automotive Engineers -
Sociedade de Engenheiros Automotivos). Baseia-se
única e exclusivamente na viscosidade, não
considerando, fatores de qualidade ou desempenho.
Os graus SAE são seguidos ou não da letra W, inicial
de Winter (inverno). Para os graus SAE 0W até 25W
são especificadas as temperaturas limites de
bombeamento (Borderline Pumpig Temperature),
visando garantir uma lubrificação adequada durante
a partida e aquecimento do motor operando em
regiões frias. O método de medição das
temperaturas limites de bombeamento está baseado
na ASTM D-4684, utilizando o Viscosímetro Mini-
rotativo (Mini-Rotary Viscometer)
82
CLASSIFICAÇÃO DE LUBRIFICANTES
Para óleo de motor, as viscosidades em centipoises
(cP), em temperaturas compreendidas entre – 5°C e
–30°C, são medidas utilizando um Simulador de
Partidas a Frio ( Cold Cranking Simulator) , ASTM D-
5293.
As viscodidades cinemáticas em centistokes (cSt) a
100°C são determinadas de acordo com o método
ASTM D-445, utilizando o Viscosímetro Cinemático.

83
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO API-
SAE-ASTM PARA ÓLEOS
AUTOMOTIVOS

Categorias para motores a gasolina


Categorias para motores a diesel

Classificação CCMC para óleos de


motor

Comitê dos Fabricantes de Motores do Mercado


Comum Europeu (CCMC)

84
Especificações militares

Classificação de óleos para motores


2T

Classificação API para óleos de


transmissão

Especificações AGMA
American Gear Manufacturs Association
85
MÉTODOS DE APLICAÇÃO DOS
LUBRIFICANTES
A escolha do método de aplicação do lubrificante
depende dos seguintes fatores:
Tipo de lubrificante a ser empregado (graxa ou
óleo);
Viscosidade/consistência do lubrificante;
Quantidade do lubrificante;
Custo do dispositivo de lubrificação.

CLASSIFICAÇÃO
Os métodos de lubrificação são classificados em:
Com perda total do lubrificante;
Com reaproveitamento do lubrificante.
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Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação manual com pincel ou espátula
É um método através do qual se aplica uma película
de graxa sobre a peça a ser lubrificada.

87
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação manual com pistola ou bomba
Nesse método o lubrificante é introduzido por
intermédio do “pino graxeiro” e uma bomba
manual.

88
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação manual com Almotolia
A Almotolia é um dispositivo manual para aplicação
de óleos lubrificantes. Possui construção simples e é
utilizada na lubrificação de equipamentos onde não
é exigido controle criterioso da quantidade de
lubrificante aplicado. Exemplo: Mancais de baixa
rotação e carga, para aplicação de óleo em
superfícies e componentes mecânicos em geral.

89
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação manual com Copo graxeiro
Nesse método os copos são cheios com graxa e, ao
se girar a tampa, ou manípulo a graxa é impelida
pelo orifício, localizada na parte inferior do copo,
sendo direcionada para o ponto de aplicação. Ao se
encher o copo, deve-se evitar a formação de bolhas
de ar. O copo deverá ser recarregado de graxa
quando a tampa ou manípulo atingir o fim do curso
da rosca.

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Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação automática com bomba
Neste caso a aplicação do lubrificante é feita
através de uma bomba propulsora sendo a mais
comum a que utiliza o acionamento por ar
comprimido. A durabilidade destas bombas depende
em grande parte da qualidade do ar comprimido
utilizado (livre de impurezas).

91
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação automática com Copo graxeiro
O copo graxeiro pode distribuir a graxa de forma
automática ao ponto contanto para isso com o
auxílio de uma mola ou um gás que se expandirá
gradativamente empurrando a graxa para a saída.

92
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
Lubrificação automática com Copo com Agulha ou
Vareta
Esse dispositivo possui uma agulha ou vareta que
passa por um orifício e cuja ponta repousa sobre o
eixo. Quando o eixo gira, imprime um movimento
alternativo à agulha, liberando o fluxo de
lubrificante, que continua fluindo enquanto dura o
movimento do eixo.

93
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
Lubrificação automática com
Copo Conta-gotas
Esse é o tipo de copo mais
comumente usado na
lubrificação industrial, sua
vantagem esta na
possibilidade de regular a
quantidade de óleo aplicado
sobre o mancal. O
lubrificante chega ao ponto
através de uma passagem
estreita, que pode ser
fechada quando a máquina
não está em operação.
94
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação automática com Copo com Mecha
Nesse dispositivo, o lubrificante flui através de um
pavio (corda) que fica encharcado de óleo. A vazão
depende da viscosidade do óleo, da temperatura do
tamanho e traçado do pavio.

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Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação automática por Estopa ou Almofada
Por esse método, coloca-se uma quantidade de
estopa (ou uma almofada feita de tecido
absorvente) embebida com lubrificante em contato
com a parte inferior do eixo. Por ação capilar, o
lubrificante de embebimento escoa pela estopa (ou
pela almofada) em direção ao mancal, cujo giro
completa a lubrificação.

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Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação automática por Estopa ou Almofada
Por esse método, coloca-se uma quantidade de
estopa (ou uma almofada feita de tecido
absorvente) embebida com lubrificante em contato
com a parte inferior do eixo. Por ação capilar, o
lubrificante de embebimento escoa pela estopa (ou
pela almofada) em direção ao mancal, cujo giro
completa a lubrificação.

97
Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação automática por Névoa
Neste sistema o lubrificante é misturado ao ar e
pulverizado no equipamento.

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Métodos de lubrificação com perda
total do lubrificante
- Lubrificação automática através do Sistema Centralizado
O sistema centralizado é um método de lubrificação a graxa ou a óleo
que tem a finalidade de lubrificar um elevado número de pontos,
independentemente de sua localização. Esse sistema possibilita o
abastecimento da quantidade exata de lubrificante, além de reduzir
custos de mão de- obra de lubrificação. Um sistema centralizado
completo possui os seguintes componentes:
bomba, válvulas, distribuidores, tubos e conexões.

99
Métodos de lubrificação com
reaproveitamento do lubrificante
- Lubrificação por Salpico
Na lubrificação por salpico, o lubrificante contido
num depósito (ou Carter) é borrifado por meio de
uma ou mais peças móveis. Esse tipo de lubrificação
é muito comum, especialmente em certos tipos de
motores.

100
Métodos de lubrificação com
reaproveitamento do lubrificante
- Lubrificação por Anel ou por Corrente
Nesse método de lubrificação, o lubrificante fica em
um reservatório abaixo do mancal. Um anel, cuja
parte inferior permanece mergulhada no óleo, passa
em torno do eixo. Quando o eixo se movimenta, o
anel acompanha esse movimento e o lubrificante é
levado ao eixo e ao ponto de contato entre ambos.
Se uma maior quantidade de lubrificante é
necessária, utiliza-se uma corrente em lugar do
anel. O mesmo acontecerá se o óleo utilizado for
mais viscoso.

101
Métodos de lubrificação com
reaproveitamento do lubrificante
- Lubrificação por Colar
O método é semelhante à lubrificação por anel,
porém, o anel é substituído por um colar fixo ao
eixo. O óleo transportado pelo colar vai até o
mancal por meio de ranhuras. Emprega-se esse
método em eixos de maior velocidade ou quando se
quer óleo mais viscoso.

102
Métodos de lubrificação com
reaproveitamento do lubrificante
- Lubrificação por Banho de óleo
Nesse método, as peças a serem lubrificadas
mergulham total ou parcialmente num recipiente de
óleo. O excesso de lubrificante é distribuído por
meio de ranhuras a outras peças. O nível do óleo
deve ser constantemente controlado porque, além
de lubrificar, ele tem a função de resfriar a peça.
Esse tipo de lubrificação é empregado em mancais
de rolamentos de eixos horizontais e em caixas de
engrenagens.

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Métodos de lubrificação com
reaproveitamento do lubrificante
- Lubrificação por Circulação
Neste sistema o óleo é bombeado de um depósito
para as partes a serem lubrificadas. Após a
passagem pelas peças, o óleo volta para o
reservatório. O sistema pode conter ainda, bomba,
válvulas, filtro e trocador de calor para os casos da
lubrificação de equipamentos de grande critério
operacional.

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