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Racismo Genderizado

. A memória colonial: “Você gostaria de limpar nossa casa?”

. Uma “nova política de representação” por meio do cruzamento de


racismo com questões de gênero e sexualidade
 Definição de racismo genderizado: um novo modo de
conceituar o racismo e o sexismo sofrido por mulheres negras
Nesse sentido, o impacto simultâneo da opressão “racial” e de gênero leva
a formas de racismo únicas que constituem experiências de mulheres
negras e outras mulheres racializadas. Suas manifestações, explica
Philomena Essed, se sobrepõem a algumas formas de sexismo contra
mulheres brancas e racismo contra homens negros. Por isso, é útil falar de
racismo genderizado (Essed, 1991, p. 30) para se referir à opressão racial
sofrida por mulheres negras como estruturada por percepções racistas de
papéis de gênero.
(KILOMBA, 2019, p. 99)
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Crítica às feministas brancas
. Invisíveis: a ausência de mulheres negras e pessoas LGBTTQIA+ negrxs

. Racismo e Sexismo: formas diferentes de opressão

. “Sororidade Universal”: uma falsa irmandade que invisibiliza mulheres negras

. “Raça” e Gênero: feministas brancas precisam inserir o racismo na pauta do sexismo


sofrido por mulheres negras

. Patriarcado absoluto: homens negros não são necessariamente antagonistas


patriarcais.
Descolonizando...
A reivindicação do conceito de
“racismo genderizado” busca
tornar visível a realidade e as
experiências de mulheres negras
e outras mulheres racializadas.
“ A História não nos ensinou nada”

Colonialismo + Sistema Escravocrata = Capitalismo


Corpos destruídos
Dados da ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais
A perna treme
Parece vídeo game
É uma poça de sangue no chão
E o nego geme
Eu me pergunto: Onde essa porra vai parar?
Revolução, só Che Guevara de sofá
A carne mais barata do mercado não tá mais de graça
O que não valia nada agora vale uma tonelada
A carne mais barata do mercado não tá mais de graça
Não tem bala perdida, tem seu nome, é bala autografada

(Elza Soares – Não tá mais de graça)


DESCOLONIZANDO...

“ A luta pelo fim de um mundo. O mundo que conhecemos. Um mundo


devastado pela destruição criativa do capitalismo, ordenado pela
supremacia branca, normatizado pela cisgeneridade como ideal
regulatório, reproduzido pela heteronormatividade, governado pelo ideal
machista de silenciamento das mulheres e do feminino e atualizado pela
colonialidade do poder, mundo da razão controladora, da distribuição
desigual da violência, do genocídio sistemático de populações
racializadas, empobrecidas, indígenas, trans, e de outras tantas.”

Jota Mombaça
Aos seres desobedientes, “cuja paz nunca foi uma opção”, que
possamos criar um futuro melhor onde os direitos humanos sejam
respeitados nos diversos modelos de segurança, perigo e letalidade.
A Plantação Cognitiva – Jota Mombaça

“Meus ancestrais todos foram vendidos


Deve ser por isso que meu som vende.”
- Baco Exu do Blues
“Imortais e Fatais”

Dana – Corpo Negro – Máquina do Tempo

Lógica da Plantação (plantation) na cognição - em estado


latente de repetição
Relembrado de
condição de mercadoria
Cognição – processo de adquirir
conhecimento, percepção

Latente – não aparente, oculto


Caso FLIP 2019

“Dos cinco autores mais vendidos, quatro são negros e um é indígena.”

Jota no lugar de Dana - ecoa fantasma da Racialidade

Questionamento

Política da Representatividade Prática Antirracista ou Performance Antirracista?

Apropriação de termos conceitos e corpos

”empoderamento” “queer” “decolonial”

“valorização” “diverso”
Caso - A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson (2017) Necropolítica | Apagamento | Acumulação Negativa

Tourmaline – Apropriação Intelectual

essa semana, enquanto, eu pego dinheiro emprestado para pagar o aluguel, david
france, lança o seu projeto multimilionário com a Netflix sobre marsha p Johnson. ainda
estou perdida tentando #não_ligar e tentando entender o processo desse filme e como
ele lucrou sobre nossas vidas e ideias. david se inspirou no trabalho em vídeo que fiz
com Sasha Wortzel para Kalamazoo/Arcus Foundation, centro de justiça social que ele
visitava. ele falou para pessoas que trabalhavam lá – sem brincadeira – que deveria ser
ele o realizador do filme, conseguiu uma doação do Sundance/Arcus usando a minha
linguagem e pesquisa sobre STAR, conseguiu que o VIMEO removesse meu vídeo da
Sylvia (Rivera) falando “y’all better quiet down”, pegou décadas dos meus arquivos de
pesquisa que me causaram extrema violência para conseguir, fez seu staff ficar ligando
para Sasha para conseguir nossos contatos para então contratar nossa MENTORA
(Kimberly Reed) de pesquisa como produtora do filme. E isso é só a merda que eu estou
contando. CONFIE TEM MUITO MAIS Esse tipo de extração/excavação da vida preta,
deficiente, pobre, trans é antiga e conectada à violência. Marsha teve que lidar com isso
em sua vida.

N° de curtidas - Invisibilização Eficiente


STAR: Street Transvestite
Action Revolutionaries
Caso - A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson (2017) Necropolítica | Apagamento | Acumulação Negativa

David France Kimberly Reed


Diretor Produtora | “Mentora”
Caso - A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson (2017) Necropolítica | Apagamento | Acumulação Negativa

2017 2020

Estou MUITO empolgada de estar


trabalhando com a Tiny
Reparations Books e a incrível
editora Amber Oliver para trazer a
história de Marsha P Johnson para
o mundo em forma de livro.
DOIS ESTRANHOS (2020) | dir. Travon Free e Martin Desmond Roe
Racismo Transgenderizado no Mercado de Trabalho

“Eu acredito que [...] (a) homofobia é


muito triste, mas se projetarmos a Acumulação Negativa – Looping da Plantação
homofobia como foi dita na escola, nos Cognitiva – Corpo fadado a exploração
meios sociais, para os [a, grifo da autora]
travestis e transexuais, é uma situação 90% das travestis e transsexuais sobrevivem da
confortável. Queria eu que as travestis prostituição - ANTRA
pudessem sofrer homofobia no trabalho.
Não, elas não estão empregadas. Queria 38,8% recebem R$ 100,00 por mês - U$ 17,00 – muito
que elas pudessem ser vítimas de bullying, abaixo da linha da pobreza - ANTRA
mas, não, elas não podem estudar. Então,
a questão da “transfobia” se remete a
outro tipo de preconceito, outro tipo de O corpo racializado e transgenderizado tem
fundamento, não a rejeição sexual, a agência e consenso no neoliberalismo?
prática sexual, mas, sim, a rejeição as
novas identidades, ao que nós estamos
tratando como tema da família, a rejeição ANTRA: Associação
à redefinição e à rediscussão do que é Nacional de
gênero.” Travestis e
Majorie Marchi Transexuais
Racismo Transgenderizado no Mercado de Trabalho

Questionamento
Meus ancestrais todos foram vendidos
O corpo racializado e transgenderizado tem
Deve ser por isso que meu som vende.”
- Baco Exu do Blues | “Imortais e Fatais” agência e consenso no neoliberalismo?
Jota Mombaça | A Ferida Colonial Ainda Dói | 2015
Rosana Paulino – expo. Atlântico Vermelho

Sem Título, 2016 |Impressão sobre tecido, ponta seca e costura 58 x 89,5 cm

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