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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Instituto de Química – Departamento de Físico-Química


Disciplina de Termodinâmica I para Engenharia Química
Professores: Eduardo Lima e Pedro Alijó
Grupo: Giovanna Benvenuto Ferraz Reis, Gustavo de Sousa Carvalho, Jeniffer R. Magalhães e
Juliana Miranda S. de Paula

Motor Diesel
Introdução teórica
• A partir do século XVII, o homem começou a desenvolver mecanismos de
forças automáticas para substituir a força animal ou humana.
• Motor: dispositivo que converte formas de energia em energia mecânica
para realizar trabalho.
• Em 1876, Nikolaus August Otto inventou o motor otto: primeiro motor de
combustão interna de quatro tempos.
• Em 1893, Rudolf Diesel criou o motor diesel, onde o combustível era
inflamado sem uma centelha.
• Os primeiros motores produzidos eram grandes e pesados, por isso mais
utilizados em aplicações navais e estacionárias.
• A ideia de Diesel era que os combustíveis fossem óleos vegetais e o
primeiro utilizado foi o óleo de amendoim.
• Após sua morte, a indústria de petróleo criou o óleo diesel, fabricado a
partir da destilação de petróleo líquido a temperatura entre 200 e 300°C à
pressão atmosférica.
• O óleo diesel é mais barato e por isso mais utilizado.
• O princípio básico foi então esquecido e os óleos vegetais não foram mais
utilizados por um bom tempo.
• Problemas ambientais: o óleo diesel ao ser queimado, despeja na
atmosfera uma série de gases que contribuem para o aumento do efeito
estufa, como monóxido de carbono, óxido de nitrogênio e enxofre.
• Busca de alternativas mais sustentáveis: biodiesel.
Biodiesel
• Obtido a partir de diferentes espécies de vegetais, como soja, algodão e
dendê;
• Emite uma quantidade bem menor de hidrocarbonetos e monóxido de
carbono;
• Pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel em qualquer
proporção;
No Brasil
• Os combustíveis mais utilizados hoje no país são a gasolina e o etanol.
• Desde 1976, há uma lei que proíbe a comercialização de carros de
passeio com motor diesel, criada no intuito de substituir em larga escala
os combustíveis derivados de petróleo.
• Por isso, este tipo de motor está concentrado no transporte coletivo de
passageiros e de cargas.
Motores de Combustão
Objetivo: a conversão de energia térmica proveniente da combustão ou queima do
combustível em energia mecânica.

Pode-se classificar inicialmente os motores de combustão das seguintes formas:


• Combustão Externa: o fluido de trabalho está completamente separado da mistura
ar/combustível, sendo o calor dos produtos da combustão transferido através das paredes
de um reservatório ou caldeira.

• Combustão Interna: o fluido de trabalho consiste nos produtos da combustão da mistura


de ar/combustível.
Classificação dos Motores de Combustão Interna
Os Motores de Combustão Interna (MCI) podem ser classificados em:
a) Quanto à propriedade do gás na admissão:
• Ar (Motor Diesel).
• Mistura ar e combustível (Motor Otto).
b) Quanto à ignição:
• Por centelha (Ignição por Centelha – ICE).
• Por compressão (Ignição por Compressão – ICO).
c) Quanto ao movimento do pistão:
• Alternativo (Otto, Diesel).
• Rotativo (Wankel, Quasiturbine).
d) Quanto ao ciclo de trabalho:
• (2 tempos).
• (4 tempos).
Classificação dos Motores de Combustão Interna
e) Quanto ao número de cilindros:
• Monocilíndricos.
• Policilíndricos.
f) Quanto à disposição dos cilindros:
• Em linha;
• Opostos;
• Em V;
• Radial.

Disposição em V dos pistões no


Disposição em linha dos cilindros Disposição oposta dos cilindros Disposição radial dos cilindros
cilindro

Fonte: Tillmann (2014, p.48 e 49)


Classificação dos Motores de Combustão Interna
g) Quanto à utilização ou aplicação:
• Estacionárias: destina-se ao acionamento de
máquinas estacionárias, tais como geradores,
máquinas de solda, bombas ou outras máquinas
que operam em rotação constante.

• Industriais: destina-se ao acionamento de


máquinas de construção civil. Exemplos: tratores,
Tratores Caminhões
carregadeiras, guindastes, compressores de ar,
máquinas de mineração, veículos de operação fora-
de-estrada, acionamento de sistemas hidrostáticos
e outras aplicações.

• Veiculares: destina-se ao acionamento de veículos


de transporte em geral, tais como caminhões e
ônibus.

• Marítimos: destina-se à propulsão de barcos e


máquinas de uso naval. Barcos Compressores de ar
Sistemas Complementares de Combustão Interna
Objetivo: proporcionam as condições necessárias para que o processo de transformação da energia
interna dos combustíveis em trabalho mecânico se realize de forma eficiente e contínua.

Os sistemas complementares dos motores de combustão interna são:


• Sistema de alimentação de ar: responsável por suprir ao motor ar limpo, que garanta o melhor rendimento do
combustível durante o processo de explosão.
• Sistema de alimentação de combustível: responsável pela garantia de abastecimento de combustível nos
motores. Para motores de ciclo Diesel, injetando nos cilindros no momento exato, na quantidade certa, com
pressão recomendada e isento de impurezas o combustível.
• Sistema de arrefecimento: tem como objetivo impedir que os elementos mecânicos do motor atinjam uma
temperatura muito elevada ao contato com os gases da combustão, ou seja, controlar a temperatura ideal de
operação.
• Sistema de lubrificação: peças móveis do motor geram calor e desgastes devidos ao atrito, necessitando
continuamente de lubrificantes entre as superfícies de contato.
• Sistema elétrico: composto pela bateria que se comporta como um acumulador de energia elétrica, o principal
elemento desse sistema; motor de partida, que tem a função de iniciar o movimento do motor; alternador, que
transforma parte da energia produzida pelo motor em energia elétrica para atender a demanda de consumo dos
dispositivos elétricos consumidores e manter a carga da bateria; cabos condutores e entre outros componentes.
Cálculos – Ciclo Diesel

•A→B
  Compressão isentrópica

 
Cálculos – Ciclo Diesel

• 
B→C Combustão isobárica
Cálculos – Ciclo Diesel

•C→D
  Expansão isentrópica
Cálculos – Ciclo Diesel

•D→A
  Rejeição isovolumétrica
Cálculos – Ciclo Diesel

•Rendimento
  (

 
Cálculos – Ciclo Otto

•A→B
  Compressão isentrópica
Cálculos – Ciclo Otto

•B→C
  Combustão isocórica
Cálculos – Ciclo Otto

•C→D
  Expansão isentrópica
Cálculos – Ciclo Otto

•D→A
  Rejeição isocórica
Cálculos – Ciclo Otto

•Rendimento
  (
Referências Bibliográficas

• çengel, y.a. & boles, m.a., 2007. termodinâmica. são paulo, sp: mcgraw-hill, 740p
• CAR UP!. A HISTORIA DOS MOTORES A COMBUSTÃO INTERNA. Disponível em: https://autocarup.com.br/historia-motor-a-
combustao/#:~:text=Nikolaus%20August%20Otto%20(1832%2D1891,)%2C%20o%20conhecido%20ciclo%20Otto. Acesso em: 10
out. 2020.
• PORTAL SÃO FRANCISCO. Motor a Diesel. Disponível em: https://www.portalsaofrancisco.com.br/mecanica/motor-a-diesel. Acesso
em: 10 out. 2020.
• QUATRO RODAS. Por que o diesel é proibido para veículos de passeio no Brasil?. Disponível em:
https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/por-que-o-diesel-e-proibido-para-veiculos-de-passeio-no-brasil/. Acesso em: 10 out.
2020.
• ROYAL FIC. Conhece as principais diferenças entre diesel e biodiesel? Saiba mais!. Disponível em:
https://www.royalfic.com.br/conhece-as-principais-diferencas-entre-diesel-e-biodiesel-saiba-mais/. Acesso em: 10 out. 2020.
•  SILVA, Luiz Carlos Rodrigues. FÍSICA DO MOTOR DE TRATOR À DIESEL. 2012. 53 f. TCC (Graduação) - Curso de Física, Universidade
Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2012.
• UFRRJ, – Departamento de Engenharia. PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DOS MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA. Disponível
em: https://www.seduc.ce.gov.br/wp-
content/uploads/sites/37/2012/06/manutencao_automotiva_motores_de_combustao_interna_ciclo_diesel.pdf. Acesso em: 10
out. 2020.

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