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FACULDADE DE MACAPÁ

BACHARELADO EM ENFERMAGEM

A INSERÇÃO DO HOMEM NOS SERVIÇOS DE SAÚDE DA


ATENÇÃO BÁSICA.

Discente: Monique Melo Gomes

Orientador (a): Camila Mouro


Macapá-ap
2019
INTRODUÇÃO
Temas relacionados à saúde masculina vêm sendo
discutidos com mais frequência nos últimos anos.
Contudo, incluir os homens em ações de saúde ainda
é uma tarefa desafiadora. Torna-se necessário
compreender os fatores que contribuem que esse
público não utilize os serviços de saúde,
principalmente no âmbito da atenção primária onde o
foco é prevenção.
JUSTIFICATIVA
• Estudos compravam que o público masculino é mais
vulnerável as doenças que as mulheres, sendo assim, os
homens representam uma minoria na busca por atendimento
de promoção e prevenção.

• Sendo assim, o trabalho busca mostrar a dificuldade de


inserir o público masculino no setor de atenção básica e os
motivos que remetem a essa dificuldade.
PROBLEMÁTICA
As mulheres desde cedo são direcionadas pelo aspecto
sociocultural ao cuido com sua saúde, visando a prevenção de
agravos com políticas e programas voltados para elas em
contrapartida temo os homens que são um público muito
ausentes nas Unidades básicas de saúde.

Quais os motivos que levam a ausência do público masculino


nos serviços de saúde da atenção básica?
• OBETIVO GERAL
OBJETIVOS
Analisar os motivos que remetem a baixa inserção do público
masculino nos serviços de saúde da atenção básica.

• OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Entender porque os homens tendem a desvalorização do
autocuidado.
Estabelecer os motivos de não se direcionar as Unidades
Básicas de saúde-UBS.
Identificar como a falta de programas específicos para saúde
do homem interfere na interação deles na atenção básica.
DISPOSIÇÕES GERAIS

Visando a promoção,
É um conjunto de ações de prevenção, proteção,
saúde, do âmbito individual, diagnóstico, tratamento,
familiar e coletivo; reabilitação, redução de
danos, cuidados paliativos e
Atenção vigilância em saúde;
Básica
É desenvolvida por meio de Sendo realizada por uma
práticas de cuidado equipe multiprofissional e
integralizadas e com gestão direcionada a uma população
qualificada; com território definido.

BRASIL, 2017
CARACTERÍSTICA DA ATENÇÃO BÁSICA
É desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e
capilaridade, próxima a vida das pessoas;

Deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de


entrada e Centro de Comunicação da Rede de Atenção à Saúde
(RAS);

Organizada por princípios e diretrizes que tentem a minimizar as


desigualdades sociais para que os cuidados sejam ofertados a
todos;

Considera a Saúde da Família como estratégia preferencial para a


ampliação e fortalecimento das ações da AB.

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


CARACTERÍSTICAS DA ATENÇÃO BÁSICA

Será ofertada integralmente e


gratuitamente a todas as pessoas;

De acordo com suas necessidades e


demandas dos territórios;

Considerando os determinantes e
condicionantes de saúde.

Fonte: sertaoalerta.com.br

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DA ATENÇÃO
BÁSICA
PRINCÍPIOS DIRETRIZES

• Regionalização e Hierarquização;
• Territorialização;
• Universalidade;
• População Adscrita;
• Equidade;
• Cuidado Centrado na Pessoa;
• Integralidade.
• Resolutividade;
• Longitudinalidade do cuidado;
• Coordenar o Cuidado;
• Ordenar as Redes;
• Participação da Comunidade.

Fonte: clickpicui.com.br

BRASIL, 2017
ATENÇÃO BÁSICA NA REDE DE ATENÇÃO À
SAÚDE
Estratégia para um cuidado integral e direcionado
às necessidades de saúde da população;
Constituída em métodos organizativos
desenvolvidos por ações e serviços de saúde;
REDE DE ATENÇÃO
À SAÚDE Com diferentes aspectos tecnológicos e
responsabilidades assistenciais;
Articulados de forma complementar e com base
no território e em diversas características;
Destaque: AB organizada como o primeiro ponto
da atenção e a principal porta de entrada.

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


DAS RESPONSABILIDADES PARA
ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO
Todas as
esferas de
governo;

A União;
Fonte: fgm-go.org.br

Secretarias
Estaduais de
Saúde e DF;
Secretarias
Municipais de
Saúde.

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


INFRAESTRUTURA, AMBIÊNCIA E
FUNCIONAMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA
A infraestrutura de uma UBS deve estar adequada ao somatório total da população
adscrita e suas características, bem como aos processos de trabalho das equipes;

As UBS devem ser construídas de acordo com as normas sanitárias e possuir


identificação segundo os padrões visuais da AB e do SUS e serem cadastradas no
SCNES, de acordo com as normas;
A ambiência de uma UBS está relacionada ao espaço físico, onde ocorre relações
interpessoais, devendo proporcionar uma atenção acolhedora e humana para as
pessoas, além de um ambiente saudável para o trabalho dos profissionais de saúde;

Carga horária mínima de 40 horas/semanais, no mínimo 5 dias da semana e nos 12


meses do ano.

BRASIL, 2017
INFRAESTRUTURA, AMBIÊNCIA E
FUNCIONAMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA
Horários alternativos de funcionamento podem ser estipulados, através das instâncias
de participação social, observando, sempre que possível, a carga horária mínima;

População adscrita por equipe de Atenção Básica (eAB) e de Saúde da Família (eSF)
seja de 2.000 a 3.500 pessoas, localizada dentro do seu território;

4 equipes por UBS, podendo ser de Atenção Básica ou Saúde da Família, para que
possam atingir seu potencial resolutivo;

Em municípios ou territórios com menos de 2.000 habitantes, é necessário apenas


uma eSF ou eAB responsável por toda população.

BRASIL, 2017
INFRAESTRUTURA, AMBIÊNCIA E
FUNCIONAMENTO DA ATENÇÃO BÁSICA

As ações e serviços da
AB, deverão seguir:

Padrões Padrões
essenciais ampliados

BRASIL, 2017
TIPOS DE EQUIPES
Equipe de Saúde da Família (eSF) Equipe da Atenção Básica (eAB)

Médico Médicos

Enfermeiro Enfermeiros

Auxiliar e/ou técnico de enfermagem Auxiliares/técnicos de enfermagem

Agente comunitário de saúde


A carga horária
ACS, ACE e os
ACE e os mínima por categoria
Carga horária 40 profissionais de
profissionais de profissional de 10
horas semanais saúde bucal
saúde bucal horas

BRASIL, 2017
TIPOS DE EQUIPES

Equipe de Saúde Bucal (eSB)

Composição: Vínculo: Modalidades:

Cirurgião-
UBS Modalidade I
dentista

Auxiliar/técnico
UOM Modalidade II
em saúde bucal

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


TIPOS DE EQUIPES
Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB)

Médico
Fonoaudiólogo Médico Psiquiatra Médico do Trabalho
Acupunturista
Terapeuta
Assistente Social Médico Homeopata Médico Veterinário
Ocupacional
Profissional de Profissional de arte
Nutricionista Médico Geriatra
Educação Física e educador

Farmacêutico Médico Pediatra Profissional de


Médico Internista
saúde sanitarista

Fisioterapeuta Psicólogo Médico Ginecologista/Obstetra

BRASIL, 2017
TIPOS DE EQUIPES
Organização do Nasf-AB

NASF 1 NASF 2

 Carga horária semanal de no


 Carga horária semanal de no mínimo, mínimo, 120 horas, e nenhum
200 horas e nenhum profissional profissional poderá ter carga horária
poderá ter carga horária semanal semanal menor que 20 horas. Cada
menor que 20 horas. Cada ocupação ocupação, deve ter, no mínimo, 20
deve ter, no mínimo, 20 horas e, no horas e, no máximo, 40 horas
máximo, 80 horas semanais; semanais;
 Vinculado a, no mínimo, oito e, no  Vinculado a, no mínimo, três e, no
máximo, 15 eSF e/ou eAB. máximo, 7 eSF.

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


TIPOS DE EQUIPES
Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS)

É necessário para a sua implantação a existência de uma UBS, inscrita no SCNES;

Número de ACS e ACE por equipe definido de acordo com base populacional;

Carga horária integral de 40 horas semanais por toda a equipe de ACS e por cada
membro;

Composta por ACS e enfermeiro supervisor cadastrado no SCNES;

Cada ACS deve ter uma microárea sob sua responsabilidade, cuja população não
ultrapasse 750 pessoas.
BRASIL, 2012; BRASIL, 2017
EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA PARA
POPULAÇÕES ESPECÍFICAS
Equipe de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR)

Equipes de Saúde da Família Fluviais (eSFF)

Ambas composta por no mínimo: 1 médico, 1 enfermeiro, 1 auxiliar/técnico de


enfermagem, podendo acrescentar a esta composição, o ACS e ACE e os profissionais
de saúde bucal;

A eSFR deverá prestar atendimento à população por, no mínimo, 14 dias mensais, com
carga horária equivalente a 8 horas diárias.

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA PARA
POPULAÇÕES ESPECÍFICAS
Equipe de Consultório na Rua (eCR)

A eCR deve cumprir uma carga horária mínima de 30 horas semanais, podendo ocorrer
em período diurno e/ou noturno em todos os dias da semana.

Equipe de Atenção Básica Prisional (eABP)

É previsto na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de


Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP), que os serviços de saúde no sistema prisional
passam a ser ponto de atenção da RAS do SUS.
BRASIL, 2012; BRASIL, 2017
ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO
BÁSICA
Realizar atenção à saúde aos indivíduos e famílias vinculadas às equipes;

Realizar consulta de enfermagem, procedimentos, solicitar exames complementares,


prescrever medicações conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas;

Realizar e/ou supervisionar acolhimento com escuta qualificada e classificação de risco;

Realizar estratificação de risco e elaborar plano de cuidados para as pessoas que


possuem condições crônicas;

Realizar atividades em grupo e encaminhar, quando necessário, usuários a outros


serviços;

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NA
ATENÇÃO BÁSICA

Planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos técnicos/auxiliares de


enfermagem, ACS e ACE;

Supervisionar as ações do técnico/auxiliar de enfermagem e ACS;

Implementar e manter atualizados rotinas, protocolos e fluxos;

Exercer outras atribuições conforme legislação profissional.

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


NOVAS ATRIBUIÇÕES DOS AGENTES
COMUNITÁRIOS DE SAÚDE

Fonte: tribunalaurodefreitas.com.br

Aferir a pressão arterial, inclusive no


Realizar técnicas limpas de curativo;
domicílio;

Realizar a medição da glicemia capilar, Indicar a necessidade de internação


inclusive no domicílio; hospitalar ou domiciliar;

Aferição da temperatura axilar, durante Planejar, gerenciar e avaliar as ações


a visita domiciliar; desenvolvidas pelos ACS e ACE;

BRASIL, 2017
GERENTE DE ATENÇÃO BÁSICA

Contribui para o aprimoramento e qualificação do


processo de trabalho nas UBS;

Deverá ser um profissional qualificado,


preferencialmente com nível superior;

Não deve ser um profissional integrante das


equipes vinculadas à UBS, e deve ter experiência
na AB.

BRASIL, 2017
FINANCIAMENTO DAS AÇÕES DE ATENÇÃO
BÁSICA
Deve ser realizado pelos gestores federal, estadual e municipal.

O financiamento federal para as ações de AB deverá ser constituído:

Recursos condicionados à abrangência


Recursos per capita;
da oferta de ações e serviços de saúde;

Recursos que estão condicionados à


Recursos condicionados ao desempenho
implantação de estratégias e programas
dos serviços ofertados pela AB;
da AB;

Recursos de investimento.

BRASIL, 2012; BRASIL, 2017


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção
Básica/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde,
2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 2.436 de 21 de setembro de 2017. Brasília: Diário Oficial [da] República Federativa do
Brasil, 2017. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html>. Acesso em: 14 jul.
2018.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Núcleo de Apoio à Saúde da
Família – Volume 1: Ferramentas para gestão e para o trabalho cotidiano/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,
Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
 
COORDENAÇÃO ESTADUAL DA ATENÇÃO BÁSICA DO RIO GRANDE DO SUL. Secretaria Estadual de Saúde. Principais
mudanças da Política Nacional de Atenção Básica: comparativo das Portarias 2.488/2011 e do Anexo XXII da Portaria de
Consolidação nº 2/2017 do Ministério da Saúde. Secretaria Estadual de Saúde. – Porto Alegre, 2018. Disponível em:
<http://atencaobasica.saude.rs.gov.br/upload/arquivos/201803/02085225-pnab-comparacao-2011-e-2017.pdf >. Acesso em: 07 ago.
2018.
 
MOROSINI, Márcia Valéria G. Cardoso; FONSECA, Angélica Ferreira; LIMA, Luciana Dias. Política nacional de atenção básica
2017: retrocessos e riscos para o sistema único de saúde. Saúde debate, Rio de Janeiro, v. 42, n. 116 jan/mar. 2018. Disponível
em: < http://www.scielo.br/pdf/sdeb/v42n116/0103-1104-sdeb-42-116-0011.pdf >. Acesso em: 07 ago. 2018.

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