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Medidas e Avaliação.

O que é aptidão física


Foi definido em (1971) nos Estados
Unidos o conceito de aptidão física.

"A capacidade de executar tarefas diárias


com vigor e vivacidade, sem fadiga
excessiva e com ampla energia para apreciar
as ocupações das horas de lazer e para
enfrentar emergências imprevistas."
Embora no passado havia um certo
desentendimento e confusão em relação
aos componentes da aptidão física, hoje
em dia já existe um consenso. Os
componentes mais comuns, foram
colocados em dois grupos: um,
relacionado à saúde e outro, relacionado
às habilidades esportivas.
APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À

Saúde Habilidades Esportivas


Resistência
Agilidade
cardiorrespiratória
Composição corporal Equilíbrio
Flexibilidade Velocidade
Força e resistência Potência tempo de
muscular localizada reação coordenação
Potência Aeróbio
 Segundo o Prof. Erick Salgado, o  termo Aeróbio
foi criado na França por Pasteur, em 1875, para
classificar as bactérias que necessitavam de
oxigênio para viver.
A popularização desse termo pelo mundo como
forma de treinamento se deve à Dr. Kenneth H.
Cooper ,médico e coronel do exercito americano,
que em 1968 publicou sua primeira obra
denominada "Aerobics ". 
 Cooper define os aeróbios como sendo
exercícios de baixa ou media intensidade,
podendo ser realizados por um longo
período, graças a um equilíbrio existente
entre consumo e débito de oxigênio pelo
organismo (steady-state).
 O objetivo fundamental dos exercícios
aeróbios é o desenvolvimento de uma
condição física que impeça o aparecimento
precoce de doenças cardíacas e outras
inúmeras afecções características do
sedentarismo da vida moderna.
 Para o treinamento aeróbio não basta andar
em uma esteira, pedalar em uma bicicleta
ou simplesmente fazer outra atividade
qualquer, é necessário dedicar total atenção
a freqüência cardíaca(60% a 75%) durante
o treinamento, pois ela será a sua referencia
de intensidade no exercício.
 O treinamento aeróbio ou cardiorrespiratório
propicia a melhora da capacidade da
circulação central no fornecimento de oxigênio.
 Assim como, o melhor aproveitamento do
oxigênio pelos músculos ativado durante a
execução do exercícios.
 Permitindo ao indivíduo o desenvolvimento da
capacidade de sustentar por um período longo
de tempo, uma atividade física.
 O condicionamento aeróbio é reversível
assim como qualquer tipo de treinamento,
ou seja, os efeitos benéficos do treinamento
não são cumulativos.
 Porém são transitórios acometendo mesmo
os atletas com anos de treinamento.
 Processando-se com certa rapidez, após uma
ou duas semanas, o princípio da
reversibilidade afeta os índices de VO2 Máx.
CAPACIDADE AERÓBICA

 Capacidade máxima para absorver, transportar


e utilizar oxigênio. (Brian Sharkey).
VO2 Máximo
 Astran (1952) definiu o VO2 Máx como sendo a mais
alta captação de oxigênio alcançado por um
indivíduo, respirando ao nível do mar.
 Thoden(1991) definiu o VO2 Máx como a quantidade
máxima de oxigênio que o organismo pode utilizar
para a produção de energia, ou seja, a capacidade
máxima do indivíduo de captar, fixar, transportar e
utilizar o oxigênio quando submetido a esforço que
requerem esse elemento para a produção de energia.
 Luciana Dias (2006) VO2máx é o volume máximo
de oxigênio que o corpo consegue “pegar” do ar
que está dentro dos pulmões, levar até os tecidos
através do sistema cardiovascular e usar na
produção de energia.

 Maior volume de Oxigênio por unidade de tempo,


que um indivíduo consegue captar respirando ar
atmosférico durante um exercício (Barros-1999).
Benefícios
 O aumento do conteúdo de mioglobinas;
 Aumento da capacidade de oxidação dos
carboidratos e gorduras;
 Aumento das reservas de ATP através da
fosforilação oxidativa;
 Aumento da capacidade glicolítica;
 Aumento do volume cardíaco
 Baixa na frequência cardíaca basal;
 Aumento do débito sistólico;
 Aumento do volume sanguíneo e da quantidade
hemoglobina total;
 Aumento do volume do coração;
 Aumento do número de glóbulos vermelhos e taxa
de oxigênio transportado pelo sangue;
 Uma capilarização melhorada nos tecidos, o que
resulta numa melhor difusão do oxigênio;
 Aperfeiçoamento dos mecanismos fisiológicos de
defesa orgânica;
 Redução da massa corporal (principalmente
massa gorda);
 Melhoria na capacidade de absorção de
oxigênio;
 Redução da frequência cardíaca no repouso
e no esforço;
 Diminuição do tempo de recuperação após o
esforço;
 Aumento da capacidade das fibras
musculares de oxidar os açúcares e os
ácidos graxos (gorduras)
Ventilômetro
Ventilômetro
Características:
 Sinônimos: Ventilômetro, Ventilômetro de
Wright , Respirômetro.

 Tipo: Equipamento Médico-Assistencial

 Descrição Técnica: Aparelho para medição


do volume corrente de ar expirado.Serve
para avaliar o volume corrente, volume
minuto, dentre outros parâmetros
respiratórios.
Limiar Aeróbio
 Quando o exercício é feito de maneira
abusada, o indivíduo produz muito lactato, que
fica aculmulado nos músculos, causando dores
musculares.

 O limiar aeróbio determina a carga máxima


que o indivíduo poderá usar em seus
exercícios, sem que haja a produção excessiva
de lactato.
Limiar Aeróbio
 A carga do exercício não se limita apenas ao
peso utilizado, mas também ao tempo do
exercício e como ele é realizado.

 No limiar, o indivíduo se exercita em uma


carga máxima, que não lhe é prejudicial.
Limiar Aeróbio

 Quando o individuo treina dentro do limiar


aeróbio, ele melhora a sua capacidade de
produzir energia, pois a oferta de oxigênio é
melhor (devido ao aumento de débito cardíaco
e melhora na função respiratória) não
necessitando produzir energia "extra" através
da glicólise anaeróbica.
Limiar Aeróbio
 Com isso o individuo poderá treinar com uma
carga maior sem produzir tanto lactato, ou seja
sem fazer muito esforço,

 Enquanto a pessoa sem resistência ao se


exercitar com a mesma carga, produzirá mais.
O gráfico abaixo representa a produção de
lactato relacionada com a carga do exercício:
Limiar Aeróbio
Limiar Aeróbio
 Nota que a carga máxima que uma pessoa que
treina pode usar é bem maior do que aquela
permitida para a pessoa que não treina.
Métodos indireto para a
Estimativa da Potência
Aeróbica
Métodos Indireto
Nem sempre é possível a utilização da
mensuração direta do consumo de oxigênio

– Alto custo
– Necessidade de pessoal especializado
Métodos Indiretos
Por isso foram desenvolvidos vários protocolos
para a estimativa do VO2máx a partir de outras
variáveis:

– Tempo
– FC
– Outras (IMC, %G, idade, etc..)
Métodos Indiretos
IMPORTANTE:

Ao se escolher um teste deve ser observado:

– a sua precisão

–para que tipo de pessoa vai ser aplicado o teste:


atleta, sedentário, ativo e etc...
Métodos Indiretos

 TESTES MÁXIMOS
Precisão Risco

 SUBMÁXIMOS E DE
CAMPO
Métodos Indiretos
Testes Máximos

– Esteira
• Protocolo de Bruce
• Protocolo de Balke
Métodos Indiretos
– Testes Sub-máximos e de Campo

– Testes de corrida e caminhada


• Teste de 12 minutos de Balke

– Cicloergômetro
•Teste de Siconolfi para cicloergômetro

–Testes de Step
• Queens College Step Test

– Estimativas sem exercício


• Jackson et al.
Testes
Máximos
Protocolo de Bruce (1973)

 Protocolo em esteira mais freqüentemente


utilizado
• Inicia em intensidade baixa permitindo
aquecimento
• Aumentos de 3 a 4 METS em cada estágio
Protocolo de Bruce (1973)
Estágio Tempo km/h Inclinação
(min)
1 0 2.74 10%
2 3 4.02 12%
3 6 5.47 14%
4 9 6.76 16%
5 12 8.05 18%
6 15 8.85 20%
7 18 9.65 22%
8 21 10.46 24%
9 24 11.26 26%
10 27 12.07 28%
Protocolo de Bruce (1973)
• Equações:
– Bruce, Kusumi e Hosmer (1973):
• Homens Ativos
VO2máx = 3,778 (tempo em min.) + 0,19
• Homens Sedentários
VO2máx = 3,298 (tempo em min.) + 4,07
• Pacientes Cardíacos
VO2máx = 2,327 (tempo em min.) + 9,48
• Adultos saudáveis
VO2máx = 6,70 – 2,82 (sexo [masc=1,fem=2]) +
0,056 (tempo em seg.)
Protocolo de Balke (1959)

 Utiliza uma velocidade constante de


90m/min (3,3 mph ou 5,3 km/h) com
aumentos de 1% de inclinação a cada
minuto.
Protocolo de Balke (1959)

– No protocolo original o teste termina quando o


avaliado atinge uma FC de 180 bpm. Utiliza-se
então a seguinte equação (n=500):

VO2 (ml/kg/min) = (velocidade em m/min)


x (0,073+ [inclinação / 100] x 1,8
Testes
Sub-Máximos
e de Campo
Testes de campo
 Teste de Weltman

 O atleta deve percorrer o mais rapidamente a distância


de 3.200 metros.
 Previsão da potência aeróbia máxima

 Homens: Vo2 máx = 118,4 – 4,77 (t)

 Mulheres: Vo2 Máx = 90,70 – 3,25 (t) + 0,004 (t²)

Sendo: t = tempo em minutos


Testes de campo
 Teste de Leger (Leger 1987)

 Corrida de ida e volta de 20 metros


 Previsão da potência aeróbia máxima

Vo2 máx= 31,025 + 3,238 x Vf – 3,248 x I +


0.1536 x Vf x I

Sendo: Vf = Velocidade final do último nível superado


I = Idade
Teste de 12 minutos
 Desenvolvido originalmente por Balke (1963) para
estimar o VO2máx em militares, utilizava um tempo de
15 min.
• Foi modificado por Cooper (1968), reduzindo o tempo
para 12 minutos. Pode ser usado em homens de 17 a 52
anos.
• Protocolo: O avaliado deve cobrir a maior distância
possível em 12 min.,preferencialmente correndo.
 Ao final do teste o avaliado deverá caminhar por 3 a 5
min.
 Medir a distância total e aplicar na seguinte equação:

Vo2 (ml/kg/min) =Distância (m)-504,1


44,79
Classificação da aptidão física pelo Vo2 máx.
em mulheres (American Heart Association)

Faixa Muito fraca Fraca Regular Boa Excelente


etária
20 -29 ‹ 24 24 - 30 31 - 37 38 – 48 › 49

30 - 39 ‹ 20 20- 27 28 – 33 34 – 44 › 45

40 – 49 ‹ 17 17 - 23 24 – 30 31 – 41 › 42

50 – 59 ‹ 15 15 - 20 21 – 27 28 – 37 › 38

60 – 69 ‹ 13 13 - 17 18 - 23 24 - 34 › 35
Classificação da aptidão física pelo Vo2
máx. em homens (American Heart Association)

Faixa Muito fraca Fraca Regular Boa Excelente


etária
20 – 29 ‹ 25 25 - 33 34 – 42 43 – 52 › 53

30 – 39 ‹ 23 23 – 30 31 – 38 39 – 48 › 49

40 – 49 ‹ 20 20 – 26 27 – 35 36 – 44 › 45

50 – 59 ‹ 18 18 – 24 25 - 33 34 – 42 › 43

60 - 69 ‹ 16 15 - 22 31 - 40 › 41
Teste de Banco do
Queens College

• Desenvolvido por McArdle et al. (1972)


para homens e mulheres em idade universitária.
• Utiliza um banco de 16,25 pol. (41,3 cm).
Teste de Banco do
Queens College
 Protocolo:
– Selecionar no metrônomo 88 bpm (22 ciclos
por min.) para mulheres e 96 bpm (24 ciclos
por min.) para homens.
– Demonstrar ao avaliado o ciclo de subida.
– Praticar durante 15 s.
– Realizar o teste durante 3 min.
– Após o teste, ainda em pé, o pulso é contado
durante 15 s, iniciando 5 s após o final do
teste. Multiplicar o valor por 4.
Teste de Banco do
Queens College
 Equação

Mulheres: VO2máx (ml/kg/min) = 65,81 – 0,1847


(FC)

Homens: VO2máx (ml/kg/min) = 11,33 – 0,42 (FC)


Bibliografia
 Bibliografia: Condicionamento físico e saúde -
Sharkey, Brian  -1998 -4ª edição
  Nutrição exercício e saúde –Katch,
Frank. Mcarddle William - 1996 -4ª edição
Potência Anaeróbia
Alática e Lática
Metabolismo Anaeróbio
 Via ATP-CP (Sistema do fosfagênio):
 Fornecimento rápido de energia
 Estoques de ATP e CP intracelular

 Curta duração (> 10s)

 Via Glicolítica (Glicólise anaeróbia):


 Glicólise citoplasmática
 Estoques de glicose e glicogênio

 Produção de prótons (H+)


 Potência X Resistência Anaeróbia
 Potência  máximo de energia liberada por
unidade de tempo por esse sistema;

ATP-CP
 Resistência  quantidade total de energia
disponível por esse sistema.

Glicólise Anaeróbia
• Potência muscular - Capacidade de produzir
força no menor intervalo de tempo. (Robergs, R. A. &
Roberts, S. O.; 2002)
TESTES PARA AVALIAR A POTÊNCIA
ANAERÓBICA (ALÁTICA)

METODOLOGIA INDIRETA:

• Teste de escada de MARGARIA


• Teste de corrida dos 50 metros
• Teste de Impulsão Vertical

• Teste de Impulsão Horizontal


TESTES PARA AVALIAR A
POTÊNCIA ANAERÓBICA
TOTAL
METODOLOGIA
INDIRETA:
• Teste de WINGATE
• Testes de RAST

• Teste de 40 segundos

• Teste de corrida dos 400 m (300 m)


TESTE DE CORRIDA DE 40
SEGUNDOS
 Protocolo (metodologia):
 Alongamento e aquecimento
 Sinal prepara e vai
 Percorrer a maior distância em 40
segundos
 Contagem regressiva do avaliador
TESTE DE CORRIDA DE 40 SEGUNDOS
(Matsudo, 1979)

Anos Masculino Feminina Anos Masculino Feminina


178.03 166,42 221.48 201.78
7 13
 12.24  11.91  15.93  25.79
191.95 169.50 230.29 204.85
8 14
 19.37  12.89  23.23  20.11
197.29 186.42 246.54 202.16
9 15
 13.72  17.50  12.76  18.96
200.21 189.93 250.70 197.29
10 16
 17.01  10.52  16.56  15.64
203.34 195.09 240.20 197.12
11 17
 19.24  24.33  17.32  10.01
213.15 195.82 261.67 201.09
12 18
 19.37  16.16  19.85  10.98
Wingate Anaerobic Test (WANT)
(INBAR et al , 1996; BAR-OR,1987)

 Desenvolvido no anos 70 no Instituto Wingate


de Israel
 Protocolo muito utilizado
 Realizado em cicloergômetro (MMII ou MMSS)
 Aquecimento de 3min
 30s máximos
 Resistência correspondente a 7,5% da massa
corporal
Running-based Anaerobic Sprint
Test (RAST)
(ZACHAROGIANNIS et al, 2004)

 Desenvolvido na Universidade de Wolverhampton


no Reino Unido
 Similar ao WAnT
 Especificidade para o movimento de correr
 6 tiros máximos de 35 metros cada
 Intervalo de 10 segundos entre os tiros
• Dados obtidos:
-Potência Pico  maior potência registrada;
-Potência Média  média das potências registradas;
-Índice de Fadiga  percentual de queda de potência.

Potência (W) = Peso x Distância2 / Tempo3

Potência Média = Média(6 Potências)


Índice de Fadiga =
(Maior Pot – Menor Pot / Maior Pot) X 100
 Exercício:

 Indivíduo 2
Massa corporal = 70kg
T1 = 3,48s
T2 = 4,83s
T3 = 5,79s
T4 = 5,99s
T5 = 6,00s
T6 = 6,10

Calcular as potências de cada tiro, a potência máxima,


a potência média e o índice de fadiga.
 Exercício:

 Indivíduo 3
Massa corporal = 85kg
Tempo dos 50 metros = 6,8s
Distância nos 40 segundos = 356m

Calcular as potências nos dois testes


Obs.: Utilizar P = m . d/t
Introdução
 A força muscular pode ser definida como a quantidade máxima de força
que um músculo ou grupo muscular pode gerar em um padrão específico
de movimento, e é considerada uma capacidade física importante para o
condicionamento físico não só para atletas como também para indivíduos
não atletas (KOMI, 2003). De acordo com Fleck e Kraemer (1999) o termo
“treinamento de força” tem sido usado para descrever um tipo de exercício
que requer que os músculos se movam (ou tentem se mover). Assim,
funcionam contra a determinada resistência, sendo que esta é a
normalmente representada por algum tipo de equipamento, seja em forma
de máquinas ou pesos livres. Outros tipos de exercícios como corridas em
aclive e pliometria também são considerados como treinamento de força.
Modalidades da Força
 A força nunca aparece, nos diversos esportes, sob uma força pura, mas
constantemente como uma combinação, ou mais ou menos como uma
mistura de fatores físicos de condicionamento da “performance” (Weineck,
1989:97).
A) Força Máxima > Caracteriza-se pelo nível de força que o aluno/atleta é
capaz de alcançar em consequência de tensão muscular máxima.
A1) Dinâmica > Capacidade de desenvolver tensão máxima no
desenvolvimento de um movimento articular.
A2) Estática > Maior força que o sistema neuromuscular pode realizar por
contração involuntária.
FM Estática > FM Dinâmica

Obs: Uma FM só ocorre quando houver equilíbrio enta a carga e


A força de contração do músculo.
A FM depende dos seguintes fatores:
 Seção fisiológica transversal do músculo;
 Coordenação Intermuscular;

 Coordenação Intramuscular.

Vantagens:
- Aumento da força sem aumento essencial da seção tranversal e do peso
corporal.
Sistema Energético: Os fosfatos ricos em energia (ATP-CP), desempenham
um papel decisivo no desenvolvimento da força máxima. Uma carga
máxima levada ao esgotamento, atinge uma superacidez intracelular
(elevação do lacto) e reduz a “performance” a níveis submáximos
(Weineck, 1989:97).
B) Força de Explosão > É a capacidade que o sistema neuromuscular tem
em superar resistências com a maior velocidade de contração possível
(Harre, 1976).
Segundo Bühhrle-Schmidtbleicher (1981), a elevação da FE depende dos
seguintes fatores:
- Número de unidades motoras simultaneamente envolvidas no início do
movimento (coordenação intramuscular);
- A velocidade de contração das fibras musculares ativadas;
- A força de contração das fibras musculares empenhadas, ou seja, a seção
transversal do músculo.
Subdivisão:
1- Força de largada > é a capacidade de empregar um número máximo de
unidades motoras no início da contratação das unidades motoras e da força
de contração das fibras comprometidas.
2- Força explosiva > ocorre um aumento da força por unidade de tempo.
Depende: velocidade de contração das unidades motoras e da força de
contração das fibras comprometidas.
3- Força explosiva de resistência > movimentos repetidos com sobrecarga que
permitem manter, ao mesmo tempo, uma velocidade alta e com um número
de repetições elevadas.
Obs: Se as resistências a serem vencidas forem pequenas, é a força de largada
que predomina, s a carga aumentar ou o tempo de duração for prolongado,
é a força explosiva, se o tempo for prolongado, força de resistência. Para
cargas muito elevadas, força máxima. (Letzelter, 1978).
C) Força de Resistência > É a capacidade de resistir a fadiga do organismo, em
caso de performance de força de longa duração (Harre, 1976).
Depende:
- Intensidade do estímulo (% da força máxima)
- Volume do estímulo (número de repetições).

Divisão: (Frey, 1977)


1- Força de Resistência Geral > Capacidade de resistência à fadiga da periferia
corporal com emprego de 1/7 à 1/6 da musculatura esquelética total.
2- Força de Resistência Local > Capacidade de resistência à fadiga do corpo com
emprego de menos de 1/7 à 1/6 do total da musculatura esquelética.

Divisão: (Zaziorski, citado por Manso, 1996: 250)


1-Força de Resistência Global > Capacidade de resistência à fadiga da periferia
corporal com emprego de mais de 2/3 da musculatura esquelética total.
2- Força de Resistência Regional > Capacidade de resistência à fadiga da
periferia corporal com emprego de 1/3 a 2/3 da musculatura esquelética total.
3- Força de Resistência Local > Capacidade de resistência à fadiga do corpo
com o emprego de menos de 1/3 do total da musculatura esquelética.

Formas Particulares:
a) Força Absoluta > é a força produzida independentemente do peso corporal.

b) Força Relativa > é a força produzida relacionada com o peso corporal.

c) Força Limite > força voluntária máxima + a reserva de força mobilizável


pelos componentes psíquicos (ou drogas)
Inter-relações da Força:
a) Força Velocidade
-quanto mais hipertrofiado, melhor a capacidade de desenvolver velocidade.
(inserção de proteínas contráteis)
-quanto maior for o número de ligações por unidade de tempo, maior é a força
muscular desenvolvida.
b) Força e Mobilidade
-Limitação de movimento > hipertrofia excessiva e negligência.
c) Força e Coordenação

-não há influência negativa na Força.


-não coordenação > desenvolvimento da Força (desporto).
d) Força e Resistência (longa duração)

-melhora a capacidade de fornecer trabalho contra fortes resistências.


O QUE É

IDADE BIOLÓGICA?
 Envelhecer é inevitável, pois esse processo se
inicia a partir do momento em que nascemos.
Porém, existe o que se chama envelhecer de
forma fisiológica ou patológica. O que
significa isso?
 O envelhecimento fisiológico é aquele que
depende da nossa genética e, por enquanto,
ainda é imutável, ou seja, aos 15 ou 20 anos
de idade você normalmente tem o corpo que
seus genes determinaram, mas, aos 40 anos,
você tem o corpo que merece.
 Daí para frente vai depender de suas escolhas
em relação aos hábitos de vida como aquilo
que você come, se faz ou não exercícios
físicos, como administra seu equilíbrio
emocional e se cuida de sua saúde de forma
preventiva. usando o que a medicina moderna
tem a oferecer.
CONCEITOS DE IDADE
CRONOLOGICA E BIOLÓGICA

 A idade cronológica não pode ser modificada


e está registrada em seu documento de
identidade.
 Já a idade biológica se refere ao estado de
conservação de seu organismo.
 Portanto, essa idade pode ser mudada e/ou
retardada desde que você passe a se alimentar
de forma equilibrada, evitando gorduras
saturadas e carboidratos refinados (de alto
índice glicêmico), fazer atividade física regular
- pelo menos três vezes por semana,
associando exercícios aeróbicos e cuidando do
bem-estar emocional
 Sabe-se que o estresse crônico, muito comum
na vida das pessoas, leva a uma ativação
exagerada da nossa glândula supra renal que
produz excesso do hormônio cortisol. Esse
hormônio favorece o ganho de peso,
principalmente acúmulo de gordura abdominal
e acelera o processo de envelhecimento.
Quem é mais jovem? Uma pessoa de 55 anos ou
uma de 70 anos? A resposta correta é: depende
da idade biológica, ou seja, é possível uma
pessoa de 70 anos ter uma idade biológica de
55 anos e vice-versa.
 Principais fatores que leva ao envelhecimento
patológico: dieta incorreta estresse,
sedentarismo, estilo de vida inapropriado,
desequilíbrio hormonal, desequilíbrio na
bioquímica cerebral e formação excessiva de
radicais livres.
 É possível ter controle sobre o processo de
envelhecimento e isso só depende de você e de
seu estilo de vida. Pense, repense, melhore sua
qualidade de vida já!