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Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas – UNCISAL

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPEP


Residência de Enfermagem em Infectologia

Envenenamento e
intoxicações
O que é?

 Venenos são substâncias químicas que podem causar dano ao organismo;


 As palavras Intoxicação e Envenenamento são sinônimos. Ambas são aplicadas indiscriminadamente por se
referirem ao ato que resulta da contaminação de um individuo por uma substância, seja ela de origem biológica
ou não;
 Os envenenamentos e intoxicações são, na sua maioria, acidentais, mas resultam também de tentativas de
suicídio e, mais raramente, de homicídio;
 Não existem muitos antídotos (antagonistas específicos dos venenos) eficazes, sendo muito importante
identificar a substância responsável pelo envenenamento o mais breve possível. Caso isso não seja possível no
início, posteriormente devem ser feitas tentativas de obter informações (e/ou amostras) da substância e das
circunstâncias em que ocorreu o envenenamento.
Formas do veneno penetrar no organismo

1) Ingerido
 medicamentos, substâncias químicas industriais, derivados de petróleo, agrotóxicos, raticidas, formicidas,
plantas, alimentos contaminados (toxinas).
2) Inalado gases e poeiras tóxicas
 monóxido de carbono, amônia, agrotóxicos, cola à base de tolueno (cola de sapateiro), acetona, benzina, éter,
GLP (gás de cozinha), fluido de isqueiro e outras substâncias voláteis, gases liberados durante a queima de
diversos materiais (plásticos, tintas, componentes eletrônicos) etc.
3)Absorvido
 inseticidas, agrotóxicos e outras substâncias químicas que penetrem no organismo pela pele ou mucosas.
4)Injetado
 toxinas de diversas fontes, como acidentes por animais peçonhentos, ou drogas injetadas com seringa e
agulha.
Agentes que causam intoxicações

 Medicamentos;  Produtos Químicos Industriais;


 Agrotóxicos (Agrícola/Doméstico);  Metais;
 Produtos Veterinários;  Drogas de Abuso;
 Raticidas;  Plantas;
 Domissanitários;  Alimentos;
 Cosméticos;  Animais peçonhentos

Apesar da grande variedade de agentes tóxicos, alguns grupos são responsáveis pela maioria dos
casos.
INTOXICAÇÕES POR
DOMISSANITÁRIOS E RATICIDAS

 Os acidentes com estes produtos, de diferentes formas e composições, e de variada expressão toxicológica, têm
assumido um destaque no cenário das intoxicações em geral;
 Alguns produtos com reconhecida expressão clínica e importância toxicológica: hipocloritos, o querosene e os
cáusticos;
 Os raticidas representam cerca de 10% do total de intoxicações, sejam acidentais ou intencionais, sendo
responsáveis por um grande número de casos de intoxicação no ambiente domiciliar;
 Dentro destes produtos, podemos encontrar agentes em vários estados físicos, como gases, líquidos e sólidos,
diferentes composições químicas e usos, como agentes de limpeza, produtos de beleza, produtos de uso profissional
- tintas, raticidas e medicamentos.
INTOXICAÇÕES POR
DOMISSANITÁRIOS E RATICIDAS
HIPOCLORITOS

 Soluções de hipoclorito são encontradas em um número considerável de produtos de limpeza, geralmente em


concentrações inferiores a 5%;
 Causa:
 Irritação e corrosão de pele e mucosas;
 Dores na boca, esôfago e/ou estômago, disfagia, vômitos, distúrbios hidroeletrolíticos, hipotensão, esofagite
ulcerativa e estenose de esôfago;
 Contato com os olhos causa conjuntivite com lacrimejamento, congestão fotofobia e edema de pálpebras;
INTOXICAÇÕES POR
DOMISSANITÁRIOS E RATICIDAS
QUEROSENE

 Mistura de hidrocarbonetos alifáticos, olefínicos, naftênicos e aromáticos. Usos: Industrial (combustível, solventes) e
Doméstico (limpeza e aquecimento);
 São os principais responsáveis pelos acidentes tóxicos na infância;
 Causa:
 Lesão das cels. Endoteliais, alterações da permeabilidade, edema, petéquias, hemorragias.
 Afinidade pelo SNC, sonolência, torpor, coma.
 Manifestações gastrintestinais: náuseas, vômitos;
 Manifestações respiratórias: taquipnéia, estertores (pneumonite de variada intensidade, alterações radiológicas precoces);
INTOXICAÇÕES POR
DOMISSANITÁRIOS E RATICIDAS
CÁUSTICOS - ÁCIDOS E ÁLCALIS FORTES

 Produtos de uso doméstico que apresentam concentrações elevadas de substâncias alcalinas ou ácidas que
determinam quadros geralmente graves: ácido sulfúrico, ácido clorídrico, hidróxido de sódio (soda cáustica).
 Entre as aplicações mais comuns temos: desentupidores, detergentes de máquina de lavar, limpadores de fornos,
soluções de limpeza.
 Logo após a ingestão causa dor intensa com espasmo reflexo da glote podendo determinar morte por asfixia.
Vômitos, desidratação, edema e inflamação da boca, língua e faringe.
 Contato com a pele produz grave queimadura: edema, vesículas e necrose.
 No contato com os olhos, a exposição rápida promove lacrimejamento, hiperemia conjuntival e fotofobia. Nos casos
mais graves ocorrem dores intensas, edema de conjuntiva e de pálpebras e ulcerações de córnea.
INTOXICAÇÕES POR
DOMISSANITÁRIOS E RATICIDAS
RATICIDAS ANTICOAGULANTES
 Uso domiciliar e comercial, anticoagulantes de uso oral, toxicidade seletiva e capacidade de “driblar o rato”.
 Na maioria dos casos a sintomatologia é leve. Náuseas, vômitos, dor abdominal; Epistaxe, sangramento, hemoptise,
hematúria, equimose e Hemorragias.

CARBAMATOS – “CHUMBINHO”
 Fabricado como agrotóxico e é usado como raticida clandestinamente;
 Bloqueia a enzima acetilcolinesterase, com acúmulo de acetilcolina nas sinapses;
 Sinais e sintomas mais frequentes: Miose, fasciculações, tremores, sudorese, sialorréia, náuseas, vômitos, broncorréia,
dispneia, insuficiência respiratória, ansiedade, fraqueza, hipotensão, taquicardia, desorientação, torpor, agitação,
hipertensão, bradicardia, diarreia, dor abdominal, coma, cianose e hipotermia.
INTOXICAÇÕES POR PESTICIDAS

 Pesticidas, Praguicidas, Defensivos ou Agrotóxicos são nomes genéricos para uma variedade de agentes, classificados
mais especificamente com base no padrão de uso e tipo do organismo a ser destruído;
 Estima-se que ocorram no mundo anualmente 3 milhões de casos de intoxicações agudas e severas, e cerca de 200 mil
mortes por ano;
 Os pesticidas podem ser classificados de diversas maneiras. As mais utilizadas são:
 1. Quanto ao organismo alvo;
 2. Quanto ao grupo químico;
 3. Quanto à formulação;
 4. Quanto ao grau de toxicidade em humanos.
INTOXICAÇÕES POR PESTICIDAS

FOSFORADOS E CARBAMATOS
 São inibidores da colinesterase no sistema nervoso central, nos glóbulos vermelhos, plasma e em outros órgãos;
 Inibem a ação da enzima acetilcolinesterase (Ache), responsável pela destruição e término da atividade biológica do
neurotransmissor acetilcolina;
 PRIMEIRAMENTE: Sudorese abundante, sialorréia, fraqueza, lacrimejamento, tonturas, dor abdominal, visão turva.
DEPOIS: Miose, vômitos, dificuldade respiratória, choque, bradicardia ou taquicardia, tremores musculares, convulsões
e coma.

FUNGICIDAS
 São derivados de uma variedade de estruturas simples, até derivados metálicos do ácido carbâmico. São aplicados nas
folhas e no solo após a colheita;
 PRIMEIRAMENTE: dificuldade respiratória, hipertermia e fraqueza. DEPOIS: convulsões e perda da consciência.
INTOXICAÇÕES POR PESTICIDAS

ORGANOCLORADOS
 Compostos clorados de lenta degradação no meio ambiente (várias décadas) e em seres vivos, contaminando o homem
diretamente ou através da cadeia alimentar;
 PRIMEIRAMENTE: Irritabilidade, cefaléia, cansaço e mal-estar. DEPOIS: tontura, náuseas e vômitos, colapso e
convulsões.

INSETICIDAS PIRETRÓIDES
 Compostos sintéticos bem absorvido por todas as vias;
 Estimulantes do sistema nervoso central e periférico, são muito alergizantes. Em altas doses podem produzir lesões duradouras
ou permanentes no sistema nervoso periférico.
 PRIMEIRAMENTE: formigamento nas pálpebras e lábios, irritação das conjuntivas e mucosas, espirros. DEPOIS: Prurido
intenso, manchas na pele, secreção e obstrução nasal, reações agudas de hipersensibilidade, excitação e convulsões.
INTOXICAÇÕES POR PESTICIDAS

HERBICIDAS
 Utilizados no combate a ervas daninhas, tem produção mundial crescente, substituindo a mão de obra na capina, na
zona rural;
 Fenoxiacéticos: PRIMEIRAMENTE: anorexia, irritação da pele, náuseas, vômitos e diarreia. DEPOIS: vômitos,
dor torácica e abdominal, fasciculação, fraqueza, convulsões e coma;
 Dipiridílicos: Lesões irritativas na pele e mucosas, unhas quebradiças, epistaxe e conjuntivite. Mal-estar, fraqueza.
Após 7 a 14 dias começa a haver alterações proliferativas e irreversíveis no epitélio pulmonar. Morte por
insuficiência respiratória, renal e hepática;
 Glifosato: Dermatite de contato, conjuntivite, queimor na boca e garganta; Disfagia, epigastralgia, vômitos, diarreia
e melena; Hipotensão, choque, tosse, dispneia, oligo-anúria; Acidose metabólica, cefaleia e coma.
INTOXICAÇÕES POR PESTICIDAS

FUMIGANTES
 São utilizados para combater insetos, nematóides, ervas daninhas e fungos, principalmente em locais de
armazenagem de cereais, vegetais, frutas e roupas;
 São compostos voláteis e bem absorvidos pelas vias respiratória, cutânea e digestiva. Podem ser encontrados no
estado líquido, sólido ou gasoso;
 Fosfina (PH3): Fadiga, sonolência, tremores, dor abdominal, vômito, diarreia, icterícia, cefaleia, midríase,
opressão torácica e hipotensão arterial;
 Brometo de Metila: Edema pulmonar, insuficiência circulatória e perturbações nervosas (tríade característica).
INTOXICAÇÕES POR MEDICAMENTOS

 Os medicamentos são as substâncias mais envolvidas em intoxicações;


 As causas mais frequentes das intoxicações por medicamentos são os acidentes por descuido, principalmente em
crianças, e as tentativas de suicídio em mulheres jovens. Também ocorrem as tentativas de aborto, erros de
administração, prescrição médica inadequada e o abuso de substâncias psicoativas;
 Fatores que contribuem para um elevado número de intoxicações por medicamentos:
a) A falta de conhecimento da população quanto ao uso correto e os riscos que estes produtos podem oferecer;
b) As irregularidades na comercialização, permitindo a prática ilícita de automedicação;
c) A falta de uma política rigorosa na dispensação de medicamentos a pacientes psiquiátricos e
Neurológicos;
d) A falta de segurança nas embalagens, permitindo o fácil acesso de crianças ao seu conteúdo.
INTOXICAÇÕES POR MEDICAMENTOS

ÁCIDO ACETIL SALICÍLICO (AAS)


 Analgésico, antitérmico e antinflamatório;
 Vômitos, hiperpnéia, “Tinnitus” e letargia. Alcalose respiratória e acidose metabólica. Na intoxicação severa: coma,
convulsões, hipoglicemia, hipertermia e edema agudo de pulmão.
AMINOFILINA
 Libera Teofilina livre no organismo. Broncodilatador;
 Efeitos no SNC, cardiovascular e digestivo. Taquicardia, arritmias e convulsões.
PARACETAMOL
 Analgésico e antipirético. Dose tóxica: 6 a 7,5 g em adultos e 140 mg/kg em crianças;
 Inicialmente, náuseas, vômitos, anorexia, diarréia, sudorese e dor abdominal (1ªs 24 horas). Após 2 a 4 dias, podem
aparecer alterações hepáticas graves, com síndrome hepato-renal, seguida de morte.
INTOXICAÇÕES POR MEDICAMENTOS

AMITRIPTILINA
 Antidepressivo tricíclico, potente sedativo. Rápida absorção. Acima de 1.000 mg = caso grave;
 Excitação seguida de coma, depressão respiratória, hiporreflexia, hipotermia e hipotensão. Efeitos anticolinérgicos
marcantes – midríase, boca seca, etc.
CARBAMAZEPINA
 Anticonvulsivante, de uso bastante frequente;
 Ataxia, nistagmo, oftalmoplegia, midríase e taquicardia sinusal e outras arritmias. Quadros graves com convulsões,
coma, e PCR.
DIAZEPAM
 Benzodiazepínico de ação longa, depressor do SNC, amplamente utilizado;
 Sedação em graus variados, ataxia, e relaxamento muscular. Coma e depressão respiratória. Pode causar reações
paradoxais de hiperexcitabilidade.
INTOXICAÇÕES POR MEDICAMENTOS

FENOBARBITAL
 Barbitúrico de ação prolongada, de largo uso. Hipnótico, anticonvulsivante, depressor do SNC;
 Toxicidade quando dose hipnótica é excedida 5-10vezes;
 Depressão do SNC, comas em graus variados (1 a 4), hipotermia, depressão respiratória central, hipotensão e
choque.
HALOPERIDOL
 Neuroléptico (butirofenonas). Toxicidade no SNC e cardiovascular. Maioria das manifestações tardia.
 No SNC: rigidez e espasmos musculares, distonias, discinesia tardia persistente (liberação extrapiramidal).
Agitação ou depressão, cefaléia e confusão. Relato de Síndrome Neuroléptica Maligna.
 No aparelho cardiovascular: hipotensão, taquicardia, prolongamento de QT. Hipertermia;
INTOXICAÇÕES POR MEDICAMENTOS

SULFATO FERROSO
 Risco toxicológico pelo teor de ferro elementar.
 Pode ser letal acima de 60 mg/kg;
 Inicialmente ação local corrosiva em mucosas. Posteriormente, efeitos sistêmicos com ação tóxica celular.
 Na superdosagem, apresenta fases.
 1ª FASE (30min-6h): vômitos, diarréia e sangramento.
 2ª FASE (6-24h): melhora clínica.
 3ª FASE (12-48h): quadro sistêmico severo, choque, acidose, convulsões, coma, insuficiência hepática e renal.
 4ª FASE (2-8 semanas): estenoses cicatriciais, dano hepático.
INTOXICAÇÕES POR PLANTAS

 Atualmente muitas pesquisas são realizadas buscando conhecer os princípios ativos das plantas para fins
terapêuticos;
 Muitas dessas plantas podem determinar quadros tóxicos a depender da quantidade, parte da planta utilizada, forma
do contato, cutâneo ou ingestão, dentre outros fatores;
 O desconhecimento das potencialidades tóxicas das espécies vegetais e a sua utilização inadequada são as
principais causas dos acidentes.
INTOXICAÇÕES POR PLANTAS

 Formas de exposição na toxicologia das plantas:

a)Intoxicação aguda: geralmente ocorre após contato único cutâneo, ocular ou por ingestão. Pode ser acidental,
principalmente em crianças, ou intencional como nas tentativas de aborto e suicídio. São os casos que geralmente
aparecem nas estatísticas;
b)Intoxicação crônica: por contato continuado, em geral por ingestão acidental ou intencional de certas plantas, estão
relacionadas muitas vezes a fatores culturais. Como exemplo, podemos citar o costume da ingestão de certas espécies
de Crotalaria na Jamaica, levando a cirrose hepática;
c)Exposição crônica: nos casos de exposição contínua, em geral com manifestações cutâneas, em atividades
industriais ou agrícolas;
d)Abuso: utilização de certas espécies vegetais, sob variadas formas, visando principalmente efeitos alucinógenos ou
entorpecentes.
INTOXICAÇÕES POR PLANTAS

CHAPÉU-DE-NAPOLEÃO
 Nome Científico: Thevetia nerifolia Jussieu. Parte Tóxica: Toda a planta.
 Sintomas: Náuseas, vômitos, cólicas, diarreia, alterações cardíacas (intoxicação digitálica) e neurológicas,
podendo levar à morte.

COMIGO-NINGUÉM-PODE
 Nome Científico: Dieffenbachia picta Schott. Parte Tóxica: Toda a planta.
 Sintomas: Irritação de pele e mucosas, dor, edema, salivação, dificuldade para engolir e asfixia.

 COROA-DE-CRISTO
 Nome Científico: Euphorbia milii L. Parte Tóxica: Látex e espinhos.
 Sintomas: A seiva leitosa (látex) é cáustica. Se ingerida causa lesões de mucosa, salivação, dor abdominal,
náuseas e vômitos.
INTOXICAÇÕES POR PLANTAS
ESPIRRADEIRA
 Nome Científico: Nerium oleander L. Parte Tóxica: Toda a planta.
 Sintomas: Náuseas, vômitos, cólicas, diarreia, alterações cardíacas (intoxicação digitálica) e
neurológicas, podendo levar à morte.

MAMONA
 Nome Científico: Ricinus communis L. Parte Tóxica: Toda a planta, principalmente sementes.
 Sintomas: Náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarreia, convulsões, coma e morte.

MANDIOCA-BRAVA
 Nome Científico: Manihot utilissima Pohl. Parte Tóxica: Toda a planta.
 Sintomas: irritação de mucosas e intoxicação cianídrica. Náuseas, vômitos, dispneia, taquicardia,
cianose, agitação, convulsões e coma, podendo levar à morte em tempo relativamente curto.
CONDUTAS DE ENFERMAGEM NAS
INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTO
 Manutenção das funções vitais: procedimento básico inicial visando identificar situação de risco a vida do
paciente e com a finalidade de restabelecer a sua normalidade, evitar o agravamento das condições gerais,
oferecer maior conforto ao paciente e prevenir o aparecimento de complicações;
 Verificação dos Sinais Vitais:
 Aparelho Respiratório:
 Colocar o paciente em posição confortável, facilitando a permeabilidade das vias aéreas superiores
 Lateralizar a cabeça;
 Instalar oxímetro de pulso;
 Instalar oxigenioterapia, conforme prescrição médica.
CONDUTAS DE ENFERMAGEM NAS
INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTO
 Aparelho Cardiovascular: Os cuidados imediatos devem constar da mensuração da frequência cardíaca através
das pulsações periféricas e da Pressão Arterial, além da instalação de aparelhos de monitoração cardíaca.
 Temperatura Corporal: compressas com água fria, banho frio, uso de manta.
 Avaliação do Nível de Consciência: estando normal o paciente poderá informar dados e circunstâncias da
intoxicação como agente, quantidade, tempo decorrido, etc. As alterações podem variar de sonolência até coma
profundo.
CONDUTAS DE ENFERMAGEM NAS
INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTO
MEDIDAS DE DESCONTAMINAÇÃO
 A forma de executar essa prática varia de acordo com a via de exposição ao agente.
 Nas intoxicações acidentais por produtos químicos, a contaminação ocorre por exposição dérmica ou de mucosa
(pele, olhos, couro cabeludo);
 Nos casos dos envenenamentos por tentativa de suicídio, a ingestão dessas substâncias provoca uma contaminação do
trato gastrointestinal, exigindo medidas de descontaminação mais rigorosas;
 A descontaminação, quando realizada precocemente e com técnicas adequadas, constitui medida eficaz para um bom
prognóstico das intoxicações.
CONDUTAS DE ENFERMAGEM NAS
INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTO

 TIPOS DE DESCONTAMINAÇÃO

 Descontaminação Dérmica;
 Descontaminação ocular;
 Descontaminação Gástrica;
 Descontaminação gastrintestinal (carvão ativado);
 Administração dos soros antiveneno.
REFERÊNCIAS

 RODRIGUES, D.S., et al. Apostila de Toxicologia Básica. Centro de Informações Antiveneno da


Bahia – CIAVE. Salvador – Bahia, Agosto de 2009.
 BRASIL. Intoxicações exógenas, envenenamentos e acidentes com animais peçonhentos. Capítulo
23. Manual do Atendimento Pré-Hospitalar – SIATE /CBPR. 2010.
 OLIVEIRA, R.D.R.; MENEZES, J.B. Intoxicações exógenas em clínica médica. Simpósio:
URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS DERMATOLÓGICAS E TOXICOLÓGICAS. Medicina, Ribeirão
Preto, 36: 472-479, abr./dez.2003 Capítulo III.
Obrigada!

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