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SARAMPO

OBJETIVO
DESCRIÇÃO

 Doença viral;
 Infecciosa aguda;
 Potencialmente grave
 Extremamente contagiosa
 Comum na infância.
AGENTE ETIOLÓGICO

 Trata-se de um vírus;
 Gênero: Morbillivirus;
 Família: Paramyxoviridae.

RESERVATÓRIO

 O homem.
PERÍODO DE INCUBAÇÃO

 Geralmente de 10 dias;

 Podendo variar entre 7 e 18 dias, desde a data da exposição


até o aparecimento da febre;

 E cerca de 14 dias até o início do exantema.


PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

 Inicia-se de 4 a 6 dias antes do exantema e dura até 4 dias após seu


aparecimento;

 O período de maior transmissibilidade ocorre entre os 2 dias antes e


os 2 dias após o início do exantema;

 O vírus vacinal não é transmissível.


SUSCETIBILIDADE E IMUNIDADE

 Suscetibilidade é geral.

 Lactentes, de mães já tiveram sarampo ou foram


vacinadas, possuem imunidade passiva;

 Essa imunidade é transitória e pode perdurar até o final


do 1º ano de vida;

 No Brasil, 85% das crianças perdem esses anticorpos


maternos por volta de 9 meses de idade.
MODO DE TRANSMISSÃO

 Transmissão direta;

 Através de secreções nasofaríngeas expelidas ao:

 Dispersão de aerossóis com partículas virais no ar, em


ambientes fechados, como:

ESCOLAS CRECHES CLÍNICAS


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

 Febre alta >38 ºc;


 Exantema máculo-papular generalizado;
 Tosse;
 Coriza;
 Conjuntivite;
 Manchas de Koplik
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

 As manifestações clínicas do sarampo são divididas


em três períodos:

Período de
infecção

Período toxêmico

Remissão
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

PERÍODO DE INFECÇÃO

 Dura cerca de 7 dias;

 Iniciando-se com período prodrômico;

 Surge a febre, acompanhada de: tosse produtiva, coriza,


conjuntivite e fotofobia.

 Do 2º ao 4º dia desse período, surge o exantema, quando se


acentuam os sintomas iniciais.

 O paciente apresenta prostração e lesões características de


sarampo;
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

PERÍODO TOXÊMICO

 A ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana é facilitada


pelo comprometimento da resistência do hospedeiro à doença.

 São frequentes as complicações, principalmente nas crianças


até os 2 anos de idade especialmente as :

 Desnutridas

 Adultos jovens.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

REMISSÃO

 Ocorre diminuição dos sintomas;


 Declínio da febre;
 O exantema torna-se escurecido;
 Em alguns casos, surge descamação fina (furfurácea).

 É durante o exantema que, geralmente, se instalam as


complicações sistêmicas, embora a encefalite possa
aparecer após o 20º dia.
COMPLICAÇÕES

 Febre > 3 dias (após exantema);


 Infecções respiratórias;
 Otites;
 Doenças diarreicas;
 Neurológicas.

No caso de complicações, a hospitalização é


necessária, principalmente em crianças desnutridas e
em imunocomprometidos
DIAGNÓSTICO

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

 Realizado mediante detecção de anticorpos IgM no sangue


(Fase aguda da doença);

 IgG podem aparecer na fase aguda (Raro);

 IgG costuma aparecer muitos anos após a infecção;

 Todos os testes têm sensibilidade e especi"cidade entre 85


e 98%.
DIAGNÓSTICO

Para detecção de anticorpos, são utilizadas as seguintes técnicas:

 Ensaio imunoenzimático (ELISA), para dosagem de IgM e IgG;


 Inibição de hemoaglutinação (HI);
 Imunofluorescência, para dosagem IgM e IgG;
 Neutralização em placas.

É imprescindível assegurar a coleta de amostras de sangue de


casos suspeitos, sempre que possível no primeiro
atendimento ao paciente.
DIAGNÓSTICO

AMOSTRAS OPORTUNAS

 Amostras coletadas entre o 1º e o 28º dia do aparecimento


do exantema.

AMOSTRAS OPORTUNAS

 Amostras coletadas após o 28º dia, mas, mesmo assim,


devem ser enviadas ao laboratório.

COLETA DA SEGUNDA AMOSTRA DE SANGUE

 Deverá ser realizada entre 20 e 25 dias após a data da


primeira coleta (classificação final dos caso).
TRATAMENTO

 Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo;

 O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado;

 Para os casos sem complicação, deve-se manter a hidratação e


o suporte nutricional, e diminuir a hipertermia.
TRATAMENTO

 Recomenda-se a administração da vitamina A em todas as


crianças, no mesmo dia do diagnóstico, com as dosagens
indicadas a seguir:

50.000 UI, sendo uma dose em


Crianças com < 6 meses aerossol, no dia do diagnóstico,
de idade e outra dose no dia seguinte.
100.000UI, sendo uma dose em
Crianças entre 6 e 12
aerossol, no dia do diagnóstico, e
meses de idade
outra dose no dia seguinte.
200.000UI, sendo uma dose em
aerossol ou cápsula, no dia do
Crianças com >12 meses
diagnóstico, e outra dose no dia
de idade
seguinte.

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