Você está na página 1de 87

Odontologia para PNE

HEMOFILIA

Prof. Rodrigo Lott Guimarães


REFERÊNCIAS

1 - Aida Sabbag Haddad. Odontologia para pacientes


com necessidades especiais. 2005.
2 - Lêda Regina Fernandes Mugayar. 2000.
3 - Manual de atendimento odontológico a pacientes
com coagulopatias hereditárias. Ministério da Saúde.
2005.
5 - Manual de diagnóstico e Tratamento de Eventos
Hemorrágicos. Ministério da saúde. 2009.
4 – Periódicos.
LOTT, R
HEMOFILIA

 Definição: É uma doença hemorrágica,


caracterizada pela deficiência de fatores (proteínas
plasmáticas) de coagulação.

 Origem: adquirida ou congênita (hereditária)


• Adquirida: É mais rara e associada a doenças auto-
imunes (Síndrome de Sjögren, Lúpus eritematoso
sistêmico e artrite reumatóide), câncer, gravidez e
idosos sadios, sendo, mais frequentemente, de origem
idiopática.
LOTT, R M.S.: Manual de diagnóstico e
tratamento de eventos hemorrágicos, 2009
HEMOFILIA

• Congênita: É uma doença genética de herança


recessiva ligada ao sexo, resultante de mutações nos
genes que codifica o fator VIII ou IX da coagulação,
ambos localizados no braço longo do cromossomo X.

M.S.: Manual de diagnóstico e


tratamento de eventos hemorrágicos, 2009

- Tipos de hemofilia: Hemofilia A; hemofilia B;


hemofilia C.

Mugayar, L.R.F. 2000


LOTT, R
HEMOFILIA
• Hemofilia A (hemofilia clássica): ausência ou
deficiência do fator VIII (globulina anti-hemofílica).
É um distúrbio ligado aos genes do cromossomo X.
As mulheres carregam caracteristicamente o traço,
mas a doença se manifesta principalmente em
homens. Shapiro AD, McKown CG, 1991 - Mugayar, L.R.F. 2000

• Hemofila B (Doença de Christmas): deficiência no


fator IX (componente tromboplástico do plasma –
PTC). Também está associada ao cromossomo X,
porém a deficiência é carregada tanto pelo homem
quanto pela mulher, sendo sua incidência variável.
LOTT, R
Katz JO, Terezhalmy GT, 1988 - Mugayar, L.R.F. 2000
HEMOFILIA

• Hemofilia C (Síndrome de Rosenthal): deficiência


do fator XI (antecedente tromboplastínico do
plasma - PTA). É determinada por gene autossômico
recessivo não ligado ao cromossomo X, portanto
manifesta-se em homens e mulheres; pode ou não
estar associada à tendência a sangramento. É a mais
rara das hemofilias e o quadro clínico tem pouca
relação com o nível plasmático do fator XI.

LOTT, R
Sara C.L. et, al, 2004 - Mugayar, L.R.F. 2000
HEMOFILIA
 Sintomatologia e manifestação clínica:

- Na hemofilia A e na B é a mesma, com presença de


sangramento lento, persistente e desproporcional em relação
ao trauma. Presença de hematomas, hemartroses,
hemorragias na cavidade oral, nasal e pescoço, hemorragias
do sistema nervoso e hematúria.

- Na hemofilia C: ausência de sintomas hemorrágicos


significantes e, geralmente, surge após trauma. Sangramento
prolongado em intervenções orais pode ser a primeira
manifestação da deficiência do fator XI.

LOTT, R Rodrigues, N.C.A., 2005 – Mugayar, L.R.F. 2000


HEMOFILIA
• Hematomas

- Os hematomas superficiais, localizados no tecido


subcutâneo, que causam desconfortos e coloração da
pele, não tem significado clínico importante. Podem
provocar febre e infecção.
- Os hematomas profundos são geralmente
intramusculares, provocando dor e edema e a sua
gravidade depende da localização e extensão. Os
hematomas mais volumosos podem provocar
anemia aguda e problemas neurovasculares.
Rodrigues, N.C.A., 2005
LOTT, R
HEMOFILIA
• Hermatroses

- São as hemorragias intra-articulares e são as mais


frequentes. Podem se desenvolver repentinamente
durante a noite, ficando a articulação cheia de
sangue, rígida, quente e assim tornando-se dolorosa.

- As articulações mais atingida: joelho, cotovelos,


tíbia, fêmur, podendo ter envolvimento de qualquer
articulação.

Rodrigues, N.C.A., 2005


LOTT, R
HEMOFILIA
• Hemorragias na cavidade nasal, oral e pescoço

- A hemorragia nessas regiões é necessário o


tratamento imediato, já que a área atingida pode ser
grande e interferir na respiração.

- O sangramento lingual nas crianças é comum, já


que é comum pequenas mordidas. Nesses casos, uma
dose moderada do fator de coagulação em falta
permite o restabelecimento sem a necessidade de
internação.
Rodrigues, N.C.A., 2005
LOTT, R
EPISTAXE
HEMOFILIA
• Hemorragias do sistema nervoso

- São relativamente frequentes e responsáveis por


1/3 das mortes em pacientes hemofílicos.
- Podem atingir o sistema nervoso central(SNC), a
medula espinhal e os nervos periféricos como
resultado de hemorragias nos músculos e
articulações próximas.
- O diagnóstico e o tratamento imediato são
fundamentais para prevenir atrofias musculares
permanentes.
Rodrigues, N.C.A., 2005
LOTT, R
HEMOFILIA
• Hematúria

- Presença de pequena quantidade de sangue na


urina. Caso a hematúria for acompanhada de dor,
deve ser administrada uma pequena quantidade do
fator em falta.
- Se a presença de sangue for constante na urina,
pode se tratar de uma infecção.

Rodrigues, N.C.A., 2005


LOTT, R
HEMOFILIA
 Tratamento

- A hemofilia não tem cura e a base do seu tratamento e a


infusão do concentrado do fator deficiente, que pode ser de
origem plasmática ou recombinante (engenharia genética) .
M.S.: Manual de diagnóstico e
tratamento de eventos hemorrágicos, 2009

- O tratamento profilático => Injeção do fator em falta 2 a 3


vezes por semana. Não vai evitar todas as hemorragias, mas
permitirá um menor número de hemorragias incontroláveis
e diminuição das hemorragias intra-articulares, menor
tempo de internação hospitalares, e menor intensidade de
dor.
LOTT, R Rodrigues, N.C.A., 2005
• Doença de von
Willebrand
HEMOFILIA
• Doença de von Willebrand

- A doença de von Willebrand (DVW) é um distúrbio


hemorrágico resultante de defeito quantitativo e/ou
qualitativo do fator von Willebrand(FvW), que
envolve a adesão plaquetária.

LOTT, R M.S.: Manual de tratamento da doença de von Willebrand,


2006
HEMOFILIA
• Doença de von Willebrand

- Mais comumente, a DVW é uma doença genética,


congênita, transmitida como caráter autossômico
dominante.

- A DVW pode ser adquirida, sendo esta forma rara,


secundária a doenças malignas e doenças auto-
imunes.

LOTT, R M.S.: Manual de tratamento da doença de von Willebrand,


2006
HEMOFILIA
• Doença de von Willebrand (tratamento)

- Os antifibrinolíticos são bastante eficazes para


controlar sangramento na mucosa oral, epistaxes,
menorragias e após extração dentária. Podem ser
utilizados como tratamento único, em sangramentos
de menor gravidade nestes locais, ou associados à
desmopressina ou ao concentrado de fator, para
sangramentos mais graves em pré e pós-operatório.

LOTT, R M.S.: Manual de tratamento da doença de von Willebrand,


2006
HEMOFILIA
• Doença de von Willebrand

- A desmopressina (DDAVP) é um análogo sintético da


vasopressina (hormônio antidiurético),que produz
aumento das concentrações plasmáticas do FVIII e
FVW autólogos. Não provoca vasoconstrição,
hipertensão arterial, contrações uterinas e cólicas
abdominais.

LOTT, R M.S.: Manual de tratamento da doença de von Willebrand,


2006
 Conduta odontológica
HEMOFILIA
 Conduta odontológica

- O tratamento cirúrgico-odontológico deve ter


acompanhamento do hematologista ou
recomendada a hospitalização, dependendo da
gravidade.

LOTT, R
Mugayar, L.R.F. 2000 / Haddad, A.S. 2005
HEMOFILIA
 Conduta odontológica
•Controle da dor
- Uso de análgésicos => Paracetamol e dipirona são
indicados. Não utilizar os salicilatos, já que são
contra-indicados em função de sua atividade
inibitória da agregação plaquetária.
- O uso de antiinflamatórios é restrita em função das
suas atividades antiagregantes, devendo o
hematologista ser consultado antes da sua
prescrição .
LOTT, R Arquivos em Odontologia Volume 46 Nº
03Julho/Setembro de 2010
HEMORIO. Manual do paciente - doença de von
Willebrand edição revisada 2004
HEMOFILIA
 Medicamentos que podem ser utilizados por
pacientes com DvW:

- O uso de antiinflamatórios é restrita em função das


suas atividades antiagregantes, devendo o
hematologista ser consultado antes da sua
prescrição .

LOTT, R M.S.:
M.S.: Manual
Manual de
de atendimento
tratamento daodontológico a pacientes
doença de von com
Willebrand,
coagulopatias
2006 hereditárias, 2005
HEMOFILIA
 Conduta odontológica
•Anestesia
- Infiltrativa e interligamentar são as técnicas
preconizadas, sem a necessidade de reposição do
fator de coagulação em falta.
- A técnica anestésica de bloqueio do tronco
(alveolar inferior) deve ser precedida pela reposição
do fator em falta, devido à possibilidade de
sangramento na região retromolar, com presença de
trismo e risco de asfixia.
LOTT, R M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com
coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
 Conduta odontológica
• Métodos auxiliares na hemostasia
- Antifibrinolíticos => Deve ser prescrito após entendimento
com hematologista. Eaca – Ipsilon® (ácido ε-amino capróico)
e Amica – Transamin® (ácido tranexâmico) inibem proteína
responsável pela lise da fibrina. Contra-indicados em
hematúria.
- Agente cauterizante => Ácido tricloroacético (ATA)
10%: pode ser utilizado em pequenos sangramentos
gengivais. Deve ser embebido em pequenas bolinhas de
algodão, para que estas sejam colocadas junto à mucosa
gengival e ali deixadas.
LOTT, R M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com
coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
 Conduta odontológica
- Gelo => O uso do gelo pode exercer um papel eficiente
como meio hemostático local após traumas ou cirurgias na
cavidade bucal. Pode ser utilizado intra-oral e extra-
oralmente, durante as primeiras 24 horas do procedimento
cirúrgico ou do trauma.
- Materiais odontológicos=> O cimento cirúrgico pode
ser utilizado na vigência de sangramentos gengivais. Agentes
hemostáticos de uso odontológico também podem ser
utilizados em pequenas bolinhas de algodão e inseridos na
mucosa marginal dentária nos casos de sangramentos
gengivais ou mesmo após a esfoliação de dentes decíduos.
LOTT, R M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com
coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
 Conduta odontológica

- Selante de fibrina => O selante de fibrina (SF),


também conhecido como cola de fibrina, cuja
principal função é a de agente cirúrgico hemostático
derivado do plasma sanguíneo, também promove
melhora da cicatrização local, selamento tecidual e
suporte para sutura .

LOTT, R M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com


coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Tratamento preventivo
- Orientações sobre higiene oral devem ser dadas
individualmente ou em grupos, com a participação
dos familiares. Tal ação compreende a visualização
da placa bacteriana, o ensino das técnicas de
escovação e o uso do fio dental.
- O bochecho com solução de fluoreto de sódio =>
indicado para pacientes provenientes de regiões
onde não há fluoretação da água e àqueles com alto
risco de cárie.
M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com
LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Periodontia
- Os procedimentos cirúrgicos periodontais devem
ser considerados como procedimentos com elevado
risco de sangramento. Portanto, há necessidade do
preparo prévio do paciente, com indicação da
reposição dos fatores de coagulação e da associação
dos antifibrinolíticos. Nesses casos, a utilização de
meios hemostáticos locais (tais como o SF, o cimento
cirúrgico e outros) deve ser indicada.

M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com


LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Cirurgia

- Todos os procedimentos cirúrgicos devem ser


discutidos previamente com o médico responsável,
para que os possíveis riscos de sangramentos
decorrentes dos procedimentos sejam avaliados .

M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com


LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Cirurgia
 Planejamento

- Avaliação clínica e radiográfica panorâmica e/ou


periapical;
- Avaliação do número de dentes que devem ser
removidos em cada procedimento.
- Planejamento do esquema de reposição de fatores
de coagulação .

M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com


LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Cirurgia
 Pré-cirúrgico
- Existe a indicação (juntamente com o
hematologista) do uso de antifibrinolítico via oral,
com início pelo menos 24 horas antes do
procedimento cirúrgico. Não há contra-indicações
do uso do antifibrinolítico localmente.

- A indicação do uso de antibiótico fica a cargo do


cirurgião-dentista.
M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com
LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Cirurgia
 Transoperatório

- As técnicas utilizadas nas extrações devem ser as


menos traumáticas possíveis.
- Curetagens de lesões apicais e alveoloplastias serão
realizadas sempre que necessárias.
- Normalmente é recomendada a extração de poucos
elementos dentários em cada procedimento.

M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com


LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Cirurgia
 Transoperatório
- Mesmo em exodontias de decíduos, se houver
espaço, deve-se suturar a ferida.
- Dê preferência ao fio de sutura de seda 3-0 e não
ao fio reabsorvível.
- Todo o alvéolo dentário deve ser preenchido com o
SF e seu excesso, removido. O uso do selante não
dispensa a sutura: ambos devem ser utilizados como
coadjuvantes da hemostasia local.
M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com
LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
HEMOFILIA
• Cirurgia
 Pós operatório

- Fazer uso de gelo extrabucal no período pós-


extração (durante as primeiras 24 horas).

- Fazer manutenção do antibiótico, quando


indicado
- Fazer manutenção do antifibrinolítico oral por, no
mínimo, 7 dias e seu uso tópico .

M.S.: Manual de atendimento odontológico a pacientes com


LOTT, R coagulopatias hereditárias, 2005
M.S.: MANUAL DE ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO A
PACIENTES COM COAGULOPATIAS HEREDITÁRIAS, 2005
HEMOFILIA

- Os pacientes com coagulopatias podem ser


submetidos a qualquer procedimento
odontológico, desde que sejam tomados os
cuidados necessários.
- O tratamento deve ser sempre bem planejado
pelo cirurgião-dentista em conjunto com o
hematologista, visando maior segurança e
conforto ao paciente e à equipe profissional.

LOTT, R
ANEMIA
Anemias
 Qualquer fator que diminua a capacidade de
transportar oxigênio pelo sangue induz a instalação
da anemia.
 As anemias não fazem parte de um processo
patológico específico, ou seja, é um sinal de doença.

 Podem constituir manifestações de distúrbios


sistêmicos . Doenças hepáticas, endócrinas,
inflamatórias crônicas, renais e neoplásicas .

LOTT, R.
Anemias

 Fisiopatologia da anemia.

- 3 mecanismos responsáveis pelo aparecimento:


. Perda de eritrócitos (sangramento);
. Produção deficiente de eritrócitos (deficiência de
Fe);
. Hemólise (destruição dos eritrócitos).

LOTT, R.
Anemias
 SINTOMATOLOGIA

 Maioria dos casos = Assintomática

 Sintomas: Fraqueza, cansaço, tonteiras, palidez na


pele, falta de ar (DISPNÉIA).

 Casos graves: Taquicardia e diminuição da P.A.

LOTT, R.
Anemias
 DIAGNÓSTICO

 Necessário análise do aspecto morfológico dos


glóbulos vermelhos .
 Células podem ter alteração:

• Tamanho: microcítica, normocítica e macrocíticas.


• Quantidade de hemoglobina: hipocrômicas e
normocrômicas

LOTT, R.
Anemias
 DIAGNÓSTICO

 Necessário análise do aspecto morfológico dos


glóbulos vermelhos .
 Células podem ter alteração:

• Tamanho: microcítica, normocítica e macrocíticas.


• Quantidade de hemoglobina: hipocrômicas e
normocrômicas

LOTT, R.
Anemias
 EXAMES LABORATORIAIS

 Detectar TIPO e CAUSA da anemia.


• Observar níveis de hemoglobina, do hematócrito, a
contagem de reticulócitos e VCM (volume
cospuscular médio)

• Outros valores do hemograma: servem para


avaliar se a anemia é um evento isolado ou
associado a outra doença hematológica = Leucemia

LOTT, R.
ANEMIA
FALCIFORME
Anemias falciforme

 A anemia falciforme é uma doença genética e


hereditária, predominante em negros, mas que
pode manifestar-se também nos brancos.

 Caracterizada pela alteração dos glóbulos


vermelhos do sangue.

LOTT, R.
Anemias falciforme
 É a de maior gravidade = criança acometida é
considerado um PNE
 É um dos mais graves distúrbios genéticos,
denominado HEMOGLOBINOPATIAS
• O eritrócito (hemácia) perde a sua forma de disco
bi-côncavo arredondado e assume o formato
falciforme (em forma de foice).
• Sinal mais grave: Crise da medula afetada

LOTT, R.
ANEMIA
FALCIFORME
Anemias falciforme
 Histologicamente: Quando os eritrócitos se
aglutinam, reduzem o fluxo sanguineo para órgãos e
células, produzindo ISQUEMIA, INFARTO E
MORTE DO TECIDO.
 Crise da célula afetada: desenvolvidas por
infecções, hipotermia, hipóxia e desidratação.
Presença de febre e dores intensas.
• Órgãos mais afetados: pulmãos e abdomem.
• Duração: 3 a 10 dias

LOTT, R.
ANEMIA
FALCIFORME
Anemias falciforme

 Tratamento: terapia profilática


com analgésico e penicilina e
vacinação estreptocócica polivalente

LOTT, R.
Anemias falciforme
 Sintomas associados:

. ANEMIA(PALIDEZ)
. CRISES ÁLGICAS; ICTERÍCIA
. PNEUMONIAS; INFECÇÕES RENAIS
. OSTEOMIELITES
. ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
. SEPSE
LOTT, R. Manual de saúde bucal na doença falciforme. MINISTÉRIO DA SAÚDE. 2005
Anemias falciforme

 Principal causa de morte: INFECÇÕES =


Favorecem maior produção e liberação de mediadores
inflamatórios

 Principais vírus e bactérias das infecções:


Streptococus pneumoniae, Haemophilus influenzae
tipo b, Salmonella, Staphylococus aureus, Hepatite

LOTT, R.
Anemias falciforme
 MEDIDAS PROFILÁTICAS

. USO DE PENICILINAS: diminui a morbidade e a


mortalidade das crianças afetadas.

. Todos os pacientes acometidos devem receber


VACINAÇÃO ANTIPNUMOCÓCICA e ANTI-
HEPATITE B.

LOTT, R.
Anemias falciforme
 ALTERAÇÕES BUCAIS

. Atrofia das papilas linguais

. Superfície da língua apresentando aspecto brilhante


e liso, normalmente com sensação de ardência

. Palidez de gengiva e mucosa


. Maior susceptibilidade e ulcerações

LOTT, R.
ANEMIA
FALCIFORME
Anemias falciforme
 ALTERAÇÕES BUCAIS

. Atraso na erupção dentária;

. Hipomineralização do esmalte e dentina

. Periodontite;

. Necrose pulpar;

LOTT, R.
ANEMIA
Anemias falciforme
 ALTERAÇÕES BUCAIS

. Queilite angular.
. Aumento compensatório dos espaços medulares que
pode causar expansão da maxila.
. Depósitos de pigmentos sanguíneos nos tecidos.

. Alterações na gengiva, com coloração amarelo


discreta .
. Mudanças na coloração dos dentes.
LOTT, R.
Anemias falciforme
 PROTOCOLO
. Anamnese: ênfase na história médica
. História de uso de medicamentos
. Avaliação nutricional: avaliar deficiência dos
nutrientes (Ferro, Vitamina B12, Ácido Fólico)
. Instruções e controle da dieta, higiene bucal,
fluorterapia
. Prevenir infecções bucais e no caso de instalações de
medidas agressivas de combate
. Agendar consultas curtas e nas primeiras horas da
manhã
LOTT, R.
Anemias falciforme
 PROTOCOLO
. Anestesia local sem vasoconstritores para procedimentos
simples => somente para cirurgias administrar Epinefrina
1:100.000
. Em caso de cirurgias maiores, solicitar exames
complementares
. Caso a Taxa de hemoglobina esteja inferior a 7-8 g/dL é
contra-indicado cirurgia, devendo o paciente ser indicado ao
Hematologista
. Para controle da dor e profilaxia: analgésico indicado é
Paracetamol associado ou a codeína para dores mais intensa.
. Evitar o uso de Salicilatos
LOTT, R
Anemias falciforme
 PROTOCOLO

. Qualquer procedimento que envolva sangramento


deve ser precedido de profilaxia antibiótica .

. Evitar procedimentos mais complexos e de longa


duração. Em caso de necessidade somente em
ambiente hospitalar .

. Teste do pezinho

LOTT, R.
ANEMIA
FALCIFORME
Anemias falciforme
 PROTOCOLO

. Controlar tensão por meio de uso de


Benzodiazepínicos

. Evitar anestesia geral ou processos de sedação em


que se ministre oxigênio

. Devem ser avaliados os dados laboratoriais, tais


como contagem de plaquetas, leucócitos, neutrófilos,
taxa de hemoglobina e coagulograma .

LOTT, R.
LEUCEMIA
Leucemia
- Neoplasia maligna que afeta as células formadoras
dos elementos sanguíneos. Há um crescimento
desordenado de um único tipo de célula, ou seja, é o
aumento exagerarado do número de leucócitos.

- Órgãos afetados: medula óssea, mas pode se estender


para baço, fígado e gânglios linfáticos.

Mugayar, L.R.F. 2000


Leucemia
 Etiologia desconhecida;
 Influenciada por fatores genéticos e
ambientais;
 Irradiações ionizantes, benzeno, agentes
alquilantes, doenças genéticas e partículas
virais podem ser agentes etiológicos.

Mugayar, L.R.F. 2000


Leucemia
 CLASSIFICAÇÃO:

 Leucemia aguda (linfóide e meilóide)


 Leucemia crônica (linfóide, mielóide, monocítica)

Mugayar, L.R.F. 2000


Leucemia
 LEUCEMIA AGUDA

 Linfóide = mais comum em pacientes de 2 a 9


anos
 Mielóide = mais frequente entre 30 e 40 anos.

Mugayar, L.R.F. 2000


Leucemia
 LEUCEMIA AGUDA (Sinais e sintomas)
 Instalação rápida e progressiva;

 Palidez, Astenia, taquicardia, Anemia, infecções


virais, Febre;
 Hemorragias(plaquetopenia), petéquias, equimoses;

 Esplenomegalia;

 Dor nos ossos e articulações;

Mugayar, L.R.F. 2000


Little, J.W. 2008
Mugayar, L.R.F. 2000
Little, J.W. 2008
Leucemia
 LEUCEMIA AGUDA (Manifestações bucais)
 Placas púrpuras = sangramento;

 Hipertrofia gengival, friável, cor vermelho-escura,


sangramento; Ulcerações na mucosa;
 Cloroma ou sarcoma granulocítico(massa de células
leucêmica localizada na gengiva)
 Polpa = necrose pulpar

 Periodonto = dor e mobilidade dentária;

 Indicativo de leucemia = gengivite grave e


generalizada sem fator irritativo local;
Mugayar, L.R.F. 2000
Little, J.W. 2008
Leucemia

Mugayar, L.R.F. 2000


Little, J.W. 2008
Leucemia
 LEUCEMIA CRÔNICA (sinais e sintomas)
 Mais comum em pacientes entre 40 e 70 anos;

 Palidez de face e pele; Anemia;

 Fadiga, debilidade muscular;

 Enfartamento ganglionar;

 Hepatomegalia; Esplenomegalia;

 Perda de peso.

Mugayar, L.R.F. 2000


Little, J.W. 2008
Leucemia
 LEUCEMIA CRÔNICA (sinais e sintomas)
 Mais comum em pacientes entre 40 e 70 anos;

 Palidez de face e pele; Anemia;

 Fadiga, debilidade muscular;

 Enfartamento ganglionar;

 Hepatomegalia; Esplenomegalia;

 Perda de peso.

Mugayar, L.R.F. 2000


Leucemia
 LEUCEMIA CRÔNICA (Manifestações bucais)
 Manifestações menos comuns;

 Palidez na gengiva, mucosa e lábios (Anemia);

 Gengivite;

 Mobilidade dental.

Mugayar, L.R.F. 2000


Little, J.W. 2008
Leucemia
 TRATAMENTO:

 Quimioterapia;

 Radioterapia;

 Imunoterapia (leucemia crônica linfóide);


 Transplante de medula.

Mugayar, L.R.F. 2000


Leucemia
 MANEJO ODONTOLÓGICO:
 Mediante à liberação do hematologista ou
oncologista;
 Anamnese, exame clínico, correto diagnóstico e plano
de tratamento compatível com o quadro do paciente;
 Não administrar fármacos que possam comprometer o
quadro clínico do paciente;
 Controle de placa, uso de clorexidina

Mugayar, L.R.F. 2000


Leucemia
 MANEJO ODONTOLÓGICO:
 CD deve fazer parte da equipe multidisciplinar de um
centro de tratamento do câncer => Auxilia no
diagnóstico precoce, acompanhamento e controle
durante o tratamento.
 Doenças hematológicas neoplásicas podem ser
diagnosticadas erroneamente como doença
periodontal comum, hiperplasias gengivais de
diversas origens, GUNA, dentre outras doenças.

Mugayar, L.R.F. 2000


B
O
A

S
E
M
A
N
A
!!!
LOTT R.
COHEN, S. 1999. LEONARDO, M.R. 2008