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PROCESSO DE FABRICAÇÃO NA ACIARIA

Dessulfuração

Vazamento com uso do Sopro Carregamento de gusa


retentor de escória
EDG Panela

R.H.

E.B.A Forno Panela

Rota Normal
Rota Alternativa R.H.
Rota Alternativa F.P.

Lingotamento Contínuo Pátio de Placas


DESSULFURAÇÃO: OBJETIVO

Redução do teor de enxofre do gusa através da injeção de

agente dessulfurante. A Dessulfuração pode ser realizada em

carro torpedo ou em panela de gusa. A Cosipa possui 02

estações para dessulfuração em carro torpedo e 01 estação

para dessulfuração em panela de gusa. O teor de enxofre

médio do gusa na Cosipa é de 0,035 %, sendo que para os

aços a serem produzidos, o teor de enxofre máximo

especificado varia de 0,005% a 0,020%.


DESSULFURAÇÃO: CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS

EDGCT ( 1 E 2) EDGP

Agente Dessulfurante CaO + Al2O3 Mg


CaO + MgO CaO + Mg
Capacidade do Carro 250 t 156 t
Torpedo ou Panela de Gusa
Capacidade de Produção 2,4 Mt/ano 2,1 Mt/ano

Teor de enxofre após 0,005 0,001


dessulfuração
Visão do processo
CARREGAMENTO DO CONVERSOR

A carga do conversor é composta


por 85% de gusa e 15% de sucata.
O enfornamento é feito em duas
partes, a primeira delas é o
carregamento da sucata e em
seguida, o enfornamento do gusa.
A carga solida é composta de sucata de aço e gusa sólido,
ambos provenientes de geração interna (laminações e
lingotamento de gusa). A carga sólida além da função de
ajuste do balanço térmico, possibilita um aumento no
rendimento metálico do conversor (aumento de produção). A
carga líquida proveniente dos AF’s possui as seguintes
características: T: 1350 ºC; C: 4,5%; Mn: 0,50%; Si: 0,40%;
P: 0,105% e S: 0,035%
CARREGAMENTO: CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS

GUSA SUCATA

PONTE ROLANTE 02 02

PANELAS DE GUSA 07 -

CALHAS DE SUCATA - 05

BALANÇAS 02 03
MAQ. PARA REMOÇÃO
DE ESCÓRIA DA 02 -
PANELA DE GUSA
SOPRO NO CONVERSOR

O processo de fabricação do aço se


dá pela oxidação do banho pela
injeção de oxigênio. O aço no fim de
sopro a 1650 ºC possui a seguinte
composição química: C:0,04%; Mn:
0,15%; P: 0,018%; S: 0,015%; O:
800 ppm. Os gases gerados durante
o processo são captados pelo sistema
OG, tratados, queimados e liberados
na atmosfera e os residuos sólidos
são beneficiados na estação de
tratamento de lama.
SOPRO NOS LD’S: CARACTERÍSTICAS DOS EQUIPAMENTOS

BOF#5 BOF#6 BOF#7

TECNOLOGIA Kawasaki VAI

CAPACIDADE (Mt/Ano) 1.35 1.35 1.85

CARGA DO LD (t) 170 170 170

SUBLANCA SIM SIM SIM

SOPRO COMBINADO NÃO NÃO SIM

TAP TO TAP (min) 42 42 38


VAZAMENTO DO AÇO

É nesta fase do processo que se


inicia o refino secundário do aço,
metalurgia de panela. Durante o
vazamento do aço são feitas as
adições de ferro-ligas com o objetivo
de desoxidar o aço e ajustar a
composição química para os valores
especificados. A adição é feita na
panela, durante o vazamento,
através de uma calha direcionada
para o jato de aço.
Para otimizar o rendimento das ligas e melhorar a qualidade do aço é
necessário minimizar a passagem da escoria do conversor para a
panela de aço. Isto é feito por um sistema denominado retentor de
escória.
REFINO SECUNDÁRIO: CARACTERÍSTICA DO EQUIPAMENTO

EBA RH AHF FP
TECNOLOGY COSIPA VAI VAI DANIELI
CAPACIDADE
2.7 1.2 2.4 1.8
ANUAL (Mt/Ano)
BORBULHAMENTO Plug/Lanca Plug/Lanca Plug/Lanca Plug/Lanca
TIPO DE GAS Argonio Argonio Argonio Argonio
INJEÇÃO DE FIO
Sim Não Sim Sim
(Ca, Al, C)
INJEÇÃO DE PÓ Não Não Sim Sim
AQUECIMENTO DO
Não Sim Sim Sim
AÇO
DESSULFURAÇÃO Não Não Sim Sim
ESTAÇÃO DE BORBULHAMENTO COM ARGÔNIO - EBA

Os objetivos do borbulhamento do aço com

argônio é a homogeneização da composição

química e da temperatura, o que contribui

para uma melhoria da qualidade do produto.

Na EBA existe a possibilidade de ajustes na

composição química do C, Al e B através da

injeção de fios. A globulização de inclusões e

redução do teor de enxofre do aço também

pode ser obtida pela injeção de CaSi em fio.

As rotas metalúrgicas definidas para este

equipamento são: Injeção de CaSi e

Borbulhamento com argônio.


DESGASEIFICADOR A VÁCUO - RH
O RH tem como finalidades a homogeneização
da composição química, a melhoria da limpidez,
a eliminação de H e O e a Descarburação do aço
através da circulação do banho no vaso sob
vácuo. O RH da Cosipa (RH T-COB) também
possui um sistema de aquecimento químico do
banho, ou seja, adição de alumínio seguido de
sopro de oxigênio por lança. Este processo
permite ajustar a temperatura do aço aos
valores especificados para posterior
lingotamento da corrida. As rotas metalúrgicas
definidas para este equipamento são:
Descarburação, Desidrogenação, Ajuste de
composição química. A descaburação é aplicada
na produção de aços IF (aços com carbono na
ordem de 30 ppm), a eliminação de H é aplicada
na fabricação de CG extra pesado (e>80 mm) e
aços de Alto carbono (SAE 1045) e o ajuste de
composição química é aplicada a aços onde se
deseja uma boa limpidez.
ALUMINIUM HEATING FACILITIES - AHF
Neste equipamento, através da imersão do Snorkel
no bahno, as adições são realizadas diretamento no
aço, sem entrar contato com a escória. O AHF
possui a flexibilidade de execução de vários
processos metalúrgicos, ou seja, homogeinização e
ajuste de composição química, melhoria da
limpidez, dessulfuração do aço e um sistema de
aquecimento químico do banho, ou seja, adição de
alumínio seguido de sopro de oxigênio por lança.
Este processo permite ajustar a temperatura do aço
aos valores especificados para posterior
lingotamento da corrida. As rotas metalúrgicas
definidas para este equipamento são:
Dessulfuração, Ajuste de composição química e
Injeção de CaSi. A dessulfuração pode ser aplicada
a aços com exigências de baixos teores de enxofre
(<= 6 ppm). O ajuste de composição química é
aplicado a aços onde se deseja uma boa limpidez e
a injeção de CaSi é aplicada quando se deseja a
globulização das inclusões existentes no banho.
FORNO PANELA - FP
O forno panela também é um equipamento
bastante versátil para tratamento do aço. Aqui é
possível fazer uma homogeinização e ajuste de
composição química, melhoria da limpidez,
dessulfuração do aço, além do aquecimento e ou
ajuste da temperatura do banho por arco voltaico.
Este equipamento permite um melhor o
aproveitamento de corridas vazadas pelo conversor
com temperaturas abaixo das especificadas para o
processo de lingotamento. As rotas metalúrgicas
definidas para este equipamento são:
Dessulfuração, Ajuste de composição química e
Injeção de CaSi. A dessulfuração pode ser aplicada
a aços com exigências de baixos teores de enxofre
(<= 6 ppm). O ajuste de composição química é
aplicado a aços onde se deseja uma boa limpidez e
a injeção de CaSi é aplicada quando se deseja a
globulização das inclusões existentes no aço.
LINGOTAMENTO CONTÍNUO

No inicio da corrida , uma barra falsa impulsionada


pelos rolos extratores é inserida no veio, pela sua
parte inferior, até a região superior do molde.

Da panela, o metal é vazado ao distribuidor, cuja finalidade é


regular o fluxo do aço líquido para um ou mais moldes. Quando o
metal atinge uma altura pré-determinada abre-se a válvula do
distribuidor iniciando-se o enchimento do molde por meio de um
tubo refratário (válvula submersa ). O aço rapidamente solidifica ao
contato com molde e a barra falsa que é então extraída, à uma taxa
crescente, até atingir-se um estado estacionário de velocidade,
definido em função da produtividade e qualidade requeridas.
LING. CONTÍNUO - CARACTERÍSTCAS DO EQUIPAMENTO

CC #1, #2, #3 CC#4


TECNOLOGIA CONCAST/CLECIM VAI
CAPACIDADE (Mt/Ano) 2.7 2.4
MOLDE / NR. VEIOS CURVO / 01 VERTICAL / 02
CONTROLE DE NÍVEL NO MOLDE SIM SIM
BREAKOUT PREDICTION NÃO SIM
AJUSTE AUTOMÁTICO LARGURA NÃO SIM
SISTEMA DE RESFRIAMENTO SPRAY DE AGUA AIR MIST
COMPRIMENTO METALÚRGICO (m) 25.4 31.8
PROGRESSIVE ROLL SPACING NÃO SIM
PONTO DE DESEMPENO 01 MULTI
ROLOS PARTIDOS NÃO SIM
ESPESSURA (mm) 210 OU 260 210 OU 260
LARGURA (mm) 1020 – 1900 750 – 1900
COMPRIMENTO (mm) 5000 – 10700 4800 - 11500
MÁQUINA DE LINGOTAMENTO CONTÍNUO
Distribuidor
Distribuidor e Molde
Máquina de corte
PÁTIO DE PLACAS

O pátio de placas tem por finalidade proceder


ao resfriamento, escarfagem, corte, inspeção,
pintura e expedição das placas provenientes
das máquinas de lingotamento contínuo. O processo de escarfagem
pode ser automático ou manual. No primeiro caso, existem 02
máquinas de escarfagens (MEA), em linha, na saída do leito de
resfriamento para efetuar a escarfagens das placas quando
necessário. A escarfagem é feito com a placa já resfriada e cada
máquina é responsável por escarfar uma face da placa. Outra
opção é a escarfagem manual das placas, o que ocorre para
remoção de defeitos restritos a uma pequena área da placa.
PÁTIO DE PLACA - CARACTERÍSTCAS DO EQUIPAMENTO

MEA MCS

QUANTIDADE
02 02

CAPACIDADE (Mt/Ano)
2.7 2.4

OPERAÇÃO
OXI-ACETILENO GLP E OXIGÊNIO

VELOCIDADE DE ESCARFAGEM
8 – 25 m/min -

PROFUNDIDADE DE ESCARFAGEM
0,5 – 4,5 mm -

VELOCIDADE DE CORTE
- 100 – 600 mm/min

SENTIDO DE CORTE DA PLACA


- TRANSVERSAL
PÁTIO DE PLACA - DIMENSÕES DE PLACAS

1. PLACAS PARA AS LAMINAÇÕES

DIMENSÃO\LINHA CG TQ/TF

ESPESSURA (mm) 210/260 210

LARGURA (mm) 1020-1900 750-1590

COMPRIMENTO (mm) 2200-3650 5100-6400

2. PLACAS PARA VENDAS

ESPESSURA (mm) 210/260

LARGURA (mm) 750 - 1900

COMPRIMENTO (mm) 5100 - 10900


PÁTIO DE PLACA - QUALIDADE DE PLACA

1. Dimensões, Forma e Aspecto

PLANICIDADE
(F <= 5 mm/m)

ESQUADRIA
(S <= 0,03W)

TRPEZOIDE
(ED <= 10 mm)
PÁTIO DE PLACA - QUALIDADE DE PLACA

1. Dimensões, Forma e Aspecto

EMPENO
(F <= 5 mm/m)

TAPER
(W1 – W2) <= 20 mm

ABAULAMENTO
(ED <= 10 mm)
PÁTIO DE PLACA - QULIDADE DE PLACA

1. Dimensões, Forma e Aspecto

DEGRAU DE CORTE
(CD <= 10 mm)

PONTOS DE MEDIÇÃO - Measuring Points L


a = 150mm
b = 400mm
a
T
W

W/2 W/2 b
PÁTIO DE PLACA - QUALIDADE DE PLACA

2. QUALIDADE SUPERFICIAL - TRINCAS


PÁTIO DE PLACA - QUALIDADE DE PLACA

3. SANIDADE INTERNA

Os principais parâmetros de qualidade interna de placa, que afetam

a performance do material e necessitam de controle são as

inclusões, segregação central, porosidade, trinca central e trinca

interna , são considerados defeitos e como tal não devem aparecer

no material lingotado.

A segregação central é um parâmetro inerente ao lingotamento

contínuo, em razão das características do fenômeno da

solidificação, e resulta da rejeição dos solutos do aço em direção ao

centro, Embora inerente ao processo , passa a comprometer a

qualidade a partir de determinado nível.


PÁTIO DE PLACA - QUALIDADE DE PLACA

3. SANIDADE INTERNA

A impressão de Baumann é o instrumento básico para o controle

de qualidade interna no lingotamento contínuo. No método de

impressão de Baumann emprega-se uma folha de papel

fotográfico comum.

A finalidade básica da impressão de Baumann é permitir um

controle da máquina e limpidez do aço através dos seguintes

parâmetros: segregação central, trinca interna, porosidade e

inclusões.
PÁTIO DE PLACA - QUALIDADE DE PLACA

3. SANIDADE INTERNA

Baumann

Trinca interna Segregação

Trinca central
RESTRIÇÕES NA ACIARIA

• A produção RH (rota nobre) está limitada a 133 cor/mês;

• A produção FP (rota nobre) está limitada a 147 cor/mês;

• A produção CaSi (rota nobre) está limitada a 100 cor/mês;

• Material destinado ao LTQ e LTF: Espessura de 210 mm;

• O comprimento máximo de placa na aciaria é 10900 mm;

• As MLC’s 1, 2 e 3 não opera com larguras inferiores a 1020 mm;

• Seqüencial mínimo de 03 corridas nas máquinas de lingotamento.


A mistura de aço é melhor entendida quando analisado os
gráficos abaixo.

Mistura Compatível Mistura Incompatível


C.Q C.Q
[%] Abertura [%]
Abertura
panela panela
1º corrida 2ª corrida Mistura de aço 1ª corrida 2ª corrida

Mistura de aço

Compr [m] Compr[m]


Região de mistura Região de mistura
compatível incompatível(aço 500
ou sucata)

1ª corrida 2ª corrida 1ª corrida 2ª corrida

• Os elementos que mais influenciam na mistura são: C, Mn, Si e elementos de liga


• Misturas mais graves: Aços “AC” e “IF” com qualquer aço e aços “AA” com “AS”.
Impacto ocasionado pela mistura de aços incompatíveis

Rendimento de Produto: Placa aprovada X 100


Placa inspecionada

110,0

96,2 97,0 97,5 97,9


Rendimento das corridas

100,0 94,9
92,4

90,0 88,3 92,2 93,3


84,8 90,6
84,7
80,0 84,4
76,6
70,0 MLC's 01,02,03
MLC 4
Nº de corridas por mistura Ling. Conv.
60,0

53,0
50,0
1 2 3 4 5 6 7

Nº de corridas por mistura


FIM

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