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República de Angola

Instituto Nacional da Criança

INAC
30 ANOS NA PROTECÇÃO E PROMOÇÃO DOS
DIREITOS DA CRIANÇA

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Março / 2021
“A História do INAC”

30 anos de Protecção e Promoção dos Direitos da Criança

 Comissão Nacional de Infância

 Primeiros Presidentes da Comissão

 Transformação da Comissão Nacional da Infância em Instituto Nacional da


Criança

 Evolução da Estrutura Orgânica do INAC

 Percurso dos Antigos Directores

 A magnitude do Problema da Criança

 Realizações 2
Comissão Nacional de Infância

A desintegração das famílias, sobretudo o aumento exponencial de crianças fora


do ambiente familiar, levou o Secretariado do Comité Central do MPLA-Partido do
Trabalho, a tomar uma decisão de criação de uma estrutura para cuidar de todos os
aspectos que se colocavam à criança. Assim, com a resolução nº 2/84, de 29 de Maio,
do Conselho de Defesa e Segurança, cria-se a Comissão Nacional da Infância e
aprova o seu Regulamento.

Deste modo, o Comité Central do MPLA-Partido do Trabalho decidiu criar a


Comissão Nacional da Infância (CNI), como forma de melhor se poder dinamizar,
executar e controlar a execução das orientações fundamentais do Partido no domínio
da Infância.

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Lúcio Barreto de Lara

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Rodeth Teresa Gil
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Transformação da Comissão Nacional da Infância em Instituto Nacional da
Criança

Considerando que estão criadas as condições para transformar a Comissão


Nacional da Infância numa estrutura institucionalmente mais forte e organicamente
mais operativa e dinâmica, tendo em conta a necessidade de se conferir à criança um
acompanhamento mais sistemático e assente em métodos científicos de trabalho foi
criado através do Decreto nº 8-I/91, de 16 de Março, do Conselho de Defesa e
segurança

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Evolução da Estrutura Orgânica do INAC
 

De 1991 à 2010

Começava assim a HISTÓRIA DO INAC, uma instituição emblemática, surgida


no momento mais conturbado do país, que se viu mergulhada numa guerra cruel,
trilhando caminhos extremamente agrestes.

Sua criação há muito se impunha, embora se reconheça o empenho de todas as


outras instituições com mandatos para resolver situações específicas e a dedicação dos
quadros que as integravam e, igualmente, a sensibilidade que muitas entidades
singulares e colectivas demonstraram nos momentos mais críticos, antes do seu
surgimento, e que muito contribuíram para a mitigação de casos que sempre
colocaram em risco social a criança em Angola.

Quanto a sua natureza previa o artigo 1º do seu Estatuto Orgânico estabelece que
é uma instituição governamental dotada de personalidade jurídica e autonomia
administrativa e financeira, a sua finalidade, prevista no artigo 4º, era de
investigação científica, focada para o desenvolvimento e melhoria da condição social
da criança.  7
Importa reter um aspecto muito importante, o nº 1 do artigo 6º do então Estatuto
determinava a dependência e direcção do INAC directamente do Presidente da
República na sua qualidade de Chefe do Governo e o nº 2 do mesmo artigo,
estabelecia que era dirigido por um Director Nacional nomeado pelo Presidente da
República.

De 2010 à 2014
 
O INAC tem por finalidade, realizar auditorias relativas a crianças em situação
de risco, bem como à promoção do seu desenvolvimento e melhoria das condições de
vida, estabelecer a articulação de políticas entre as diferentes instituições
governamentais e não governamentais que trabalham em prol da criança,
principalmente responsável pela pesquisa científica, sensibilização e mobilização
social em apoio às crianças e aos seus direitos.
 
Nota-se aqui uma forte tendência de manter a sua natureza, com ligeiras
mudanças nas expressões e em algumas atribuições em relação ao anterior Estatuto.

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De 2014 à 2020

Neste período o INAC rege-se por um Estatuto que incumbe em geral, garantir, a
nível nacional, a execução das políticas do Governo, no domínio da advocacia,
investigação e protecção social da criança, atribuições gerais que se desdobram em vinte
e cinco específicas, incluindo aquelas que se referem à sensibilização, coordenação,
articulação, promoção, estimulação, colaboração. A sua estrutura orgânica é mais ampla
com aparente alinhamento às actuais exigências

Actualmente, o INAC rege-se por um Estatuto com competência para formular,


definir e garantir a execução das políticas do executivo no domínio da protecção e
promoção dos direitos da criança, através das acções de defesa, investigação científica e
protecção social da criança, sobretudo a que se encontra em situação de risco e
vulnerabilidade social.

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Percurso dos Antigos Directores

Primeiro Director Nacional do Instituto Nacional da Criança


 

Manuel Gonçalves Muandumba


Director Nacional (1991)

Segunda Directora Nacional do Instituto Nacional da Criança

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Maria Ângela Teixeira de Alva Sequeira Bragança
Directora Nacional (1991/1997)
Terceira Directora Nacional do Instituto Nacional da Criança

Eufrazina Teresa da Costa Lopes Gomes Maiato


Directora Nacional (1998/2009)

Quarta Directora Nacional (Geral) do Instituto Nacional da Criança

Ruth Madalena Mixinge


Directora Geral (2009/2016) 11
Quinta Directora Geral do Instituto Nacional da Criança

Nilsa Pereira de Fátima Batalha


Directora Geral (2016/2018)

Sexta Directora Geral do Instituto Nacional da Criança

Ana Teresinha
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Directora Geral (2018/2019)
A magnitude do Problema da Criança

O INAC surge no momento em que o mundo virava uma página na história da


humanidade. A comunidade das Nações acabara de adoptar um importante instrumento
jurídico focado para os direitos da criança, a Convenção sobre os Direitos da Criança,
adoptada a 20 de Novembro de 1989, era o reconhecimento da condição de criança
como sujeito de direitos, acoplada à preocupação com a fase inicial da formação e
desenvolvimento humano.
 
Confirmara-se o pensamento científico que teve início no século XIX,
principalmente aquele proveniente da Psicologia e da Pedagogia, que construiu a
imagem de vulnerabilidade e consequente necessidade de protecção. Anterior ao século
XVI, direitos e necessidades das crianças não eram reconhecidos.
 
Nesse período começa a disseminação, de forma ampla, dos princípios que
norteiam os direitos da criança, que incluem o tratamento não discriminatório,
consideração de sua opinião, interesse e atenção a sua sobrevivência, desenvolvimento e
protecção, que se convertem em direitos à nacionalidade, igualdade de oportunidades,
educação, habitação, saúde, recreação, ambiente, amor, segurança e compreensão dos
pais, da família alargada e da sociedade, atendimento médico prioritário.
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Realizações

A situação carecia de respostas imediatas, contudo os desafios eram enormes para


o INAC que acabava de ser criado e que precisava encontrar caminhos e começar a
criar condições para que todos os serviços sociais básicos destinados à criança fossem
organizados em função do contexto, os programas concebidos de forma coordenada e
articulada na perspectiva dos direitos da criança e que as acções fossem realizadas
priorizando a criança, colocando sempre, acima de tudo, o seu superior interesse.

Era necessário implementar a Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989 e


mais tarde, também a Carta Africana dos Direitos e Bem-estar da Criança, e, como tal,
estes instrumentos jurídicos internacionais disseminados ao nível do aparelho
governativo, dos profissionais, dos executores da lei, da própria criança e da sociedade
em geral.

Desta realidade surgiu a necessidade de se auscultar sensibilidades do país


relativamente ao conhecimento que tinham sobre a situação da criança (manifestações,
causas e efeitos) e suas opiniões sobre o que fazer para garantir e assegurar que as
acções a desenvolver tivessem em conta a absoluta prioridade da criança, em
consideração dos direitos consagrados na constituição, na lei e nos instrumentos
internacionais de direitos da criança. 14
Enquanto decorriam as acções da sua estruturação, o INAC desencadeou um
conjunto de acções, não obstante serem de pouca monta, mas de grande alcance em
termos da promoção da cultura do respeito pelos Direitos da Criança, na execução das
políticas e programas pelas instituições do Estado, do Governo e da Sociedade Civil nos
mais variados domínios.

Por ocasião do 16 de Junho de 2020, dia da Criança Africana, o MASFAMU


através do INAC, cria a linha SOS Criança, um serviço de denúncia que atende pelo
número 15015, relacionados a todos os aspectos que se prendem ao dia-a-dia da
criança.

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