Você está na página 1de 14

Pecuária no Brasil

Pecuária
• Denomina-se de pecuária a criação e
reprodução de animais com finalidades
econômicas. Os animais assim criados e
reproduzidos são conhecidos como gado.

• Diversos são os tipos de gado: os bovinos, os


ovinos, os suínos, os caprinos, os asininos, os
equinos e os muares.
Brasil - pecuária
• A Pecuária Brasileira é considerada uma das mais produtivas em todo
o mundo.
• Além de ser um dos maiores exportadores de carne bovina, o país
também se destaca na criação de aves, que compõem mais de 70% do
efetivo dos rebanhos brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
• A criação de gado bovino no Brasil concentra-se, atualmente, em
grandes propriedades, geralmente com mais de mil hectares, mas
pauta-se preferencialmente na produção de carne, haja vista que esse
produto é o mais valorizado e o mais voltado para a exportação.
• A produção de leite e seus derivados é mais destacada em
propriedades de pequeno e médio porte, uma vez que o seu mercado
é somente interno no país, geralmente regionalizado.
A pecuária extensiva
• Consiste na criação a pasto
• baixa necessidade de investimentos
• mais econômica
• realizada tanto em grandes latifúndios quanto em
pequenas áreas familiares
• pode gerar problemas ambientais
• carência de alimentação do gado
• Poucos cuidados veterinários
• Baixo rendimento
Pecuária Intensiva
• mais moderna
• procedimentos tecnológicos
• manipulação genética
• inseminação artificial
• elevados custos de produção
• baixa necessidade de mão de obra (baixa geração de
empregos)
• aumento da produtividade
• ocupação de pequenos espaços.
Principais áreas de criação de corte
• Triângulo Mineiro – região de Uberlândia, Uberaba e Araguari
• Centro-Norte de Minas Gerais, região de Montes Claros,
• áreas de domínio do Cerrado de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
• Oeste de SP – região de Araçatuba, Barretos, São José do Rio Preto e
Presidente Prudente.
• Campanha Gaúcha – região de Pelotas, Bagé e Uruguaiana, no RS.
• Pantanal Mato-Grossense – região de Cáceres, no Mato Grosso, e regiões de
Aquidauana e Nhecolândia (distrito de Corumbá), no Mato Grosso do Sul.
• Sertão do Nordeste – abrange os estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Ceará.
• Fronteira Agrícola da Amazônia Meridional, principalmente em Rondônia e sul
do Pará; Amazônia Oriental, região de Paragominas (PA) e Ilha de Marajó, no
Pará.
Áreas de criação leiteira
• No sul de Minas Gerais: Guaxupé, Muzambinho, São Lourenço;
• na Zona da Mata Mineira: Carangola, Manhuaçu,
• no leste de Minas Gerais; proximidades de Belo Horizonte;
• Vale do Paranaíba, em Goiás, e proximidades de Brasília e
Goiânia;
• Vale do Paraíba do Sul: entre São Paulo e Rio de Janeiro;
• São Paulo: região de Limeira, Mococa e São João da Boa Vista;
• Vale do Rio Itajaí, em Santa Catarina: Brusque, Blumenau
• proximidades de Porto Alegre
Bovinos
• Contando com mais de 200 milhões de cabeças, o Brasil possui
o maior rebanho comercial do mundo sobretudo para o abate.
• A Região Centro-Oeste, com cerca de 34% de cabeças de gado,
é a primeira colocada entre as regiões brasileiras; em segundo
lugar vem a Região Norte com aproximadamente 22% do
rebanho bovino. Foi a região que obteve a maior expansão nos
últimos anos; em terceiro lugar, o rebanho do Sudeste
representa 18% do total, observando-se declínio nos últimos
anos;
• as Regiões Sul e Nordeste aparecem empatadas com cerca de
13% do rebanho.
Suínos
• O Brasil possui a quarta maior produção de carne suína do mundo, com cerca
de 4 milhões de toneladas ao ano, atrás de China, União Europeia e Estados
Unidos. O país é também o quarto maior exportador mundial de carne suína.
• Os estados da Região Sul, juntos, somam uma produção de 16,7 milhões de
cabeças, destacando-se como os maiores produtores: Santa Catarina, que
responde por 7,4 milhões de cabeças; Paraná, com 4,5 milhões; e Rio Grande
do Sul, com 5,6 milhões.
• Com a maior produção brasileira de suínos, o oeste de Santa Catarina, onde
estão as cidades de Concórdia, Joaçaba e Chapecó, desenvolve tecnologias
como a rastreabilidade para controlar a cadeia produtiva.
• O Nordeste, com 3,9 milhões de cabeças, é o terceiro maior produtor,
destacando-se a Bahia, com 2 milhões.
• O Sudeste, com 5,2 milhões de cabeças, tem em Minas Gerais o seu maior
rebanho: 3,3 milhões de cabeças.
Ovinos
• As regiões Sul e Sudeste foram as áreas mais tradicionais de criação ovina no
Brasil. A maior parte de seu rebanho destinava-se à tosquia para a produção
da lã. Nas últimas décadas, foi reduzida sua participação na produção
nacional, tendo sido contabilizadas 13,7 milhões de cabeças em 2018.
• A Região Sul destacava-se como a maior produtora, com quase a metade do
rebanho nacional até 2006. Entretanto com a crise do mercado de lã, a
região Nordeste ocupa, atualmente, a primeira posição no número de
cabeças destinadas principalmente ao corte.
• O rebanho do Sul foi superado em muito pela produção do Nordeste, que
contava com 7,8 milhões de cabeças em 2007.
• A criação nordestina é destinada principalmente ao abate, destacando-se a
Bahia com 2,6 milhões de cabeças, o Ceará, com 1,5 milhão, e o Piauí, com
1,3 milhão.
Caprinos
• O caprino, animal rústico por excelência, encontra no
Nordeste condições favoráveis para seu desenvolvimento,
pois se adapta bem ao clima seco e à vegetação pobre.
• O Brasil possui 7,1 milhões de cabeças de caprinos. O
rebanho nordestino, de 6,5 milhões, fornece carne, leite e
couro aos pequenos sitiantes do sertão.
• Cerca de 90% do total do rebanho caprino brasileiro é
encontrado nos estados nordestinos.
• O principal produtor é a Bahia, com 2,1 milhões de
cabeças, seguida por Pernambuco, com 1,4 milhão, e Piauí,
com 1 milhão.
Bubalinos
• Originários da Índia, os búfalos são animais de grande rusticidade,
utilizados tanto para produção de carne e couro como para a
produção leiteira – a indústria de laticínios depende do leite do
animal para produzir a mozarela de búfala, que é, hoje, um tipo de
queijo muito utilizado em pizzarias dos grandes centros urbanos.
• Na década 1950, houve a introdução do gado bovino na ilha de
Marajó no estado do Pará.
• A técnica utilizada permitia ao gado a livre pastagem sem a ordenha.
• Atualmente, o Pará é o maior produtor brasileiro, com cerca de
400.000 cabeças.
• Na década de 1970, o estado do Amapá introduziu a criação,
tornando-se o segundo produtor brasileiro em 2018.
Avicultura
• – A criação de frangos, patos, perus e gansos tem se expandido
no País, em parte devido à expansão dos cultivos da soja e
milho, utilizados como ração para essas criações, e também em
razão da epidemia de gripe aviária, que atinge vários países.
• O Brasil manteve-se afastado da possibilidade de contaminação
de suas criações com a gripe aviária, que, apesar de originária
da Ásia, já alcançou, por exemplo, alguns países da Europa,
contaminando suas aves selvagens.
• Assim, o Brasil tem grande destaque na produção de aves em
âmbito mundial, tornando-se um dos maiores exportadores de
frango.
Abordagem
• (UFJF) Leia o fragmento de texto a seguir:
• A produção avícola é hoje ainda mais semelhante a uma operação fabril. [...] Algumas das grandes empresas de alimentos,
como a Ralston Purina, a Cargill e a Allied Mills, são responsáveis por gigantescas instalações aviárias que processam dezenas
de milhares de galinhas por dia. Como na organização fabril, as chaves dessa produção são a procriação especial, alimentação
intensiva enriquecida, estímulos químicos (hormônios) e o controle de doenças. [...] O alimento passa na frente das galinhas
imóveis, numa correia transportadora, enquanto ovos e excrementos são removidos em outras correias. A iluminação artificial
supera o ciclo diário natural e mantém as galinhas em postura constante. IANNI, Otavio. A era do globalismo. São Paulo:
Civilização brasileira, 1996. p.47-8.

• O exemplo apresentado por Ianni refere-se ao desenvolvimento de uma agropecuária de forma intensiva.
• Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE os itens responsáveis por essa classificação.

• a) Capitalização e produtividade da área.

• b) Mercado consumidor e produção total.

• c) Predominância do fator trabalho e terra.

• d) Regime de propriedade vigente e trabalho.

• e) Utilização abundante de terras e energia.