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FORMAS DE PODER E

SUA INFLUÊNCIA NO
COTIDIANO
INSTITUIÇÕES DE PODER

• A fim de que se possa avançar no debate, e


importante compreender três formas básicas de
poder social.
• Poder econômico: aquele que se serve de bens
economicamente necessários para a legitimação
de interesses de classes e de projetos políticos.
• Os usos políticos do poder econômico,
rotineiramente, pretendem influenciar desejos de
compra e de consumo.
• Poder ideológico: aquele forjado por instituições de
saber, por grupos comerciais, educacionais, religiosos,
bem como por veículos de informação.
• Que pretendem incutir determinadas ideias, valores e
perspectivas doutrinárias.
• Os usos políticos da ideologia pretendem influenciar a
conduta, a moral, os costumes, os modos de ser e de
estar no mundo.
• Poder político: aquele identificado com instituições
políticas.
• As quais definem o ordenamento jurídico que rege a vida
em sociedade.
• Que delibera e diferencia o legal do ilegal.
• E, mais que isso, determina a ordem de punições.
• O Estado é a principal instituição que detém o poder
político.
• O termo Estado deriva do latim status (estar firme).
• E significa o equilíbrio das relações de força mantido pelo
exercício político.
• Para Max Weber, o Estado é uma instituição política
dirigida por um governo soberano.
• Que reivindica o monopólio da autoridade para o uso da
força, disciplinadora.
• A fim de que possa submeter os membros da sociedade às
regras morais e ao ordenamento jurídico vigente.
• Pera o funcionamento do Estado, o exercício do poder é fundamental, haja vista que essa
organização exige per­manente hierarquização, a qual se define pelas diferentes
habilidades dos grupos sociais que ambicionam o exercício da autoridade do poder.
• De acordo com algumas correntes de pensamento, o Estado é apenas mediador de
conflitos e promotor do bem-estar social.
• Sua função é definir condições para a conquista da
harmonia e a preservação dos inte­resses comuns.
• Outras correntes de pensamento, no entanto,
compreendem que o Estado não e mediador do conflitos
sociais.
• Mas, sim uma estrutura de poder que interfere no modo
como esses conflitos são forjados.
• Isso acontece, pois, para tais correntes, o Estado é um
instrumento de classe mantido sob o domínio de
burguesia industrial.
• As perspectivas de abordagens sociológicas contemporâneas
tendem a estabelecer a contraposição entre socie­dade civil e Estado.
• A sociedade civil é vista como um corpo onde as relações sociais se
estruturam de forma móvel, e as relações de poder são ordenadas de
forma complexa e multirreferencial.
• A sociedade civil, uma vez organizada em partidos, sindicatos,
agremiações de classe, movimentos populares e associações
culturais, age de modo a conter as ações dominadoras e de
autoridade do Estado.
COTIDIANO E PODER

• Para além de Max Weber, três outros importantes


intelec­tuais dedicaram-se a estudar o poder e, por
derivação, as formas como as relações de poder
se estruturam.
• Dessa forma, o italiano Antônio Gramsci, o norte-
americano Talcott Parsons e o francês Mlche1 Foucault
concentraram suas análises sobre as estratégias e técnicas
de poder.
• E, apesar de divergirem em aspectos teóricos,
consideraram que o poder está difundido na sociedade, e
não concentrado em organizações e instituições de saber.
• O poder, para Gramsci, Parsons e Foucault é uma
entidade coletiva, um fato social que somente se
estrutura nos sistemas sociais, quando ato­res
distintos se relacionam e definem as regras do
relacionamento.
• O filósofo Michel Foucault foi o que mais se
destacou, por ter considerado que o poder somente
encontra meios de autolegitimação quando
intermediado pela “formação discursiva“.
• Ou seja, quando o discurso que enuncia interesses de
poder produz efeitos disciplinadores e define rotinas
sociais.
• Para Foucault, além de sua face disciplinadora e
coercitiva, o poder somente se realiza quando
convertido em discurso de verdade.
• Quando os atores sociais, mais que disciplinados,
passam a ser agentes disciplinadores, moralizadores
de práticas de práticas e de costumes.
• Para o francês Michel Foucault, o poder e
conhecimento estão intimamente interligados e, de
forma sincrônica, um legitima o outro.
• Em termos simples, Foucault considera que o poder
é uma estrutura fabricada e, exatamente por isso,
historicamente datada.
• O poder carece de um discurso de verdade que seja capaz de
justificá-lo e torna-lo aceito pela sociedade.
• Por exemplo, o que torna uma situação de crise econômica
relativamente aceitável é o discurso de prova de um agente de
saber.
• Que, uma vez autorizado pelo conhecimento técnico, anuncia
que a situação nacional é passageira e que a condição
econômica do povo irá se restabelecer no curto e médio prazo.
• Por outro lado, o que justifica o uso de determinado
medicamento, quando em casos de doença.
• É o discurso médico que, au­torizado, enuncia um discurso
do poder e, em alguns casos, tem caráter disciplinar,
principalmente, quando orienta para a importância de
práticas higiênicas e profiláticas.
• Ao ponderar tais questões, Michel Foucault problematizou as
propostas suscitadas pelos teóricos que percebiam as relações de
poder por uma perspectiva maniqueísta.
• Dicotômica, posto serem expressas pela resultante da autoridade e
das forças coercitivas.
• Para Foucault não existe poder que se hegemonize harmoniosamente.
• Sem que, antes seja mediado pelo discurso ou sem que, da mesma
forma, seja confrontado com estruturas de micropoderes.

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