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criminologia

SEMANA 12
PROF.: LISDEILI NOBRE
REDE UNIFTC
Labelling approach

A teoria do labelling approach (interacionismo simbólico, etiquetamento,


rotulação ou reação social) é uma das mais importantes teorias de conflito.
Surgida nos anos 1960, nos Estados Unidos, seus principais expoentes foram
Erving Goffman e Howard Becker.
sociedade rotulam às outras
que as praticam.

Assim, o criminoso apenas se diferencia do homem comum


em razão do estigma que sofre e do rótulo que recebe. Por
isso, o tema central desse enfoque é o processo de
interação em que o indivíduo é chamado de criminoso. A
sociedade define o que entende por “conduta desviante”,
isto é, todo comportamento considerado perigoso,
constrangedor, impondo sanções àqueles que se
comportarem dessa forma. Destarte, condutas desviantes
são aquelas que as pessoas de uma sociedade rotulam às
outras que as praticam.
Por meio dessa teoria ou enfoque, a criminalidade não é
uma qualidade da conduta humana, mas a consequência de
um processo em que se atribui tal “qualidade”
(estigmatização).
A teoria da rotulação de criminosos cria um
processo de estigma para os condenados,
funcionando a pena como geradora de
desigualdades. O sujeito acaba sofrendo
teoria da reação da família, amigos, conhecidos,

rotulação colegas, o que acarreta a marginalização no


trabalho, na escola. Sustenta-se que a
criminalização primária produz a etiqueta ou
rótulo, que por sua vez produz a
criminalização secundária (reincidência).
é o processo de
interação em que
o indivíduo é
chamado de
criminoso.
etiqueta ou
rótulo
A etiqueta ou rótulo (materializados em atestado
de antecedentes, folha corrida criminal,
divulgação de jornais sensacionalistas etc.) acaba
por impregnar o indivíduo, causando a
expectativa social de que a conduta venha a ser
praticada, perpetuando o comportamento
delinquente e aproximando os indivíduos
rotulados uns dos outros. Uma vez condenado, o
indivíduo ingressa numa “instituição” (presídio),
que gerará um processo institucionalizador, com
seu afastamento da sociedade, rotinas do cárcere
etc
interacionismo simbólico

Uma versão mais radical dessa teoria anota que a criminalidade é apenas a
etiqueta aplicada por policiais, promotores, juízes criminais, isto é, pelas
instâncias formais de controle social. Outros, menos radicais, entendem que o
etiquetamento não se acha apenas na instância formal de controle, mas
também no controle informal, no interacionismo simbólico na família e escola
(“irmão ovelha negra”, “estudante rebelde” etc.)
Garantismo Penal
• O Garantismo Penal é uma doutrina criada por Luigi Ferrajoli possuindo uma visão garantista
englobando na elaboração da lei penal, a escolha dos bens jurídicos protegidos sua validade, o
respeito pelas normas e suas garantias e vários outros. O garantismo não se trata apenas de leis
positivadas no ordenamento e sim na premissa de um Estado Democrático de Direito.
• No âmbito do Direito Penal, muitos condenados não cumprem suas penas na totalidade
estabelecida no julgamento se estiver vivo, saem revoltados da cadeia ou até mesmo, morem na
prisão. A sociedade não vê um ex-detento com bons olhos, não lhes dando oportunidade para
mudar de vida e muitas vezes são abandonados por seus próprios familiares, todavia, acabam
voltando para o crime. O garantismo defende que não adianta uma liberdade sem respeito com
suas regras, mas sim, aquela que possui uma liberdade, guardando o bem jurídico que deve ser
tutelado.
LABELLIG
APPROACH
Teoria crítica ou radical
• A origem histórica dessa teoria de conflito se encontra no início do
século XX, com o trabalho do holandês Bonger, que, inspirado pelo
marxismo, entende ser o capitalismo a base da criminalidade, na
medida em que promove o egoísmo; este, por seu turno, leva os
homens a delinquir.
Teoria crítica ou radical
As principais características da corrente crítica são:
A) a concepção conflitual da sociedade e do direito (o
direito penal se ocupa de proteger os interesses do
grupo social dominante);
B) reclama compreensão e até apreço pelo criminoso;
C) critica severamente a criminologia tradicional;
D) o capitalismo é a base da criminalidade;
E) propõe reformas estruturais na sociedade para
redução das desigualdades e consequentemente
da criminalidade.
TEORIA RADICAL
Neorretribucionismo (lei
e ordem; tolerância zero;
broken windows)

Uma vertente diferenciada surge nos


Estados Unidos, com a denominação lei e
ordem ou tolerância zero (zero tolerance),
decorrente da teoria das “janelas
quebradas” (broken windows theory),
inspirada pela escola de Chicago, dando
um caráter “sagrado” aos espaços
públicos.
neorretribucionismo.
Alguns a denominam realismo de direita ou neorretribucionismo. Parte da
premissa de que os pequenos delitos devem ser rechaçados, o que inibiria os
mais graves (fulminar o mal em seu nascedouro), atuando como prevenção
geral; os espaços públicos e privados devem ser tutelados e preservados.
Alguns doutrinadores discordam dessa teoria, no sentido de que produz um
elevado número de encarceramentos (nos EUA, em 2008, havia 2.319.258
encarcerados e aproximadamente 5.000.000 pessoas beneficiadas com algum
tipo de instituto processual, como sursis, liberdade condicional etc.).
Teoria das Janelas Quebradas (Broken Windows
Theory).
• Essa teoria parte da premissa de que existe uma relação de causalidade entre a
desordem e a criminalidade. A teoria baseia-se num experimento realizado por
Philip Zimbardo, psicólogo da Universidade de Stanford, com um automóvel
deixado em um bairro de classe alta de Palo Alto (Califórnia) e outro deixado no
Bronx (Nova York). No Bronx o veículo foi depenado em 30 minutos; em Palo
Alto, o carro permaneceu intacto por uma semana. Porém, após o pesquisador
quebrar uma das janelas, o carro foi completamente destroçado e saqueado por
grupos de vândalos em poucas horas. Nesse sentido, caso se quebre uma janela
de um prédio e ela não seja imediatamente consertada, os transeuntes pensarão
que não existe autoridade responsável pela conservação da ordem naquela
localidade. Logo todas as outras janelas serão quebradas.
Operação Tolerância Zero
A teoria das janelas quebradas (ou broken windows theory), desenvolvida nos
EUA e aplicada em Nova York, quando Rudolph Giuliani era prefeito, por meio
da Operação Tolerância Zero, reduziu consideravelmente os índices de
criminalidade naquela cidade. O resultado da aplicação da broken windows theory
foi a redução satisfatória da criminalidade em Nova York, que antigamente era
conhecida como a “Capital do Crime”. Hoje essa cidade é considerada a mais
segura dos Estados Unidos. Uma das principais críticas a essa teoria está no fato
de que, com a política de tolerância zero, houve o encarceramento em massa dos
menos favorecidos (prostitutas, mendigos, sem-teto etc.).

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