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REGÊNCIA

TRINA
PERMANENTE
O grupo predominante na Câmara dos Deputados
no momento da eleição da Regência Trina
Permanente.
Era o dos Liberais Moderados.
Por esse motivo, a maior parte dos cargos de
regente foi ocupada por integrantes desse grupo.
Em 1831, o padre Diogo Feijó, ministro da
Justiça e figura política de destaque do período,
criou a Guarda Nacional.
Essa organização era uma milícia formada por
membros das classes altas.
Uma vez que era necessário ter renda superior a
100 mil-réis para poder ingressar em seus
quadros.
Os integrantes da Guarda Nacional deveriam agir
regionalmente.
Contendo manifestações contrárias às regências.
Em geral promovidas pelos Liberais Exaltados
ou pelos Restauradores.
• Além de evitar e combater rebeliões populares.
• Essa força também atuava na moralização dos
costumes.
• Controlando “agitadores” e “arruaceiros”.
Os integrantes dos postos mais altos da Guarda
Nacional eram nomeados pelos presidentes das
províncias.
Com o título de coronel.
O título de coronel era concedido a grandes
latifundiários.
Detentores de poder político e econômico no
interior do Brasil.
Essa prática teve origem com a criação da
Guarda Nacional.
• Quando milícias foram organizadas e
comandadas por esses grandes proprietários.
• No decorrer do tempo, em diferentes regiões do
Brasil, os coronéis adquiriram tamanho prestígio
e poder.
• A ponto de esse fenômeno ser conhecido como
coronelismo.
No ano seguinte, em 1832, a Regência Trina
Permanente promulgou o Código de Processo
Criminal.
Que determinava como deveriam funcionar os
processos criminais no país.
• Ele concedia amplos poderes aos juízes de paz, cargo
que já existia desde 1827.
• Como responsável pela justiça nos municípios, mas
que, a partir de então, teria sua atuação ampliada.
• Passando a ter poderes administrativos e
policiais.
• Os juízes poderiam, assim, mandar prender
pessoas que julgassem suspeitas.
• E instaurar processos contra elas.
• Sob sua responsabilidade também ficavam os
coronéis comandantes da Guarda Nacional.
PARA COMPOR A REGÊNCIA TRINA PERMANENTE, FORAM ELEITOS O BRIGADEIRO
FRANCISCO DE LIMA E SILVA, QUE JÁ HAVIA FEITO PARTE DA REGÊNCIA TRINA
PROVISÓRIA, E OS DEPUTADOS JOÃO BRÁULIO MUNIZ, REPRESENTANTE DAS
PROVÍNCIAS DO NORTE, E JOSÉ COSTA DE CARVALHO, REPRESENTANTE DAS
PROVÍNCIAS DO SUL. NA OBRA, OS ELEITOS PARA A REGÊNCIA TRINA PERMANENTE
FAZEM O JURAMENTO DIANTE DA IGREJA.
Outra importante realização desse período foi o
Ato Adicional de 1834.
Uma emenda à Constituição de 1824.
Por meio dele, extinguiu-se o Conselho de
Estado.
• E, em seu lugar, foram criadas as Assembleias
Legislativas Provinciais.
• Estas legislariam sobre organização civil,
judiciária e eclesiástica, instrução pública,
desapropriações, impostos e funcionalismo
dentro das províncias.
• Aumentando a autonomia das elites regionais.
O Conselho de Estado era um órgão composto de
pessoas de confiança do imperador.
As quais o assessoravam nos assuntos políticos,
administrativos e judiciários.
O Ato Adicional de 1834 ainda previa o fim das
Regências Trinas.
E estabelecia a criação das Regências Unas.
Também declarou a cidade do Rio de Janeiro
como sede do governo.
E estabeleceu a suspensão do Poder Moderador.
REGÊNCIA UNA
Em 1835, foram realizadas eleições para a
escolha do regente único.
Foi eleito para o cargo o ex-ministro da justiça,
padre Diogo Feijó.
• Em seu governo, Feijó criou uma nova facção
política.
• Denominada Progressista.
• Sendo uma de suas principais bandeiras a defesa
do Ato Adicional de 1834.
• Voltado para a autonomia das províncias.
Congregaram-se nesse grupo parte dos Liberais
Exaltados e parte dos Liberais Moderados.
Os políticos contrários ao Ato Adicional
organizaram-se no grupo dos Regressistas.
Que abrigou parte dos membros dos Liberais
Moderados.
E parte dos Restauradores.
O governo de Feijó deveria estender-se até o ano
de 1840.
No entanto, os confrontos entre Progressistas e
Regressistas.
Aliados à crise econômica e social pela qual o
Brasil passava.
• Representados pelas inúmeras revoltas que se
multiplicavam pelo Império.
• Como a Cabanagem e a Farroupilha.
• Levaram o regente a renunciar em 1835.
Após a renúncia do padre Diogo Feijó.
Quem assumiu o governo foi Araújo Lima.
Político apoiado pelos Regressistas.
• Cujo posicionamento era contrário ao liberalismo
e à autonomia das províncias.
• Para esse grupo, a centralização do poder era o
único caminho capaz de controlar as rebeliões
que se multiplicavam pelas províncias.
Durante seu governo, foi elaborada a Lei de
Interpretação do Ato Adicional, em 1840.
A qual reformava o Código de Processo Penal de
1832.
Retirando dos juízes de paz grande parte de suas
atribuições.
• Ela as transferia para agentes nomeados pelo
poder central.
• Também retirava grande parte das atribuições das
Assembleias Provinciais.
• Completando um processo de revogação das
liberdades adquiridas pelas províncias.
Por fim, recriava o Conselho de Estado.
Todas essas medidas provocaram a antipatia de
parte dos membros das elites locais.
Que não desejava ter o seu poder diminuído.
 A regência trina permanente. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=4H-9Z5cz3nU

 A Regência Uma. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FXUUAkgFgLA

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