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Processamento de Sinais

O que é
um sinal?
Processamento de Sinais
Um sinal é uma função de uma ou mais variáveis,
como, por exemplo, tempo ou espaço, que veicula
informações sobre a natureza de um fenômeno físico.

EXEMPLOS
Processamento de Sinais
 Exemplos de sinais:

 Tensão ou corrente em um circuito.


 Vídeo.
 Áudio.
 sen(ωt).
 Cotação diária do dólar.
 Eletrocardiograma.
 Solução de uma equação diferencial.
 Concentração de álcool no sangue.
 Temperatura de uma sala.
 Etc...
Processamento de Sinais
Exemplo de Sinal – Eletrocardiograma
Processamento de Sinais
Exemplo de Sinal – Pressão Arterial
Processamento de Sinais
Exemplo de Sinal – Índice Bovespa


Processamento de Sinais
Exemplo de Sinal – IPEA: Salário Mínimo Real


Processamento de Sinais

O que é um
sistema?
Processamento de Sinais

Um sistema é uma entidade que manipula um


ou mais sinais para realizar uma função,
gerando novos sinais.
Processamento de Sinais
Diagrama de Blocos de um Sistema

Sinais de Entrada Sinais de Saída


Sistema
. .
. .
. .

EXEMPLOS
Processamento de Sinais
 Exemplos de sistemas:

 Um circuito
 Sistema auditivo.
 Sistema de comunicação.
 Sistema de controle.
 Neurônio (natural e artificial).
 Controladores Lógico Programáveis – CLPs.
 Transmissor.
 Sistema massa-mola.
 Válvula de controle.
 Etc...
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Sistema de Controle a Malha Aberta

Perturbação 1 Perturbação 2

Saída
Entrada ou Transdutor de + +
Controlador ou
Referência Entrada + Processo + Variável
Junção ou Planta Junção Controlada
Somadora Somadora
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Sistema de Controle a Malha Fechada

Erro
ou Sinal Perturbação 1 Perturbação 2
Atuante
Saída
Entrada ou Transdutor de
+ + +
Controlador ou
Referência Entrada + Processo + Variável
- Junção ou Planta Junção Controlada
Somadora Somadora

Transdutor de
Saída
ou Sensor
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Transmissor de Pressão

Sinal de Entrada: Sinal de Saída:


pressão corrente de 4 a 20 mA
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – CLP
S
I S
N I
A N
I A
S Variáveis Variáveis I
de Processo Manipuladas S
D
E D
E
E
N S
T A
R Í
A D
D A
A
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Válvula de Controle

Sinal de Entrada: Sinal de Saída:


corrente de 4 a 20 mA percentual de abertura
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Tiristor

Anodo
Sinal de Entrada: Sinal de Saída:
tensão/corrente tensão/corrente

Porta
Catodo

"AC Thyristor Operation" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/ACThyristorOperation/


Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Sistema Massa-Mola-Amortecedor (Carro)

Sinal de Entrada: Sinal de Saída:


“o chão” posição da carroceria

"Simulating Vehicle Suspension with a Simplified Quarter-Car Model" from


the Wolfram Demonstrations Project

http://demonstrations.wolfram.com/SimulatingVehicleSuspensionWithASimplifiedQuarterCarModel/
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Um Filtro Digital (Equalizador – Áudio)

Sinal de Entrada: Sinal de Saída:


áudio (sinal digital) áudio (sinal digital)

“Filters digital signals and plays the output on your speakers”


http://www.falstad.com/dfilter/

HÁ OUTROS SINAIS/SISTEMAS ENVOLVIDOS? O QUE


OCORRE PARA OUVIRMOS O SOM?
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Um Filtro Digital (Imagens)
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Circuito RC em Série (Filtro Passa-Baixas)

Sinal de Entrada: Sinal de Saída:


tensão da fonte tensão no capacitor

“RC Circuit” from SimView – TechTeach


http://techteach.no/simview/rc_circuit/index.php
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – Um Motor DC

Sinal de Entrada: Sinal de Saída:


tensão de armadura velocidade de rotação

“DC Motor” from SimView – TechTeach


http://techteach.no/simview/dc_motor/index.php


Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – “Pâncreas Artificial”

Medição

Atuação
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – “Pâncreas Artificial”

G(t) = glicose plasmática


I(t) = insulina plasmática
C(t) = glucagon, cortisol e catecolaminas
u(t) = insulina exógena
p(t) = glicose absorvida por ingestão de alimentos
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – “Pâncreas Artificial”

Sensor Bomba de Infusão


Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – “Pâncreas Artificial”
Processamento de Sinais
Exemplo de Sistema – “Pâncreas Artificial”
Processamento de Sinais
Identificação de Vogais – Semana da Engenharia de 2004

FFT:
Fast Fourier Transform

Rede MLP com 10


entradas e 5 saídas
Processamento de Sinais
Classificação de Placas Automotivas
Processamento de Sinais
Classificação de Placas Automotivas
Educational Matlab GUIs
 Demos sobre Processamento de Sinais: Convolu-
ção, Série de Fourier, Transformadas, etc...

http://users.ece.gatech.edu/mcclella/matlabGUIs/index.html

(Acesso em 24/07/2010)

 Vocês já podem (devem) brincar um pouco com


as demos SinDrill e ZDrill! 
 Caso ainda tenhamos tempo, brincaremos um pouco!
Classificação de Sinais
 Sinal de Tempo Contínuo:

 É definido para todo tempo t, sendo t uma variável inde-


pendente contínua – conjunto dos números reais.

 Notação: parênteses – x(t).


Classificação de Sinais
Exemplo de Sinal de Tempo Contínuo
Sinal de Tempo Contínuo
6

5.5

4.5

x(t)
3.5

2.5

1.5

1
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

t
Script: M_3_SinaisFundamentosProg1.m
Classificação de Sinais
 Sinal de Tempo Discreto:

 É definido somente em instantes isolados de tempo,


sendo escrito normalmente como função de n, uma vari-
ável independente discreta – conjunto dos números in-
teiros.

 Notação: colchetes – x[n].

 A amostragem de um sinal de tempo contínuo gera um


sinal de tempo discreto:
Classificação de Sinais
Exemplo de Sinal de Tempo Discreto
Sinal de Tempo Discreto
6

x[n] 3

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Script: M_3_SinaisFundamentosProg1.m
Classificação de Sinais
 Perguntas:

 Dizer que um sinal é analógico é o mesmo que dizer que


ele é de tempo contínuo?

 Dizer que um sinal é digital é o mesmo que dizer que ele


é de tempo discreto?
Classificação de Sinais
 Os conceitos de tempo contínuo e discreto são
geralmente confundidos com os conceitos de a-
nalógico e digital, respectivamente...

 Sinal analógico e sinal de tempo contínuo são


coisas diferentes, bem como sinal digital e sinal
de tempo discreto.

 Tempo contínuo e tempo discreto qualificam a


natureza do sinal ao longo do tempo, enquanto
discreto e digital qualificam a natureza da ampli-
tude do sinal...
Classificação de Sinais
Discreto em amplitude e contínuo no tempo
7

4
y(t)

0
0 1 2 3 4 5
Tempo, [s]

Discreto em amplitude e no tempo


8

4
y(k)

0
0 1 2 3 4 5
Instante de amostragem, k
Classificação de Sinais
 Sinal Par:

 Um sinal é par se, e somente se: x(t) = x(-t) t


Sinal Ímpar:

 Um sinal é ímpar se, e somente se: x(t) = -x(-t)  t

O CASO DISCRETO É ANÁLOGO!!!


Classificação de Sinais
Exemplo de Sinal Par – Cosseno

Sinal Par - Cosseno Sinal Par - Cosseno


1 1

0.8 0.8

0.6 0.6

0.4 0.4

0.2 0.2

x(-t)
x(t)

0 0

-0.2 -0.2

-0.4 -0.4

-0.6 -0.6

-0.8 -0.8

-1 -1
-10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 -10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10
t t

SIMETRIA EM RELAÇÃO AO EIXO DAS ORDENADAS – Y


Script: M_3_SinaisFundamentosProg2.m
Classificação de Sinais
Exemplo de Sinal Ímpar – Seno

Sinal Ímpar - Seno Sinal Ímpar - Seno


1 1

0.8 0.8

0.6 0.6

0.4 0.4

0.2 0.2

-x(-t)
x(t)

0 0

-0.2 -0.2

-0.4 -0.4

-0.6 -0.6

-0.8 -0.8

-1 -1
-10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 -10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10
t t

SIMETRIA?
Script: M_3_SinaisFundamentosProg2.m
Decomposição de Sinais
 Todo sinal pode ser decomposto em uma soma
de parte par e parte ímpar:

O CASO DISCRETO É ANÁLOGO!!!


Decomposição de Sinais
 Exemplo: decompor o sinal apresentado a seguir
em suas partes par e ímpar :
Decomposição de Sinais
Exemplo – Solução
Classificação de Sinais
 Sinal Periódico:

 Um sinal é periódico se existe uma constante positiva T


ou N, tal que:


Classificação de Sinais
Exemplos de Sinais Periódicos

Sinal Periódico Contínuo Sinal Periódico Discreto


1 1

0.8 0.8

0.6 0.6

0.4 0.4

0.2 0.2

x[n]
x(t)

0 0

-0.2 -0.2

-0.4 -0.4

-0.6 -0.6

-0.8 -0.8

-1 -1

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8

t n

Script: M_3_SinaisFundamentosProg3.m
Classificação de Sinais
 Sinal Aperiódico:

 Um sinal é aperiódico se não existe uma constante posi-


tiva T ou N, tal que:
Classificação de Sinais
Exemplos de Sinais Aperiódicos

Sinal Aperiódico Contínuo Sinal Aperiódico Discreto


1 1

0.9 0.9

0.8 0.8

0.7 0.7

0.6 0.6

x[n]
x(t)

0.5 0.5

0.4 0.4

0.3 0.3

0.2 0.2

0.1 0.1

0 0
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1 -10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10

t n

Script: M_3_SinaisFundamentosProg3.m
Classificação de Sinais
 Sinal Determinístico:

 Não há nenhuma incerteza com relação ao seu valor em


qualquer tempo. Um sinal determinístico pode ser mo-
delado como uma função do tempo completamente es-
pecificada.

 Um exemplo é um sinal senoidal.

 Sinal Aleatório:
 Há incerteza antes de sua ocorrência real.

 Um exemplo é um eletrocardiograma.
Potência e Energia de Sinais
 Potência instantânea:

 Energia (intervalo de tempo finito):

 Potência média (intervalo de tempo finito):


Potência e Energia de Sinais
 Exemplo: calcular a energia do sinal apresentado
a seguir:


Potência e Energia de Sinais
Exemplo – Solução
Potência e Energia de Sinais
 Energia Total (ou simplesmente Energia):

 Potência média sobre um intervalo de tempo infi-


nito (ou simplesmente Potência):

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/

Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Potência e Energia de Sinais

“Energy and Power of Signals" from the Wolfram Demonstrations Project


http://demonstrations.wolfram.com/EnergyAndPowerOfSignals/
Operações Básicas em Sinais
 Deslocamento no Tempo: x(t - t0 ) e x[n - n0 ]
Se t0 , n0 > 0, deslocamento para a direita
, isto, é é atraso
.
t0 , 0 <
Se n 0, deslocamento para a esquerda, isto, é é adiantamento
.

 Reflexão Temporal: x(-t) e x[-n]


 Um sinal par é igual à sua versão refletida.

 Um sinal ímpar é igual ao negativo de sua versão refleti-


da.
Operações Básicas em Sinais
 Mudança de Escala de Tempo: x(at) e x[kn]

Se a>1, ocorre compressão . Se <


0 a< 1, ocorre dilatação .
k é um inteiro> 0.Se k > valores de x [n ] são perdidos .
1, alguns
Operações Básicas em Sinais
 Exemplo: considerando o sinal apresentado a se-
guir, esboçar o sinal y t( =
) x −(1t 2) .
Operações Básicas em Sinais
Exemplo – Solução

A PRIMEIRA OPERAÇÃO A SER REALIZADA


É O DESLOCAMENTO!!!

 Seja a seguinte transformação geral: y(t) = x(at + b)

 Para determinar o sinal y(t) :

 Trocar por .
t  
 Considerando , determinar , ou seja: = - b
 Esboçar o eixo =transformado
at + b t do eixo . t
abaixo
t  a a
 Esboçar y(t) .
Operações Básicas em Sinais
Exemplo – Solução
Operações Básicas em Sinais
 Exercício: considerando o sinal apresentado a se-
guir, esboçar os sinais
y(t) = x(t +1), y(t) = x(-t +1), y(t) = x(3t / 2), y(t) = x(3t / 2 +1)
Operações Básicas em Sinais
 Exemplo: considerando o sinal apresentado a se-
guir, esboçar os sinais y ( t ) = x ( 2 t ) e
y(t) = x(t / 2) .
Sinal x(t)
1

0.9

0.8

0.7

0.6
x(t)
0.5

0.4

0.3

0.2

0.1

0
-2.5 -2 -1.5 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5

t
Script: M_3_SinaisFundamentosProg4.m
Operações Básicas em Sinais
Exemplo – Solução

Sinal y(t) = x(2t) Sinal y(t) = x(t/2)


1 1

0.9 0.9

0.8 0.8

0.7 0.7

0.6 0.6
y(t)

y(t)
0.5 0.5

0.4 0.4

0.3 0.3

0.2 0.2

0.1 0.1

0 0
-2.5 -2 -1.5 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5 -2.5 -2 -1.5 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5

t t

Script: M_3_SinaisFundamentosProg4.m
Operações Básicas em Sinais
 Exemplo: considerando o sinal apresentado a se-
guir, esboçar o sinal y [ n ] = x [ 2 n ] .
Sinal x[n]

0.8

0.6
x[n]

0.4

0.2

0
-6 -4 -2 0 2 4 6

Script: M_3_SinaisFundamentosProg5.m
Operações Básicas em Sinais
Exemplo – Solução
Sinal y[n] = x[2n]

0.8

0.6

y[n]

0.4

0.2

0
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4

Script: M_3_SinaisFundamentosProg5.m
Leituras
 No arquivo LeiturasIniciais.zip, disponível na pá-
gina da disciplina, estão os capítulos introdutórios
dos seguintes livros:
 HAYKIN, S., VAN VEEN, B. Sinais e Sistemas. Tradu-
ção de José Carlos Barbosa dos Santos. Porto Alegre:
Bookman, 2001. 668p. (Bibliografia Básica 2).
 LATHI, B. P. Sinais Sistemas Lineares. Tradução de
Gustavo Guimarães Parma. 2. ed. Porto Alegre: Book-
man, 2007. 856p. (Bibliografia Básica 3).
 HSU, H. P. Teoria e Problemas de Sinais e Sistemas.
Tradução de Anatólio Laschuk. Porto Alegre: Bookman,
2004. 431p. (Bibliografia Complementar 3).
http://www.artmed.com.br

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