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DIREITO ECONÔMICO

1. O SURGIMENTO DO DIREITO
ECONÔMICO
O feudalismo impedia a iniciativa privada
Formação dos Burgos em volta dos castelos
(feiras – prática do escambo mercantil)
Revolução dos Burgueses senhores e
possuidores dos meios de produção.
(articuladores da economia)
> Revolução Puritana
> Revolução Gloriosa
> Revolução Francesa
OS BURGUESES QUERIAM
INDEPENDÊNCIA PARA
COMERCIALIZAR SEM A
INTERFERÊNCIA DO ESTADO
(MONARCAS SOBERANOS) EM SEUS
NEGÓCIOS
FORAM CONSTITUCIONALIZADOS
POSTERIORMENTE O DIREITO À LIBERDADE, A
VIDA E A PROPRIEDADE
O ESTADO LIBERAL abusou da sua
liberdade, pois, a suposta igualdade de
concorrência prometida pelo sistema
LIBERAL sucumbiu e gerou aumento das
desigualdades e de conflitos entre as Nações
Essa concentração de riquezas nas mãos de
poucos, acarretou em lutas de classes sociais
internas e em guerras no campo externo
(Primeira e Segunda Guerras Mundiais)
Para reconstruir a economia da Europa houve
a necessidade de repensar a atuação do
Estado na economia interna e externa
1.1. DIREITO ECONÔMICO E
ECONOMIA
O DIREITO ECONÔMICO ESTRUTURA A
ECONOMIA ESTABELECENDO REGRAS
GERAIS PARA O SEU FUNCIONAMENTO
> LIVRE INICIATIVA
> CONCORRÊNCIA
> INTERVENCIONISMO
> MONOPÓLIO
> SERVIÇOS PÚBLICOS
> ATIVIDADES BANCÁRIAS
NÃO HÁ CÓDIGO DE DIREITO
ECONÔMICO
AS LEIS SÃO ESPARSAS:
EXEMPLOS:
> LEI N. 8.137/90 – CRIMES CONTRA
ORDEM TRIBUTÁRIA, ECONÔMICA E
CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO.
LEI N. 8.137/90.
ARTIGO 4º Constitui crime contra ordem
econômica:
I- abusar do poder econômico, dominando o
mercado ou eliminando, total ou parcialmente a
concorrência mediante qualquer forma de ajuste ou
acordo de empresas; (redação determinada pela Lei
n. 12.529/2011)
II- formar acordo, convênio, ajuste ou aliança
entre ofertantes, visando:
a) à fixação artificial de preços ou
quantidades vendidas ou produzidas;
b) ao controle regionalizado do mercado por
empresa ou grupo de empresas;
c) ao controle, em detrimento da
concorrência, de rede de distribuição ou
fornecedores
PENA: RECLUSÃO, DE 2 (DOIS) A 5
(CINCO) ANOS E MULTA
A ECONOMIA, EM SÍNTESE, ESTUDA O USO MAIS EFICIENTE
DE BENS ÚTEIS E ESCASSOS PARA PRODUÇÃO, CIRCULAÇÃO
(DISTRIBUIÇÃO) E CONSUMO DESSES BENS
ONDE HÁ SOCIEDADE, HÁ ECONOMIA
E HÁ REGRAS DE DIREITO
BENS SÃO LIMITADOS E OS DESEJOS
SÃO ILIMITADOS
COMPREENDER A ECONOMIA COMO PARTE INTEGRANTE DO
DIREITO TORNOU-SE NECESSÁRIO PARA O ENTENDIMENTO
DOS FENÔMENOS SOCIAIS E SEUS EFEITOS
1.2 CONCEITO DE DIREITO ECONÔMICO
É O CONJUNTO DE NORMAS E INSTITUTOS
JURÍDICOS QUE PERMITEM AO ESTADO
EXERCER INFLUÊNCIA, ORIENTAR,
DIRECIONAR, ESTIMULAR, PROIBIR OU
REPRIMIR COMPORTAMENTOS DOS
AGENTES ECONÔMICOS NUM DADO PAÍS
OU CONJUNTO DE PAÍSES.
(AGUILLAR, Fernando H.F. Direito Econômico:
do direito nacional ao direito supranacional. São
Paulo: Atlas, 2006)
1.3 intervenção DIRETA e INDIRETA
INTERVENÇÃO DIRETA
O ESTADO ATUA NA ATIVIDADE
ECONÔMICA NA PRODUÇÃO DE BENS OU
NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, POR
INTERMÉDIO DE PESSOAS JURÍDICAS (DE
DIREITO PRIVADO) CONSTITUÍDAS COM
ESSA FINALIDADE (EMPRESAS PÚBLICAS
E SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA)
EX: o petróleo, o gás natural e minério ou
minerais nucleares
EMPRESA PÚBLICA: DEFINIÇÃO PELO INCISO II, DO ARTIGO
5º, DO DECRETO-LEI N. 200/67.

> Personalidade Jurídica de direito privado


> Exploração de atividade econômica de titularidade privada ou
pública (serviço público)
> Sócios: somente por pessoas de direito público
> Tipo societário: qualquer um
> Criação: mediante Lei
> Não se aplica a Lei n. 11.101/2005
Ex.: CEF, CORREIOS