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SISTEMAS

ELETROMAGNÉTICOS – ET76F
Professor Roberto Luiz Schwarz
Plano de Aula
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“Planejamento da Disciplina”

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Ementa:
 Dispositivos de comando e proteção;
 Sensores Industriais;
 Sistemas de Partida de Motores Trifásicos;
 Lógica de Relés;
 Desenvolvimento de Projetos Lógicos
Plano de Aula
Bibliografia Básica:
 Acionamentos Eletromagnéticos. Leludak, J.
A. Editora Base;
 SIEMENS S.A. Controle e regulação de
acionamentos elétricos em corrente
alternada;
 BONACORSO, Nelso Gauze; NOLL,
Valdir. Automação eletropneumática
Plano de Aula
Avaliação:
 60% Projetos solicitados em aula ou para
aula subsequente. Exercícios ou entrega
com atraso não pontua;
 40% Prova: Projeto Final;
 Recuperação: Prova (0 à 10) onde o aluno
precisa nota >=6,0 para complementar
nota e obtenção mínima para aprovação.
Introdução

O que é controle ou
sistema de controle
(em Acionamentos)?

Um sistema de controle é uma interconexão de


componentes conectados ou relacionados, de
tal maneira, a comandar, controlar ou ajustar a
si mesmo ou outro sistema.
Introdução
Dispositivo ou grupo de
dispositivos que gerenciam
o comportamento de
outros dispositivos.
Introdução
Aonde é inserido na Automação?

.... !

Vivemos na era da automação. Todos os dias


nos deparamos com termos relacionados à
automação em diferentes ramos, seja
automação comercial, industrial ou de
processos.
Introdução
Introdução
A automação é caracterizada por duas áreas de
conhecimento distintas:

Controle de Processos: Se aplica a


processos contínuo, por exemplo,
indústrias químicas ou petroquímicas.

Automação Industrial: Descreve sistema


com produção por bateladas ou em linhas
de montagem, por exemplo, indústrias de
automóveis.
Introdução
Estas áreas exigem do processo, em geral,
controle computacional contínuo/discreto ou
controle por uma lógica combinacional e
sequencial

Ainda existem técnicas de inteligência artificial,


por exemplo, controle a lógica fuzzy, controle
com redes neurais, teoria das filas, rede de
petri, entre outras tantas.
Introdução
• A disciplina de Sistemas Eletromagnéticos trata
do acionamento de elementos eletromecânicos
e eletromagnéticos, aplicada a uma lógica de
comandos elétricos que inter-relaciona seus
contatos (ou chaves) para o controle das ações
de atuadores.

• Os controles são combinacionáis, binários e


lógica à eventos discretos.
Introdução
Controle à eventos discretos? Quais os
dispositivos/equipamentos utilizados no
controle discreto?
Introdução
As informações obtidas da planta com aplicação
de sensores, passam a integrar uma relação
entre contatos do tipo NA e NF, e através de
eventos (discretos) permite o controle sobre
atuadores.

Matéria PROCESSO Matéria


Prima Manufaturada
Sensores Atuadores

- Comando Eletromagnético
Controlador - CLP
- Outros
Introdução
Atuadores:
São dispositivos relacionados a
transformação, o que exige envolvimento
de energia e produtos. De forma simples,
pode-se dizer que são ações, tais como,
dobrar, cortar, moldar, aquecer,
transportar, entre outras, de forma a
transformar matéria prima em produto.
Introdução
Os atuadores aplicado nesta disciplina
refere-se a motores elétricos trifásicos
de indução.

No entanto, alguns exercícios pode ser


utilizado cilindros pneumáticos
acionados por eletroválvulas e
solenóides.
Introdução

Dispositivos de Entrada ou Sensores:

São dispositivos que emitem informações


(sinais elétricos) ao sistema de controle
por meio de uma ação muscular,
mecânica, elétrica, pneumática ou uma
combinação delas.
Introdução

Identificamos como elementos de entrada


ou sensores os seguintes dispositivos:
botoeiras, chaves fim-de-curso,
sensores de proximidade, sensores
potenciométricos, pressostatos,
termopares, termostatos, chaves de
nível, entre outros.
Sensores
Botoeiras

São chaves acionadas manualmente,


constituídas por: botão, contato NA
(normal aberto) ou NF (normal
fechado). Quando seu botão é
pressionado, invertem seus
contatos, e quando este for solto,
devido a ação de uma mola seus
contatos voltam à posição inicial.
Sensores
Chaves Fim-de-curso

São chaves acionadas mecanicamente, por


meio de um rolete mecânico, ou gatilho
(rolete escamoteável), fazendo com que seus
contatos sejam invertidos ao serem
acionadas.
Sensores

Sensores Indutivos

São sensores que são acionados quando


um objeto metálico é aproximado,
entrando em um campo eletromagnético.
Sensores
Sensores Indutivos
Aplicação
Sensores

Sensores Capacitivos

São sensores que são acionados


quando um corpo metálico ou não
é aproximado, entrando em um
campo elétrico.
Sensores
Sensores Capacitivos
Aplicação
Sensores

Sensores óticos

São sensores que funcionam segundo o


princípio de emissão e irradiação
infravermelha. Seu funcionamento pode
ser por barreira, difusão ou reflexão
Sensores

Ótico por barreira


Sensor no qual possui um elemento emissor
de irradiação infravermelha, montado em
frente a um receptor em uma distância
pré-determinada. É acionado quando
ocorre uma interrupção da irradiação por
qualquer objeto, pois esta deixará de
atingir o elemento receptor.
Sensores

Ótico por difusão


Sensor no qual o emissor e o receptor estão
montados em um mesmo conjunto. É
acionado quando os raios infravermelhos
emitidos, refletem sobre a superfície do
objeto e retornam ao receptor.
Sensores

Ótico por reflexão


Sensor parecido com o ótico por difusão,
diferindo apenas no sistema ótico. Os
raios infravermelhos emitidos refletem em
um espelho instalado frontalmente, e
retornam ao receptor. É acionado quando
um objeto interrompe a reflexão de raios
entre o espelho e o receptor.
Sensores
Reles e Contatores
Sensores
Relés

Relés, são chaves composta de


vários contatos, acionadas por
bobinas eletromagnéticas. São
utilizados para comando,
sinalização e intertravamento
de circuitos elétricos.
Sensores

Contatores

Os contatores, apresentam as mesmas


características dos relés, porém seus
contatos são dimensionados para
suportarem correntes mais elevadas,
permitindo assim sua utilização no
acionamento direto de motores.
Sensores
Relés e Contatores
Quando a bobina é energizada, os
contatos NA (normal aberto) fecham e
os contatos NF (normal fechado) abrem,
permitindo ou interrompendo a
passagem de corrente elétrica por eles.
Sensores
Relés e Contatores
Quando a bobina é desenergizada, uma
mola retorna os contatos a posição
original, chamada posição de repouso.

Com o desenho ao lado


pode ser percebido o
funcionamento de um
contator e seus contatos.
Motores Elétricos
Motores elétricos são atuadores que
executam ações da planta fabril.

São responsáveis pela ações no processo


fabril, acionando esteiras, elevadores,
bombas, serras, extrusoras, e outros
equipamentos.
Motores Eletricos
Tipos
Motores Elétricos
Para o correto
funcionamento do
motor elétrico são
necessários
dispositivos de
manobra e proteção.
Proteção
Fusíveis:
Proteção contra
curto-circuito.
Proteção
Relé térmico: Proteção
contra sobrecarga
Proteção
Disjuntor motor: Proteção
térmica e magnética.
Motores Elétricos
Os motores elétricos de indução podem
ser construídos com 3, 6, 9 ou 12
terminais, dependendo da necessidade e
aplicação. Desta forma, a partida do
motor trifásico pode ser:
 Partida direta;  Chave compensadora;
 Chave reversora;  Partidas eletrônicas.
 Estrela/triângulo;
Motores Elétricos
Motores com 3 terminais (3 fios) permite
somente ligação direta do motor (partida
direta), onde fase alimenta um terminal
do motor.
Motores Elétricos
A inversão de rotação do
motor é obtido com a
permuta entre 2 fases.
Projetos com estas
ligações é denominada
chave reversora.
Motores Elétricos
Ligar um motor elétrico exige uma
potência elevada devido a inércia do
sistema produzindo um pico de corrente,
conhecida como corrente de partida.

Ip tem valores
entre 6 à 8 vezes
da corrente
nominal.
Motores Elétricos
Diminuir os problemas
causados pela corrente
de partida só é possível
reduzindo sua
magnitude, e pode ser
obtido com aplicação da
partida estrela/triângulo
ou chave
compensadora.
Motores Elétricos
Motores com 6 terminais permite que
seja feito ligação estrela, ligação
triângulo ou partida estrela/triângulo.
Motores Elétricos
Tipos de ligações:
Ligação Triângulo;
Ligação Estrela.
Motores Elétricos
Motores Elétricos
Motores Elétricos
Partir o motor em estrela até atingir
velocidade rotativa próxima a nominal,
em torno de 90%, passando para
triângulo é conhecido como partida
estrela-triângulo.
Tem como objetivo reduzir a corrente de
partida.
Motores Elétricos
A chave compensadora é aplicada com
utilização de um autotrafo para redução
da tensão aplicada durante a partida,
reduzindo assim o pico da corrente de
partida.
Motores Elétricos
Chave
compensadora
Motores Elétricos
Placa de identificação do motor
Simbologia
Partida Direta
Partida Direta
Partida Direta quando
as fases alimentam
diretamente os
terminais do motor.
Partida Direta
Esquema de Ligação

O diagrama de força com


utilização das proteções
fusíveis e relé térmico.

A proteção pode ser com


disjuntor motor.
Partida Direta
Diagrama de Força (variação da proteção)
Partida Direta
Esquema de Ligação

O comando tem
a função de ligar
ou desligar o
motor. Para isso
são utilizados
botoeiras,
contatores e a
correta ligação
entre eles.
Partida Direta
Esquema de Ligação
Partida Direta
Esquema de Ligação
Partida Direta
Apresentação Simplificada

As simplificações permite focar na lógica,


o que permite uma melhor visualização.

•Evitar numeração dos terminais;


•Sem aplicação do símbolo que indica o
tipo de dispositivo;
•Separar o diagrama de comando do
diagrama de força.
Partida Direta
Diagramas de Força e Comando
Partida Direta
Painel Elétrico
Chave Reversora
Chave Reversora
A chave reversora permite alternar o
sentido de rotação do motor elétrico,
sendo necessário a inversão entre duas
fases na alimentação do motor.

São necessários dois contatores, um para


cada sentido de rotação.
Chave Reversora
Solução 1
Chave Reversora
Solução 2
Partida
Estrela/Triângulo
Partida Estrela/Triângulo
Ligação do motor com Partida estrela/triângulo,
permite reduzir o pico de corrente durante a
partida, pois a corrente de partida pode ser 6
à 8 vezes o valor da corrente nominal.
Partida Estrela/Triângulo
Na ligação estrela/triângulo, o motor deve ser
inicialmente ligado em estrela, e ao atingir
velocidade acima de 90%, sua ligação deve
ser modificada para triângulo (por exemplo,
transição em 12 segundos).
Essa transição consiste em desligar a ligação
estrela e religar o motor, agora com ligação
triângulo.
Diagrama de Força

Quando K1 e K3
ligados, a ligação do
motor é estrela.

Quando K1 e K2
ligados, a ligação do
motor é triângulo.
Partida Estrela/Triângulo
Partida Estrela/Triângulo
Comandos diferentes.... (tem vantagens).
Chave
Compensadora
CADeSIMU

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