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MODOS DE ENTRADAS

NOS MERCADOS
EXTERNOS

Osório Chongo, MSc.

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MODOS DE ENTRADAS NOS MERCADOS EXTERNOS

A empresa que se internacionaliza precisa saber ou decidir de que modo vai actuar em cada um dos
mercados estrangeiros.
Esta ação deve estar suportada pelas directrizes traçadas nas estratégias da empresa no país, no nível de
controlo desejado para as operações e na actividade do próprio país.
FIG. 1: Árvore de decisão de IDE:

Explorar vantagem
competitiva
Produzir no
Entrando em estrangeiro
mercados externos Deter ou controlar
activos no estrangeiro

Licenciamento,
Subsidiaria detida na
Produzir em franchising, ou maioria ou
contrato de
casa e gestão
totalmente

Exportar
Joint venture ou
aquisições parciais

greenfie
fundir comprar
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MODOS DE ENTRADA:
1. EXPORTAÇÃO

Oferece baixo risco financeiro e permite alguma aprendizagem sobre mercado


A exportação é um modo adequado para as empresas com pouca experiencia
internacional
Usam basicamente intermediários- comissionistas
Devem melhor escolher esses comissionistas
Permite ultrapassar barreiras culturais- dada a proximidade do intermediário com o
novo mercado

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MODOS DE ENTRADA:
2. LICENCIAMENTO
Licenciamento
O licenciamento é um método de entrada nos mercados externos, especialmente
relevante para empresas que têm propriedade intelectual (que pode estar patenteada
ou algum activo que é legalmente protegido);
O activo pode ser o nome da marca, um design de um produto ou processo
operativo.
Por ex. a Disney pode licenciar os seus personagens para ilustrações de t-shirts ou
outras peças de vestuário.
BIAL - empresa portuguesa farmacêutica que licenciou a produção dos seus
medicamentos para canada e América

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3. INVESTIMENTOS
GREENFIELD
Investimentos Greenfield ou investimento de raiz, são a forma de compromisso
internacional de maior compromisso de recursos- cria uma nova subsidiaria no
estrangeiro.

Assume maior risco

Maior capacidade de decisão

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4.AQUISIÇOES
São operações em que uma empresa adquire outra totalmente ou uma parte;
Vantagens:
Rapidez de entrada
Obter diversificação quando a empresa não tem certas competências
Facilidade de contornar barreiras legislativas etc

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4. O franchising

O franchising,é um método contratual onde o franchisador permite a utilização da sua marca ou


insígnia e transfere know-how e procedimentos de gestão e marketing, com a contrapartida do
pagamento de direitos de entrada e royalties.

pode ser uma boa oportunidade para quem quer abrir um negócio próprio, mas quer evitar os
constrangimentos iniciais inerente à criação desde a sua raiz.
O franchising permite ao franchisado iniciar o negócio assente numa empresa já consolidada no
mercado, “bebendo” da experiência que esta possui.
 Este pode ser um modelo de negócio seguro e com vantagens para ambos os lados (franchisador e
franchisado), no entanto, como qualquer negócio, não está isento de desvantagens

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DESVANTAGENS

O franchisado pode ter pouca abertura para promover a sua personalidade no


negócio, porque o franchisador pode pretender exercer o direito de controlar a
apresentação do seu produto/serviço;
Custos associados à integração na rede, tais como os direitos de entrada, os
“royalities” e a taxa de publicidade;
O franchisado – ou até mesmo o próprio franchisador – pode ser afetado
negativamente com o mau desempenho de outros franchisados ou mesmo do
franchisador. Os erros de qualquer um podem prejudicar a imagem da rede;
O franchisador pode abandonar o negócio se o franchising não estiver a cumprir as
expetativa.

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VANTAGENS DO
FRANCHISING
Permite ao franchisado gerir o seu próprio negócio, baseado no know-how de quem já
teve sucesso;
O franchisado pode usufruir da promoção, incluindo publicidade, da marca registada.
As sinergias na comunicação, marketing e publicidade, entre franchisador e
franchisado;
O investimento num negócio em franchising, habitualmente, é inferior relativamente
aos casos em que abre um negócio idêntico, mas de modo independente;
Pode beneficiar da denominada escala de rede que permite ao parceiro acesso a
fornecedores com relações já estabelecidas com o franchisador, acesso a formação
contínua, etc.

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5.PARCERIAS: ALIANÇAS E
JOINT-VENTURE
Para entrada noutros mercados, a empresa pode preferir uma parceria com outras empresas domésticas ou
internacionais. Podem essas parecerias exigir mais(Joint-venture) ou menos (aliancas) em termos de compromissos
com recursos.
Conceitos de Joint-venture
joint-venture - empresa estrangeira concorda em compartilhar capital e outros recursos com outros sócios, para
estabelecer uma nova entidade no país alvo.
Tipicamente, a sociedade é feita com empresas locais, mas podem também envolver autoridades governamentais, outras
empresas estrangeiras ou um composto de participantes locais e estrangeiros.
Dependendo do volume de capital envolvido, três formas de parceria podem ser identificadas: maioria (mais de 50% do
capital), meio a meio, e minoria (menos de 50% do capital) (KOTABE e HELSEN, 2000).
Para Kotler (1994, 2000), investidores estrangeiros podem se unir a investidores locais para criar uma joint-venture na
qual possam dividir o controle e a propriedade,participando da sociedade e do negócio.
A formação de uma joint-venture pode ser necessária ou desejável por razões económicas ou políticas. A empresa
estrangeira pode não ter recursos financeiros, físicos ou de gerenciamento para levar adiante o empreendimento sozinha.
Ou o governo estrangeiro pode exigir que seja feita uma joint-venture como condição para a entrada.

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RAZÕES PARA A FORMAÇÃO
DE JOINT-VENTURES,
VANTAGENS E
DESVANTAGENS
De acordo com Minervini (1997, 2005); Pelton (1997); Jeannet e Hennessey (1998); Noonam (1999), as razões
consideradas para a formação de Joint-ventures são:
Limitações de Capacidade na unidade doméstica – quando as opções de expandir domesticamente no local atual são
consideradas desfavoráveis;
Protecionismo no país de destino; Competição de igualdade com fabricantes locais; • Maior penetração de mercado;
Ganhar acesso a canais de distribuição;
Ganhar “expertise” de administração;
Insumos disponíveis localmente;
Vantagem competitiva via compartilhamento de recursos;
Obter Benefício de Megablocos Económicos Regionais (Redução de alíquota de importação ou exportação por fazer parte
do mesmo);
Exigência do governo local para que uma empresa estrangeira se estabeleça no país.
Reduzir o impacto negativo da legislação local sobre investimentos estrangeiros

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PELA ATENÇÃO DISPENSADA,
MEU MUITO OBRIGADO

FIM

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