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U N I V E R S I D A D E D O E S TA D O D O A M A Z O N A S

Cirurgias Ortopédicas e Uso


de Trações
Enfermagem Cirúrgica no Processo de cuidar do Adulto e Idoso
Componentes

ALICE MAFRA
BRENDA LEAL
EMANUELLY MAIA
ISABELLA GADELHA
JAINE BRITO

Série de Palestras para Pacientes | Utilização Controlada de Medicamentos


SISTEMA LOCOMOTOR
• Formado pela junção dos sistemas muscular e esquelético.

• Responsável pela movimentação do corpo humano.

- O tecido muscular estriado esquelético está ligado aos ossos e contrai-se após
estímulos desencadeados por terminações nervosas ligadas a cada fibra muscular.
- O sistema esquelético é composto por um conjunto de ossos e estruturas
cartilaginosas que formam o esqueleto humano.

Enfermagem Cirúrgica | Cirúrgicas Ortopédicas e Uso de trações


Cirurgias Ortopédicas

Englobam as condições que


afetam os ossos, articulações,
músculos,
ligamentos, tendões e nervos.
Indicações e contra-indicações
• Indicações: 2. Contra-indicações:
• Artrose do quadril; • Infecção ativa
• Necrose da cabeça do fêmur; • Trombose venosa profunda ou embolia
• Sequela de doenças da infância aguda.
(displasia, epfisiólise, etc); • Cardiopatia grave
• Artrite reumatoide; • Tabagismo
• Artrite séptica; • Osteoporose grave
• Fraturas e sequela de fraturas do quadril • Demência
• Alcoolismo

https://www.danielrebolledo.com.br/blog/protese-de-quadril-cirurgia-de-artroplastia-de-quadril/amp/
Enfermagem Cirúrgica | Cirúrgicas Ortopédicas e Uso de trações
Materiais e Métodos Utilizados

PRÓTESES ARTICULARES PLACAS ORTOPÉDICAS PARAFUSOS


Substitutos artificiais para região Aparelhos que tem como finalidade Peça de ligação, apresenta diversos
danificadas do corpo, possui proporcionar estabilidade a fratura, modelos e eles variam de acordo
diferentes tipos de próteses em sendo diferenciadas de acordo com a com a principal função da peça.
relação a tamanho, modelo e meio de sua função.
fixação.
Materiais e Métodos Utilizados
PRÓTESES ARTICULARES PLACAS ORTOPÉDICAS PARAFUSOS
OSTEOSSÍNTESE

Procedimento cirúrgico que tem como


finalidade reunir fragmento ósseo por meio
de implantes, que matem a estabilidade.

ARTROPLASTIA DO QUADRIL
A artroplastia do quadril é uma cirurgia ortopédica
utilizada para fazer a substituição da articulação
do quadril por uma prótese.
Materiais e Métodos Utilizados

TRAÇÃO CUTÂNEA TRAÇÃO ESQUELÉTICA


ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL
Procedimento:
Substituição da articulação do quadril deficiente, por uma articulação
articial (prótese). A articulação desgastada é substituída por
componentes metálicos, compondo um novo quadril seguro e
confortável.

FIGURA 1: Quadril FIGURA 2: Quadril FIGURA 3: Artroplastia total de quadril


saudável deficiênte
FONTE: Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad, 2018.
RESULTADOS ESPERADOS

• Alívio da dor provocado por artrose, ou outras doenças que prejudicam o


funcionamento da articulação.
• Correção de deformidade.
• Recuperação do movimento da articulação promovendo o retorno às
atividades de vida diária e de locomoção, como sentar, andar, subir e
descer escadas.

FONTE: Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad, 2018.


CASO CLÍNICO
Paciente M.A.L., 57 anos, sexo feminino, nascida em 04/09/1952, na cidade de Coari,
AM, parda, divorciada, aposentada, reside atualmente na cidade de origem, com um
filho. Internou no dia 01/06/2019 às 06hs da manhã para o procedimento cirúrgico de
Artroplastia Total de Quadril, apresenta antecedentes de dislipidemia, já fez
tratamento para neoplasia uterina, submetida a exames laboratoriais normais e
ecocardiograma que não mostrou alterações significativas, segundo o médico
assistente. Nega hipertensão e tabagismo. Paciente encontra-se na SRPA em P.O.I,
calma, consciente, orientada, sonolenta, normotensa, mantendo soroterapia em MSD,
curativo oclusivo em incisão, drenando média quantidade de secreção
serosanguinolenta. Ao exame do aparelho respiratório, tórax anterior normolíneo,
integro de forma normal, apresentando-se eupneíca, com 20 mov/min, superficial com
ritmo regular, predominantemente abdominal, expansibilidade simétrica. Na
percussão tórax anterior linha média axilar som submaciço 1º e 2º espaço intercostais
e som maciço 3º e 5º e demais espaços intercostais, tórax posterior som bilateral
direito e esquerdo, ausculta pulmonar murmúrios vesiculares e na percussão som claro
pulmonar em toda extensão. Ao exame do aparelho cardiovascular, pulso periférico
radial direito 98 bpm, simétrico, rítmico, forte e cheio, aferida frequência cardíaca 98
bpm, PA 130x90 mmHg em MSE. Aferido temperatura axilar 35,2C, integridade
tecidual preservada, turgor normal, pele integra, coloração normal, hidratada,
temperatura fria ao toque. Abdômen globoso, ruídos hidroaéreos presentes nos 04
quadrantes, normoativos. Encontra-se no momento com SVD com 300 ml diurese de
cor clara. Eliminações intestinais ignorada. Refere estar com fome e sentir dor
abdominal.
PONTOS RELEVANTES

HISTÓRICO

• Antecedente de dislipidemia;
SAEP : Sistematização
• Neoplasia Uterina;
da Assistência de
Enfermagem SINAIS VITAIS
Perioperatória
P.A= 130x90 mmHg
FC= 98 bpm
FR= 20 mov/min
Pulso= 98 bpm
Temperatura= 35,2 °C
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PONTOS RELEVANTES

DISCUSSÃO

SAEP : Sistematização • Tratamento para Neoplasia Uterina;

da Assistência de • Curativo oclusivo;

• Cuidados com a SVD;


Enfermagem • Dislipidemia e TVP;
Perioperatória • A maior incidência desses acidentes tromboembólicos é observada

nas próteses cimentadas e parece estar relacionada com o aumento

da pressão no nível do canal medular durante a introdução do

cimento acrílico.

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Diagnósticos de
Enfermagem
Diagnóstico com foco no Problema
Diagnóstico de Risco

• Mobilidade Física Prejudicada; • Risco de Infecção;


• Integridade Tissular Prejudicada; • Risco de Constipação;
• Déficit do autocuidado para • Risco de Tromboembolismo
banho; Venoso;
• Risco de Lesão por pressão;
• Risco de recuperação cirurgica
retardada;
Prescrições de Enfermagem
Mobilidade Física Integridade Tissular Déficit no autocuidado
Prejudicada Prejudicada para banho
• Auxiliar o paciente na mudança de • Realizar troca do curativo de acordo • Realizar banho de leito, nos
decúbito. com as técnicas assépticas. primeiros dias de PO.
• Monitorar os movimentos de pé e • Avaliar sinais flogisticos, presença e • Supervisionar ou auxiliar no banho
tornozelo. aspecto da exsudação da incisão. de chuveiro, logo que permitido.
• Estimular movimentos ativos e • Observar e comunicar
realizar movimentos passivos; imediatamente sinais de luxação,
• Limitar elevação da cabeceira da alterações na perfusão periférica e
cama até 45 graus e evitar flexão edema de extremidade;
além de 45º do quadril.

Fonte: NANDA-I: definições e classificação 2018-2020


Risco de Tromboembolismo
Risco de infecção
Risco de Constipação Venoso
• Monitorar sinais vitais e fazer as
anotações de enfermagem. • Monitorar presença e frequência de
• Avaliar a presença da tríade de
• Observar rigorosamente a técnica eliminações intestinais;
Virchow a cada 12 horas.
asséptica na realização do curativo. • Monitorar ruídos hidroaéreos durante
• Massagear os membros inferiores
• Realizar a higiene íntima e banho de anamnese.
para estimular a circulação sanguínea
acordo a não contaminar a ferida • Monitorar o aparecimento de sinais e
após o banho.
operatória, realizar a troca do sintomas de constipação.
• Avaliar alterações de sensibilidade
curativo conforme as normas da
ou coloração dos membros
CCIH.
inferiores.

Fonte: NANDA-I: definições e classificação 2018-2020


Risco de Recuperação
Risco de Lesão por Pressão
Cirúrgica Retardada
• Inspecionar a pele sobre as áreas suscetíveis ao • Observar a funcionalidade do dreno, aspecto e volume
desenvolvimento de LPP a cada 6 horas; do conteúdo drenado.
• Posicionar coberturas protetoras na pele sobre • Manter repouso em decúbito dorsal horizontal com os
proeminências ósseas que estão sujeitas às forças de membros inferiores em abdução e rotação neutra.
fricção e cisalhamento e mantê-las por até 7 dias. • Observar sinais de dor excessiva no quadril e
• Realizar mudança de decúbito, dentro das limitações imobilidade de extremidade.
impostas pela tração. • Observar e comunicar sinais de comprometimento
• Avaliar os locais dos pinos a procura de sinais de neurovascular no membro afetado.
irritação e infecção. • Atentar quanto a choque e hemorragia.

Fonte: NANDA-I: definições e classificação 2018-2020


RESUTADOS ESPERADOS

Após análise do caso, entende-se que a Artroplastia Total do Quadril é um procedimento cirúrgico invasivo, na maioria das
vezes realizado de forma eletiva. Assim como qualquer pós-operatório, a ATQ necessita de uma assistência de
enfermagem de qualidade, com atenção aos riscos e complicações com potencias graves que podem surgir ainda no pós-
operatório imediato. O enfermeiro tem um papel crucial nessas primeiras 24 horas pois além de estabelecer um protocolo
rigoroso para o controle de infecções de um pós-operatório, como de praxe, precisa atentar-se aos riscos mais prevalentes
da ATQ. A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) é um instrumento essencial que otimiza a
assistência em vários aspectos, além de prevenir complicações e promover um cuidado mais assertivo.
Considerações finais

Em vista dos argumentos apresentados é possível compreender


que o paciente submetido a cirurgia ortopédica apresenta uma
série de necessidades específicas. Por isso, é importante que a
SAEP seja muito bem aplicada, isso garante benefícios e impede
complicações durante todo o processo perioperatório.
Vale ressaltar que não cabe ao Enfermeiro realizar procedimento
de tração cutânea. Contudo, a assistência de enfermagem em
Ortopedia e os procedimentos relativos à imobilização ortopédica
poderão ser executados por profissionais de Enfermagem
devidamente capacitados, conforme fundamentos apresentados
na Resolução COFEN 422/2012.
REFERÊNCIAS
• Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad. Cartilha para Pacientes Submetidos a Artroplastia Total de Quadril. Produção científica CONEP,
Av. Brasil, 500 - São Cristóvão. Acesso em: 28 de junho de 2021 <https://www.into.saude.gov.br/images/pdf/cartilhas/Cartilha_Quadril_18_05_2018_alta.pdf>
• HALL, John Edward, 1946 – Tratado de Fisiologia Médica/John E. Hall. - 12.ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. Tradução de: Textbook of medical physiology.
ISBN 978-85-352-6803-4. 1. Fisiologia humana.2. Fisiopatologia. I. Título. 11-0303 CDD:612. CDU:612
• Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação 2018-2020 [recurso eletrônico] / [NANDA International]; – 11. ed. – Porto Alegre: Artmed.
• BUSATO, Thiago. Artroplastia do quadril. Medicina do Quadril, c2014. Disponível em: <https://medicinadoquadril.com.br/site/proteses/>. Acesso em: 28 Jun
2021.
• DAMADO, Marcelo. Material ortopédico. Medicina Ortopédica. Disponível em: <https://medicinaortopedica.com/2019/08/26/material-ortopedico/>. Acesso em:
28 Jun 2021.