Você está na página 1de 38

Histórico, Objetivos e Funções

da
Farmácia Hospitalar
Emanuela Tayane
Farmacêutica Bioquímica
CRF-PB 06184
HOSPITAL
 Hospital: vem do latim “hospes” (hóspede), dando origem
a “hospitalis” (lugar onde se hospedavam: enfermos,
pobres e peregrinos).
 Dar aos enfermos: teto, leito, alimento e cuidado.
 1º Hospital do Brasil Santa Casa da Misericórdia de Santos
(1543).
 Década de 1930 – modelo hospitalar que conhecemos
hoje.
CONCEITO DE HOSPITAL
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS):
“O hospital é parte do sistema integrado de saúde, cuja
função é dispensar à comunidade completa assistência à
saúde, preventiva e curativa, incluindo serviços extensivos à
família, em seu domicílio (homecare) e ainda um centro de
formação para os que trabalham no campo da saúde e para
as pesquisas biossociais”.
SISTEMAS DE SAÚDE
Atendimento a saúde:
• Nível primário: postos e centros de saúde;
• Nível secundário: pequenos hospitais públicos e centros
de especialidades médicas;
• Nível terciário: hospitais de ensino e particulares de
maior complexidade;
• Nível quaternário: tratamentos especiais (neurocirurgia,
transplantes, cirurgia cardiovascular).
OBJETIVOS DO HOSPITAL
• Prevenir a doença;
• Restaurar a saúde;
• Exercer funções educativas;
• Promover a pesquisa.
O HOSPITAL COMO UM SISTEMA

Entrada

PESSOAS DOENTES
DIAGNÓSTICO E PESSOAS TRATADAS

TRATAMENTO
CLASSIFICAÇÃO DOS HOSPITAIS
Quanto a natureza da assistência (Tipo de serviço):

 Hospital geral - assistir diversas especialidades.

 Hospital Especializado - oferece apenas uma


especialidade.
Quanto a capacidade em lotação (Porte):
Hospital de pequeno porte: com capacidade para até 50
leitos.

Hospital de médio porte: de 51 a 150 leitos;

Hospital de grande porte: de 151 a 500 leitos;

Hospital de porte especial ou extra: superior a 500 leitos


Quanto ao tempo de permanência:
Hospital de longa permanência: entre 30 e 60 dias.

Hospital de agudos ou de curta permanência: até 30


dias.
Quanto a administração (Regime jurídico):

Hospital público: Federais, Estaduais ou Municipais


 Hospital particular ou privado (com ou sem fins
lucrativos).
Quanto ao corpo clínico:

Hospital de corpo clínico aberto: os médicos não são


necessariamente funcionários da instituição.

 Hospital de corpo clínico fechado: apenas os


médicos contratados podem atender aos leitos.

 Hospital de corpo clínico misto


Quanto a estrutura física (Edificação):

Hospital pavilhonar: serviços distribuídos por edificações


isoladas, de pequeno porte.
Hospital monobloco: serviços em um só bloco.
 Hospital multibloco: serviços distribuídos por edificações
de médio ou grande porte, interligados ou não.
 Hospital horizontal: predominância da dimensão
horizontal.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Direção Geral

Diretoria Administrativa

Diretoria Financeira Diretoria Técnica Diretoria de Gestão


Pessoal

FARMÁCIA HOSPITALAR
FARMÁCIA HOSPITALAR
HISTÓRICO DA FH
Início do século XX - Fase Artesanal o farmacêutico
hospitalar era responsável, além da guarda e dispensação
dos medicamentos, pela manipulação de, praticamente, todo
o arsenal terapêutico disponível na época.
1920 a 1950 - Descaracterização da Farmácia

 Expansão da indústria farmacêutica;


 Abandono da prática de formulação pela classe
médica;
 As farmácias hospitalares converteram-se num canal
de distribuição de medicamentos produzidos pela
indústria.
 A partir de 1950 - Desenvolvimento da Farmácia Hospitalar
• Fase de desenvolvimento industrial do mercado nacional
farmacêutico.
• A Farmácia Hospitalar passa a ter um desenvolvimento,
com grande enfoque na fabricação de medicamentos.
• Professor José Sylvio Cimino, no Hospital das Clínicas da
Universidade de São Paulo.
• Era diretor de farmácia hospitalar das clinicas, definiu farmácia
hospitalar como unidade tecnicamente aparelhada para prover
clinicas e demais serviços dos medicamentos e produtos afins
que necessitam para total funcionamento
1973
• José Sylvio Cimino publicou o livro Iniciação à Farmácia
Hospitalar, primeira obra científica na área.
 1975

• Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de


Minas Gerais incluiu no seu currículo a disciplina de
Farmácia Hospitalar, com 75 horas/aula.
• Surge em vários locais no Brasil serviços de Farmácia
Hospitalar (RN, MG, RJ).
1979
• 1º Serviço de Farmácia Clínica, Hospital das Clínicas da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

 1980

• 1º Curso de Especialização em Farmácia Hospitalar


UFRJ.
1985
• Curso de Especialização Farmácia Hospitalar para o
controle da infecção hospitalar (Natal/RN).

1995

• Criação da SBRAFH - Sociedade Brasileira de Farmácia


Hospitalar
www.sbrafh.org.br
LEGISLAÇÃO
• Resolução Nº 208 do CFF: a 1ª a regulamentar a
Farmácia Hospitalar no Brasil.

1997
• Resolução Nº 300 do CFF: regulamenta o exercício
profissional em Farmácia Hospitalar de
estabelecimentos públicos e privados.
CONCEITO
FARMÁCIA HOSPITALAR
A modernização das atividades hospitalares gerou a
necessidade da participação efetiva do farmacêutico na
equipe de saúde.
OBJETIVOS DA FH
• Desenvolver, em conjunto com a Comissão de Farmácia e
Terapêutica ou similar, a seleção de medicamentos
necessários ao perfil assistencial do hospital;
• Contribuir para a qualidade da assistência prestada ao
paciente, promovendo o uso racional de medicamentos e
correlatos;
• Estabelecer um sistema eficaz, eficiente e seguro de
distribuição de medicamentos;
• Implantar um sistema apropriado de gestão de estoques;
• Fornecer subsídios para avaliação de custos com
assistência farmacêutica e para elaboração de
orçamentos;
FUNÇÕES DA FH (OPAS)
Básicas (prioritárias)
Complementares
Complementares
FUNÇÕES ESSENCIAIS DA FH
(SBRAFH)
• Gerenciamento;
• Desenvolvimento de infraestrutura;
• Preparo, distribuição, dispensação e controle de
medicamentos e correlatos;
• Otimização da terapia medicamentosa;
• Informações sobre medicamentos - (CIM);
• Ensino, educação permanente e pesquisa.
REFERÊNCIAS
• CAVALLINI, M. E.; BISSON, M. P. Farmácia Hospitalar. Um
enfoque em sistemas de saúde. 2. ed. São Paulo: Manole,
2010.
• GOMES, M.J.V de M; REIS, A.M.M. Ciências
Farmacêuticas: uma abordagem em Farmácia Hospitalar.
1. ed. São Paulo: Atheneu, 2003.
• Farmácia e Controle das Infecções Hospitalares.
Pharmacia Brasileira nº 80 - Fevereiro/Março 2011.
tayaneemanuela@gmail.com

Você também pode gostar