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EDUCAÇÃO e SOCIEDADE

Discentes Noemi ,Paula Zenir e Suleny


Docente: Andréia Anjos
A educação é, desde a sua origem, objetivos e funções, um fenômeno social,
estando relacionada ao contexto político, econômico, científico e cultural de uma
determinada sociedade.
O ato de educar é um processo constante na história de todas as sociedades,
não é o mesmo em todos os tempos e lugares, e é, em sua essência, um processo
social. Além disso, educação e sociedade se correlacionam porque a primeira
exerce forte influência nas transformações ocorridas no âmago da segunda.
Podemos dizer que a teoria pedagógica cabe refletir sobre o papel da educação
em relação a organização social.

Sendo assim, a questão:


“Qual o objetivo da educação
em relação a sociedade?”
Dermeval Saviani Nascido em 25 DE DEZEMBRO DE 1943  Professor, Filosofo e Pedagogo Brasileiro.
As Teorias da educação e o Problema da Marginalidade

Dermeval Saviani (1994), no seu livro Escola e democracia, discute as


questões assinaladas. Segundo ele, diante do problema da
marginalidade escolar e social, e possível identificar três grandes
grupos, em relação ao posicionamento que adotam.

As teorias não críticas da educação ou tendência redentora

As teorias crítico ‑ reprodutivista da educação ou a tendência


reprodutivista

A Teoria Crítica ou a tendência transformadora


As teorias não críticas da educação ou tendência redentora
:

Para essa teoria a Sociedade é concebida como um conjunto orgânico,


harmonioso, e a Marginalidade e entendida como um desvio e cabe a escola
corrigir essa distorção.
Saviani denomina como teorias não criticas: a Pedagogia Tradicional, a
Pedagogia Nova e a Pedagogia Tecnicista. São assim denominadas devido a
forma ingênua como concebem sua relação com a sociedade. São também
chamadas de tendência redentora, no sentido de serem salvadoras da
sociedade.
As teorias critico‑reprodutivista da educação ou a tendência
Reprodutivista

Para essa tendência a Sociedade e concebida com divisões de classes e


estas possuem interesses divergentes. A Marginalidade é entendida como
algo inerente e produzida pela própria estrutura social. Já a educação, esta
condicionada pela estrutura social e também reprodutora da marginalidade
social, uma vez que reproduz a marginalidade cultural.
Portanto, a estrutura socioeconômica determina a forma de manifestação da
educação, e esta, por sua vez, é colocada a serviço dos interesses da classe
dominante.
A Teoria Crítica ou a tendência transformadora

Ha alguns pontos comuns entre esta e as teorias critico ‑ reprodutivistas.


Em relação a concepção de sociedade, pode ‑se afirmar que há consenso
entre as duas: a sociedade é concebida com divisões de classes e estas
possuem interesses divergentes. Daí que a marginalidade é algo inerente e
produzido pela estrutura social. Em relação a concepção de educação, a Teoria
Critica também concebe a educacao como condicionada a estrutura social e
também reprodutora da marginalidade social, já que reproduz a marginalidade
cultural.
Os pressupostos Epistemológicos da Educação
No que diz respeito aos pressupostos epistemológicos de toda
teoria educacional é possível constatar basicamente três
diferentes formas de representar a relação ensino-
aprendizagem: o Empirismo, o Inatismo e o Construtivismo,
que correspondem, respectivamente, a três modelos
Pedagógicos,

* Pedagogia Diretiva,
* Pedagogia Não-diretiva
*Pedagogia Relacional.
Empirismos e a Pedagogia diretiva

Na Pedagogia diretiva, o professor e o centro do processo de conhecimento.


Ele é o portador do conhecimento que deve ser transmitido aos alunos.
A epistemologia que sustenta essa prática e o empirismo.

Relação sujeito e objeto, o professor e o sujeito do processo de conhecimento, e o


aluno, o não sujeito ou: ainda não dotado de conhecimento.
Apriorismos e a Pedagogia não diretiva

A concepção pedagógica não diretiva ou apriorista, do ponto de vista


.
epistemológico, apóia ‑ se na concepção idealista que admite a existência de idéias
inatas ao individuo, o aluno e o centro do processo de conhecimento, e o professor e
um mediador, um facilitador da aprendizagem.
O aluno e concebido como dotado de potencialidades inatas, por sua bagagem
genética ,cabe ao professor despertar o que cada um já tem em potencia.
Construtivismos e a pedagogia relacional

Na pedagogia relacional ou construtivista, os pólos sujeito/objeto, aluno/professor


não estão dicotomizados, conforme exposto nas teorias anteriores. Nessa
concepção, o conhecimento não e visto como algo que vem do exterior para o
interior, como na tendência com base no empirismo, ou como algo dado de forma
inata, como na tendência com base no apriorismo.