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•Trabalho realizado por:

Guia de Acolhimento
•José Eduardo Roque Nº1 12ºL1
e •Area de Integração
•2020/2021
integração de refugiados
Introdução
O objetivo deste trabalho consiste em explicar quais as diferenças que
existe entre um refugiado e um português neste caso e quais são os seus
direitos a exercer num pais cujo nacionalidade é diferente da sua onde
este, impõe direitos diferentes ao qual o requerente asilado terá de cumprir
para poder ter a sua nacionalidade Portuguesa e poder residir em Portugal.
Informação Geral
Normalmente, as pessoas que vêm para viver para Portugal, têm que se dirigir a um estabelecimento designado de
SEF (Serviço de Estrangeiro e Fronteiras) no prazo máximo de 8 dias. Mas estar tudo pronto, os
requerentes de asilo são portadores de uma Declaração de Pedido de Asilo lançada pela SEF.

Para tal, é necessário os seguintes documentos:


1. Documento a provar o pedido de Asilo
2. Não confere o direito de resistência
3. Não é um documento de identificação
4. Só é válido durante o prazo de 20 dias e após o fim do
prazo, já não tem a Declaração de Pedido de Asilo
Procedimento de
determinação do estatuto

Procedimento de Determinação do Estatuto

1. O Serviço Estrangeiro de Fronteiras tem no máximo 20 dias para se decider se aceita o pedido de Asilo.

2. Se a decisão tomada pelo director do SEF for considerada negativa, o requerente (pessoa que pediu o Asilo) tem no

máximo 5 dias para apresentar um documento com um pedido de reapreciação ao Comissário Nacional para os

Refugiados (ACM), no qual estes deverão ter 48 horas para tomarem a decisão..

3. Caso o Comissário Nacional para os Refugiados não aceite o pedido, os requerentes têm apenas 8 dias para levar o pedido

para o Tribunal Administrativo de Circulo.


Quando o pedido é considerado aceitável mesmo que o Estatuto tenha sido atribuído,
mas que esteja em análise para que possa ser aceite.

Quando o pedido é aceite é emitida pela Autorização de Resistência Provisória os


seguintes tópicos: Ter uma duração de 2 meses, renováveis durante um periodo de
30 dias até à decisão final que permite o seguintes:
Procedimento
Trabalhar
de
determinação Frequentar Curso Profissionais

do estatuto Estudar

Ter um Cartão de Contribuinte


Casos Vulneráveis
Os casos vulneráveis acontece maioritariamente
com o seguinte tipo de pessoas:
1. Mulheres Solteiros
2. Mulheres com filhos menores
3. Mulheres grávidas
Este tipo de pessoas são apoiadas pelo Serviço Emergência
4. Homens Inválidos
Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
5. Doentes
6. Menores
7. Idosos
Após o pedido Após a instrução, o pedido pode
ser:
aceite   Deferido- O requerente recebe o
título de Refugiado ou, em
alternativa, Autorização de
Após o seu pedido ser aceito, o requerente Residência por razões
fica considerado como sendo um titular de humanitárias. 
uma Autorização de Residência Autorização de Residência
Provisória, onde irá receber orientação comprova a residência legal de um
jurídico do CPR mas o apoio social será estrangeiro em Portugal. É
atribuído pela Segurança Social, até que o
renovável anualmente durante um
requerente consiga um trabalho remunerado
período de 5 anos.
num período máximo de 4 meses.
  Indeferido-Situação em que deve
procurar o Gabinete Jurídico do
Alojamento e Habitação
Quanto ao alojamento, é um dos problemas mais complicados que qualquer
pessoa quer seja de fora como de Portugal tem sempre dificuldade em
encontrar casa.

Quanto ao refugiado, este deverá pedir ajuda aos seguintes locais:

Alojamento de Emergência

1. Conselho Português para os Refugiados –Centro de Acolhimento onde


os requerentes podem permanecer durante um mês enquanto aguardam a
decisão sobre o pedido

2. Divisão de Emergência Social da Santa Casa da Misericórdia de


Lisboa– Apoio nos casos vulneráveis
Alojamento e Alojamneto transitório enquanto aguardam a decisão das

Habitação autoridades sobre o pedido:


1. Centro de Acolhimento do Exército de Salvação
Alojamento e
Habitação
Além destas duas opções, o requerente poderá querer optar-se por ficar num
quarto alugado, sabendo que só poderá usufruir do quarto e não da casa completa.

As condições são estabelecidas por um acordo verbal ou escrito, entre o senhorio


e o hóspede. Nesta situação, geralmente o alojado é responsável pelo pagamento
mensal pré-estabelecido e pela manutenção do espaço que lhe foi cedido
Saúde
Em relação à questão da saúde, os refugiados quando chegam a
Portugal têm direito aos seguintes tópicos no que consta na temática
ligada à saúde:
1. Inscrever-se no Centro de Saúde da sua Zona de Residência de
modo a que consiga ter direito a um médico de família;
2. Recorrer aos Serviços de Atendimento Permanente (SAP)
3. Recorrer às Urgências Hospitalares
Documentos necessários
Para a inscrição no Centro de Saúde é necessário pedir um atestado da Junta de Freguesia a
comprovar que reside naquela cidade.

• Para este atestado são precisas 2 testemunhas também residentes na área, que afirmem a
informação, podem ser pessoas conhecidas, vizinhos) ou estabelecimentos comerciais.

• Depois do atestado ser passado pela Junta de Freguesia, as pessoas devem dirigir-se ao Centro e
inscrever-se num médico de família à sua escolha ou onde houver vaga.

• O Centro de Saúde da área de residência lança um cartão de utente que deve ser sempre apresentado para
marcar consultas ou exames médicos em qualquer unidade de Saúde pública.
Emprego e Formação Profissional
Antes de ser atribuída a Autorização de Residência Provisória não é possível a um refugiado ter acesso ou executar
qualquer atividade profissional, ou seja, realizar qualquer tipo de trabalho.
Um estrangeiro residente tem os mesmos direitosque os Portugueses que trabalham no mesmo local e nas mesmas
circunstâncias.

Pode inscrever-se:
• Quem tem Autorização de Residência
•Para o primeiro emprego
•Em situação de desemprego
Os Centros de Emprego e Formação Profissional apoiam as pessoas:
•na procura de emprego;
•na orientação e cursos de formação profissional;
•e, para aqueles que já têm uma profissão mas necessitam de melhorar os seus conhecimentos, os Centros oferecem
requalificação profissional 
 
Educação
Relativamente à área da educação, deve-se distinguir duas áreas diferentes:

1. Situações de indivíduos em idade escolar

2. situações de adultos que têm os seguintes objetivos:

• Desejo de cumprir a escolaridade obrigatória

• Desejo de prosseguir estudos, ou exercer uma atividade profissional

• Desejo de ver reconhecida a formação realizada no país de origem

Os requerentes de asilo em idade escolar e com autorização de residência provisória podem frequentar a
escolaridade obrigatória nas mesmas condições dos cidadãos nacionais. 
Conclusão
Com este Trabalho realizado, pode-se cumprir o que estava pretendido
na introdução e como se pode verificar ao longo deste Trabalho, ou seja,
os requerentes asilados têm o mesmo direito que os Portugueses após o
seu pedido de asilo ser aceite pelo SEF, e não antes da sua aprovação.
Como tal, os requerentes asilados têm os mesmos direitos que o Povo
Português.

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