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HISTÓRIA, 8º Ano do Ensino Fundamental

D. João VI no Brasil – Início do Processo de


Independência do Brasil

HISTÓRIA – 8º ANO
A chegada da família real (portuguesa) e a
emancipação política do Brasil (1808)
(Páginas 120 À 135)
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D. João VI no Brasil – Início do Processo de
Independência do Brasil

Observe a imagem: Neste quadro, “Proclamação


da Independência”,
D. Pedro é retratado
proclamando a
independência do Brasil no
meio do povo.

Vamos refletir um pouco:


• Será que foi realmente isso
que aconteceu? Ou será que a
independência foi o resultado
das ações da elite brasileira?
Imagem: A Proclamação da Independência/ Francisco Renato Moreaux, 1844/
• Afinal, como aconteceu a
Museu Imperial/ Public Domain independência do Brasil?
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Os bastidores da independência

• Na América Latina, o Antigo Sistema Colonial entra em crise


nas últimas décadas do século XVIII .
• No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de
emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a
Conjuração Baiana.
• Em 1808, a corte portuguesa chega ao Brasil e muda os
rumos da independência.
• Todos esses acontecimentos eram apenas o início do
processo de independência política do Brasil, que se estende
até o dia 07 de setembro de 1822.

Vamos descobrir como tudo isso aconteceu...


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No início do século XIX, o imperador da França,

Imagem: O imperador Napoleão em seu estudo


Napoleão Bonaparte passou a dominar e combater

nas Tulherias/ Jacques-Louis David, 1812/


quase todos os países inimigos da França. Porém, não

National Gallery of Art/ Public Domain


conseguia vencer sua rival, a Inglaterra.
Assim, para enfraquecer a Inglaterra, Napoleão decretou
o “bloqueio continental”, o qual impedia que qualquer
país tivesse relações econômicas com a Inglaterra.

Em Portugal, governava o príncipe regente Dom João, pois sua mãe, a rainha D.
Maria I, sofria de problemas mentais. Como Portugal era um grande aliado da
Inglaterra, D. João viu-se na difícil situação de ter que escolher: se aderisse ao
bloqueio continental, a Inglaterra impediria as comunicações e o comércio entre
Portugal e Brasil , além de estimular a independência da colônia para poder
comercializar com ela diretamente. Por outro lado, não tinha como combater a
França e corria o risco de perder o reino para Napoleão.
E agora?
Inglaterra ou França?
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Por algum tempo, D. João tentou permanecer neutro.


Fingiu aderir ao bloqueio continental para enganar a França, mas não
conseguiu convencer Napoleão Bonaparte.
Em 1807, França e Espanha assinaram um tratado secreto, o “Tratado
de Fontainebleau”, que dividia o território português entre os dois países.

Enquanto isso, o exército de Napoleão rumava para Lisboa...

Assim, diante das pressões da Inglaterra e da França, Portugal teve que


tomar uma decisão: mudar para o Brasil.
Convenção secreta (1807)

• Portugal e Inglaterra: 22 de outubro de 1807;


• Acordo em que:
• Estipula a mudança da corte portuguesa para o Brasil;
 A Inglaterra deveria dar apoio militar a Portugal;
 A Inglaterra considerava Dom João o único herdeiro da Corte
Portuguesa;
 Em troca do apoio inglês, o governo português comprometeu-
se a assumir um tratado comercial com a Inglaterra após fixar-
se no Brasil.

Essa decisão foi tomada às pressas e contou com a ajuda da Inglaterra que vai
escoltar a corte portuguesa até o Brasil e em troca receberá benefícios
econômicos.
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A vinda da Família Real

Imagem: Embarque do príncipe regente de Portugal, Dom João, e toda


família real para o Brasil no cais de Belém/ Henry L'Évêque, 1815/
Biblioteca Nacional de Portugal/ Public Domain
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Em novembro de 1807, a família real, seus parentes, funcionários do reino,


criados e dependentes embarcaram para a colônia.
Somavam cerca de 15 mil pessoas que viajaram mal acomodados, em
catorze navios carregados com tudo o que conseguiram trazer: bens
pessoais, documentos, bibliotecas e obras de arte.

Carlota Joaquina (esposa de D. João) não queria vir para o Brasil e detestou esse
lugar. Uma epidemia de piolhos forçou as damas da corte a cortarem os cabelos,
por isso, chegaram aqui com turbantes na cabeça e as mulheres da colônia
achavam que era a última moda na Europa.

Em janeiro de 1808, a corte portuguesa desembarca na


Bahia e os rumos do nosso país mudariam para sempre...
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A abertura dos portos

Uma das primeiras medidas que D.


João tomou ao chegar ao Brasil foi abrir
o comércio brasileiro aos países amigos
de Portugal.
Porém, a abertura dos portos
beneficiava principalmente a Inglaterra,
Imagem: Carta Régia declarando a abertura dos portos às
que naquela época, dominava o nações amigas/ Príncipe regente Dom João VI e Conde da
Ponte, 1808/ Arquivo Nacional do Brasil - Biblioteca Nacional do
comércio mundial e passou a ter Brasil/ Public Domain

vantagens comerciais com o Brasil.

Outra medida importante tomada por D. João foi a revogação do Alvará de


1785, que impedia a instalação de manufaturas na colônia.
Tratado de abertura dos portos ás nações amigas (1808)

• Consistia no fim do
exclusivo comercial
metropolitano e a
liberdade de
comerciar com outros
países;
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Em março de 1808 a corte portuguesa


segue viagem para o Rio de Janeiro...

d es de
fe stivida s
As s v i nda
boa uam.
contin

Imagem: Registro da cerimônia do beija-mão na corte carioca de Dom João, um costume


típico da monarquia portuguesa/ A.P.D.G., 1826/ Public Domain
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Porém, havia um problema, como acomodar toda essa gente?


Eram aproximadamente 15 mil pessoas.

Para acomodar a comitiva real, foram solicitadas as melhores casa do Rio de


Janeiro, ou seja, foi dada uma ordem de despejo aos moradores que tiveram 24
horas para deixar suas casas.
Na casa escolhida, era colocada em sua porta a sigla “PR” que significava
“Príncipe Regente”, mas, as pessoas deram de outros significados.

Propriedade Real

PR Prédio Roubado
Ponha-se na Rua

A presença da família real no Rio de Janeiro contribuiu para uma grande mudança
na cidade.
O Rio se tornou a sede do Império Português e a corte estava segura na colônia.
Enquanto isso, a guerra continuava na Europa e a Inglaterra defendia Portugal.
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Mudanças econômicas

D. João adotou várias medidas econômicas que mudaram o cenário


brasileiro. Entre as principais, podemos citar:

Abertura dos portos brasileiros às nações amigas.

Revogação do Alvará que proibia a instalação de manufaturas na

colônia (estímulo ao estabelecimento de indústrias no Brasil).

Construção de estradas, reformas em portos.

Incentivou o desenvolvimento da indústria têxtil e da metalurgia.


Tratado de Comércio e Navegação ( 1810)

• Em 1810 assinou os Tratados de


“Aliança e Amizade” e de “Comércio e
Navegação”.
• (Estes tratados concediam aos
produtos ingleses a taxa de importação
de 15%, enquanto os outros países
deveriam pagar 24% e Portugal 16%).
• Havia-se o compromisso de extinguir o
tráfico negreiro;
• Havia a permissão de súditos ingleses
de serem processados por magistrados
ingleses;
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Mudanças administrativas

Com a vinda da família real, a sede do império português foi instalada


no Rio de Janeiro, por isso, D. João montou um sistema administrativo
que dava ao Brasil uma certa autonomia.
As principais medidas foram:

•Criação dos 3 Ministérios: Guerra e Estrangeiros, Marinha, Fazenda e


Interior.
•Fundação do Banco do Brasil.
•Instalação da Junta de Comércio.
•Instalação da Casa de Suplicação (hoje, Supremo Tribunal), que era a
mais elevada corte de Justiça.
•Em 1815, o Brasil é elevado a categoria de Reino Unido a Portugal e
Algarves (região sul do atual Portugal).
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Medidas de incentivo à cultura

A presença da família real no Brasil também contribuiu para uma


mudança cultural na colônia.
Dentre as principais medidas tomadas pelo Príncipe Regente temos:

•Fundação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.


•Criação de cursos no Rio de janeiro e na Bahia: cirurgia, química,
agricultura, desenho técnico, etc.
•Fundação do Museu Nacional, da Biblioteca Real, e do Observatório
Astronômico.
•Criação do Jardim Botânico.
•Criação da Imprensa Régia (primeira gráfica do Brasil).
•Estímulo ao desenvolvimento das artes com a vinda da Missão
Francesa para o Brasil.
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Imagem: Karl Glasl, 1863/ Arquivo Nacional/ Public Domain


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Imagem: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fundado por D. João/


tsc_traveler/ Creative Commons Attribution 2.0 Generic
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A Gazeta era usada como Jornal Oficial do


Governo, lá eram publicadas nomeações e
diversos atos do Estado.

Imagem: Interior de uma casa cigana/ Jean-


Imagem: Gazeta do Rio de Janeiro, 1808/ Imprensa

Baptiste Debret, 1820/ Public Domain


Régia,/ Public Domain

Com a derrota de Napoleão, os artistas que


serviam na sua Corte pediram asilo a D. João.
Era a hora de embelezar a Corte.
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O tráfico de escravos era muito lucrativo e evolvia as classes dominantes, assim


sendo, mesmo com toda a pressão da Grã-Bretanha, ele só foi abolido por D.
Pedro II, em 1850.

Imagem: Navio Negreiro / Johann Moritz Rugendas/ New York


Public Library Digital Gallery/ Public Domain
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Em 1816, a rainha D. Maria I morre e o príncipe regente é aclamado e


coroado rei, com o título de D. João VI.

Imagem: Aclamação do rei Dom João VI no Rio de Janeiro/ Jean-


Baptiste Debret, 1834/ Public Domain
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Revolução Pernambucana (1817)

Contexto do surgimento da revolução:

•A partir de 1808, aumenta o número de portugueses na colônia. Esses


se beneficiavam de regalias que os homens da terra não tinham.
•Os comerciantes portugueses controlavam as atividades de importação
e exportação, gerando o endividamento e a dependência dos grandes
proprietários.
•Pernambuco, um dos maiores centros da produção açucareira do
Nordeste brasileiro, estava atravessando uma grave crise econômica em
razão do declínio das exportações do açúcar e do algodão. Além disso,
uma grande seca assolou o nordeste entre 1815 e 1816, destruindo a
agricultura e provocando fome e miséria.
•A insatisfação popular aumenta ainda mais diante dos pesados tributos
e impostos, cobrados pelo governo de D. João VI.
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g o v e r n a dor
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c o m e ç a va a s M ir a n d a Monten
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rapidamen lo s r e v o ltosos.
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Nota:
Os líderes da rebelião chamavam-se: Domingos José Martins, José de
Barros Martins (tinha o apelido de “Leão Coroado”), João Ribeiro e
Miguelinho (esses dois últimos eram padres).

Medidas Tomadas
- Abolição dos impostos.
- Liberdade de imprensa.
- O novo governo seria republicano.

Desfecho:
Dom João VI enviou a Pernambuco vários soldados para combater os rebeldes
e retomar Recife.
Os rebeldes foram cercados e derrotados. Alguns conseguiram fugir para o
interior.
Os principais líderes foram julgados e condenados à morte. O padre João
Ribeiro suicidou-se.
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Imagem: Bandeira da Revolução Pernambucana de 1817, cujas estrelas


representam Pernambuco, Paraíba e Ceará/ Tonyjeff/ Public Domain
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Revolução Liberal do porto (1820)

Enquanto a família real estava no Brasil, Portugal foi governado por


uma junta governativa inglesa que prestava contas a D. João VI e ajudou
a expulsar as tropas de Napoleão das terras lusitanas.
Em Portugal, o povo não estava nada satisfeito com tudo isso e passou
a exigir o retorno do rei que estava no Brasil.
Assim, em 1820, ocorreu a chamada Revolução Liberal do Porto,
uma revolta que era contra o absolutismo do rei e pedia a volta das
limitações coloniais do Brasil.
Os revolucionários passaram a exigir:
•o retorno de D. João VI para Portugal;
•a aprovação de uma Constituição que seria promulgada em Lisboa;
•aceitação da nomeação de 12 pessoas indicadas pelos revoltosos para
ocupar os cargos públicos mais importantes e o ministério.
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Retorno de D. João VI para Portugal

Pressionado pelos portugueses, D. João VI teve que aceitar as


exigências feitas e voltou para Portugal, em abril de 1821.
Deixou em seu lugar, no Brasil, o filho D. Pedro como príncipe regente

Antes de voltar para


Portugal, D. João
esvaziou os cofres do
Banco do Brasil.

Imagem: Artista Desconhecido / A família real portuguesa chega ao Rio


de Janeiro /
http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be7076f7e/9507921_Symzo.jpeg
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Divisão Política, após o retorno de D. João VI para Portugal

Saiba que: neste contexto, a palavra “Partido”, significava o grupo político da época
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José Bonifácio de Andrada e Silva,
Patriarca da Independência do Brasil, foi

Imagem: Imperatriz Maria Leopoldina, então regente


um dos grandes construtores do projeto

do Império Brasileiro/ Georgina de Albuquerque,


de independência.

Imagem: José Bonifácio de Andrada e Silva/ Benedito Calixto,

1922/ Public Domain


1902/ Museu Paulista/ Public Domain

D. Maria Leopoldina foi umas das incentivadoras


dos planos de independência levados à diante pelo
marido.
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As Cortes de Lisboa exigiam

Dia do Fico o retorno imediato de D.


Pedro e volta do Brasil ao
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro estado de Colônia.
recebeu uma carta das Cortes de Lisboa,
que exigia seu retorno para Portugal.

Imagem: Cortes de Lisboa/ Oscar Pereira da Silva, 1920/ Museu


A presença de D. Pedro no Brasil
impedia os projetos dos portugueses.
As pessoas que apoiavam o Partido
Brasileiro organizaram um manifesto,
pedindo ao príncipe que ficasse no Brasil.
Assim, D. Pedro respondeu
negativamente aos chamados de Portugal

Paulista/ Public Domain


e proferiu :
“Como é para o bem de todos e
felicidade geral da nação, diga ao povo
que fico."
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Em 1822, iniciava-se um processo de ruptura com


Portugal, em que D. Pedro tomou uma série de
medidas que desagradaram a metrópole:

•determinou que nenhuma lei de Portugal seria


colocada em vigor no Brasil sem o “cumpra-se”, ou
seja, sem a sua aprovação;
• em maio, o prícipe foi aclamado “Defensor
Perpétuo do Brasil”;
•em agosto, assinou um decreto declarando que as
tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil
seriam consideradas inimigas;
•D.Pedro faz uma breve viagem a Minas Gerais e a
São Paulo para acalmar setores da sociedade que
estavam preocupados com os últimos Imagem: D. Pedro I, Defensor Perpétuo do Brasil/
Simplício de Sá, 1826/ Public Domain
acontecimentos. No percurso, recebeu uma nova
carta de Portugal que anulava todas as suas
medidas e exigia sua volta imediata.
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A Declaração de Independência

Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos,


parado às margens do riacho Ipiranga, D.
Pedro recebeu uma carta com ordens de
seu pai para que voltasse para Portugal,
submetendo-se ao rei e às Cortes.
Levado pelas circunstâncias, D. Pedro
pronunciou a famosa frase
"Independência ou Morte!", rompendo os
laços de união política com Portugal.
Culminando o longo processo da Imagem: A Proclamação da Independência/ Francisco Renato Moreaux,
emancipação, a 12 de Outubro de 1822, o 1844/ Museu Imperial/ Public Domain

Príncipe foi aclamado Imperador com o


título de D. Pedro I, sendo coroado em 1°
de Dezembro na Catedral da Sé, no Rio de
Janeiro.
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A Coroação de D. Pedro, como Imperador do Brasil, era a consagração do


projeto de independência preparado pelas elites, sem a participação do povo.

Imagem: Coroação de D. Pedro I, Como Imperador do Brasil/


Jean-Baptiste Debret, 1822/ Public Domain
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A emancipação política do Brasil


• Foi liderada pela elite do Centro-Sul (São Paulo, Rio
de Janeiro e Minas Gerais).
• Entre os interesses dessa elite estavam: manter a
liberdade de comércio, ampliar a autonomia
administrativa e conservar seus privilégios.
• Isso ajuda a explicar por que o projeto de
independência vitorioso manteve a monarquia, a
escravidão e as restrições aos exercício da
cidadania.

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