SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL ACADEMIA INTEGRADA DE DEFESA SOCIAL Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais

GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA

Instrutor: TC BM Coutinho

Instrutor: Ten Cel Coutinho
Currículum vitae resumido: CFO BM na APMP (1993); Ciências Econômicas na UFPE (2008); Gestão nas Organizações na Estácio de Sá (2002); CAO no CBMERJ (2002); Políticas de Seg. Pública na Estácio (em curso) Diversos cursos nas áreas financeira, orçamentária, logística e licitações 

Instrutor: Ten Cel Coutinho
Principais funções exercidas: 6ª Seção do EMG (1995 a 1996); Diretoria de Planejamento (1996 a 1999); Diretoria de Finanças (1999 a 2002); Diretoria de Logística (2002 a 2007); Chefe do Centro de Assistência Social (2007 a 2010); Chefe do Centro de Intendência (2010); Membro da CPL (2000); Membro da CPA (2003 a 2007); Diretor de Orçamentação e Finanças (2011). 

GESTÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA

O que vamos estudar?  

 

Conteúdo programático
Carga Horária: 30 horas

Unidade 1: Administração Financeira Pública Unidade 2: Orçamento Público e seus instrumentos Unidade 3: Finanças Públicas

Bibliografia:
Lei Federal 4.320/64 de 17MAR64; ‡ Lei Estadual 7.741 de 23OUT78 (Código de Administração Financeira do Estado) ‡ Lei Complementar 101 de 04MAI2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) ‡ Apostila Admin. Financeira e Orçamentária Prof. Fábio Gondim, Maio 2004 ‡ Apostila Admin. Financeira e Orçamentária Prof. Gustavo Bicalho Ferreira ‡ Apostila Gestão Financeira e Orçamentária Universidade Estácio de Sá
‡

Objetivos da unidade 1: Ao final desta unidade. Conceituar as funções econômicas do Estado . o aluno deverá ser capaz de: ‡ ‡ Definir o que vem a ser finanças públicas.

741 de 23OUT78 (Código de Administração Financeira do Estado) LEI 4.320/64 de 17MAR64.UNIDADE 1 Base Legal: Lei Federal 4. Lei Estadual 7.320 CAF Lei Complementar 101 de 04MAI2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) LRF .

Finanças Públicas:  ³Finanças Públicas é a terminologia que tem sido tradicionalmente aplicada ao conjunto de problemas da política econômica que envolvem o uso de medidas de tributação e de dispêndios públicos´. (Richard Musgrave. 1980) .

.Finanças Públicas:  Disciplina ou ramo do conhecimento que estuda a forma como o Estado deve tratar a arrecadação e o gasto público.

utilizando-se. por vezes. tributárias e monetárias como métodos de intervenção estatal que objetive compensar as falhas do sistema de mercado. de políticas fiscais. Abrangência e Metas: A abrangência das Finanças Públicas corresponde à atuação política do Estado no setor econômico. .Finanças Públicas:   Objetivos.

no custeio de suas atividades e pelo investimento em obras ou aquisição de materiais. Tais recursos são aplicados pelo Estado no pagamento de pessoal. .Importância da gestão eficiente  O Estado para implementação de suas políticas necessita de um aporte financeiro. saúde.. Os recursos que financiam as atividades do Estado são em grande maioria oriundas dos impostos e tributos cobrados de pessoas físicas e jurídicas pelo desempenho de suas atividades. sejam na área de segurança pública. infra-estrutura e etc. A Gestão eficiente de tais recursos amplia a ação do Estado na implementação das políticas públicas.

O Estado. bem como para a proteção dos consumidores contra as imperfeições do mercado. a estabilizadora e a reguladora. . a distributiva.Importância do Estado   Podemos citar que a intervenção do Estado no sistema de mercado é necessária para o funcionamento do próprio sistema. para desempenhar seu papel de tentar atenuar as distorções na economia desempenha quatro funções principais: a função alocativa.

Busca suprir a demanda pelos bens púbicos. .Função alocativa  A alocação de recursos governamentais visa à oferta de bens e serviços desejados e necessários à sociedade. mas que não sejam fornecidos pelo setor privado. bens semipúblicos ou meritórios e bens privados.

seja por qualquer tipo de estímulo à produção. etc. isenção de impostos. .Função alocativa  A função alocativa pode ser exercida. como a concessão de subsídios. seja por meio da produção direta dos bens e serviços demandados pela sociedade. financiamentos a juros subsidiados.

etc. construção de estradas. Segurança Nacional. Justiça. .Função alocativa   Exemplos: Segurança Pública.

que buscam redistribuir a renda e a riqueza entre os cidadãos e entre as regiões do País. normalmente. . é exercida por meio da tributação progressiva. que aplica alíquotas maiores para as camadas sociais mais ricas. A função distributiva. e transferências.Função Distributiva   A função distributiva objetiva o ajuste da distribuição de renda e riqueza na sociedade.

bolsa escola. . aposentadorias.Função Distributiva   Exemplos: Bolsa família. bolsa formação. entre outros.

Função estabilizadora  A função estabilizadora é um instrumento de política macroeconômica. estabilidade de preços. equilíbrio no balanço de pagamentos e razoável taxa de crescimento econômico. Ela busca propiciar à sociedade um nível de pleno emprego. não controláveis pelo livre mercado. .

onde o governo deixa de fornecer serviços.Função reguladora  A função reguladora do Estado é uma mudança de postura. ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações).. exemplo podemos citar as seguintes agências reguladoras: ANP (Agência Nacional do Petróleo). e passa a regular os serviços privatizados. Como .. etc.

Atividade proposta:  Identifique qual atividade econômica se refere: Estabelece o fornecimento de bens públicos à população. Resposta: Função distributiva Função alocativa Função reguladora Função estabilizadora .

Resposta: Função distributiva Função alocativa Função reguladora Função estabilizadora . estabilizar os preços e obter uma taxa razoável de crescimento econômico.Atividade proposta:  Identifique qual atividade econômica se refere: Procura melhorar o nível de empregos.

Resposta: Função distributiva Função alocativa Função reguladora Função estabilizadora .Atividade proposta:  Identifique qual atividade econômica se refere: Realiza ajustes na distribuição de renda. tornando-a mais justa.

Atividade proposta:  Identifique qual atividade econômica se refere: Regula a atividade econômica por meio de legislação. normas administrativas e com a criação de agências reguladoras. Resposta: Função distributiva Função alocativa Função reguladora Função estabilizadora .

Atividade proposta: ‡ Pesquise em sites (informando a fonte) qual o peso atual do estado brasileiro na economia. ‡ Com essas informações. ressaltando: ‡ a carga tributária nominal e percentual com relação ao PIB. discorra sobre o papel do Governo na gestão econômica do país . ‡ as despesas do governo (em % do PIB).

UNIDADE 1 ORÇAMENTO PÚBLICO .

Objetivos desta unidade Ao final desta aula. o aluno deverá ser capaz de: ‡ ‡ Definir o que vem a ser o orçamento público. Resumir as características do orçamento público. .

Osvaldo Maldonado Sanches . devem entrar e sair dos cofres públicos (receitas e despesas públicas). num período determinado (normalmente um ano). com especificação de suas principais fontes de financiamento e das categorias de despesas mais relevantes´.Orçamento Público  ³Documento que prevê as quantias de moeda que.

o orçamento público tem evoluído e vem incorporando novas instrumentalidades. reveste-se de formalidades legais.Orçamento Público  É o instrumento de gestão de maior relevância e provavelmente o mais antigo da administração pública. É um instrumento que os governos usam para organizar os seus recursos financeiros. . Partindo da intenção inicial de controle. No Brasil.

Por causa dessa rigidez. . as despesas só poderão ser realizadas se forem previstas ou incorporadas ao orçamento.Orçamento Público  É uma lei constitucionalmente prevista (ou ainda um instrumento legal) que estima a receita e fixa a despesa para um exercício.

Tipos de Orçamento Público   Orçamento tradicional Orçamento Programa Orçamento Base Zero Orçamento de desempenho   .

etc. juntamente com o Estado Liberal. social. ao máximo. jurídico. os aspectos econômico. contábil. preocupado em manter o equilíbrio financeiro e evitar.Tipos de Orçamento Público   Orçamento tradicional O Orçamento tradicional surgiu na Inglaterra. Foi instituído com a finalidade de possibilitar aos órgãos de representação um controle político sobre o Poder Executivo. em 1822. administrativo. No orçamento tradicional.   . o aumento dos gastos públicos. tinham papel secundário.

Tipos de Orçamento Público   Orçamento tradicional É o orçamento clássico. elaborado de forma empírica. . por exemplo. não vinculando o planejamento aos programas. e sim confeccionado a proposta orçamentária adotando como base o ano anterior. somando o valor do orçamento do ano anterior com a projeção de inflação do período. ou seja.

O principal critério para distribuição de recursos era o montante de gastos do exercício anterior. etc. Preocupava-se com os meios e não com os fins das funções governamentais. ou clássico. os diversos órgãos e entidades da Administração Pública Federal eram contemplados com recursos suficientes para o pagamento de pessoal e aquisição de material de consumo e permanente para um exercício financeiro. não se levando em conta novas realizações futuras. como.Tipos de Orçamento Público   Orçamento tradicional No orçamento tradicional. redução do analfabetismo.  . Não eram adotados programas de trabalho ou objetivos a atingir. melhoria dos índices sociais de determinada região. por exemplo.

.Tipos de Orçamento Público  Orçamento Programa O orçamento-programa consiste em um método de orçamentação por meio do qual as despesas públicas são fixadas a partir da identificação das necessidades públicas sob a responsabilidade de um certo nível de governo e da sua organização segundo níveis de prioridades e estruturas apropriadas de classificação da programação.

projeto ± estimação dos recursos de trabalho necessários -.Tipos de Orçamento Público  Orçamento Programa A elaboração de um orçamento-programa envolve algumas etapas: planejamento ± definição de objetivos e metas -. e avaliação dos programas. orçamentação ± estimação dos custos e dos recursos necessários -. programação ± atividades necessárias à consecução dos objetivos -. .

Atividade proposta: ‡ Elabore um resumo com no máximo duas laudas sobre o seguinte tema: Histórico dos orçamentos no Brasil e no mundo Textos de referência: ‡ ‡ Histórico na Legislação das Atividades Orçamentárias no Brasil Aspectos Históricos do Orçamento Público .

. o aluno deverá ser capaz de: Identificar os principais princípios orçamentários.Princípios Orçamentários  Objetivos desta unidade Ao final desta aula.

refletindo as alterações na legislação correlata. dogmas orçamentários. São úteis. São. produto da evolução do processo de elaboração e execução orçamentária.Princípios Orçamentários  Os princípios orçamentários não devem ser interpretados como mandamentos imutáveis. para orientar o estudo sobre alguns aspectos orçamentários. . outrossim. contudo.

Princípio da anualidade ou periodicidade:  O princípio da anualidade reza que a previsão das receitas e a fixação das despesas devem referir-se a um exercício financeiro. (Lei 4. 64) . o exercício financeiro coincide com o ano civil. No Brasil.320/64 Art.São eles: 1.

que poderiam servir para burlar a programação e o controle da despesa. . Princípio da Unidade ou totalidade:  Deve existir apenas um orçamento para cada exercício financeiro. Dessa forma. evita-se a elaboração de orçamentos paralelos.São eles: 2.

São eles: 3. . sendo vedado o início de programas e projetos não incluídos na lei orçamentária anual. seus fundos. órgãos e entidades da administração direta e indireta. Princípio da Universalidade:  O orçamento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos Poderes da União.

como vem sendo interpretado pelos tratadistas. . A regra busca dar transparência no processo orçamentário. determina que todas as parcelas de receitas e despesas devem constar do orçamento pelos seus totais. Princípio do Orçamento Bruto:  O princípio do orçamento bruto. impedindo a simples apresentação dos valores líquidos da confrontação entre receitas e despesas relativas a determinado serviço público.São eles: 4. vedadas quaisquer deduções. constituindo condição essencial ao controle financeiro.

São eles: 5. Princípio da Não vinculação das receitas:  O princípio da não-afetação ou nãovinculação das receitas determina que nenhuma receita poderá ser reservada ou comprometida para atender a despesas previamente determinadas .

São eles: 6. Princípio da Discriminação ou especialização:  O princípio da discriminação ou especialização determina que as despesas sejam classificadas em um nível de desagregação suficiente para a análise pela sociedade. A discriminação das despesas nos orçamentos anuais far-se-á. no mínimo. por elementos .

a lei orçamentária anual não poderá conter nenhum assunto estranho à previsão da receita e à fixação da despesa . Princípio da Exclusividade:  O princípio da exclusividade no Direito brasileiro surgiu na reforma constitucional de 1926. Por esse princípio.São eles: 7.

Princípio do equilíbrio:  O princípio do equilíbrio visa dar transparência maior à obtenção de recursos. bem como sua destinação. uma vez que se trata de uma demonstração contábil. . O orçamento deve explicitar todas as fontes de recursos. O orçamento sempre estará equilibrado.São eles: 8.

matéria tributária e orçamentária. Compete privativamente ao Presidente da República: XXIII ± enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual. § 1° São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: II ± disponham sobre: b) organização administrativa e judiciária. II ± as diretrizes orçamentárias. III ± os orçamentos anuais. 165. 61.´ ³Art. o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstas nesta Constituição.Orçamento na CF/88          ³Art.´ ³Art.´ . 84. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I ± o plano plurianual. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios.

não exigida esta para o especificado nos arts. 166. diretrizes orçamentárias.´  . 48 Cabe ao Congresso Nacional. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual. operações de crédito. dispor sobre todas as matérias de competência da União. com a sanção do Presidente da República. às diretrizes orçamentárias. na forma do regimento comum.Orçamento na CF/88   ³Art. 49. 51 e 52. orçamento anual. ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional. especialmente sobre: II ± plano plurianual.´ ³Art. dívida pública e emissões de curso forçado.

a Constituição Estadual consagra em seu Art. 123 os referidos instrumentos de planejamento governamental.No âmbito do Estado de Pernambuco. estes instrumentos formam o SISTEMA NACIONAL DE ORÇAMENTO PÚBLICO. LDO: Orientações de Política Orçamentária e financeira LOA: Classificação das transações para contabilização das ações .      São eles: PPA : Planejamento das ações concretas.  Utilizados de forma integrada.

o qual disciplina que: ³A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá. de forma regionalizada. . objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada´.O Plano Plurianual  É o instrumento de planejamento recepcionado pelo art. 165. § 1º da CF/88. as diretrizes.

35. . iniciando-se no segundo ano de mandato do chefe do Poder Executivo que o elaborou e terminando sua vigência no final do primeiro ano de mandato do chefe do Poder Executivo subseqüente.O Plano Plurianual  O PPA é um planejamento de médio prazo. § 2º do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias). O intuito do legislador foi o de evitar uma descontinuidade dos projetos em andamento. em consonância com o Art. para um período de quatro anos.

objetivos e metas para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para os programas de duração continuada. o governante procura indicar. de forma regionalizada. as diretrizes. . O que o governante pretender realizar de investimentos deverá estar constando primeiro no PPA.O Plano Plurianual  Nesse plano.

pelo Presidente da República. . até o dia 31 de agosto do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subseqüente e devolvido para sanção até o último dia útil antes do dia 15 de dezembro do mesmo ano. três meses e meio para a apreciação do Plano Plurianual. O Congresso tem. portanto. o plano plurianual deverá incluir as despesas com investimentos. O PPA é revisto anualmente pelo Governo.O Plano Plurianual    O projeto do plano plurianual deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional.

O Plano Plurianual  Não pode haver nenhuma despesa de capital que não esteja prevista no PPA. Como é vedado. Caso contrário. nem poderiam estar previstas na lei orçamentária. conclui-se que o início das despesas com investimentos só pode ocorrer se estiverem previstas no plano plurianual. como já foi visto. o início de programas e projetos não incluídos na lei orçamentária. .

disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. § 2° CF: A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal. incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente. 165. orientará a elaboração da lei orçamentária anual.Lei de Diretrizes Orçamentárias  ³Art.´ .

. por força do inciso I do art. normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos do orçamento e demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. critérios e forma de limitação de empenho. 4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). também disporá sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.Lei de Diretrizes Orçamentárias  A LDO.

Orientação sobre os limites orçamentários de cada Poder para o exercício subseqüente. § 9°. são temas que sofrem variação anual e. da Constituição Federal. a determinação de categorias de programação específicas para determinadas despesas. portanto. a fixação do superávit primário. não deve ultrapassar os limites da competência da Lei n° 4. salvo previsão diversa na futura lei complementar de que trata o art. . 165. ela orientará a elaboração da lei orçamentária. A orientação. a definição do montante da reserva de contingência. de caráter permanente.Lei de Diretrizes Orçamentárias   Além disso. limitando-se a situações que tenham caráter anual que não poderiam ser previstas numa lei complementar.320/64. no entanto. devem ser tratados nas leis de diretrizes orçamentárias. por exemplo.

II ± o orçamento de investimento das empresas em que a União. . a lei orçamentária anual (LOA) compreenderá: I ± o orçamento fiscal referente aos Poderes da União. e III ± o orçamento da seguridade social. detenha a maioria do capital social com direito a voto. direta ou indiretamente. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. 165 da CF/1988. bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. seus fundos. órgãos e entidades da administração direta e indireta. da administração direta ou indireta.Lei Orçamentária Anual     Segundo o § 5º do art. abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados.

Lei Orçamentária Anual O que é?  É o instrumento de planejamento governamental. em termos financeiros a alocação dos recursos públicos. . com a finalidade de exprimir. elaborado pelo Poder executivo (com aprovação do Legislativo). contando seus efeitos a partir de 01 de janeiro do ano subseqüente. com vigência a partir da data de sua publicação.

logo.Lei Orçamentária Anual  A lei orçamentária prevê as receitas e fixa as despesas. de fato. seria razoável que as receitas previstas na proposta orçamentária correspondessem aos recursos. disponíveis para o exercício subseqüente. .

.Prazos: Projeto PPA LDO LOA Prazo de envio (até) 4 meses antes do encerramento do 1º exercício financeiro. Na prática. Encerramento da sessão legislativa. Na prática. deve ser encaminhado até 31/08. deve ser devolvido até 17/07. Na prática. Encerramento do primeiro período da sessão legislativa. deve ser encaminhado até 15/04. Na prática. Na prática. deve ser devolvido até 22/12. Prazo de devolução (até) Encerramento da sessão legislativa. Na prática. deve ser devolvido até 22/12. 4 meses antes do encerramento do exercício financeiro.5 meses (oito meses e meio) antes do encerramento do exercício financeiro. deve ser encaminhado até 31/08 8.

Os recursos são disponibilizados para os ordenadores de despesa para que eles possam realizar a despesa. Ordenador de Despesa é toda e qualquer autoridade de cujos atos resultem emissão de empenho. para ser executado. os créditos orçamentários devem ser descentralizados para as Unidades Gestoras correspondentes. A descentralização de créditos consiste na movimentação de dotações orçamentárias entre órgãos diferentes ou entre Unidades Gestoras do mesmo órgão.Alguns aspectos da execução orçamentária   O Orçamento da União. autorização de pagamento. No entanto. é registrado nas Unidades Orçamentárias de cada Órgão. suprimento ou dispêndio de recursos da União ou pelos quais esta responda . ao ser aprovado.

Ex: SDS UGC 39000 Já os órgãos Operativos são Unidades Gestoras Executoras (UGE). através de  .Alguns aspectos da execução orçamentária  No caso do Estado de Pernambuco. Ex: CBMPE UGE 390601. poderão descentralizar créditos orçamentários para unidades administrativas subordinadas. PMPE UGE 390401  As UGEs. a Unidade Orçamentária é denominada Unidade Gestora Controladora (UGC).

.416/98     Art. 20. 137. regulamentado pelo Dec. § 1º Considera-se provisão de crédito orçamentário a transferência do poder de disposição do crédito.Base legal para o Repasse Financeiro (REFIN) CAF Arts. § 2º A justificativa prevista no "caput" deste artigo será feita perante a Secretaria da Fazenda. a uma unidade administrativa pela unidade orçamentária. Em casos excepcionais. devidamente justificados pelo titular da unidade orçamentária. § 3º O titular da unidade orçamentária que provisionar crédito orçamentário será responsável pelo controle de sua efetiva aplicação. 138 e 139. poderá ser provisionado crédito orçamentário para uma unidade administrativa que lhe seja subordinada. pela unidade administrativa. 137.

A despesa efetuada através da provisão de crédito orçamentário obedecerá às exigências de licitação. pagamento e Programação Financeira. 20. regulamentado pelo Dec. previstas neste código. empenho. 138. A cada provisão de crédito orçamentário corresponderá a emissão de uma nota de provisão de crédito orçamentário.416/98 Art.Base legal para o Repasse Financeiro (REFIN) CAF Arts.  . 139. liquidação. 137. 138 e 139.  Art.

Unidade 3 Receita e despesa públicas .

Receita e Despesa Pública   Receita Pública: Entende-se por Receita ou ingresso público. todo e qualquer recolhimento feito aos cofres públicos. Pode ser classificada em: Receita Orçamentária: aquela que é própria do estado. Ex: ICMS Receita Extra-Orçamentária: São os créditos de terceiros. Ex: depósito em caução .

Está contida no orçamento e compreende as autorizações para gastos com as várias atribuições governamentais.Receita e Despesa Pública  Despesa Pública: É o conjunto de dispêndios efetuados pelo Estado. em dinheiro.  . que financiam o funcionamento dos serviços públicos.

em face de serviços prestados ou bem consumido.Ainda:  A despesa pública pode ser definida como sendo o gasto ou o compromisso de gasto dos recursos governamentais. elaborada em conformidade com o Plano Plurianual de Investimentos. com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em outras palavras representa desembolso efetuado pelos agentes pagadores do Estado. devidamente autorizados pelo poder competente. com o objetivo de atender às necessidades de interesse coletivo previstas na Lei do Orçamento. ou mesmo a promessa desse pagamento. .

Classificação da despesa:    Classificação Institucional: Corresponde a identificação dos órgãos e entidades do governo e respectivas unidades orçamentárias Ex: Secretaria de Educação: UGC 14000 Ex: SDS: UGC 39000 .

Ex: Função Educação (pode ser usado por qualquer secretaria ou órgão) Ex: Função saúde (pode ser usado por qualquer secretaria ou órgão) .Classificação da despesa:    Classificação Funcional: Tem por finalidade fornecer informações agregadas sobre os gastos públicos por área de ação governamental.

etc. Modalidade de aplicação: Transferências ou aplicação direta. etc. outras despesas correntes. inversões. OST PJ. Material Permanente.Classificação da despesa:  Classificação Econômica: Consiste em classificar a despesa pela sua natureza ou objeto de gasto conforme os seguintes níveis:     Categoria Econômica: despesas correntes ou de capital Grupo de despesa: Pessoal. Elemento de despesa: Material de consumo. OST PF. juros e encargos da dívida. investimentos. Material de distrib. Gratuita. .

etc Outras Desp.90.3) Modalidade de aplicação Destinadas a manutenção e funcionamento do órgão Elemento de despesa Exemplo: 3. etc Mat de consumo. Salário Família. ajuda de custo.Classificação da Despesa: Grupo de despesa Cat. Correntes (código 3. OST PF. Mat de distrib gratuita.1) Despesas Correntes Código 3 Vencimentos. Econômica  Pessoal (código 3.3. OST PJ.30 = Material de consumo Onde 90 = aplicação direta .

52 = Material Permanente Onde 90 = aplicação direta .5) Compra de ações de empresas. Despesas de capital Código 4 Inversões (código 4.4.4) . etc Destinadas a formar ou adquirir ativos reais Exemplo: 4.Classificação da Despesa: Grupo de despesa Cat. . (código 4.90. Econômica  .

Liquidação.   .     Alguns autores porém incluem como fases da despesa: Programação. Pagamento.Estágios da Despesa Pública  Comumente se diz que os estágios ou fases da despesa pública são: Empenho. Licitação.

Empenho:   O empenho é o primeiro estágio da despesa. 58 da Lei n° 4. Questionamento: O empenho cria obrigação jurídica de pagamento? . 140 do CAF: ³o empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento. pendente ou não de implemento de condição´. Nos termos do disposto no Art.320 e Art.

das dotações orçamentárias destinadas à satisfação da despesa.Resposta:  O empenho não cria obrigação jurídica de pagar. mas destaca. a quantia necessária ao resgate do débito. .

60 da Lei 4.320/64: É vedada a realização de despesa sem prévio empenho ou acima do limite dos créditos orçamentários concedidos. 142 CAF e Art.Despesa sem prévio empenho Art.  .

a aquela relacionada a um contrato de prestação de serviço de limpeza com valor determinado. entre outras. energia elétrica. uma obra que será paga parcelada. em geral em cada mês.São modalidades de empenho: Empenho ordinário: é destinado a atender despesa quantificada e liquidável de uma só vez. durante o exercício financeiro. gasto com combustível. Por exemplo. Empenho estimativo: destina-se a atender a despesa de valor não quantificado durante o exercício. entre outras. Empenho global: destina-se a atender despesa determinada e quantifica e a ser liquidada e paga parceladamente. telefonia. . Por exemplo. a aquisição de automóvel. Por exemplo.

Resposta: Empenho estimativo Empenho Global Empenho ordinário .Atividade proposta:  Identifique qual modalidade de empenho se refere: Aquisição de uma viatura com pagamento único.

Resposta: Empenho estimativo Empenho Global Empenho ordinário . Ex: Fornecimento de energia elétrica.Atividade proposta:  Identifique qual modalidade de empenho se refere: Despesa que não sabemos o valor correto.

Resposta: Empenho estimativo Empenho Global Empenho ordinário .Atividade proposta:  Identifique qual modalidade de empenho se refere: Despesa que sabemos o valor correto. Porém será paga parceladamente. Ex: Obra de construção de um aquartelamento.

Liquidação  A liquidação é o estágio que consiste na verificação do direito do credor. tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. Essa verificação tem por objetivo determinar: a origem e o objeto do que se deve pagar. a importância exata a pagar e a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação. .

restando o valor líquido a ser pago ao credor. Imposto de Renda. conforme o caso. .Liquidação  Do valor bruto da nota fiscal. ISS ou qualquer outra obrigação. podem ser deduzidos INSS.

. O pagamento somente poderá ser efetuado quando ordenado após sua regular liquidação. que segue para o banco no dia seguinte através de uma Relação Externa Bancária (RE). Obs: No caso de Pernambuco. gerando uma Ordem Bancária (OB). o pagamento da despesa já não é mais realizado pela UG. É realizada uma operação chamada Previsão de Desembolso (PD) e a SEFAZ é encarregada de confirmar o pagamento.Pagamento  O pagamento representa a fase final do processo da despesa pública.

. as despesas nele legalmente empenhadas´. onde estabelece que ³pertence ao exercício financeiro.° 4.Casos Especiais: Restos a Pagar: A despesa orçamentária é executada pelo regime de competência. consoante o dispositivo no artigo 35 da lei federal n.320/64 e inciso II.

41 CAF) . distinguindo-se as processadas das não processadas.´ (idem Art. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro.Casos Especiais: Restos a Pagar: ³Artigo 36.

Restos a Pagar: Processados: Entende-se por Restos a Pagar processados. ou seja. as despesas legalmente empenhadas que já tenham sido liquidadas até o dia 31 de dezembro. já ocorreu o segundo estágio da despesa. São contabilizados no momento da entrega ou uso do bem ou da prestação do serviço .

. uma vez que o fato gerador da despesa. Contudo. mas não liquidadas até o dia 31 de dezembro. em obediência ao preceito legal.Restos a Pagar: Não Processados: Os Restos a Pagar não processados são despesas legalmente empenhadas. fere-se o princípio da competência. ainda não ocorreu. Seu registro contábil é feito no dia 31 de dezembro de cada ano.

Materiais importados que já possuam a guia de importação.Restos a Pagar: Não Processados: No caso do Estado de PE. Obras em fase de conclusão. geralmente são considerados como Restos a Pagar Não processados: Materiais em fase de fabricação no país. .

bem como a serviços prestados em exercícios anteriores. relativos a bens utilizados ou entregues. . para os quais não haja inscrição em Restos a Pagar. seja em virtude de cancelamento.Casos Especiais: Despesas de Exercícios Anteriores (DEA): As despesas de exercícios anteriores são débitos exigidos pelo credor e reconhecidos pela Administração Pública. seja por causa de falhas no processo à época.

porém a fatura não foi certificada tampouco liquidada (a Nota de Empenho foi cancelada): Resposta: DEA Restos a Pagar Processado Restos a Pagar Não Processado .Atividade proposta: O credor entregou o material licitado.

a fatura foi certificada e liquidada mas não foi paga: Resposta: DEA Restos a Pagar Processado Restos a Pagar Não Processado .Atividade proposta: O credor entregou o material licitado.

Atividade proposta: O credor não entregou o material importado licitado. pois encontra-se retido na alfândega: Resposta: DEA Restos a Pagar Processado Restos a Pagar Não Processado .

A liberação de recursos acontece antes e o orçamento do ano vigente não é comprometido. diferente da DEA.Vantagem da Inscrição em RAP Contabilmente. a Inscrição em Restos a Pagar garante que esta despesa seja enquadrada como Despesa Extra-orçamentária. .

estabelecidos neste Código e a critério do ordenador de despesa. Somente em casos excepcionais. . o pagamento será efetuado mediante suprimento individual.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art. 156.

157. O regime de suprimento individual consiste em entrega de numerário a servidor. para o fim de realizar despesas que não possam subordinar-se ao processo normal. . de preferência segurado sempre precedida de empenho na dotação própria.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art.

158. O suprimento feito para determinado elemento de despesa não poderá ser aplicado em outro elemento.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art. para compras SI de serviço para prestação de serviço . Ex: SI de consumo.

despesas de custeio não superiores a 600 (seiscentas) Unidades Fiscais do Estado de Pernambuco .Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art. São despesas especialmente processáveis pelo regime de suprimento individual: I . com exceção da Secretaria de Educação. no prazo estipulado neste Código. mediante a apresentação de prestação de contas. ou outro índice que venha a substituí-la. obrigando-se o responsável pelo suprimento a comprová-las. 159.despesas extraordinárias ou urgentes. . II .UFEPE's. cujo limite será de 1.800 (hum mil e oitocentas) UFEPE's.

IV . independentemente de comprovação. .despesas com diligências policiais ou motivadas pela necessidade de restabelecimento da ordem pública. 159.despesas de custeio de pronto pagamento não superiores a 40 (quarenta) UFEPE's ou outro índice que venha a substituí-la. entendendo-se como tal. fora da Região Metropolitana do Recife. bastando relacioná-las.despesas que tenham de ser efetuadas em local distante da sede da unidade.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art. São despesas especialmente processáveis pelo regime de suprimento individual: III . V .

mas. as aplicadas nos casos de calamidade pública ou estado de emergência.despesas urgentes são aquelas não compreendidas no inciso anterior. . vigente no primeiro dia útil do mês do empenhamento da despesa. § 3º Para efeito dos incisos II e III. que. por sua natureza sejam consideradas inadiáveis. § 2º Os suprimentos individuais para as despesas consideradas extraordinárias ou urgentes dependerão da autorização do Governador do Estado.despesas extraordinárias. deste artigo. II . consideram-se: I . considera-se o valor da UFEPE.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): § 1º Para efeito deste Código.

Casos Especiais:
Suprimento Individual (conforme CAF):
Art. 160. Da solicitação de suprimento individual deverá constar: I - nome, matrícula, cargo ou função do servidor a quem deve ser entregue o suprimento; II - classificação completa da despesa por conta do crédito orçamentário; III - exercício financeiro; IV - indicação do valor do suprimento; V - o local ou locais onde será aplicado o suprimento; VI - período de aplicação e prazo para comprovação; VII - espécie do pagamento a realizar; VIII - referência expressa de que o suprimento deverá corresponder a determinada nota de empenho, não podendo ser aplicado em mais de um elemento de despesa.

Casos Especiais:
Suprimento Individual (conforme CAF):
Art. 160. Da solicitação de suprimento individual deverá constar: Parágrafo único. Para cada elemento de despesa corresponderá um suprimento individual.

Casos Especiais:
Suprimento Individual (conforme CAF):
Art. 161. Não será concedido suprimento individual: I - a responsável por dois suprimentos pendentes de prestação de contas, ou em alcance; II - nas despesas cuja licitação não possa ser dispensada Art. 162. Quando o responsável pelo suprimento funcionar apenas como Tesoureiro, os pagamentos dependerão de autorização do ordenador de despesa no documento hábil.

163. a partir da data em que a prestação de contas era devida. O prazo para prestação de contas será de 60 (sessenta) dias. Na hipótese do não cumprimento do disposto no artigo anterior. . o responsável pelo suprimento ficará sujeito ao pagamento de multa correspondente a 10% (dez por cento) do valor original do suprimento.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art. a contar da data de liberação do suprimento. 164. Art. atualizado monetariamente pela variação da URF.

A prestação de contas só se considerará efetuada quando a respectiva documentação estiver completa. o responsável pelo suprimento anexará a respectiva guia de recolhimento à conta única da multa estipulada no artigo anterior. No caso da prestação de contas ser entregue fora do prazo. .Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art. Parágrafo único. 165.

III .guia de recolhimento à Conta Única.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art. IV . . quando houver estorno parcial de ordem de pagamento e respectivo recolhimento.balancetes demonstrativos dos recursos e de sua aplicação. anexada à via própria da nota de anulação de empenho ordem de pagamento.quitação correspondentes a recolhimentos de tributo.comprovantes de despesas referidas no artigo 173. A prestação de contas de suprimento individual será encaminhada ao Órgão Central do subsistema de Contabilidade mediante ofício acompanhado dos seguintes documentos: I . 166. II .

obedecidas as normas de liquidação.Casos Especiais: Suprimento Individual (conforme CAF): Art.ser emitidos em data não anterior ao empenho do suprimento. quando se tratar de pessoa física. II . em nome do Estado. deverão: I . em nome do responsável pelo suprimento. 167.conter anotação do documento de identificação. Os documentos de comprovação das despesas sob regime de suprimento individual. e indicar a unidade orçamentária. . III .serem visados pelo titular da Unidade Orçamentária. IV .ter os recibos firmados pelo credor ou procurador legalmente habilitado.

Atividade proposta .

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